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20/09/2016

Coração partido [Marianne Faithfull]

ARTES sexta-feira, 10 Março 2000

ERA UMA VEZ UMA MENINA LOURA E RELIGIOSA QUE FOI PARA A CAMA COM O LOBO MAU. A MENINA É MARIANNE FAITHFULL. O LOBO MAU É MICK JAGGER. ELE PARTIU-LHE O CORAÇÃO. ELA DESCEU AO INFERNO PARA APANHAR OS CACOS. MARIANNE RELEMBRA A SUA HISTÓRIA EM “DREAMING MY DREAMS”, DOCUMENTÁRIO QUE A ARTE VAI EXIBIR.

MARIANNE FAITHFULL AMANHÃ NO CANAL ARTE, ÀS 23H20

CORAÇÃO PARTIDO

CRESCEU ENVOLTA numa aura de santidade, num colégio de freiras, a menina loura de ar cândido cujo apelido não podia ser mais apropriado: Faithfull, “cheia de fé”. Marianne Faithfull. Nome de santa. Mas muito cedo um discípulo do diabo se encarregou de lhe tirar as ilusões. Com Mick Jagger, “joker” dos Rolling Stones, dos quais se tornou “groupie” nos anos 60, Faithfull desceu aos abismos da sexualidade e da droga. Uma tentativa frustrada de suicídio marcou o fim deste ciclo de degradação. Das cinzas renasceu outra mulher, com o corpo e a voz devastado pelos excessos. Só que agora, no lugar da adolescente pecadora, estava uma artista.
                É esta acidentada carreira que, na voz da própria, o documentário de Michael Collins, “Dreaming My Dreams”, vai contar, amanhã, no canal Arte, às 23h20.
                Marianne Faithfull nasce em Hampstead, Londres, poucos dias a seguir ao Natal, a 29 de Dezembro de 1946. Até nada data de nascimento tem Deus por perto. O pai é professor universitário e a mãe uma baronesa austríaca. Faz os estudos na St. Joseph’s Convent School, em Reading. Contudo, é numa festa, e não numa igreja, que, através do seu marido, o pintor John Dunbar, conhece aquele que irá ser o seu primeiro produtor artístico, Andrew Loog Oldham, que a introduz no círculo de relações dos Stones, com o estatuto de “groupie”. Tem então 17 anos.
                Este tipo de relações inclui sexo com os elementos da banda e, principalmente, com Mick Jagger, com quem manterá uma relação de três anos onde, a par das emoções fortes, a droga circula com não menos intensidade. Curiosamente, não é Jagger mas Keith Richards quem, segunda conta na sua autobiografia, editada em 1994, lhe proporciona na cama “a melhor noite de toda a sua vida”. Sobre Brian Jones, com quem também partilhou o leito, diz que era “um tipo fraco, absolutamente incapaz de ter uma verdadeira relação sexual”.
                Como pagamento de serviços, o Stones oferecem a esta noviça cega pelo brilho do mestre, uma canção que se torna um “hit” em 1964: “As tears go by”. Os anos 60, o seu arco-íris e o pote de tormentos depositado numa das suas extremidades, ficam para sempre encerrados neste frasco de trágica magia. Apesar da vida pouco recomendável que leva, a jovem Marianne não esquece a sua educação religiosa. Só que o ácido, a morfina e a heroína modificam-lhe as dificuldades de discernimento. Quando encontra Bob Dylan pela primeira vez vê nele “Deus em pessoa”. Coerente com a sua personalidade de mística radical vai para a cama com deus, o qual, deliciado, lhe dedica um poema. Consumada a união com o demiurgo de “Blowin’ in the wind”, Marianne admite, porém, com alguma lucidez, que, nesta altura era com toda a certeza a “maior das concubinas com poder”. Ainda em conformidade com esta maneira de ser, a jovem Marianne participa em 1967 na gravação de “All you need is love”, dos Beatles.
                A “trip” dos “sixties” arrasta a jovem Marianne para o quarto dos papões. Quando o sonho termina ela não consegue sair de lá, nem sequer descerrar as pálpebras, incapaz de se adaptar, desfeita pela violência do choque. Ficara aprisionada nas masmorras da toxicodependência e de uma relação desfeita com o seu antigo herói.
                É uma Marianne Faithfull paradoxal que encontramos na sua discografia até 1967. Aos excessos que acompanhavam o dia a dia da sua relação com o vocalista dos Stones corresponde uma música inocente influenciada pelo “flower power” e pela folk, em álbuns como “Come my Way”, “Marianne Faithfull”, “Go away from my World”, todos de 1965, “Faithfull Forever”, “North Country Girl”, ambos de 1966, e “Loveinamist”, de 1967, onde se podem encontrar versões de temas de pioneiros da folk-rock como Donovan, Bert Jansch e Tim Hardin. Mas o lado negro está sempre presente e é a mesma Marianne, que nos seus próprios discos é toda doçura, quem escreve para os Stones a letra de “Sister morphine”.
                A procura constante de novas experiências leva ainda a cantora a fazer teatro, nas “Três Irmãs” de Tchekov, e cinema, em “Girl on a Motorcycle”, ao lado de Alain Delon, e “Lucifer’s Rising”, de Kenneth Anger, um filme de temática satânica que combinava bem com o estilo de vida desregrado que levava.
                O outro filme, da sua vida, termina entretanto com consequências bem mais trágicas. Ao rompimento com Jagger, Faithfull reage com uma tentativa frustrada de suicídio. A sua relação com a heroína e a morfina, essa mantém-se. Marianne desaparece da vida artística, como se a sua existência só tivesse feito sentido, até aí, devido à proximidade dos Stones. Marianne Faithfull, a “groupie” que não aguentou a pressão. Assunto encerrado.

