Mostrando postagens com marcador Dia do Pastor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dia do Pastor. Mostrar todas as postagens

sábado, abril 27, 2024

Cinco poemas de Nelita Monção Barbosa

 


ANIVERSÁRIO DA IGREJA

 

A igreja é a comunhão

Dos irmãos unidos

pelo amor de Cristo,

numa só fé,

num só Espírito

num só coração.

 

É a comunidade

que Cristo desejou

e deseja, hoje ainda,

que haja amor,

conhecimento da Palavra

e verdadeira unidade.

 

Assim é nossa Igreja,

Que, numa caminhada

De trabalho e esforço,

Vem de Deus alcançar

Bênçãos e graças

Quando esta data festeja.

 

A Deus, louvor e glória,

Por esta igreja amada.

Que ela continue firme,

Livre da corrupção, do pecado,

E que cante sempre,

Um hino de vitória.

 

Seja a meta constante:

O “Ide e pregai”

Desta Igreja tão amada;

cada membro, um atalaia,

um pregoeiro, um arauto,

um valente Gideão,

da Igreja militante.



A CAMINHO DE EMAUS

 

Dois discípulos pela estrada seguiam

Depois do rude sacrifício de Jesus,

E ambos, com tristeza, discorriam

Sobre a morte tão atroz como a da cruz.

 

Em conversa muito triste e comovida,

Seguiam, juntos, a caminho de Emaús;

Já não tinham a presença tão querida,

Nem ouviam a voz mansa de Jesus.

 

Que decepção! Não prometeu ressurgia,

Que sobre a morte seria vencedor?

Nisto ouviram alguém que lhes dizia:

“Que falais? Que semblante esse de dor”?

 

Um deles lhe respondeu admirado:

Peregrino será em Jerusalém?

Pois tantas coisas se tem passado,

Que não é segredo para ninguém.

 

E pensando que seria forasteiro

Quem assim tal pergunta lhes fazia,

Conta-lhe como fora morto no madeiro,

Jesus Cristo, seu Mestre e amado Guia.

 

Conta que fora condenado cruelmente

Pelos chefes, sacerdotes, principais;

E eles que esperavam ardentemente,

A salvação prometida aos ancestrais.

 

Mas vendo já passar o terceiro dia

Sem essa profecia ser cumprida,

Sentiam grande e triste nostalgia

E amargura cruel e mal sentida.

 

Aquele que era estranho até então,

Exclama em tom severo de censura:

“Ó néscios e de tardo coração,

Não sofreria o Cristo, porventura”?

 

Discorrendo sobre a antiga profecia,

Explicava aos discípulos, claramente,

O que a Escritura, de Jesus dizia,

Com toda a autoridade, sabiamente.

 

Ao chegarem à aldeia, os três, enfim,

Sentindo certo alívio e alegria,

Convidam-no a entrar, dizendo assim:

“Fica conosco, já declinou o dia”.

 

Sentam-se à mesa para a refeição

E aquele vulto, de modo familiar,

Abençoando e no partir do pão,

Mostra-se o Cristo eterno a lhes falar.

 

O Grande Amigo ali se achava!

Porém, desaparece num momento!

“Não nos ardia o coração quando falava”?

Exclamam eles, com geral contentamento.

 

A Jerusalém vão logo anunciar

Ao grupo que já se congregara,

Que Cristo lhes acaba de falar.

O Mestre vivo está! Ressuscitara!

 

Vitória sobre a morte já ganhou Jesus!

Por isso nos gloriamos na esperança.

É Ele que, seguros, nos conduz,

Ao porto de perene segurança.



A UM PREGADOR

 

De Jesus Cristo sois Pregador,

Dedicado e fiel à missão

De levar às almas, com ardor,

O plano real da salvação.

 

Como o Semeador saiu a semear,

Da Parábola do Redentor,

Continuai a semente a lançar

Na terra ao derredor.

 

Muitos que nas trevas estão,

A luz bendita irão receber

De vossa vida e pregação,

De Jesus, salvação obter.

 

Na fé que não se abate,

Como São Paulo possais dizer:

“Combati o bom combate,

A coroa espero receber”.



EDIFICADORAS CRISTÃS

 

No tempo de Cristo, mulheres piedosas

Serviam-no com seus bens e suas vidas;

Porque assim fizeram, saíram vitoriosas,

Vencendo batalhas duras e renhidas.

