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quinta-feira, maio 08, 2008

Dois poemas de Helder Nozima


Dançando com Cristo

Sinto como se tivéssemos dado as mãos
Mas ainda não sincronizamos os pés
A música toca, mas divergimos
Tento ir para um lado, Tu me levas a outro

Por vezes me frustro e ardo em ira
Tento
me desvencilhar de Suas mãos
Impor o meu próprio ritmo
Determinar os passos da dança

Mas Tu é quem escolhes música e coreografia
De Tuas mãos já não posso mais escapar
Feliz é quem se deixa conduzir por Ti
E confiam em Tua direção

Sofro por não entender para onde me levas
Não compreendo o movimento de Teus pés
Levas-me para onde não quero ir
A lugares que me deixam aterrorizado

Ajuda-me a confiar plenamente em Ti
A
reconhecer que me dás mais do que mereço
E enxergar os perigos que me livraste
As bênçãos que me esperam adiante


Oração do fraco

Socorre-me, Senhor, que sou pequeno
Quando considero o tamanho de minha força
E a grandeza dos desafios do dia-a-dia
Então vacila a minha alma, cheia de temores

Não me sinto capaz de fazer o que me pedem
Faltam-me a agilidade, a habilidade e o interesse
Trêmulo, entrego-me aos meus afazeres
Desejoso que finde-se logo a minha tortura

Para que não descubram minhas fraquezas
E não tenha que encarar os meus fracassos
Ou ouvir a justa repreensão por meus erros
Arcar com o preço de minha incapacidade

Queria ser diferente, ter a força e a nobreza dos grandes
Acordar e me sentir disposto para viver o dia
Suportando, resignado, as pressões da vida
De ver-me capaz de viver o que está diante de mim

Mas sou desesperadamente dependente
Nada do que faço parece estar certo
Ainda quando me concentro, erro
Mesmo quando oro, falho

Ajuda-me, Senhor, nada posso sem Ti
Tudo o que conquistei, todo o bem que há em mim
Tudo
veio de Ti, não o conquistaria sem o Senhor
Até as mínimas coisas, devo-as a Ti

Socorre-me, Pai, agora e sempre
Porque preciso de teu socorro enquanto viver
Obrigado pelas muitas bênçãos que já recebi de Ti
Embora não mereça sequer a menor delas

Em nome de Jesus,
Amém.


Visite o blog do autor: www.nozima.blogspot.com

terça-feira, novembro 13, 2007

Dois poemas de Helder Nozima


Não, não olhe para trás
Mesmo que o horizonte seja negro
E que não consigas ver adiante
Ainda assim... não olhe para trás

Bem sei o que me dirás:
Que o presente é filho do passado
Que não podes compreender onde estás
Se não olhar para os passos que deste até aqui

Mas, ouve-me, e atende ao que te direi
Se voltares teus pensamentos para o que já foi
E lá deixar tua mente e coração...perecerás
Não podes ir atrás daquilo que já passou

Se erraste e perdeste muitas bênçãos
E te lembras da calmaria que deixaste
E lamentas a desventura de agora
Ainda assim, olhe adiante

Pois além das nuvens negras ainda brilha o Sol
E, se vives, corrige o que puderes
Se perdeste bênçãos, saiba que elas não são únicas
O Senhor tem outras, logo ali, além das nuvens

Deixe para trás o que para trás ficou
Quer sejam erros ou acertos, tristezas ou alegrias
Olhe para a estrada que o Senhor te colocou
E continue caminhando, sem desanimar


Renovo

Muitas vezes penso em me entregar
Pois meus olhos não vêem esperança
Mas apenas a dor de não ser o que queria
O homem que tanto desejo ser

Penso nas pessoas que me decepcionam
Na frieza e na solidão de cada fim de semana
Nas lutas que se mostram tão grandes
E na ausência de quem me apóie contra o inimigo

E, então, meus olhos se enchem de lágrimas
E choro um choro que ninguém vê nem ouve
Filho da dor e da solidão,
Da fraqueza e da decepção

Mas não me deixas caído
E, embora sejam poucos os que me ouçam
E seja grande a minha rebeldia contra Ti
Ainda assim, me amas e me resgatas

Acaba-se a força e a esperança
Vêm a tristeza e o desespero
Mas Tu sempre me acalmas
E renovas meu ânimo e minha força

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