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31/07/2015

Audiciones Recientes




"Audiciones Recientes" (mn)

Fernando Magalhães
14.11.2001 180634

quote:

Publicado originalmente por mn

Na minha ultima incursão queria tb ter trazido o disco de Kubik (não havia nem sabiam o que era...) e algo dos Gong (fiquei na duvida sobre o que trazer - alguma sugestão?)




A trilogia "Radio Gnome Invisible, Pt.1: The Flying Teapot", "Radio Gnome Invisible, Pt.2: Angel's Egg" e "You". Fundamental. Na Carbono têm o "Angel's Egg" a 2000$00.

Os anteriores "Banana Moon" (mais um delírio pessoal de Daevid Allen) e "Camembert Electrique" (fase embrionária da consequente trilogia) também se recomendam.

Posteriores à trilogia, numa linha mais jazz rock, recomendo o "Shamal".

Para um fanático dos Gong aconselha-se igualmente a discografia dos anos 90, sobretudo "Shapeshifter" e "Zero to Infinity".

Depois, existe ainda uma infinidade de projectos paralelos de vários menbros dos Gong, em colectivos ou a solo. Mas aí é preciso estar já compeltamente "apanhado" pela música e filosofia dos "pot head pixies"...

FM

FM

27/08/2014

Gong - Zero 2 Infinitea



Y 10|Novembro|2000
escolhas|discos

GONG
Live 2 Infinitea
Snapper Music, distri. Música Alternativa
7|10

É COM UM FERVOR quase religioso que os adeptos dos Gong saudaram a música dos seus ídolos na digressão mundial realizada pelo grupo na Primavera deste ano. Trinta anos depois de terem engolido a poção original, Daevid Allen está com o aspeto de um ancião feiticeiro e Gilli Smyth com o de uma velha gaiteira de mini-saia, mas a música dos Gong soa com a frescura dos velhos tempos, parecendo almejar a imortalidade. “Live 2 Infinitea” recupera a música do recente álbum ao vivo “Zero to Infinity” – deixando as divagações jazz rock deste último, para se concentrar nas viagens psico, em que são mestres – e ressuscita a velha mística das sessões dos anos 70, com os glissandos cósmicos da guitarra e as fábulas lunares de Allen, os vagidos astrais de Smyth e o saxofone estrábico de Dider Malherbe. A “trip” dos Gong é, de facto, infinita. LSD em excesso no bule de chá.

07/11/2011

Gong - Zero To Infinity

31 de Março 2000

DISCOS - POP ROCK

Daevid Alien, o chá-man

Gong
Zero to Infinity (8/10)
One Eyed Salmon, distri.

“Zero to Infinity” é o capítulo cinco da saga de Zero, personagem criada nos anos 70 pelo australiano Daevid Allen (“Alien” será um apelido mais apropriado…) para os Gong, iniciada oficialmente na trilogia “Radio Gnome Invisible” (“The Flying Teapot”, “Angel’s Egg” e “You”) e continuada, já nos anos 90, com “Shapeshifter”, Allen faz, de resto, um resumo dos anteriores episódios desta história no livrete deste “Zero to Infinity”, recordando os tempos em que Zero entrou pela primeira vez em contacto com o planeta Gong através das emissões telepáticas da Rádio Gnome e a aterragem dos seus habitantes, os “pot head pixies”, no Tibete, num domingo de Páscoa de 1966… Através de múltiplas peripécias, iniciações e encontros com estranhas personagens como os Octave Doctors e a bruxa e deusa-prostituta Yoni (protagonizada por Gilli Smyth, a voz de sereia do mar de haxixe dos Gong), Zero acaba finalmente por morrer algures na Austrália (trespasse documentado em “Shapeshifter”), ressurgindo em “Zero to Infinity” apenas como entidade astral, sem corpo físico.

Zero aloja-se no córtex dos terrestres, experimentando as suas vivências e os seus pontos de vista. Uma alusão à vida no planeta Terra cada vez mais reduzida a uma experiência virtual, que Daevid Allen desmonta através de um sentido de humor não tão “nonsense” como pode parecer à primeira vista. Zero acaba com os “destruidores de sonhos” que actuam dentro dos pesadelos dos humanos, transforma-se em andróide (passando a chamar-se Spheroid Zeroid…), discute com o Professor Paradox, encontra a criatura Gongolope e, finalmente, reconhece que o nirvana está em conseguir fazer uma chávena de chá decente. Não um chá qualquer, mas um “infinitea”, um chá que se confunde com o Infinito. Chama-se a isto chá-manismo. Confusos? É caso para isso, sobretudo para quem penetra pela primeira vez nos mistérios do universo Gong. Porém, para os iniciados na mitologia do grupo (descrita detalhadamente no “site” oficial do grupo, planetgong.co.uk, e o livro estará em breve nas bancas…), tudo encaixa no lugar certo, o que, no caso dos Gong, se situa na “ilha do qualquer lado”.

