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02/05/2025

O cinema cósmico

Pop

A VIDEOTECA

 

O CINEMA CÓSMICO

 

A alucinação e os sonhos, produzidos pela escola alemã da Kosmisch Muzik, na transição dos anos 60 para a década seguinte, transformaram-se quase todos em doses soporíficas de pseudo-contemplação New Age. O LSD foi trocado pelo Valium, o cérebro pelo umbigo, o sonho pelo sono. Alguns dos nomes importantes encontraram a porta de salvação no cinema. Os filmes interiores foram substituídos pelos de celuloide. O Cosmos, além de tudo, também podia ser rentável.

 


O exemplo foi dado, desde logo, por dois dos “progenitores”, oficialmente reconhecidos, do movimento, o místico minimalista Terry Riley e os psicadélicos Pink Floyd. O primeiro compôs música para o obscuro “Happy Endings” e “No Man’s Land”, de Alain Tanner, exemplo deplorável de minimalismo embonecado para turista ouvir. Quanto aos Floyd, tornaram-se famosas bandas sonoras como as de “Zabriskie Point”, de Antonioni, ou “La Valée”, na mais pura veia “hippie”. Os alemães tomaram-lhe o gosto e, a partir do exemplo dos “paizinhos”, foi um vê-se-te-avias. Dos que não perderam o tino, destacam-se três grandes bandas, todas elas ainda no ativo e a fazer das suas: Can, Tangerine Dream e Popol Vuh.

           

Filmes hipnóticos

 

            Enquanto a maioria das bandas planantes da época só tardiamente e na fase decadente se preocupou em fazer música para filmes, de acordo com o falso argumento de que é mais fácil compor por medida, os Can deram logo de início a entender que consideravam a música e o cinema inseparáveis. O álbum de estreia, de 1970, intitula-se “Monster Movie” e, no mesmo ano, foi editado “Soundtracks”, que reunia temas de bandas sonoras como “Deadlock”, de Lamont Johnson, e “Deep End”, de Jerzy Skolimowski. “Movies” é também o título sintomático da obra-prima do baixista dos Holger Czukay. O longo tema “Hollywood Symphony” merece ser apelidado de “música imagética”, a rítmica hipnótica típica dos Can, que sustenta uma sequência de colagens acústicas, efetuadas como se de uma montagem cinematográfica se tratasse.

            No caso particular do teclista Irmin Schmidt, cuja fase inicial tem a designação genérica de “Filmmuzik”, dividida por diversos volumes, é já patente a total submissão da feitura musical aos imperativos do argumento. Os quatro volumes da série valem essencialmente como demonstração da faceta mais romântica e pianística de Schmidt, que parece ter seduzido cineastas como Hajo Gies (“Ruhe Sanft, Bruno”), Klaus Emmerich (“Leben Gundlings Friedrich Von Preussen Lessings Schlaf Traum Schrei” – título curto, este...), Reinhard Hauff (“Der Mann Auf Der Mauer”) ou Herbert Wolfertz (“Es Ist Nicht Aller Tage Abend”). Mais fácil é “Flight to Berlin” de Christopher Petit, o mesmo do “Cult Movie”, “Radio On”, por sinal com música, via rádio, dos Kraftwerk e de Robert Fripp. Os Can cumpriam assim a preceito a sua missão de cinéfilos, compondo excelentes bandas sonoras para filmes talvez nem sempre à sua altura.

           

Tangerinas de serviço

 

            Os Tangerine Dream, tal como o grego Vangelis, são sócios vitalícios do clube dos “compositores de música para filmes”. Três em casa duas bandas sonoras trazem a sua assinatura. Os Dream, depois de um período áureo, encerrado com os compêndios de música eletrônica “Phaedra” e “Rubycon”, passaram os últimos quinze anos entretidos com ninharias, decidindo a dada altura que o negócio das “fitas” era capaz de ser bem mais rentável que o das “músicas vanguardistas”. Depois de “The Sorcerer”, de William Friedkin, nunca mais pararam, tornando-se funcionários, em serviço permanente, das repartições da Sétima Arte.

