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Ligado na Videira
É outono nos corações
As folhas caem
E o tempo de outrora,
A beleza das rosas,
Desbotou sem pedir licença
O choro de nanquim deixa rastros
Feridas que tatuam o viver
Pois é o vácuo o maior destruidor
No império do vazio não há Água, há tormenta
Mas as lágrimas a escorrer
Vêm regar o deserto da dor
E onde a esperança ressecou
Brota a semente do amor
E o ramo permanece...
É perene, não perece
Sua glória aparece
Quando o teimoso da aridez
Este cavaleiro sem finesse
Prova que sem espada pode até haver guerra,
Mas sem outono não existe primavera.
Do galho da esterilidade surge a flor,
Ligado na Videira sou um com o meu Senhor
As folhas caem
E o tempo de outrora,
A beleza das rosas,
Desbotou sem pedir licença
O choro de nanquim deixa rastros
Feridas que tatuam o viver
Pois é o vácuo o maior destruidor
No império do vazio não há Água, há tormenta
Mas as lágrimas a escorrer
Vêm regar o deserto da dor
E onde a esperança ressecou
Brota a semente do amor
E o ramo permanece...
É perene, não perece
Sua glória aparece
Quando o teimoso da aridez
Este cavaleiro sem finesse
Prova que sem espada pode até haver guerra,
Mas sem outono não existe primavera.
Do galho da esterilidade surge a flor,
Ligado na Videira sou um com o meu Senhor
O amor é...
Cela que aprisiona o vazio,
É o calor que congela todo o frio
Soldado da guerra da renúncia
Sombra que persegue o perdão
Palhaço que desarma a bagunça
O espinho que arranha a maldade
Vício no prazer da liberdade
Espelho que emagrece todo ego...
Pétala rebelde no outono
Primavera que se humilha ao deserto
Sol do meio-dia no verão
Mãe que se atira no inverno
Maestro do concerto da espera...
Vaidade que se orgulha da impotência
Caravela que descobre a inocência
Dor na cruz por quem não merecia...
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