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13/10/2025

Pacote de Natal

 NA CAPA

 

PACOTE DE NATAL

DISCOS
POP ROCK
FM assina os seguintes textos

 


JEAN-MICHEL JARRE
Waiting for Cousteau
Dreyfus 

O tema é a água, as profundidades oceânicas, o exotismo de paraísos distantes, beijados pelas ondas e onde apetece sonhar até ao fim dos dias.

Aventuras pelo reino marítimo, inspiradas nas viagens do velho mestre do Graal subaquático. Primeiro, as vertigens rítmicas do calipso, desaguando na “new age” (ou será melhor dizer “new wave”…?) do fim do século. Depois, na versão aumentada do CD, 46 minutos em que Jarre ensina a contemplação dos grandes arcanos submarinos.

O silêncio e a escuridão do fundo. A fauna e flora dos domínios de Neptuno, perturbados por estilhaços de vozes refractados de longe. Brian Eno não faria melhor.

 

 

MIKE OLDFIELD
Amarok
Virgin/Edisom









O ex-menino-prodígio da Virgin desistiu de armar em moderno e regressa em grande forma aos bons velhos tempos de “Hergest Ridge”, “Ommadawn” e “Incantatious”.

Um longo tema instrumental a ocupar a totalidade do álbum, a lista de artefactos musicais a não caber na folha (citam-se “tubos pendurados de metal, compridos e esteitos” para avivar a memória de forma delicada) e as inevitáveis participações da gaita-de-foles de Paddy Moloney, dos tambores africanos e dos coros femininos de Clodagh Simonds e Bridget St. John, remetem de imediato para as glórias de antanho. Quem dava já o velho Mike como morto e enterrado vai ter ainda de esperar.

 

 

LAURIE ANDERSON
Strange Angels
Warner Bros./WEA









Ideal para quem pretende passar por vanguardista sem grandes afrontamentos estéticos nem dolorosos exercícios de ginástica intelectual.

Laurie Anderson apresenta aqui a papinha toda feita, que é como quem diz, sabendo adaptar anteriores virulências conceptuais a uma acessibilidade que faz torcer o nariz aos viciados na dificuldade e gemer de prazer os amantes do erotismo gramatical da senhora. A estranheza flutua, desta vez, em canções de formato pop, às quais o visionarismo fragmentado da autora acrescenta um toque de inquietude.

 

 

BOBBY McFERRIN
Medicine Music
Emi/Valentim de Carvalho








 

Nada como uma boa voz para aquecer a ceia natalícia e, mais ainda, o Ano Novo. A de Bobby McFerrin cumpre na perfeição tal desígnio. Ainda por cima parece que a música deste disco cura, tornando-se assim ideal para curar as eventuais bebedeiras e ressacas do dia seguinte.

Os blues, o gospel, os ritmos africanos, tudo serve a “The Voice” McFerrin para fazer a voz brilhar, envergonhando todos aqueles miseráveis músicos que ainda necessitam de outros instrumentos para se acompanharem. Decididamente, o homem é da corda… vocal.

 

 