Boulevard of broken dreams

                Não era assim. Era verdade que a adolescente loura de olhos azuis já não existia. Em seu lugar surgira uma sobrevivente, uma mulher marcada por um passado de dor e desilusão mas que, contra todas as aparências, conseguira resistir, renascendo para a música com uma vida inteira de histórias para contar. Toda a fase seguinte da sua carreira é um lamber de cicatrizes, um exorcismo e um ajuste de contas com o passado.
                Depois de um interregno de dez anos Marianne Faithfull regressa com o álbum “Dreamin’ my Dreams”, de 1976. Em registo country (o título-tema é uma canção de Waylon Jennings), acompanhada pelos Grease Band. Em 1979 edita o álbum que a reconcilia com a crítica, “Broken English”, um trabalho de pop embalada em sintetizadores e batidas de dança que inclui uma inesquecível versão de “The Ballad of Lucy Jordan” de Shel Silverstein. Em 1980, depois de uma cura de desintoxicação, diz adeus às drogas. Vai viver para a Irlanda onde encontra as suas raízes folk, presentes em “Dangerous Acquaintances” (1981) e “A Child’s Adventure” (1983).
                A terceira e, até ao presente, última metamorfose ocorre com o álbum seguinte, “Strange Weather” (1987), a sua obra-prima. Um álbum onde a voz, agora cavernosa, é esculpida pelo tempo, em veludo e fumo, luzes e trevas. Onde o jazz e a tradição do cabaré se unem para dar maior relevo a canções que vão de uma versão assombrosa do standard “Boulevard of broken dreams” à revisitação cicatrizada de “As tears go by”. Volta a usar a eletrónica em “A Secret Life”, espécie de capítulo segundo de “Broken English”, para em “20th Century Blues”, gravado ao vivo em 1966 em Paris, sedimentar a pose de diva de cabaré, com canções de Kurt Weill e Noël Coward, assumindo por completo esta sua nova identidade em “The Seven Deadly Sins” (1998), inteiramente preenchido com versões ao vivo de temas da ópera “Os Sete Pecados Mortais”, de Weill. Atuou ao vivo em Portugal, em Julho de 1992, no Coliseu dos Recreios em Lisboa.
                Da sua autobiografia, intitulada “Faithfull”, para além do relato dos episódios sexuais com alguns dos seus muitos parceiros e de descrições detalhadas de “viagens” de LSD, retenha-se a seta de veneno e de despeito lançada ao ex-amante, Mick Jagger, acusando-o de ser o “diabólico” responsável pela dissolução dos Beatles. Também lá diz que suspeitou sempre que Mick fosse bissexual…

