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15/09/2014

América num ringue de boxe [Tortoise]



Y 16|FEVEREIRO|2001
música|capa

“Standards”, o novo álbum dos Tortoise, encena a América como uma aberração conceptual. Local de observação: Chicago. Para agitar a bandeira do “day after”. Das eleições presidenciais e do pós-rock.

América num ringue de box

A história dos Tortoise é a história de um grupo em permanente ebulição. Se em “Millions now Living Will never Die”, por muitos considerado uma das obras-primas do pós-rock, rótulo que eles próprios ajudaram a criar, com a convicção íntima de que o rock era algo de insuficiente, até ao novo “Standards”, passando pelo “puzzle” eternamente insolúvel que é “TNT”, os Tortoise têm questionado e posto à prova conceitos como os de improvisação e música programática, “live electronics” e alquimia de computação, síntese e citação, entrando finalmente, e como uma intuição, nos domínios da ideologia.
            “Standards” surge pouco tempo depois e ainda mal refeito da grande confusão eleitoral dos EUA pós-Clinton. A capa mostra uma bandeira americana deformada por interferências vídeo e o título deixa espaço em aberto para diversas interpretações. Os modelos do “american way of life”, dissecados por dissertações instrumentais abstratas, constituem desde logo um enigma que convoca ainda a memória dos standards da música de jazz, sem que seja possível adivinhar onde se situa exatamente o alvo. Doug McCombs, baixista do grupo, é taxativo: “Gore ou Bush? Sinto que nenhum deles vem trazer algo de grandioso à América…”.
            Chicago, cidade onde toda esta trama se desenrola e pela qual os Tortoise se dizem afetados, tem sido de há muito sede de múltiplas concentrações artísticas. Em Chicago a música ferve. Os “blues” de larga tradição, o grande templo jazz da Association for the Advancement of Creative Musicians (AACM) criado nos anos 60 e berço dos Art Ensemble of Chicago, o boom hardcore de bandas como os Naked Raygun ou Big Black, nos anos 80, e a insurreição do pós-rock despoletada em meados da década passada, fizeram e fazem desta metrópole um forno de criatividade.
            Não admira então que na música dos Tortoise se sinta a pulsação da fervilhante Chicago, onde tudo é possível lícito e realizável. Se “Millions now Living…” era o “day after” do rock e “TNT” a introspeção esquizoide de jovens intelectuais barricados no estúdio, “Standards” desfere um soco nas expetativas. Os Tortoise assumem-se nesta sua nova fase como um grupo de rock que no rock descobriu que a porta de saída pode ser, no fim de contas, também porta de entrada para o desconhecido. “Standards” transborda de energia, não se envergonha de lançar para a mesa de mistura o espancamento de riffs de guitarra e usa o estúdio como substituto virtual das tradicionais desbundas de garagem. Em vez do manifesto de “Millions…” e da filigrana jazz/minimal de “TNT”, há agora blocos de magma sonoro e ideias em confronto num ringue de box. Serão afinal os Tortoise, como insinuou o seu guitarrista, Jeff Parker, em entrevista ao “Y”, uma banda punk?


A EXISTIR UM CONCEITO, SERIA
UNICAMENTE O DE TORNAR A NOSSA MÚSICA
MAIS ÁSPERA, MAIS
DISTORCIDA E MAIS ALTA,
COM CANÇÕES MAIS DENSAS E CURTAS. MAIS ROCK, NO FUNDO… LEMBRO-ME DE DOUG MCCOMBS DIZER UMA VEZ QUE
JÁ ERA ALTURA
DE FAZERMOS UM DISCO PUNK