            A maioria dos filmes em que colaboraram são medíocres e os seus realizadores ainda mais. Alguém já ouviu falar de Mike Gray, William Tannen, Kathryn Bigelow (!) ou Phil Joanou (!!), todos realizadores encartados? Os Tangerine Dream já e é deles a música dos filmes “Wavelength”, “Flashpoint”, “Near Dark” e “Three o’clock High”. Mais conhecidos são “Thief”, de Michael Mann, “Firestarter”, de Frank Capra Jr., “Risky Business”, de Paul Brickman, e “Shy People”, de Andrei Konchalovsky. Com os Tangerine Dream é caso para dizer que os Cosmos inicial foi encolhendo até atingir as dimensões de uma fita da série Z.

 

O piano de Herzog

 

            Com os Popol Vuh dá-se o inverso do vai-a-todas dos Tangerine Dream, tendo a banda do pianista Florian Fricke colaborado exclusivamente com o realizador Werner Herzog.

            Os Popol Vuh começaram por alinhar ao lado dos exploradores eletrónicos, sendo Florian Fricke um dos pioneiros na utilização do sintetizador Moog, em discos como o clássico “In Der Garten Pharaos”. Cedo, porém, Fricke enveredou por outras vias e trocou de vez a eletrônica pelo piano e por sonoridades mais intimistas, dando voz às suas preocupações religiosas. O silêncio e o progressivo despojamento formal da música dos Popol Vuh, bem patentes em obras magníficas como “Hosianna Mantra”, “Das Hohelied Salomos” ou os mais recentes “Tantric Songs” e “Spirit of Peace”, só encontram paralelo na fase atual de Terry Riley (as mesmas conceções e idêntica abordagem pianística no duplo “The Harp of New Albion”) e no músico e teórico alemão Peter Michael Hamel.

            A associação com Herzog começou com “Aguirre” e tem prosseguido com regularidade em obras como “Coeur de Verre”, “Nosferatu”, “Fitzcarraldo” e “Cobra Verde”. Hoje, os nomes de Fricke e Herzog são por assim dizer inseparáveis, funcionando a música e as imagens como um todo, o que infelizmente, noutros casos, sem sempre acontece.

            Uma última referência para um filme, sem diálogos, em que a música ocupa o lugar principal no desenvolvimento dramático. Trata-se de “Le Berceau de Cristal”, realizado por um senhor chamado Philippe Garrel, que afirma fazer filmes para não se suicidar. A música foi composta por Manuel Gottsching (outro nome importante da escola eletrónica alemã) e tem como única personagem a cantora Nico, deusa da Lua. Nico, que também compôs música para um filme, “La Cicatrice Intérieure”; Nico morreu e poucos deram por isso. Em “Le Berceau de Cristal” a única voz é a da deusa, lendo um poema. O filme termina com o som de um disparo de pistola.

 

QUARTA-FEIRA, 28 MARÇO 1990 VIDEODISCOS 

02/03/2018

tangerine dream (buddah)



Fernando Magalhães
30.01.2002 040415

quote:

Publicado originalmente por buddah
Uma visita a uma REmar fora de mão rendeu um bom bocado hoje...

Tudo em vinil. 10 Euros... he he he!

LA Dusseldorf - Viva

Tangerine Dream - Electronic Meditation

Tangerine Dream - Cyclone

Tangerine Dream - White Eagle

Tangerine Dream - BSO Thief

Tangerine Dream - Logos Live

Tangerine Dream - Ricochet

Edgar Froese - BSO Kamikaze 1989

Meat Beat Manifesto - Radio Babylon

Marvin Gaye - How Sweet It Is To Be Loved By You...

Não está mal, para um dia de trabalho...

Paz!