 

E, através dos tempos, vêm cumprindo

A missão gloriosa e sublime,

De servir, por isto auferindo

De Deus grande bênção que redime.

 

Edificadoras de Cristo na terra,

Relembremos as irmãs do passado,

E continuemos a missão que encerra

A vontade de Deus e seu cuidado.

 

Como Edificadoras do Lar

Sejamos mães zelosas, prudentes,

Procurando, em casa, implantar

Amor e virtudes inerentes.



QUE QUERES QUE EU FAÇA?

 

Que queres que eu faça, Senhor?

Pergunto a Deus, humildemente.

“Que em ti não haja temos,

Confia em mim, és uma crente”.

 

Que queres que eu faça, Senhor,

Neste mundo atribulado?

“Leve uma palavra de amor

Ao coração aflito e cansado”.

 

Que queres que eu faça, Senhor,

Neste mundo de degradação?

“Conte a história do Salvador,

Que redime a todos, sem distinção”.

 

Que queres que eu faça, Senhor?

Sinto a cruz pesada sobre mim.

“Confia sempre, pois meu amor

Não tem mudança, nem fim”.

 

Há tento que fazer

E queres te desanimar?

Quanta gente está a perecer,

Que de Cristo não ouviu falar!

 

Agora sei o que queres, Senhor.

Ampara-me, ajuda-me a lutar

Por Tua causa, com todo fervor,

Pois a Ti quero me dedicar.


Do livro Celebremos Nossas Datas - Poesias, Crônicas, Jograis e Peças (Ed. Luz para o Caminho).



terça-feira, setembro 13, 2022

Dois poemas de Júlio Borges de Macedo Filho


 

O GOVERNO DAS MÃES

Inspirado no Magnificat

 

É o governo do amor e da beleza,

em plena harmonia com a natureza

e com Deus.

É o governo da paz e do carinho

onde cada um pode achar ninho

com os seus.

 

É o governo de quatro revoluções

capazes de harmonizar as nações

sem opressão.

A revolução moral com a liberdade.

a revolução política sem falsidade

e dominação.

 

A revolução social sem a cobiça,

a econômica semeando a justiça

e igualdade.

Assim cantou Maria, a mãe de Jesus,

preconizando a todos a graça e a luz,

humanidade.

 

 

APENAS UM PASTOR

 

Nunca quis ser outra coisa senão pastor,

apenas um bom pastor de ovelhas-gente,

um guia que não fosse igual… Diferente

de outros guias que dirigem sem amor…

 

Do Bom Pastor aproximar-me sempre

sem nunca desistir de uma única ovelha,

sem preconceitos ou algo que assemelha

a discriminação… Fui aberto de mente…

 

Pastor de vários rebanhos, mas sem raiz,

abençoando muita gente por esse país,

não busquei bens ou manipulei ninguém.

 

Continuo pastor de um rebanho informal,

cuidando, alertando do perigo e do mal…

Apenas um pastor e nada mais além.


Via https://igrejacristadebrasilia.com.br/


terça-feira, agosto 18, 2020

ORAÇÃO, poema do pastor João Falcão Sobrinho


Oração

Senhor,
faze de mim
a voz, não a palavra,
o papel, não o texto,
o pavio, não o lume,
a seta, não o caminho,
a bica, não a água,
a esponja, não o bálsamo,
o chaveiro, não a chave,
a sandália, não o pé,
a vela, não o vento.
Senhor, desejo ser
devedor, não credor
da tua graça!
Agente, não paciente
do teu perdão;
portador, não proprietário
de tua verdade;
instrumento, não usuário
da tua paz;
canal, não barragem
do teu amor.
Senhor,
dize-me o que tu queres que eu veja,
não o que eu quero que me mostres;
envia-me aonde queres que eu vá,
não aonde eu quero ficar.
Para que eu tenha
fé, não crença,
ânimo, não entusiasmo;
alegria, não prazer;
perseverança, não teimosia;
paciência, não conformação.