01/02/2016

De quem é a culpa, Marianne? [Marianne Faithfull]

Y 22|FEVEREIRO|2002
marianne faithfull|música

Deram o braço a Marianne em “Kissin Time”, Beck, Etienne Daho, Billy Corgan, Jarvis Cocker e Damon Albarn. Não foi suficiente para afastar a culpa que enferma a carreira da cantora.

de quem é a culpa, marianne?

A vida e a música de Marianne Faithfull têm sido uma sucessão de máscaras e cicatrizes. De “groupie” inocente que fugiu de um colégio de freiras a “junkie” afogada no desespero, de princesa pop a megera, de amante de Mick Jagger a solitária militante, as últimas quatro décadas foram percorridas numa deriva musical que corresponde, afinal, ao corropio de choques existenciais que lhe sulcaram a voz e o rosto.
Foi a loura angelical dos anos 60 que chorava “As tears go by”, a “irmã morfina” dos Stones, a bruxa que tenta romper as malhas eletrónicas de “Broken English”, a dica weilliana de “The Seven Deadly Sins and Other Songs”, a “jazz singer” na noite dos sentimentos de “Strange Weather” (o seu melhor álbum), a voz de sonâmbula embrulhada nos esconderijos misteriosos de Angelo Badalamenti de “A Secret Life”. Uma mulher, enfim, que aos 56 anos continua a procurar paz e equilíbrio.
            A mais recente aventura discográfica é um álbum de colaborações, “Kissin Time”. Participaram artistas tidos como seus seguidores: Beck, Etienne Daho, Billy Corgan (dos extintos Smashing Pumpkins), Dave Stewart, dos Eurythmics, Jarvis Cocker, dos Pulp, Damon Albarn, dos Blur. Tem capa expressionista, colorida por manchas de tinta fosforescente, a tapar-lhe o rosto e o corpo. No interior as manchas transformam-se em formas abstratas. Tao abstratas como as emoções que atravessam as 11 canções? É o que procuraremos ver, faixa a faixa.

Sex with strangers
Primeira das várias participações de Beck que, além de compositor, se encarrega das programações, do sintetizador e da percussão e faz uma perninha nos apoios vocais. Com rótulo de “êxito” colado na cara, é o single evidente que soará entusiasmante para uns e vulgar para outros. “Sex with strangers/Maybe sex with someone else/You have nothing left inside/Bored, you’d try a little danger” (uma das canções do álbum “Blazing Away” chamava-se, aliás, “Passion for danger”…). Tal prática não será para todos e encerra riscos, mas pelo lado da música o risco é nulo: batida funky acompanha as palavras declamadas, algures entre D.A.F., Laurie Anderson e… Beck himself.

The pleasure song
A eletrónica de novo, ainda num registo convencional, mas com Marianne mais próxima do seu passado, numa canção assinada a meias por si, Etienne Daho e Les Valentins. “So much more to know”, garante ela com convicção. Concordamos em absoluto. Até porque “The pleasure song” poderia passar bem por uma canção dos Depeche Mode.

Like being born
Segunda presença de Beck na composição, e aqui também como guitarrista. Revisitação do passado, aos sonhos desfeitos, às promessas dos pais, a busca do tempo perdido. Proust disse o mesmo no seu calhamaço. A Marianne Faithfull basta-lhe sussurrar: “It’s like being born”. Vagamente country, tem o brilho das estrelas que não se conseguem tocar e é uma das melhores canções do disco.

