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domingo, outubro 09, 2016

Antologia Poética da Revista BARA para download


A Revista portuguesa BARA foi, durante muitos anos, o órgão de expressão maior da Associação Evangélica de Cultura. Tendo sua primeira edição em 1979, um ano após a fundação da Associação, o periódico foi veículo para textos poéticos, desenhos e ilustrações, estudos e reflexões as mais diversas, da lavra de uma excelente geração de autores, tais como João Tomaz Parreira, José Brissos-Lino, Samuel Pinheiro, Jorge Pinheiro, Clélia Inácio Mendes e outros.

Aqui, disponibilizamos para download, em reprodução fac-símile, a edição especial da revista, intitulada de Antologia Poética. Nas palavras de Jorge Pinheiro, "para além dos referidos poemas, a Antologia oferece uma série de textos sobre a temática da poética, entre eles o magnífico ensaio da autoria de Tomaz Parreira sobre Bocage (A Essência Espiritual do Pensamento Bocagiano), que o autor apresentara dois anos antes no Congresso Juvenil das Assembleias de Deus realizado em Setúbal. Mas a Antologia não se ficou apenas pela poesia e pelos textos de análise – incluiu também desenhos de artistas evangélicos vários."

Ao final da revista, a título de apêndice, um texto de esclarecimento sobre a relevância e abrangência da Associação Evangélica de Cultura e da própria BARA.

Para realizar o download pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para realizar o download pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.
Para realizar o download pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.

Outros textos publicados nas edições da Revista BARA podem ser baixados a partir do grupo BARA - Associação Evangélica de Cultura, no Facebook. Acesse AQUI.


terça-feira, julho 19, 2011

ÁGUAS VIVAS Volume 2 - Antologia de Poesia Evangélica




Há exatos dois anos, em Julho de 2009, veio a lume a Antologia Poética Águas Vivas, destacando a obra de 10 poetas evangélicos contemporâneos. Dez expoentes dos mais diversos estilos poéticos, unidos num livro editado em formato eletrônico, trazendo uma riquíssima e edificante amostra de poesia, numa obra franqueada a todos os interessados, pois de circulação e cópia gratuitas.

Já naquele momento, muitos talentosos poetas não puderam ser incluídos na obra, cujo projeto editorial inicial era dedicar-se a 10 poetas somente.

Pois eis que agora, em Julho de 2011, a semente que ficou germinou, e é com grande alegria que apresentamos aos leitores este segundo volume de Águas Vivas, imbuído do mesmo espírito da edição anterior, que é destacar e divulgar a excelente poesia cristã produzida atualmente por nossos irmãos, no Brasil e em Portugal.

Desta feita estão antologiados sete autores, sendo quatro deles, os brasileiros: Antonio Costta, Fabiano Medeiros, Flávio Américo e Norma Penido; e três lusitanos: Florbela Ribeiro, Jorge Pinheiro e Rui Miguel Duarte, cada qual comparecendo com 10 poemas. O e-book possui 116 páginas, em formato PDF, e o download é gratuito.

Decerto e mais uma vez, outros poetas de excelência ficaram de fora, pois na presente edição optamos por trabalhar com um número menor de autores. Mas nossa expectativa é dar prosseguimento ao projeto Águas Vivas, vindo daqui a algum tempo a contemplar a obra de outros de nossos bardos, que têm exercitado com multiforme graça o dom divino que o Senhor lhes outorgou.

Querido leitor: tenha uma muito boa leitura, e não deixe de compartilhar este livro e estes poemas com seus amigos e irmãos. Sinta-se livre também para republicar este post em seu blog ou site, sem necessidade de prévia autorização.


Para baixaer o livro pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.
Para baixar o livro pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.




Sammis Reachers, organizador

segunda-feira, junho 20, 2011

Dois poemas de Jorge Pinheiro



prece


Senhor!
Não queria ser um Pedro
pregando às multidões
do que quer isto dizer?

Não queria ser um Paulo
de quem o fogo engordou
com a víbora que o mordera.

Não queria ser um Abrão
de Ur, lá longe, na Caldeia
ouvindo Teu chamado
seguindo o rumo
por Ti apontado.

Não queria ser um Moisés
levando Teu povo avante
enfrentando Faraó
com a mensagem
do Deixa sair meu povo.

Não queria ser um David
de mão forte e poderosa
que engrandeceu o Teu Reino.