Explode rock

Jeff Parker, guitarrista dos Tortoise, explicou a Y as diferenças entre “TNT” e “Standards”, frisando as ambiguidades do conceito, em contraste, com a evidência e o poder exclamativos dos sons. Adeus pós-rock, bem vindo, rock ‘n’ rol. Só que nos Tortoise, nem tudo o que parece, é.
            Ao contrário do anterior “TNT”, o novo álbum soa mais unificado e compacto. Seguiram uma estratégia de trabalho diferente?
            Desta vez fizemos um esforço consciente para soarmos mais rudes e para tocarmos juntos ao mesmo tempo, uma vez que em “TNT” não tivemos meios para o fazer. Usámos para este álbum, pela primeira vez, o estúdio Soma mas embora o “editing” continue a ser parte importante das gravações, foi-o menos em “Standards” do que em “TNT”. Quando fizemos as misturas claro que usámos o estúdio exaustivamente, mas com mais subtileza do que no disco anterior.
            Pode definir essa “subtileza”?
            Digamos que as canções sofreram menos tratamentos. Deixámo-las respirar. O estúdio continua a ser um instrumento como qualquer outro mas, em comparação com “TNT”, a sua utilização torna-se menos óbvia.
            Em que doses se misturam o rock e o jazz no novo som dos Tortoise?
            É mais rock do que qualquer dos outros álbuns… Há pessoas que não gostaram de “TNT” e dizem adorar “Standards” e pessoas que ao ouvirem o novo álbum ficam desiludidas por não soar como “TNT”.
            Não existe qualquer elo com a tradição jazz da AACM (ver texto ao lado)?
            Bem, adoro jazz e tenho um background mais jazzy do que qualquer outro dos músicos do grupo, mas penso que, a existir uma ligação, ela é sobretudo espiritual, uma influência indireta, mais do que a incorporação na nossa música de elementos concretos de jazz. Estruturamos o som de uma maneira abstrata.
            “Standards” é um título enigmático. Com que intenção o escolheram?
            Depende do que se entender por “standard”. É um termo ambíguo, com uma quantidade de significados. Pode ser a bandeira da capa, pode ser um presidente, pode ser algo pelo qual lutamos e pode ser uma canção… A música acaba por ser um reflexo das nossas vivências, do modo com observamos o mundo. Mas a existir um conceito, seria unicamente o de tornar a nossa música mais áspera, mais distorcida e mais alta, com canções mais densas e curtas. Mais rock, no fundo… Lembro-me de Doug McCombs dizer uma vez que já era altura de fazermos um disco punk! [risos]
            O tema “Blackjack” é bastante diferente do resto do álbum, soando quase como uma banda sonora de Morricone para um “western spaghetti”…
            É um dos meus temas favoritos. A música de filmes é algo que todos nós apreciamos, o que acaba por se traduzir em mais uma faceta do grupo. Mas há outras que, de uma maneira ou outra, refletem os gostos de cada um de nós. Eu posso falar nos Gang Starr ou em Art Blakey…
            Uma pergunta que se tornou horrível fazer: o termo pós-rock ainda faz algum sentido para os Tortoise?
            Foi algo que nunca assumimos. Se alguém nos quer colar esse rótulo, tudo bem… Mas o termo é tão lato que pode abranger bandas tao diferentes como os Isotope 217º, Him, Trans AM ou os Labradford, dos quais gosto especialmente. Acontece que existem problemas de comunicação, de distribuição e de marketing, cujos interesses se acabam por sobrepor à música.
            Já que estamos a falar nisso, tem alguma lista pessoal de “standards”?
            “You go to my head”, de Billie Holiday, e dois álbuns, “Live at Plugged Nickel”, de Miles Davis, e “Tejas”, dos Z Z Top.


O novo som de Chicago

CHICAGO UNDERGROUND
Synesthesia

Guarda avançada do novo jazz, os Chicago Underground Duo movem-se entre as coordenadas da eletrónica, do pós-rock e do free-jazz, diluídas numa música sem fronteiras tao (des)alinhada com os Supersilent, Miles Davis e Don Cherry, como com Sun Ra, Conrad Schnitzler, em zonas ambientais de ressonâncias cósmicas.