Do livro Pastor, Igreja e Bíblia: Programas para Dias Especiais (UFMBB)

segunda-feira, junho 08, 2020

Ao Anjo da Igreja, Declama: Poemas aos Pastores de Deus - Baixe esta antologia gratuita


        “Apascenta as minhas ovelhas”. Quantos tremeram, quantos exultaram, quantos sentiram-se o menor ou o maior dos seres ao ouvir, compreender, ao alistar-se sob tal chamado? Função mais nobre dada a um homem, qual seja, socorrer, arrebanhar e guardar almas para o Reino de Deus, o ofício pastoral é encargo divino de capital importância e o de maior peso.
        Esta pequenina seleta reúne poemas que falam sobre ele, o guardião dos rebanhos. A maioria deles, por sinal, escritos por pastores-poetas (como o foi Davi), outros por membros vários do Corpo de Cristo. Eles prestam-se à leitura particular e também a celebrações, tais como o Dia do Pastor, efeméride em que honramos aqueles que à honra fazem jus (Rm 13.7).
        No Brasil, comemora-se o Dia do Pastor no segundo domingo de junho, data guardada pela maioria das denominações. Já o Dia da Esposa do Pastor comemora-se no primeiro domingo de março. Denominações há que possuem datas específicas para a efeméride: Os metodistas comemoram o Dia da Pastora e do Pastor Metodista no segundo domingo de abril. O Dia do Pastor Presbiteriano comemora-se em 17 de dezembro; a data refere-se à ordenação pastoral do antes padre José Manuel da Conceição, em 17 de dezembro de 1865, quando Conceição tornou-se primeiro pastor protestante nascido no Brasil.
        Um perigo que sempre ronda e fere a igreja (mesmo a reformada) é a idolatria, e o risco de determinados líderes serem idolatrados é encarado por alguns deles próprios com certa condescendência, o que coloca suas próprias almas em perigo. Em tempos midiáticos, tal risco torna-se literalmente “viral”. O pastor verdadeiramente digno de seu cargo e chamado deve redobrar seus cuidados no tocante ao tema. Deverá ter “calçados os pés na preparação do evangelho da paz” (Ef 6.15), tendo sempre por anteparo as “meias” da humildade (Fp 2.3). Os poemas aqui selecionados objetivam honrar não a “príncipes”, mas a serviçais, serviçais do Reino como todos nós, e jamais exaltar a “super-homens” – que é como alguns se creem e, pior, são cridos – que não existem e nem poderiam existir.
        Que este breve florilégio sirva de inspiração, consolo, confirmação, alegria e celebração do serviço destes (e, polêmicas à parte, destas) abnegados soldados de Cristo. A eles, nossa eternal gratidão.

Sammis Reachers

PARA BAIXAR O LIVRO PELO GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

sexta-feira, maio 29, 2020

Três poemas de Zenilda Reggiani Cintra


PÁSCOA: VAZIOS E PROMESSAS


Isto foi antes, antes da cruz vazia,
Antes do túmulo e da ressurreição.
Tudo era sem sentido e sem esperança,
A cruz era o castigo e o túmulo o fim.
Mas agora é Jesus, o nosso Redentor,
O que era e há de vir.
Quem preenche os vazios,
Com o seu tão grande amor.

A cruz está vazia,
mas cheia de promessas,
De vida e libertação.
Em Cristo somos livres,
da morte e  condenação.
Ele se fez pecado e a si mesmo se deu,
O véu se rompeu e houve escuridão,
Por seu sangue que verteu,
Ele nos trouxe a salvação.

O túmulo está vazio,
mas cheio de promessas,
Porque tudo recomeça
No encontro com o Pai.
Aleluia, ressurgiu! E não é vã a nossa fé.
Ao Cordeiro que foi morto,
Ao Rei que agora reina
Ao Nome sobre todo o nome,
Toda a honra e toda a glória.

Jesus esvaziou-se,
mas ele é a Promessa,
Do amor do Pai que nos alcança
Com seu amor e a sua graça,
A esperança e o seu perdão.
Vazios de nós mesmos,
do pecado e humilhados,
Com ele também morremos,
E seremos ressuscitados.

(Publicado em O Jornal Batista, 20abril2014)


PÁSCOA - LUZ NA ESCURIDÃO

Havia trevas sobre a face do abismo
E disse: haja luz!
No princípio era Jesus,
E Jesus estava com Deus,
E Jesus era Deus.
Todas as coisas foram feitas por Jesus
E sem Jesus nada do que foi feito se fez.
Em Jesus estava a vida
que resplandece nas trevas.