Sem querer estar a desmoralizar-te, mas nenhum desses álbuns dos Tangerine Dream é importante, alguns deles são mesmo a atirar para o chato.
O "Electronic Meditation" é historicamente relevante mas a música (free rock, improvisação, noise) não tem rigorosamente nada a ver com o som eletrónico que viria a caracterizar os álbuns seguintes do grupo, começando em "Alpha centauri"e culminando nos fenomenais "Phaedra" e "Rubycon".
A partir daí foi sempre a descer. "Ricochet" (sucessor de "Rubycon" na discografia dos TD) é, ainda assim, um registo ao vivo interessante.
"Stratosfear", "Cyclone", "Force Majeure" e "Tangram" apresentam um ou outro lampejo da antiga glória.

Do EGAR FROESE a solo, recomendo os dois primeiros: "Aqua" e "Ypsilon in Malaysian Pale" e, alguns furos abaixo, "Pinnacles".

Dos LA DÜSSELDORF não percas o primeiro, "La Düsseldorf"

saudações kraut

FM

25/03/2010

Porco doce [Reedições]

Sons

16 de Outubro 1998
REEDIÇÕES

Porco doce
Saber conviver com o passado pode ser um exercício salutar. Ainda para mais quando algumas das fatias antigas do bolo pop surgem limpas e remoçadas por cuidadas remasterizações. Os anos 70 continuam a dar lições.


Em 1967, o ano do “Verão do amor”, a pop descobriu o poder do sexo, das drogas e do sonho. Os Beatles, com “Sgt. Pepper’s”, não deixaram respirar mais ninguém do lado de cá do Atlântico. São Francisco e as bandas da “West Coast”. Grateful Dead, Jefferson Airplane, Quicksilver Messenger Service reinavam do outro. Em Inglaterra, os Procol Harum aparecem sem aviso com “A Whiter Shade Of Pale”, cujo “hit” com o mesmo nome era inspirado numa melodia de Bach. Aguentaram-se nos anos vindouros, experimentando novos sons em “Shine on Brightly”. Aqui variavam entre os “blues” levemente psicadélicos e as carícias do órgão Hammond de Gary Brooker, coloridos pela poesia de Terry Reid. Outros temas a reter: “Conquistador”, “Something following me”, “Kaleidoscope” e “Salad days (are here again)”. Edição mono, em digipak, com quatro temas extra, incluindo o lado A do single “Homburg”. (Repertoire, import. Virgin, 7).

Mick Abrahams foi guitarrista dos Jethro Tull antes de abandonar este grupo para formar os Blodwin Pig, uma das bandas mais injustamente ignoradas da Música Progressiva. “Ahead Rings out”, de 1969, estabelece uma aliança poderosa do “rhythm’n’blues” com o rock progressivo onde pontificavam o saxofone e os arranjos para sopros de Jack Lancaster (que também tocava flauta, trompa e violino eléctrico). Imagine-se uma variante possuída pelo delírio dos Chicago e dos Blood, Sweat & Tears, ou a fase “Bare Wires”, de John Mayall com os Bluesbreakers. Destaque para o instrumental “The modern alchimist”, pelo arrojo do discurso jazzístico. O segundo e último álbum dos Blodwin Pig, “Getting to This”, de 1970, expande-se com a mesma força. Os arranjos tornam-se mais complexos mas a energia que irradiam não é menor que a do primeiro álbum. Além dos sopros de Jack Lancaster, sempre em proeminência, abundam os efeitos de estúdio, como nos oito minutos de “San Francisco sketches”. Mas a jóia da coroa é “See my way”, uma canção de “hard rock” que ilustra todo o espírito de uma época. (BGO, import. Megamúsica, 8 e 8).