GASTR DEL SOL
Upgrade & Afterlife

“Camoufleur” poderá ser o álbum da iluminação, mas “Upgrade & Afterlife” é aquele que mais longe transporta a candeia dos Faust pelas grutas do inexplorado. Com John Fahey a servir de guia à guitarra e Tony Conrad e LaMonte Young a ensinarem que pode ser necessário todo o tempo do mundo até se descobrir que da repetição pode nascer a luz.

ISOTOPE 217º
The Unstable Molecule

O jazz rock psicadélico e indolente dos jardineiros de Canterbury pode não fazer parte das suas conjeturas, mas a verdade é que os Isotope 217º redescobriram o mesmo sentido de melodia, a afetação diletante e o gosto pela transgressão dos cânones, dos National Health, Hatfield and the North, Nucleus ou Isotope, numa música onde o jazz e a eletrónica correm com um swing quase infantil. E o fraseado “cool” do trompete e do trombone enviam “The Unstable Molecule” para as memórias de Miles Davis de “The Silent Way”.

JIM O’ROURKE
Bad Timing

Um dos gurus de Chicago, em plena fase de transição do hermetismo “faustiano” dos primeiros álbuns para a pop falsamente inocente e por muitos odiada do posterior “Eureka!”. Há melodias, como estas, que nascem tristes e doentes. Como as de Robert Wyatt.

ROME
Rome

Cada audição revela uma esquina diferente dos vários caminhos trilhados por esta banda da primeira geração do pós-rock. Com ênfase no ruído, na eletrónica visceral e num tribalismo electro que evoca as velhas invocações a um demónio sem nome da velha guarda da editora ESP.

STEPHEN PRINA
Push Comes to Love

Antes dos The Sea and Cake dizerem “sim” em francês, já Stephen Prina, dos The Red Krayola, introduzira o Verão e a delicadeza fonética num álbum de canções com a textura de nuvens que tanto carregam a chuva de um chá das cinco em Canterbury como dão a mão à garota de uma imaginária Ipanema. Com a música das palavras a conduzir a dança.

TORTOISE
Millions now Living Will never Die

O álbum que deu credibilidade a uma invenção, o pós-rock, que outros arrastaram pelas ruas do tédio e da amargura. O experimentalismo e a ousadia num álbum de eletrónica em estados de alerta, sem fronteiras que não as da própria música. “Millions” entrou para o grupo dos “que nunca morrem” e fez de novo Chicago o centro do mundo.

VANDERMARK 5
Target or Flag

Hoje aclamado como um dos maiores saxofonistas da nova geração, Ken Vandermark cultiva a musculatura e o fraseado sem papas na língua, aqui num projeto que não desdenha o rock sem as câmaras de magia da estética da editora Recommended.

E ainda:

AERIAL M Post-Global Music
BOBBY COM Rise Up!
BROKEBACK Field Recordings from the Cook Country Water Table
CUL DE SAC Crushes to Light, Minutes to its Fall
ELEVENTH DREAM DAY Eight
THE FOR CARNATION The For Carnation
FREAKWATER End Time
JOHN MCENTIRE Reach the Rock
THE LONESOME ORGANIST Cavalcade
SAM PREKOP Sam Prekop
SLINT Spiderland
THE SEA AND CAKE Oui
TOWN & COUNTRY Decoration Day