Em termos de sonoridade, “Zero to Infinity” está mais próximo da trilogia dos anos 70 do que “Shapeshifter”, com as típicas paisagens de electrónica planante criadas por Theo Travis (substituindo, com competência e num registo semelhante, o magnífico Tim Blake, teclista da formação clássica de “Radio Gnome Invisible”), alcunhado, segundo a tradição Gong, de Theodophilus Acidopholus. Sobre este fundo “cósmico-tripante”, que agora inclui samples de theremin, pairam saxofones jazzy e flautas orientalizantes, também pelo mesmo Theo Travis, que praticamente substitui o clássico Gongman, Didier Malherbe, presente neste álbum apenas em dois temas, “Magdalene” (nova personificação de Yoni/Gilli Smyth, em cânticos pedrada-de-haxe) e o longo “The invisible temple”.

Daevid Allen, com a sua nova alcunha Sri Capuccino longfellow, continua a manejar com a classe e a excentricidade de sempre os pedais da sua “glissando guitar”, a cantar como um lunático iluminado os mantras da sua filosofia e a aperfeiçoar a gramática do seu misticismo “sui generis”. Como em “Bodilingus”, um falso reggae em toada Can, onde entoa: “The testicle, my friend, is very mystical.”

26/11/2010

Gong - Family Jewels

Sons

12 de Março 1999
DISCOS – POP ROCK

Gong
Family Jewels (7)
2xCD Gas, import. FNAC

Nada de confusões, “Family Jewels”, apesar do genérico com o seu nome, não é um novo disco dos Gong, nem sequer uma compilação de material antigo do grupo mais excêntrico da cena de Canterbury dos anos 70. Trata-se de uma compilação, sim, mas de temas sortidos gravados por antigos elementos do grupo, organizados como uma sequência de “ofertas”, classificadas em ficheiros com títulos tão estranhos como toda a filosofia da banda emanada dos sonhos de haxe do australiano Daevid Allen: “Doomy progrox”, “Crystalline wind chime”, “Aqua riddims”, “Greenie baby bloomer singles bar jazz”, “Documentary evidence of reality”, etc. Encontra-se de tudo nesta colecção de temas, gravados ao vivo ou em estúdio, desde apanhados da derivação vibrafonística de jazz-rock, Pierre Moerlen’s Gong, aos típicos gemidos da prostituta cósmica Gilli Smyth misturados com cantos de baleia, passando por introduções declamadas, “jam sessions” e solos de guitarra do fundo do bule e excentricidades várias por Daevid Allen, Pip Pyle, Gilli Smyth, Mike Howlett, Didier Malherbe e os próprios Gong em reencarnações recentes nos anos 90. Uma reunião que consegue manter acesa a chama dos “pot head pixies”, hoje um agregado familiar constituído, dizem eles, por uma “vasta tribo de amantes, entes queridos, inimigos e amigos que encoraja a participação e o envolvimento mútuo em múltiplos eventos”. “Family Jewels” é mais uma colherada de tempero no guisado de idiossincrasias que, desde sempre, revolveu as entranhas dos Gong, mais do que uma banda no sentido convencional do termo, uma agremiação telepática de lunáticos. Ou “revolucionários zen”, como eles próprios se intitulam.

