Mostrando postagens com marcador Sérgio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sérgio. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de setembro de 2010

Será necessário ser açoitado para sentir a vida borbulhando com sua plenitude de silêncio e nada de razões, açoita-me então.

Esmurrar uma parede ou um homem,
Olhar uma casa ou uma planta,
Se apático desejo a degola de nem silêncio então.

O sofrimento e o prazer
dois extremos tocados pela mesma língua,
Linguagem então,
silêncio de razões
e zumbido de formas e determinações.

Que cansaço, repetir sempre esses vocábulos...
Porque o que é & não é,
O que está entre o que é & não é,
O que está antes e depois do que é & não é,
Não é dizível,
Não é linguagem,
Não é conceitos,
Esses alentos começam e terminam no homo sapiens,
Colecionador de mitos,
Criança assustada precisa de uma explicação,
de uma forma de losango cabendo numa forma oca de losango,
De um sentido que não é sentir é racionalizar o irracionalizável,
De uma moça e de um filho de um seio e de um estar fazendo algo de aparência útil,
De um caminhar para algo, não de um caminhar por si para si em si inserido no mundo.


Calar-me então
se calar é ser por si
para si
em si
como si
sentido fosse ser silêncio do calar-se então

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O menino Jonas escondido em Sérgio


Jonas o sem dedos largos carcomidos de abelhas e varejeiras donde o mel brota intenso como o fel da ferida repressão por uma civilização.
Os Dedos de jonas brincam demasiado leves nas notas de uma letra viva por um instante, enquanto impresso, para depois morta até que o sujeito a ressuscite num inebriante bailado interpretação, interpretação.
Se não tenho mais nada a dizer resta a jonas explorar o retorno a mim mesmo.
Porque eu sou jonas também, assim como cada poeira desmanchando na atmosfera.
Sem jamais ser eu novamente.
Se o desejo é sofrimento não desejar é sofrimento travestido de desejo de nada. Simplificações, simplificações, interpretações, interpretações.
Afundando no mar jonas encontra o céu demasiado negro quando de azul já não se sabe muito bem, interpretação, interpretação.
Se expandir a linguagem vale de algo?
Se bebo um gole de água, sonhando com a esperança a mais cruelnecessária dádiva da vida.
Vida?
Se do nada brotam flores, espaço tempo, e voltam ao nada a estrada mornaquentefria
nada ao nada.

Se eu gasto meu tempo o tempo não é necessariamente gasto? Fluídos de ressentimento abotoam meu palitó.
O verdadeiro ressentimento dos fortes é o ressentimento contra si mesmo.
E ao fim e ao cabo iniciomeiocarcamanofiminiciomeiomeioiniciofim eu descubro a irrelevância do finito e infinito onde ser é não-ser, sem contar com os aparentemente infinitos vetores que traspassam ser e não-ser por todos os possíveis varejeira lados, dos quais me julgam um místico por abordar o humanamente inabordável. Seja eu então misticofilosofocientistaartistapensadorlivrepensadorsensorialistaracional
intuivo.
As varejeiras fazem movimento enlouquecendo o arco-íris geométrico dos
simplificadores.

sábado, 12 de dezembro de 2009




Existe uma força primeira que molda tudo perece tudo e volta a moldar.
Na vida isso se chama potência de sobrevivência.
Essa essência abstrata me enche e sai de mim, desmanchando todos os metais da escala e os não conhecidos que estão aí.
Escorre; cai através de minhas unhas cheirando a putrefação. É a vida no seu estado primitivo. A força primeira e única que move todas as coisas para o seu próprio fim.
Assim, eu explodo em todas as cores e odores de flores fatais.
Nada sobrevive a mim e tudo se reconstrói ao meu olhar.
Eu crio Deus; amputo a sua cabeça – todas as coisasnãocoisaspossibilidadescertezas- e recrio-o a imagem e semelhança da minha superação.
Através da própria potência de todas as coisas- metapotência- eu entrevejo a subversão de toda ordem.
Eu vejo nós dois no vácuo: a verdade: a distância micromacroinfinitafinita do nada; e eu: aquele que usa a força motriz para dominar ela mesma.
Porque nós somos a anomalia que pode roubar a perfeição inerente ao tudonada.
Esse crime ultratranscendental se dá através da própria luta da sobrevivência- o embate vital de estar-aí.
O que não passava de uma tentativa frustrada de evitar o perecimento é transformado em eternidade imperecível, imutável, extramutável, infinita embora cheia de jardins caprichosos de finitos, todos os prefixos oni(s) inventados, a ser inventados, esquecidos e negligenciados.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Os quatro temas trans-Faustianos

I

Roíam as engrenagens da embarcação
sem saber-se enquanto ratos
poderiam aniquilá - la

Jovens
desconheciam o poder dilacerante das cordas do tempo

II

Amanhecia ele sentava no meio fio
Substância inebriante em suas mãos permitia o sonho
Já sangrado dos encontros
dor não mais o afligia
Era sempre um sorriso enigmático

III

Amantes ansiavam pela fusão
Uno alentador
De antemão
traziam a impossibilidade de sua plenitude

IV

Os soldados varriam o sangue
de qualquer nacionalidade
O liquido denso formava um rio
Todos já eram outro