Muito antes de se tornarem reis da sequenciação e embaixadores da música electrónica no mundo, graças ao bom acolhimento internacional de “Phaedra” e “Rubycon”, os Tangerine Dream eram uma das bandas que mais longe levara o experimentalismo da escola teutónica de Berlim. No seu álbum de estreia, “Electronic Meditation”, editado em 1970, estava longe o registo planante que viria a impor-se gradualmente a partir do álbum seguinte, “Alpha Centauri”, e se consolidaria nos seguintes, “Zeit” e “Atem”. Em “Electronic Meditation” vingavam a estética de colisão num “free-rock” cósmico determinado pela guitarra psicadélica (que Julian Cope considera ter ido mais longe que qualquer das “acid jams” das bandas californianas da época) de Edgar Froese e pela batida angular de Klaus Schulze. A tecla espacial era conferida pelo órgão electrónico de Conrad Schnitzler, a contrastar com o industrialismo sufocante que punha em prática nos Kluster, ao lado de Dieter Moebius e Joachim Roedelius. De “Journey through a burning brain” a “Cold smoke”, “Electronic Meditation” é a trip de um cérebro em combustão que dá a conhecer as entranhas antidiluvianas do “Kosmische rock”. (Castle Communicatiuons, import. Lojas Valentim e Carvalho, 8).

De saída da folk estavam os Strawbs, depois de Sandy Denny (que participara em “All our Own Work, de 1967) trocar o grupo pelos Fairport Convention e com a entrada, no álbum anterior, ao vivo, “Just a Collection of Antiques & Curios”, de Rick Wakeman, nos teclados. Forjados no mesmo molde dos Fairport, Steeleye Span e Pentangle, os Strawbs sofriam, porém, de uma certa indefinição e de uma queda para o sinfonismo que descaracterizaram a sua música a partir de “Hero & Heroine”. Mas em “From the Witchwood”, de 1971, o grupo encontrava-se no auge, reunindo uma colecção de selos ilustrados que encaixavam às mil maravilhas no “vibrato” e teatralidade inatas de David Cousins, uma voz em muitos aspectos semelhante à de Peter Gabriel. Podemos, de resto, tomar os Genesis como exemplo das projecções fantasmáticas que emanavam da caixa-de-música de “From the Witchwood”, recordando peças como “Harlequin” e “For absent friends”, do álbum “Nursery Cryme”. Junte-se a esses recortes de gravuras antigas o imaginário e as lendas folk, a par do virtuosismo, aqui plenamente dominado, de Wakeman. “From the Witchwood” é uma galeria de vitrais atravessados pela luz de um duende. “Bursting at the Seams”, de 1973, editado a seguir a “Grave New World”, já com Blue Weaver (ex-Amen Corner) no lugar de Rick Wakeman, resvala para o tipo de canções que ficam facilmente nos ouvidos, sendo considerado o primeiro disco “rock” dos Strawbs, que nesta altura eram já presença regular nas “charts” inglesas. O melhor exemplo é “Lay down”, cuja edição em single se tornou num enorme sucesso. O tema, que recorre a citações bíblicas, nasceu na estrada, da ingestão de cogumelos alucinogéneos que alguém atirara para dentro de uma lata de sopa. “From the Witchwood” e “Bursting at the Seams” (com três temas extras) surgem pela primeira vez remasterizados, notando-se uma notável melhoria de som em relação às edições japonesas anteriormente disponíveis no mercado. (A & M, import. Lojas Valentim de Carvalho, 9 e 7).

“Berlin” é a obra-prima de Lou Reed que, também aqui pela primeira vez, aparece remasterizada e com uma capa decente, que inclui fabulosas fotografias da mesma série da capa. Disco que antecipa o fim de um mundo, celebrando as suas exéquias com o esplendor de um ritual, começa com um brinde e acaba em tragédia, no palco de Berlim, “by the wall”, símbolo de uma fronteira que o ex-Velvet Underground procurava nessa altura ultrapassar, montado na heroína. “Lady day”, “Man of good fortune”, “Caroline says”, “The kids”, são as canções de um amor sem esperança emborcado com sofreguidão. Nesse cabaré da morte que se extingue quando são apagadas as últimas velas. “The bed”: “This is the place where she lay her head/and this is the place our children was conceived/candles in the room brightly at night/And this is the place where she cut her wrists/that odd and fateful night”. Em surdina e devagar, sangrando por uma guitarra acústica, em busca de lenitivo através de uma orquestração que acena de longe e cresce até tornar a dor insuportável. Tudo termina com uma “Sad song”, que é um hino e um exorcismo. Fica a imagem de um retrato. “I thought she was Mary, queen of Scots...”. (RCA, import. Virgin, 10)