O povo que andava em trevas
viu uma grande luz,
Porque Jesus se fez carne
e habitou entre nós.
Deus nunca foi visto por ninguém,
Mas foi revelado por Jesus.
e todos quantos o receberem
deu-lhes o poder
de serem feitos filhos de Deus.


Houve trevas em toda a terra,
escurecendo-se o sol;
Quando o Cordeiro de Deus,
Que tira o pecado do mundo,
Foi ferido pelas nossas transgressões
E moido por nossas iniquidades.
Quando clamou em alta voz:
Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.
E expirou.


No domingo, ao despontar da luz,
as mulheres foram ao sepulcro.
A pedra estava revolvida
E não acharam o seu corpo.
Dois anjos disseram:
Por que o buscais entre os mortos?
Não está aqui, mas ressuscitou.
Ide e anunciai.


E Jesus se apresentou e disse-lhes:
Paz seja convosco!
Mulher, por que choras?
Não temais.
O néscios, e tardos de coração
para crer nos profetas!
Não convinha que o Cristo
padecesse estas coisas
e entrasse na sua glória?


E os discípulos disseram:
Fica conosco, porque já é tarde,
e a noite chegou.
E ele, tomando o pão, o deu a eles,
Que então o conheceram
e Jesus desapareceu.
E disseram um para o outro:
Porventura não ardia em nós o nosso coração
quando no caminho nos abria as Escrituras?


Era necessário que o Cristo padecesse.
e ressuscitasse dentre os mortos
E em seu nome se pregasse o arrependimento
e a remissão dos pecados,
em todas as nações.
Tudo foi escrito para que creiais
que Jesus é o Cristo.
Pois quem o segue não andará em trevas,
Porque ele é a luz do mundo.
(Publicado em OJB - 24mar13 - com alterações)


DIA DO PASTOR E DA PASTORA - POEMA

Ao redor do mundo, 
Seguem abençoados,
Os pés que levam a paz
e anunciam o Evangelho
da graça do Pai.

Homens e mulheres,
chamados pelo Senhor,
preparados e moldados.
Parceiros no cuidado,
da igreja e do seu povo.

Homens de Deus,
heróis da fé,
Que renunciam os acenos,
E a sedução deste século,
e seguem na visão
do santo ministério.

Mulheres de Deus,
heroínas da fé,
Que lutam contra a esperança,
com os olhos no seu Deus,
Que as chamou desde o ventre,
Para o santo ministério.

Homens e mulheres,
constrangidos por Jesus,
Que superam as barreiras
e edificam a igreja,
Combatendo o bom combate,
Para ver raiar a luz.

Levam a boa semente,
Em ventos contrários
ou aconchegados,
A tempo e fora de tempo,
Pastores e pastoras,
Que lutam sem cessar.

E enquanto eles caminham
O Senhor faz brotar,
Com seu amor e poder
A semente do Evangelho
Capaz de transformar
A vida do que crê.

Que o amor de Deus Pai,
A graça de Cristo Jesus
E o consolo do Espírito,
Sobre pastores e pastoras,
Os guardem para sempre,
Até à eternidade,
Nos braços do Senhor.

(Pra. Zenilda Reggiani Cintra, publicado em OJB 10junho2012)

Leia outros textos no blog da autora: http://caminhosdamulherdedeus.blogspot.com/