SEXTA-FEIRA, 7 DEZEMBRO 1990 FIM DE SEMANA

02/06/2020

Jean-Michel Jarre - Aero


22|OUTUBRO|2004 Y
discos|roteiro

JEAN-MICHEL JARRE
Aero
CD + DVD
Warner Bros., distri. Warner Music
7|10

Reavaliado como pioneiro da “house”, Jarre tanto é capaz de pôr a sua parafernália de sintetizadores ao serviço de uma eletrónica de “jingles” publicitários, como de se alargar em obras conceptuais (os 50 minutos de “ambient” subaquática de “Waiting for Cousteau” rivalizam com o próprio Eno) que alargam as fronteiras dessa mesma eletrónica. “Aero” apresenta a novidade de ser o primeiro álbum inteiramente idealizado e gravado no sistema 5.1 Surround, que Jarre considera tão revolucionário como a transição do mono para stereo. Da edição faz parte um segundo CD, áudio, mais curto. O DVD, composto por inéditos e regravações de temas antigos de “Oxygène”, “Equinoxe”, “Zoolook” (com Laurie Anderson), “Magnetic Fields” e “Rendez-Vous”, é um portento de arquitetura sonora, aproveitando o espaço tridimensional como meio ideal para esta música revelar todas as suas virtualidades. Mesmo os temas mais “programáticos” parecem ganhar uma dimensão etérea, enquanto as novas “Scenes” e fragmentos de “Aero” vão buscar alento ao psicadelismo (o fósforo a raspar na lixa, como em “Alan’s psychedelic breakfast”, dos Pink Floyd) e a toda uma gama de efeitos cromáticos. Como suporte visual, um plano fixo dos olhos da atriz Anne Parillaud, filmados em alta definição. Perfeito “muzak”.

22/12/2008

Jean Michel Jarre - Oxygène 7-13

Pop Rock

26 Fevereiro 1997

Jean Michel JarreOxygène 7-13
DREYFUSS, DISTRI. SONY MUSIC

Se Mike Oldfield fez a remodelação de “Tubular Bells”, por que o que o marido de Charlotte Rampling e filho do compositor Maurice Jarre não podia fincar o dente na continuação do seu “Oxygène”, álbum que em 1976 fez algum furor no mundo da música electrónica? Se assim pensou, Jean Michel Jarre pior o fez. Vinte e um anos depois, as partes seis a 13 que o teclista – que ao vivo toca para milhões – decidiu acrescentar às seis do primeiro disco são de uma indigência que chega a envergonhar. Alinhando na vaga de regresso à tecnologia analógica, Jarre limpou a poeira aos vetustos sintetizadores VCS3 e ARP 2600, mas é caso para dizer que o homem não esteve à altura das máquinas. Não é nem música de dança, o desculpará toda a face recente da sua discografia, nem, muito menos, o exotismo e ambientalismo de “Zoolook” (com Laurie Anderson e Adrian Belew) e “Waiting for Cousteau” (com uma faixa de 40 minutos de sons subaquáticos numa linha enoiana), mas uma pastilhada sem qualificação. “Bum bum bum”, abaixo do disco sound, abaixo dos Space, abaixo de cão. A capa, com um efeito em três dimensões, está bem esgalhada. (1)

13/05/2008

Jean Michel Jarre - Hong Kong

Pop Rock

8 de Março de 1995
álbuns poprock

Jean-Michel JarreHong Kong
DREYFUSS, DISTRI. POLYGRAM

O velho jarreta volta ao ataque. Conhecido por ser casado com Charlotte Rampling, dar concertos para plateias com um mínimo de um milhão de pessoas e tocar harpas de luz, Jean-Michel Jarre há muito que esgotou as suas capacidades como músico, que não as de “entertainer”. Depois dos concertos na China, aproveitados por Jarre como operação de “marketing”, para divulgação de tecnologia electrónica naquele país, chegou a vez de Hong Kong ser confrontada com a pirotecnia sonora e visual que desde os últimos anos constitui a única razão de ser do jarreta. É uma chatice do princípio ao fim, escutar os sintetizadores, computadores, esquentadores e outros interruptores digitais, a despejarem sons a metro sobre as multidões embasbacadas. À música, já de si aborrecida nas versões de estúdio, de “épicos” como “Chronologie”, “Rendez-vous” e “Equinox”, juntam-se um excerto do velhinho “Oxigène” e a característica piscadela de olhos aos naturais do território, naquele registo “olhem tão amigalhaço e aberto de espírito que eu sou!”. Jarre, por sinal autor de dois bons álbuns, “Zoolook” (o tal com Laurie Anderson e Adrian Belew…) e “Waiting for Cousteau” (com o tema de 42 minutos de ambiências subaquáticas), representa na actualidade tudo o que de mais piroso e retrógrado pode dar à música electrónica uma má reputação. (2)