30/11/2010

Jim O'Rourke - Eureka

Sons

26 de Março 1999
DISCOS – POP ROCK

Ideia luminosa
Jim O’Rourke
Eureka (8)
Domino, distri. Música Alternativa


Em Chicago recicla-se até ao infinito a espiral das últimas quatro décadas de música pop. Nos comandos desta linha de montagem encontra-se Jim O’Rourke, patriarca do pós-rock, erudito de reconhecidos méritos (acertou em todos os nomes com que a revista “The Wire” o desafiou numa das suas últimas Invisible Jukebox), divulgador de novos talentos (entre os quais Nuno Canavarro, que Jim descobriu através de “Plux Quba”, gravada pelo músico português em 1988, editando o disco na sua própria editora Moikai) e amigo (por vezes até demais) dos seus amigos.
Depois da reconversão dos Gastr del Sol de discípulos heterodoxos dos Faust (com um álbum novo disponível em Portugal em finais do próximo mês) em neuróticos da pop, no álbum do ano passado, “Camoufleur”, também na sua obra a solo o conceptualista de Chicago se vem emaranhando cada vez mais nas malhas de um passado tão diversificado quanto sedutor nas margens do mainstream. E se, neste particular, o seu anterior trabalho, “Bad Timing”, cultivava ainda o gosto por um certo desequilíbrio estrutural e por heranças estéticas politicamente incorrectas – como as dos Faust ou de um dos seus heróis, John Fahey –, neste novo “Eureka” a ideia luminosa passa pela rendição à luxúria dos meios técnicos facultados pelo estúdio e às doçuras da pop encarada como arquitectura orquestral, numa profusão de sopros, cordas, piano classicizante, subtilezas pontilhísticas e toda a espécie de ornamentações electrónicas que não deixam de evocar a obra de Van Dyke Parks.
“Eureka” flutua num limbo de lembranças e sonoridades embelezadas pela “patine” do anacronismo, remetendo canções como “Prelude to 110 ou 120/Women of the world” e “Movie on the way down” para o trabalho de trovadores dos anos 70 como Roy Harper e Neil Young (o mais doce, de “After the Gold Rush”, “Harvest” ou da recente revisitação a este último disco, “Harvest Moon”), respectivamente, enquanto “Through the night slowly” transporta reminiscências de Robert Wyatt em “Ruth is Stranger than Richard” somadas ao easy listening de luxo dos High Llamas e Stereolab. “Eureka”, o título-tema, desliza, por sua vez, pelas alamedas povoadas de répteis sombrios que Brian Eno destapou em “Another Green World” (aparentemente uma das redescobertas mais recentes dos pós-rockers). O easy listening (e as referências, tornadas já um pouco fastidiosas à bossa-nova) instala-se, de resto, na versão de um tema de Burt Bacharach, “Something big”, ao mesmo tempo uma demonstração da fixação do músico de Chicago no legado deixado pelos grupos ingleses de Canterbury, também eles fascinados pelas melodias e nostalgia da bossa-nova.
“Eureka”, pese embora a diversidade de influências em jogo, inevitáveis em alguém com a cultura musical de Jim O’Rourke, consegue, todavia, provocar o efeito de verosimilhança, indispensável em qualquer boa obra de ficção. Porque, se, para o compositor, a causa se encontra nos livros de História, o objectivo, esse aponta para o futuro. Mesmo quando o futuro passa por adquirir a forma, ou a quintessência, de uma visão perdida algures nas catacumbas da alma, como um anjo decaído que procurasse acima das nuvens o elo perdido da sua identidade celeste.

08/06/2009

Jim O'Rourke - Bad Timing + Windsor For The Derby - Minnie Greutzfeldt

Sons

21 de Novembro 1997
DISCOS - POP ROCK

O princípio da contradição

Jim O’Rourke
Bad Timing (8)
Drag City, import. Ananana
Windsor for the Derby
Minnie Greutzfeldt (7)