sábado, junho 08, 2019

Esboços de pregação sobre Evangelização e Missões em livro gratuito



Ao longo do tempo, temos dedicado grande parte de nosso esforço editorial a suprir a igreja de língua portuguesa com recursos gratuitos focados no ensino, promoção e mobilização missionárias, pois sempre nos foi patente e premente a máxima de John Wesley: [Igreja,] “tua tarefa única na Terra é esta: ganhar almas”.
Esta seleta de esboços é de certa forma um corolário deste esforço, e vem suprir mais uma pequena lacuna em nossa bibliografia homilética e missiológica. A sugestão de projeto neste sentido partiu de Wallace Batalha, e chegou a nós por intermédio de nosso colaborador Wesiley Monteiro, no que prontamente a abraçamos.
Em tempos de fruição informacional, vemos o tempo se tornar artigo cada vez mais raro e disputado. Sabemos que Deus usa os ocupados, e são muitas as frentes em que o servo cristão precisa combater. A construção de um sermão, principalmente para aqueles que devem elaborá-los constantemente, ocupa grande tempo da vida de um obreiro.  Uma seleta como esta visa, assim, não prestar-se de muleta para amparo do pregador preguiçoso, mas sim ferramentar o obreiro cristão ativo para desempenhar sua nobre função da melhor forma, remindo o tempo.  E ainda servir como instrumento pedagógico no ensino de Missões, pois tais esboços, claro esteja, prestam-se como pequenos estudos bíblicos, valiosos para os momentos devocionais, tanto a sós quanto em grupo.
Aqui estão coligidos esboços de autores os mais diversos, de ontem e de hoje, do Brasil e do exterior. Esboços de tamanho variado, indo desde breves tópicos de três linhas até esqueletos de sermão de página e meia, já quase “prontos”. Há ainda uma pequena série de sermões completos. Para enriquecimento da reflexão dos leitores, agregamos a este livro uma seleção de nada menos que trezentas citações sobre Pregação e Pregadores, e um interessante “Círculo Homilético”, na forma de gráfico ilustrando o processo da criação de uma mensagem, da oração por inspiração até sua exposição e avaliação.                                                        

Convido você, amigo leitor, a compartilhar esta obra gratuita, não apenas com pastores, obreiros e missionários, mas com todos os cristãos ao seu alcance.

O tempo urge, Jesus vem já: Trabalhemos enquanto é dia!

Sammis Reachers

PARA BAIXAR O LIVRO GRATUITAMENTE PELO SITE GOOGLE DRIVE,CLIQUE AQUI.

terça-feira, maio 14, 2019

Dois poemas de Terezinha Rodrigues do Vale


SEMEIA
SALMO 138.1,2

Se no percurso de tua vida
Encontrares na estrada teu irmão
Abatido e chorando amargamente
Não encolhas a esse pobre a tua mão.

Toma por guia as Santas Escrituras
Eleva a Deus a tua oração
Apresenta ao Senhor o irmão pobre
E o Senhor alegrará seu coração.

Segue a jornada imitando a Jesus
Dando alegria ao triste e sofredor
Lembra que um dia alguém por ti morreu
Também por ti a rude cruz levou.

Semeia um pouco de alegria, canta
Entoa um belo hino de louvor
Verás o amanhecer de um novo dia
Porque mais importante é o Amor.



CEM OVELHAS
LUCAS 15.5

O Pastor pastoreava cem ovelhas no aprisco
O lobo passando perto, as ovelhas perseguiu
Em meio à perseguição uma ovelha sumiu.
Ela fugindo do lobo, lá no abismo caiu.

O Pastor preocupado, saiu logo a procurar
Deixou as noventa e nove no aprisco, a pastar
Não foi muito longe não, logo encontrou
A ovelha caída e ferida ao chão.

A ovelha fugiu do lobo e na montanha se perdeu
Ela caiu no abismo, bem machucada ficou
Coitadinha da ovelha, uma perninha quebrou
O Pastor com muito amor achando-a, feliz ficou.

Aquela pobre ovelha, gemia sentindo dor
A põe sobre os seus ombros, gostoso dela cuidou
Sarou as suas feridas, com ela ao redil voltou
Juntinho as noventa e nove, a ovelhinha ficou.

Jesus é o Bom Pastor, suas ovelhas conhece
O rebanho é numeroso, mas de nenhuma Ele esquece
Chama o nome da ovelha, a mesma lhe obedece
A ovelhinha ferida a voz do Pastor reconhece.

Ser Pastor não é um dom, mas uma escolha de Deus.
E um ministério Santo, o Bom Pastor te escolheu
Zele por este rebanho, seja fiel ao Senhor
Apascente as ovelhas com carinho e muito amor.

Seja um Pastor cuidadoso, vigilante e amoroso
O grande e sumo Pastor contigo vai sempre estar
Apascenta com cuidado, o rebanho é do Senhor
Sabei que o Senhor é Deus, Jesus é o bom Pastor.

Esta igreja te ama, ó meu amado Pastor
Nesta noite aqui estamos, vamos a Deus adorar
Por mais um aniversário, que estais a completar
Paz, saúde e alegria, queremos te desejar.


