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14/07/2015

Já alguém ouviu...




"Já alguém ouviu..." (Victor Afonso)

Victor Afonso
10.10.2001 140248

... o "Master Of Confusion", disco de Irmin Schmidt (ex-CAN) e Kumo (da cena tecno)?

Ao que parece deram um excelente concerto no SONAR deste ano (o Junqueira viu-os e gostou) e o disco, pelo que tenho lido, é uma mistura muito inspirada entre os experimentalismos (ao piano!) de Schmidt e os devaneios electrónicos de Kumo.


Fernando Magalhães
10.10.2001 170536

Tenho esse disco. Nada de especial. O I. Schmidt toca piano como se estivesse a fazer um exercício de "vanguarda" no Conservatório, a querer provar qualquer coisa.
O Kumo desenrasca-se nas programações mas, no geral, "Master of Confusion" soa-me como um trabalho frio e mecânico, no sentido negativo do termo. Música sem alma, aritmética e, nalguns casos...vazia!

A única coisa de jeito que conheço do ex-teclista dos Can (e acho que ouvi todos os trabalhos dele a solo, incluindo a ópera "Gormenghast") é o volume 3 das suas séries "Film Muzik", o da capa amarela, nomeadamente os dois primeiros temas cantados, "Mary in a coma" e outro, ambos ao nível do melhor dos CAN.
Esse álbum faz parte do CD triplo "Soundtracks, 1978 -1993" (ed. Spoon).

FM

22/10/2011

Irmin Schmidt - Gormenghast

3 de Março 2000
POP ROCK

Irmin Schmidt
Gormenghast (6/10)
Spoon, distri. Zona Música


Para os amantes de música pesada, no sentido de pomposidade e excesso de gorduras, “Gormenghast” e “The insider” poderão constituir um menu apelativo. O primeiro é uma ópera composta pelo antigo teclista dos Can, Irmin Schmidt, sobre uma novela de “gothic fantasy” de Mervin Peake, onde se conta a ascensão e queda de um inteligente e pérfido ajudante de cozinha que chegara senhor de um castelo, não sem que antes vá assassinando quem se lhe atravessa no caminho, incluindo o antigo senhor, viciado em ópio. Algo como o cruzamento de um conto de Edgar Allan Poe com um filme de Peter Greenaway que Schmidt recheia com creme de electrónica chique, sequências pseudovanguardistas, do estilo Einstürzende Neubauten com patrocínio da Culturgest, o “soufflé” minimalista que Philip Glass confecciona para as suas 12 óperas anuais, canto lírico repleto de “transgressões” (gritos, onomatopeias) e até, para nos lembrar que fez parte dos Can, um groovezinho de reggae. Só que “Gormenghast” está nos antípodas dos Can. Se neste grupo as máximas a seguir eram a redução ao essencial, a improvisação e a comunicação quase telepáticas, e a predominância da sugestão sobre o espalhafato, aqui é o exibicionismo de meios e a grandiloquência a substituir a espontaneidade. Irmin já fez muito melhor, quer nos Can, onde desempenhava um papel fundamental, quer a solo, em alguns dos fabulosos achados incluídos na sua trilogia de “Film Musik”.