I’m on fire
A nostalgia dos anos 80 ao ataque. Comercial até dizer chega, lembra mil e uma coisas, dos Yazoo aos farsolas neo-românticos. Serve para Marianne pedir amor (todas as canções do álbum falam de uma maneira ou de outra do mesmo, mas o que é que se há-de fazer, dizem que faz parte do compêndio…). É claro que não o recebeu e o tema passa depressa, mal servido por um Billy Corgan que, convenhamos, não terá sido nunca um Beethoven da pop.

Wheverer I go
De novo saído da inspiração de Billy Corgan, volta a soar a algo já ouvido, desta feita aos Velvet, matizados de Black e com a melodia apoiada num ritmo básico que, uma vez mais, conduz a música para os terrenos estafados da pop eletrónica das últimas duas décadas. O mesmo que Leonard Cohen pisou no recente “Ten New Songs”. Foi chão que já deu uvas, mas ainda cresceu nele um verso como “Da da da da da da da da da”.

Song for Nico
A música, co-composta por Dave Stewart, está longe de se assemelhar aos Velvet, o que não deixa de ser curioso uma vez que se trata de uma evocação de Nico que é também um lamento sobre a inexorabilidade do tempo. O fantasma de Cohen assombra novamente uma melodia que parece suspensa do contar da história, que Marianne desenha em traços largos embora não se tivesse esquecido de citar os nomes dos sucessivos amantes de uma artista que, depois de morta e sem que nada o fizesse prever, volta a estar na ribalta (edição de uma antologia, a canção “These days” incluída na BSO de “The Royal Tenenbaums”, de Wes Anderson). “She’s in the shit, though she is innocent”. Nico, entenda-se. Marianne já se deixou disso.

Sliding through life on charm
Ou como Jarvis Cocker conseguiu transformar Marianne Faithfull numa versão rock de Amanda Lear. O tema é decadente e “camp” à maneira dos Pulp – “Suburban shits who want some class/All quele up to kiss my ass/(…)And crepes who want to fuck a nun on drugs” –, mas funciona como descarga efetiva de algumas das paranoias jamais exorcizadas pela cantora, em particular o sentimento de culpa.

Love & Money
Entre Lou Reed e um sumo bebido nas Caraíbas, a “high life” segundo a visão sarcástica da cantora e de David Courts, seu colaborador de longa data e responsável por “Vagabond Ways”, canção que dá título ao seu anterior trabalho. “Is it a crisis? Is it a crime? Or is it a fantasy? Does it take time? Will it cost money? Will it mean love? See you at the parties, you’re never the same”. Muitas perguntas para uma resposta: “You hold your head high with one foot in the grave”.

Nobody’s fault
Beck e o seu grupo numa canção do álbum “Mutations” cederam a Marianne o papel de catalisadora da uma canção que percorre o amor das suas múltiplas vertentes, naquela estrada longa que une o inferno ao céu, a alegria e a perda, a inocência e a decadência. Eletrónica, presa numa orquestra de farsa, as águas estagnadas de um vibrafone criam uma atmosfera de agonia que, no final, se revolve na assunção final (uma vez mais) da culpa: “It’s nobody’s fault bit mine”.

Kissin Time
Outro tema de se fugir ou capaz de suscitar reações apaixonadas, consoante a empatia com a música dos Blur, já que Damon Albarn é aqui o compositor e segundo vocalista de serviço. Deliberadamente repetivivo, com uma batida pachorrenta e a voz irritante de Damon aos beijos nos Bee Gees de “Tragedy”. Não chega a ser uma tragédia, mas também não será propriamente a forma mais digna de preencher uma canção cujas palavras anseiam pela eternidade.