15/12/2008

Dashiell Hedayat - Obsolete

Pop Rock

19 Fevereiro 1997
reedições

Dashiell Hedayat
Obsolete
MANTRA, DISTRI. MEGAMÚSICA

Não é um disco obsoleto, mas um disco místico. Quando saiu, em 1971, na Shandar, com importação nacional, foi sofregamente adquirido pelos que, nessa época, andavam apanhados pelos Gong. Porque “Obsolete” é, de certa forma, um disco dos Gong. Daevid Allen, Didier Malherbe, Pip Pylem, Gilli Smyth e Christian Tritsh são os músicos participantes. Ou seja, a mesma formação de “Camembert Electrique”, que antecede a fabulosa trilogia “Radio Gnome Invisible”. Mas quem era, afinal, Dashiell Hedayat? Um poeta das relações dos seus homólogos da “beat generation” norte-americana, Ginsberg e Kerouac. E de William Burroughs, que aparece a meter a sua colherada vocal em “Obsolete”. Antes, Hedayat integra os Melmoth, com quem gravou “La Devanture des Ivresses”, cuja música pode ser apreciada num tema da colectânea “In the Land of Mantra” (ver POPROCK de 15 de Janeiro).
“Obsolete” é, como se depreende, um trabalho de desvairados. Preenchem-no dois temas longos. O primeiro, “Eh, mushroom, will you mush my room?” (o título é, por si só, um delírio), dividido em três partes, é uma “trip” psicadélica à maneira dos Gong, com declamações repetitivas de Hedayat, Gilli Smyth a espalhar gritos e gargalhadas com reverberação no infinito, guitarras ensopadas em ácido, o sax demencial de Malherbe e baladas de balouço na tradição dos Faust. O final tem Hedayat a ladrar e um epílogo imoral enunciado por William Burroughs.
“Cielo drive/17”, o outro tema, é uma viagem mais violenta pelo lado surreal do universo do ácido e dos bules voadores. Baixo obsessivo, rajadas cósmicas de sintetizador, uma voz de criança soprada da via-láctea e guitarras “from outer space” fazem de “Cielo drive/17” um clássico do “space rock”, entre “You shouldn’t do that” dos Hawkwind (de “In Search of Space”), “Continental Circus”, dos Gong, e as desbundas alucinadas do segundo lado do álbum de estreia dos Faust. Para ouvir com o volume no máximo.
Uma peça-chave da galáxia de “Canterbury”, com localização no seu quadrante mais longínquo. “Welcome to the planet!...”. Absolutamente obsoleto e indispensável. (9)

24/10/2008

Gnomo - A desbunda cósmica [Gong]

BLITZ

24.10.89
VALORES SELADOS

GNOMO
A DESBUNDA CÓSMICA

GONG é o planeta da folia. Os seus habitantes, os Pot Head Pixies, viajam através do Universo dentro de bules de chá. É de um destes bules, algures nas imensidões cósmicas, que a RÁDIO GNOMO INVISÍVEL emite telepaticamente mensagens subliminares para todo o Cosmos. Às cinco da tarde, conseguem apanhar-se em FM.
A referida estação, presumivelmente pirata e talvez por isso mesmo em constante deriva pelo espaço, fugida às autoridades galácticas, vem por mero acaso encalhar no planeta Terra. A partir daqui é o caos, a loucura desenfreada, Dada, chá, cabeças a voar. Gong é o resultado das lucubrações mentais de Daevid Allen, um australiano que um dia se viu impossibilitado de permanecer em Londres por ter caducado o seu visto de cidadão estrangeiro. Nessa altura, já lá vão 21 aninhos, em plena época hippie, fazia parte de um grupo que então despontava na cena alternativa inglesa de Canterbury: os Soft Machine, ao lado de rapazes como Robert Wyatt, Mike Ratledge e Hugh Hopper. Despeitado, saiu, atravessou o canal e assentou praça na vizinha Espanha. Foi substituído nos Softs por outro louco, Kevin Ayers, que também abandonou o grupo e veio para Espanha. Espanha, um país de loucos onde vêm parar os filhos preteridos de Sua Majestade.
Daevid enlouquece de vez e forma os Gong. Juntaram-se-lhe os também lunáticos Didier Malherbe (sax, flauta), Christian Tritch (baixo), Laurie Allan e Pip Pyle que mais tarde viria a fazer parte dos Caravan e Hatfield and the North, ambos na bateria e a vocalista Gilli Smyth. Charles Hayward (muito mais tarde nos This Heat) fazia uma perninha de vez em quando, ainda na bateria.
Neste período inicial gravaram três álbuns: «Magick Brother, Mystic Sister» de 69, que, segundo Daevid Allen, nunca existiu. Talvez. Contudo eu ouvi-o e gostei. Alucinação? Já mais reais são os dois seguintes: «Continental Circus» de 71, para um documentário sobre corridas de motas e «Camembert Electrique», do mesmo ano, capaz de fazer fundir os fusíveis aos mais atinados.
Entretanto assinam previsivelmente contrato com a Virgin, para a qual gravam de enfiada as três obras-primas que formam a trilogia «Radio Gnome Invisible», «The Flying Teapot» e «Angel’s Egg» ambos de 73 e «You» de 74. Por esta altura faziam parte do grupo dois músicos essenciais na definição do melhor som dos Gong: Steve Hillage (guitarra) e Tim Blake (electrónica e teclas).
Estes três álbuns são o desatino total. Os músicos adquiriram personalidades demenciais: Allen era Zero the Hero ou Dingo Virgin, Didier Malherebe, Bloomdido Bad de Grasse, Gilli Smyth, a deusa da Lua, intitulava-se Shakti Yoni e por aí fora. A música era uma mescla inspirada de jazz experimental com a canção ultra-melodiosa, à boa maneira do som Canterbury, mais electrónica planante (nesta época não podia faltar) e nonsense nonstop. O planeta Gong rebentava de riso e de boa música. Os seus habitantes perdidos em desbundas de freaks funcionando em galáxias alternativas.
Aos poucos a confusão vai atingindo níveis incontroláveis. Saem e entram constantemente novos músicos. É a grande salganhada. Sem saberem bem como, Gilli Smyth, Steve Hillage, Tim Blake e o próprio Allen dão por si fora do grupo. Quem se vai aproveitando desta confusão é Pierre Moerlen, o virtuoso percussionista erudito vindo das Percussões de Strasbourg, trazendo consigo do mesmo grupo Mireille Bauer e assenhoreando-se progressivamente da orientação musical dos Gong que aos poucos se vão tornando num mero grupo de jazz-rock. «Shamal», de 75, é a despedida do humor, do ecletismo e, sobretudo, da inspiração e originalidade anteriores. O álbum seguinte, «Gazeuze», de 76, reduz-se às exibições pirotécnicas dos percussionistas que, na altura, eram já quatro; para além de Moerlen e Bauer, tinham entrado o irmão do primeiro, Benoit e mais um virtuoso, Mino Cenelu, actualmente nos Weather Report. De qualquer modo é um regalo escutar os rendilhados cristalinos traçados pelo vibrafone e pelas marimbas de Pierre Moerlen e companhia. Por vezes ainda contavam com a participação de mais um baterista, Bill Bruford, nas actuações ao vivo. Devia ser bonito.
Em 77 os Gong, já indignos do seu passado, gravam dois duplos: «Gong Live» e o irónica e adequadamente intitulado «Gong est mort». É um facto. Os Gong, sem o seu principal mentor espiritual, há muito que estavam mortos. Assinava-se pois a certidão de óbito. Ainda chega a ser editado, em 78, «Expresso II» de uma vulgaridade atroz. A partir daí passava a existir o Pierre Moerlen’s Gong, designação mais correcta para um projecto que já nada tinha a ver com o original.
Allen, Hillage, sobretudo estes dois, Malherbe, Blake e Smyth tinham entretanto já gravado dezenas de álbuns a solo, alguns deles bastante bons, como «L» de Steve Hillage, «Crystal Machine» de Tim Blake e quase todos os de Daevid Allen.
Os Gong, talvez por serem tão personalizados, tanto musical como conceptualmente, não deixaram descendência. Permanecerão para sempre um mundo à parte. A Rádio Gnomo Invisível continua a rir e a emitir.