Trance Syndicate, distri. MVM

Membro fundador dos industrialistas Illusion of Safety, actual elemento dos Gastr del Sol, produtor e autor das misturas de “Rien”, álbum que assinalou o regresso, nos anos 90, dos Faust, mentor da banda sonora “Dutch Harbor” (com colaborações, entre outros, de Will Oldham), remisturador dos The Sea and the Cake, Merzbow, Microstoria e Tortoise, detentor de uma já vasta discografia a solo, Jim O’Rourke tornou-se numa das figuras de proa da cena de Chicago e, em particular, do pós-rock. Numa altura em que as coordenadas musicais deste movimento ameaçam bloquear, assistindo-se ao aparecimento de uma quantidade de bandas novas que se limitam a propagar clichés em torno do “krautrock” e das guitarras minimalistas, descurando o espírito de descoberta cultivado por grupos como os Tortoise, Trans AM e Ui, o mais recente álbum de O’Rourke faz um ponto de ordem e lança novas pistas de trabalho.
Ao contrário do álbum anterior, “Terminal Pharmacy”, essencialmente ocupado por manipulações de fitas magnéticas, “Bad Timing” dá a conhecer o Jim O’Rourke “unplugged” em quatro longas composições que aliam a devoção por dois dos seus heróis, John Fahey, mago obscuro da guitarra “fingerpicking”, e Tony Conrad, associado dos Faust, para quem o minimalismo é sinónimo de massacre, com as suas particulares idiossincrasias musicais.
Para Jim O’Rourke – desestruturalista, “gangster” e terror do “mainstream”, “semiótico do som”, como é apelidado no longo artigo que lhe dedica a revista “Wire” deste mês – interessa acima de tudo o conhecimento da natureza dos significados musicais e das suas implicações sociais, na procura de novas relações e diferentes contextos de sonoridades ou músicas historicamente determinados. Para tal é necessário recuar a uma essência, à origem do som, e é essa viagem de retorno que o músico aqui empreende, projectando, de regresso, no futuro, a sua obra redentora.
Os quatro temas têm um início semelhante. Surge em primeiro lugar uma guitarra acústica (inspirada em John Fahey) em fraseados “fingerpicking” que começam por fazer sentido dentro de um discurso tradicional para, progressivamente, se abstractizarem, em longos períodos de notas simples (por vezes uma só) repetidas até aos limites da monotonia (influência de Tony Conrad). Instala-se o transe, o silêncio, a tensão da escuta. Logo no primeiro tema, percebemos que esse é o mesmo lugar frequentado por Brian Eno.
A partir deste ponto a “música” nasce, constroem-se arquitecturas, sobrepõem-se materiais: piano, trompete, trombone, electrónica. Límpidos, estremunhados do parto. No quarto e último tema (ou quarta parte de um longo exercício de depuração quase religiosa) a guitarra acústica inicia o seu percurso acompanhado à nascença por uma “drone” (electrónica, sanfona traficada?) cheia de rugosidades. Depois, a pele sintética cai e a música sofre uma metamorfose surpreendente, iluminando-se numa marcha de “big band”, antes da guitarra ressurgir, ainda mais limpa e solitária, numa balada que lava a alma inteira do pós-rock.
O projecto dos Windsor for the Derby é menos ambicioso. Neste caso o impulsionador do grupo é Adam Wiltzie, dos Stars of the Lid, também produtor dos Furry Things, que deste modo se assume como terceiro vértice do triângulo “maldito” de Chicago, juntando-se a Jim O’Rourke e John McEntire, dos Tortoise.
“Minnie Greutzfeldt” é um daqueles álbuns que não cativa à primeira. Aparentemente, estamos uma vez mais no domínio das guitarras descarnadas, tacteando a melodia sem lógica e a textura perdida. Mas a música dos Windsor for the Derby cedo se começa a desdobrar em diversas camadas de profundidade. Vozes muito, muito distantes invadem o metal das guitarras, instalam-se batidas repetitivas à maneira dos franceses Tone Rec, um baixo no limite das baixas frequências varre “No techno w/drums”. “When I see scissors” é um apontamento mimético do Brian Eno de “Another Green World” e “Music for Films”.
No último e mais longo tema de “Minnie Greutzfeldt”, “Skimming”, a influência de Wiltzie torna-se mais forte do que nunca, numa espécie de condensado do extensíssimo e obscuro mantra dos Stars of the Lid, “The Ballasted Orchestra”, onde é explorado o espaço sónico situado entre o nada e o vazio.