Something good
Mas pronto, “Something good”, “standard” pop composto nos anos 60 por Gerry Coffin e Ethel McCrae para os Herman’s Hermits, termina “Kissin Time” numa nota de otimismo. Ao mesmo tempo redime Billy Corgan, que ao assegurar todas as intervenções instrumentais consegue transpor o tom bubblegum do original para uma inusitada emulação dos Pet Shop Boys.

MARIANNE FAITHFULL
kissin time
Virgin; distri. EMI-VC

6|10

23/02/2015

Marianne Faithfull - A Stranger On Earth - An Introduction To Marianne Faithfull



Y 26|OUTUBRO|2001
escolhas|discos

MARIANNE FAITHFULL
A Stranger on Earth – An Introduction to Marianne Faithfull
Decca, distri. Universal
7|10

marianne faithfull
o rouxinol e o abutre

Era um anjo. Transformou-se numa chaga. Marianne Faithfull protagonizou uma das mudanças mais radicais que a pop alguma vez conheceu (excetuando, obviamente, aqueles que mudaram de dimensão, como Janis Joplin, Sandy Denny, Hendrix ou Morrison…).
            De origem aristocrata, Marianne cedo se introduziu nos meandros da música pop. Optou por ser “groupie” do grupo de rock and rol mais maldito do mundo e por se tornar amante de Mick Jagger, o diabo em pessoa. Jagger deu-lhe cabo da vida mas, por outro lado, foi graças a ele que a loura adolescente pôde encetar uma carreira a solo. Em 1965 Marianne já cantava coisas como “I’m a loser”, do álbum “Marianne Faithfull”, incluída na presente coletânea, mas a sua voz cândida prestava-se mais a melodias inofensivas como as de “This little bird” ou do tradicional pindérico “House of the rising sun”. Mesmo “As tears go by”, o seu primeiro single a ser lançado e, reza a história, a primeira canção escrita pela dupla Jagger/Richards, que poderia funcionar como profecia do que estava para vir, soa na sua voz como um madrigal. Talvez por esta razão “A Stranger on earth” abra com a versão de 1987 desta mesma canção, incluída no genial “Strange Weather”, restituindo-lhe a sua carga dramática original.
            Após a tentativa de suicídio que em 1969 a impossibilitou de concretizar a sua ascensão como atriz, impedindo-a de contracenar com Jagger no filme “Ned Kelly”, e de um consumo prolongado de heroína, tudo parecia apontar para a palavra “fim” na sua carreira. Não foi porém o que aconteceu. Influenciada por “Berlin”, de Lou Reed, James Brown e Hank Williams, Marianne reapareceu uma década mais tarde, em 1989, a voz já escurecida e marcada pelas cicatrizes, com o aclamado “Broken English”, protótipo, quanto a nós sobrevalorizado, da eletrónica de tendência “disco” que alegadamente caracterizou alguma da vanguarda pop dos anos 80. “Guilt” e “The ballad of Lucy Jordan” foram duas escolhas óbvias e acertadas, deslocadas para esta “introdução” a Marianne Faithfull que peca por demasiado difusa. “Dangerous Acquaintances” (1981), “A Secret Life” (1995) e “A Perfect Stranger” (1988) contribuíram aqui igualmente para ilustrarem a mutação do rouxinol em abutre, da donzela em cantora de cabaré, da adoração pelos Stones à apropriação de Brecht e Weill.
            Socorrendo-se ainda, da fase mais antiga, de faixas da compilação “The Very Best of Marianne Faithfull”, “A Stranger on Earth” tira um dos retratos possíveis a esta mulher que a vida e a música transformaram em resistente. Diga-se em abono da verdade que a cinquentona enrugada de hoje é bem melhor que a “the baroness’s daughter, pop star angel, rock star’s girlfriend” (como a si própria se intitula na sua autobiografia) que nos anos 60 esvoaçava em volta das pedras do mal.