«o bule voador»Alerta B.V.N.I.s (Bules Voadores Não Identificados) invadem a Terra durante o chá das cinco. A bruxa Yoni e as misteriosas frequências emitidas pela máquina de cristal dão cabo da cabeça dos humanos. Só Zero (não o recruta) os poderá salvar

«o ovo do anjo»O próprio Zero fica sem cabeça que voa até à Lua ou ainda mais acima, até ao paraíso dos orgasmos perpétuos. Zero é um anjo ou um demónio? Mais acima, ainda mais para cima. O anjo és tu. Agarra o ovo do Céu
«Tu»
O templo interior é de cristal. Aqui vive o grande construtor. Aqui vives tu. No palácio da eterna sabedoria são-te revelados os derradeiros mistérios. Estás salvo. Salvo pelo GONG

29/06/2008

Gong - Continental Circus

Pop Rock

18 de Janeiro de 1995
álbuns poprock

Gong
Continental Circus
MANTRA, IMPORT. MC-MUNDO DA CANÇÃO

Os Gong não eram ainda os “pot head pixies” da fabulosa trilogia do haxe e dos bules voadores, “Radio Gnome Invisible”. Mas já pouco faltava. Corria o ano de 1972 e corriam as motos no seu circuito de grandes prémios. “Continental Circus” é a banda sonora de um filme de Jérome Lapperrousaz sobre o “circo” de motos, no tempo de um dos seus maiores heróis, Giaccomo Agostini. Gilli Smyth assina a totalidade dos temas – quatro –, diferentes de tudo o que os Gong tinham feito para trás, “Banana Moon” e “Magick Brother, Mystic Sister” (existem por aí alguns exemplares espalhados...) e iriam fazer no futuro. “Blues for Findlay” é rock Kawasaki, directo e sem aditivos psicotrópicos, e “Continental circus world”, uma montagem sobre sons do “circo”, partidas, ruído de motores, som das boxes, etc. “What do you want” e a versão instrumental de “Blues for Findlay” são rock psicadélico numa linha idêntica à dos Hawkwind de “In Search of Space” ou de um disco estranho, “Obsolete”, lançado, nessa época, na Shandar por um dos parentes loucos da família, Dashiell Hedayat. Aqui, a loucura acelera sobre duas rodas. (7)