Viga que sustenta o sucesso, do ventre ao ápice
Amoroso regresso àquilo que nunca foste
Mulher de vida, de vigor e alma
Mulher da vida, de tristeza e lástima
Regressa ao teu interior, pobre e maldita
Tú que foste um dia filha
Hoje nem a terra come
Serena, caudalosa e profunda
Interna é das mais belas, formosa amor
Mulher de vida, de sangue e cor
Mulher da vida, vadia e profana
Engana, engana tua carne e deita cá
Finge o urro, o sussurro vem usar
Cadeado que prende e sufoca o gozo
Mulher de muitas vidas, de futuro algum.