Ah, Senhor!
Não sei de outro pedido
que este pedido me baila
e preso não se quer ver
na prisão do coração!

Senhor!
Queria ser a pedra do Decálogo
com a marca dos Teus dedos.

Queria ser a mão do Baptista
de dedos que tocaram
a Palavra da Vida.

Queria ser a talha de pedra
testemunha do Jesus-Elohim
como marca da nova ordem
que Tu inauguraste.

Queria ser a areia da praia
com o amor das Tuas palavras
chovendo
sobre o mar da humanidade.

Queria ser o chicote do Templo
usado em Tuas mãos
para escorraçar das mentes
o falso temor a Ti.

Queria ser o ar que Tu respiraste
quando predisseste de Jerusalém
quando multiplicaste os pães
quando viveste aqui
quando morreste por mim
qual momento sempre presente
do Teu amor insondável.

Queria ser todo Teu,
não na jactância ou com glória
mas na humildade
das coisas pequeninas
porque estão junto de Ti.





quando partires


Quando partires
não estarei só.
Fica comigo alguma coisa
que é tua
e não levaste.

Quando partires
não ficarei só.
No buraco da parede
permanece reflorido
o canto dos teus sonhos
em manhãs
que fazias plenas de magia.

Quando partires
não me deixarás só.
Teus passos soam pelo soalho
anunciando
o regresso quotidiano
da tua prece de esperança
mesmo quando te vestias
de desânimo
e prostração.

Quando partires
não me sentirei só.
A tua presença é viva
e forte
e não me dirás que encetaste a viagem
de onde
tu jamais regressarás.



Visite o blog do autor: http://rua-reflex.blogspot.com/

segunda-feira, setembro 07, 2009

Dois poemas de Jorge Pinheiro

*
Foto que tirei na praia de Itaipu, em Niterói (RJ). Uso liberado

Samaritana

Vai, samaritana, vai!
Vai
e conta a toda a gente
que as notas da desdita
não mais serão tangidas

Vai, samaritana, vai!
Vai e conta aos teus
― no grupo dos indiferentes
― no monte dos zombadores
que o ar da comiseração
deixou de ser respirado.

Vai, samaritana,
e conta a todo o mundo
que as pedras do desânimo
já não ferem tuas carnes
porque foram removidas.

Vai, samaritana,
e pelas praças e becos
ergue alto a tua voz
porque o barro da vergonha
na água do amargor
amassado, cozido e ressequido
jaz desfeito
em pedaços espalhado.

Vai!
E alça tua fronte
erguida
ao novel escárnio e zombaria
de quem te não quer escutar
que no poço de Sicar
enterraste o mau viver.

Vai!
E mostra no canto das aves
na simplicidade
das coisas simples
que a poeira maldita
da proscrição
jaz amordaçada
aos pés de uma luz
nova
real
e tangível



Quando eu acordar na glória

Quando eu acordar
na Glória,
nem sonhos nem pesadelos
irão perturbar jamais
a radiosa aurora.

Quando eu acordar
no Além,
nem dores nem gritos,
descompassados e inertes
cercarão meu tálamo
que eu quereria dourado.

Quando eu acordar
na resplandecente aurora,
meu fardo,
pesado e medonho
de angústias e incertezas,
não estará no momento
do transpor da Eternidade.

Quando eu acordar
na Glória
e cercar a realidade,
não terei nem preso a mim
o fio ténue e espesso
do relembrar da memória
de dias negros e passados
de infinita tristeza.

Quando eu acordar
na Glória,
viverei a felicidade
aqui somente entrevista
sentida em sonhos
de dia claro,
mas jamais atada a mim
como realidade perfeita.

Quando eu acordar
na Glória,
a lágrima que, ora, presa
nesta faixa de humano,
rola grossa e farta,
contando de mundos
perdidos
e ansiedades falhadas,
seca para sempre
estará,
cedendo lugar vitorioso
ao sorriso de alegria
de um novo viver sempiterno.

Quando eu acordar
na Glória
― ah! dia mais desejado ―
nem ríctus de dor,
de angústia,
de tristeza velada,
jamais ensombrarão meu ser
que nova luz
radiosa
brilha para sempre imortal.

Quando eu acordar
na Glória,
meu coração destroçado
banhado em lágrimas amargas
que o cercam e o aninham
reviverá para sempre
com um canto novo
de gozo e de louvores
na certeza retumbante
de uma vitória eternal.


Visite o blog do autor:  http://rua-reflex.blogspot.com/

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