“The Wind Rises” (título inglês que substitui o húngaro, na versão original, em vinilo, de 1987, pela Hungaroton), diário electrónico de memórias do compositor húngaro István Mártha, insere-se numa área difusa da música contemporânea que mistura a colagem acusmática (manipulação de gravações de sons naturais), o ambientalismo e desmontagens étnicas, onde cabem nomes como Steeve Moore, Jocelyn Robert, Philip Perkins, Charles W. Vrtacek ou o seu compatriota Boris Kovac. Religiosidade e experimentalismo unem-se neste salão privado onde, entre outros, entram a cantora Márta Sebestyén e o grupo de percussões Amadinda. (Recommended, distri. Ananana, 8).

Dinossauros excelentíssimos, os Deep Purple insistem em mostrar que no seu Parque Jurássico a vida está longe de poder ser considerada extinta. “30: Very Best of” embrulha de novo, a propósito dos 30 anos de carreira do grupo, um punhado de êxitos da fase mais criativa deste grupo que as gerações actuais do “heavy metal” veneram como heróis, dos álbuns “Fireball”, “Deep Purple in Rock” e “Machine Head”. A estes juntaram-se canções da fase anterior e mais psicadélica (“The Book of Taliesyn”) e temas dos posteriores “Burn”, “Stormbringer”, “Perfect Strangers”, “The Battle Rages on” e do mais recente “Abandon”, a par de remisturas, como a de “Highway star”, um clássico do “speed metal”. (EMI, distri. EMI-VC, 7)

Com “The OMD Singles”, os Orchestral Manoeuvres in the Dark, sobreviventes dos anos 80, do lado mais pop e comercial da “cold wave”, assinam o ponto com uma colectânea dos seus singles de maior sucesso, como “Electricity”, “Enola gay”, “Souvenir” ou “Joan of Arc”, que repete, praticamente, o alinhamento do anterior “Best of” da banda. Excessos de reciclagem... (Virgin, distri. EMI-VC, 5).

03/11/2008

Tangerine Dream - The Story Of Tangerine Dream

Pop Rock

14 JULHO 1993
REEDIÇÕES

Tangerine Dream
The Story of Tangerine Dream
2xCD Jive, distri. BMG

Contar em dois discos uma história que ronda os 30 capítulos, correspondentes a outros tantos álbuns, é tarefa ingrata. A solução seria seleccionar as melhores fases da banda, o que nem teria sido difícil, porque os Tangerine Dream “desapareceram” a partir do álbum “Stratosfear”. Em vez disso, a colectânea junta o impensável: discos da década de 80, como “Green Desert”, “Le Parc” e “Underwater Sunlight”, em que os Dream eram já uma sombra de si próprios, a um tema de “Atem”, “Wahn”, de 1973, e outro do álbum-estreia, “Electronic Meditation”, “Journey through a burning brain”, de 1969. Ou seja, meteu-se no mesmo saco o que não passava já de um pacote de “disco” espacial dos anos 70, um tema “Wahn”, em que o grupo alemão copiava as sonoridades de “Ummagumma”, dos Pink Floyd, e, do primeiro álbum, 18 minutos de experimentação com sons concretos que pouco tinham a ver com a estética futura seguida pelo grupo. De fora, como já vai sendo hábito, ficou o melhor: o duplo “Zeit” e os dois álbuns que arrancaram do ponto onde os Floyd tinham ficado: “Phaedra” e “Rubycon”. Uma história mal contada e outra que ficou por contar. (5)