Do livro Promessas de Deus (Editora Betel).

quarta-feira, abril 26, 2017

Gratidão de Pastor, poema de Celso Diniz


Gratidão de Pastor

Senhor, eu te agradeço a provação,
o sofrimento atroz por que passei;
o mal que me feriu o coração,
as lágrimas de sangue que chorei.

Senhor, eu te agradeço a ingratidão
que padeci de quem eu tanto amei;
a calúnia sofrida - a maldição
que me lançou alguém por quem lutei.

Eu te agradeço..., pois, ao ser provado,
senti acrisolar-se o meu viver,
- a minha treva transmudar-se em luz.

Sentir-me-ei, agora, consolado
e, humildemente, poderei dizer:
- trago no corpo as marcas de Jesus!

Do livro Um Novo Coração (JUERP 1968).


terça-feira, maio 24, 2016

Três poemas de Judson Malta


Mãe terna: Castelo, ofício e mistério.

Força incontida da natureza
Brilha tua luz na destreza
Das mãos de mil tarefas
Renúncia e beleza

Oficio laborioso esse, de ser mãe terna
Férias, não há
Descanso, não há
Salário, não há
Mas há trabalho... amor, prazer, força.
Deus sustenta você, mãe terna

Mistério profundo
Quando receptáculo da vida
Em teu ventre, mãe terna
Guardas o poder da criação

Ès mãe, senhora da vida
Guardas em ti,
O rebento de toda nação

Querida mãe terna
De lábios e canções de ninar
De beijos e doce falar
Sua cama, seu manto, seu cheiro
São descanso e segurança
São abrigo, consolo e renovo
Colo de mãe é castelo de criança.

Deus acolhe através de você
Deus usa o seu proceder
Deus te abençoa com sabedoria
Deus a faz leoa defensora
Sobrevivente lutadora
Obrigado Senhor, pelo castelo, ofício e mistério.

Obrigado, por nossas mães e por seu amor sobrenatural.


Salmo de Livramento

Como não viria eu à Tua Presença, Rei meu e Deus meu.
Como não derramaria meu coração em teu altar.
Como não cantaria louvores e não sopraria trombetas.
Se Deus é bom, e tem sustentado os meus passos
Se Ele tira do seu baú coisas velhas e novas
Se Ele nos desterritorializa do espaço pecaminoso
e nos chama ao altar de vida sacrificial.

Deus nos chama a vida nova, em novidade de vida.
Agora não vivo eu, mas Cristo vive em mim.
Como não abriria mão de meus ideais?
de minhas escolhas egoístas?
de minhas paixões mesquinhas?
Se maior é o Amor... ora, se maior é o Amor,
mais busco Ele,
mais me entrego por Ele,
mais me renuncio para Ele.

O Senhor renunciou toda a Sua Glória por amor de mim, 
ele se esvaziou de si mesmo para demonstrar o seu Amor. 

Obrigado Senhor pelo que nos une, por tua vida, morte  e ressurreição. 
Obrigado Senhor, por Jesus, a encarnação da Palavra libertadora. 
Que nos ensinou a servir e entregar as nossas vidas em resgate de muitos.

Obrigado Senhor que tens feito nossos pés passarem por um vale enxuto,
Que tem nos livrado da mão de Faraó, 
que tem aberto milagrosos caminhos onde saída não havia.

Obrigado Senhor, que unges o teu ungido e o adornas com pedras de sabedoria dos Céus 
a fim de guiar o Teu povo. Livra Israel do mau caminho, ó Pai.
  
Tem misericórdia de mim,
Tem misericórdia de nós, 
Ajuda-nos, Senhor.


Poesia Pastoral

No silêncio do meu canto
Ouço a voz do medo
Medo oculto em mantos

Inseguranças pressas no tempo
Levam-me por ocultos espaços
Fraco, rendo-me à espera

Nas voltas da vida
Revoltas perdidas
Lançadas pela criança

Ouvir o farfalhar dos Teus cantos
Ver as dores do rebanho

Vir a ser restaurador de sonhos

Ouvir, ver e vir a ser
Restaurar-a-dor
Cantos do rebanho sonhador

Declaro a falência de mim
Rendo-me à dependência
Suplico-Lhe por vida
E vitória
Sobre as dores na marcha

(Dedicado à Pra. Ana Isaura, minha querida Mãestora.)

Leia mais textos no blog do autor: http://judsonmalta.blogspot.com.br/


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...