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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

1 conto curto e 1 poema longo

Pequena e triste história sobre a mulher sonâmbula que caiu pela janela aberta

Realizou seu sonho, voou.

Isaac Ruy
 
oh, lepse...

este sou eu,
frente a etnerf
com a imagem do presente

analepse do que fui
prolepse do que serei
recordações
e projeções

encarar a si mesmo
não faz bem ao ego
                                  nego

melhor seguirmos enganados
que encarar a realidade -
lindos
como
sempre

estamos apodrecendo
enquanto amaciamos a carne,
esticamos a pele
e maquiamos os vermes

a beleza está nos olhos de quem vê
tenho medo
prefiro não encarar
e se não estiver nos meus?

assim ao menos vou bonito,
imagino,
e que me esperem no fim da passarela
dessa 
vida
bela

e se insistem em perguntar
como vai?
respondo sempre
muito bem, obrigado

melhor mentir
a encarar os cacos
de fato
me mato?

não

aguardo a morte chegar
sorrindo
com sua cara 
que muito me agrada
de caveira
seca

ao menos vou melhor que ela

Isaac Ruy
 


sábado, 30 de outubro de 2010

Tony

Agora aqui no Poema Dia os dias 29 e 30 também terão 2 posts cada. Ambos os dias terão poesias de poetas consagrados e de não-consagrados também. Os escritores lusófonos continuam no dia 29, e os que escrevem em outras línguas, no dia 30.

Hoje trago uma poesia recente de um poeta parisiense chamado Gondolfo. A poesia se chama Tony, e foi publicada em setembro no blog dele, La Marc Noire. Vou postá-la em sua língua original, mas podemos arriscar traduções livres nos comentários, certo?

***

Tony

Quand Tony apprit la nouvelle, il vacilla sur sa chaise.

Il comprit immédiatement que sa vie allait changer.

Totalement. Irrémédiablement.

Machinalement il ouvrit la cage et libéra le passerin qui jusqu'ici lui avait tenu lieu d'ami.