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14/05/2018

BRASIl e GALIZA: Dois grandes álbuns



Fernando Magalhães
19.06.2002 170522

Ouvidos ontem, ambos me deixaram entusiasmado.

Do Brasil:

FRANCIS HIME: Choro Rasgado (ed. Biscoito Fino)
Classicismo do mais puro. Bossa-nova, samba, choro. Uma tristeza belíssima, a contrastar com os dias de sol que atravessamos. Instrumentais complexos (entre o ambiente dos "Dias da Rádio" e algumas das equações Recommened - a sério!) alternam com canções de uma delicadeza extrema, do agrado decerto, dos apreciadores de Tom Jobim ou João Gilberto.

Da Galiza (creio eu, embora o texto da capa não esteja escrito em galego, são muiñeiras, mas também uma quantidade de composições assinadas pelo próprio...):

FLAVIO BENITO: Mara (ed. Fonomusic)
Um novo portento da gaita-de-foles, capaz de fazer frente a Carlos Nuñez, Budiño, Bieito Romero, etc...
Benito é um inovador, tocando em escalas pouco habituais e com um fraseado também muito "sui generis". As canções, vocalizadas por uma cantora (ainda não me dei ao trabalho de ver o seu nome...), também são muito boas. Escreverei em breve sobre este álbum, um "must" caído de surpresa no panorama folk deste ano.

FM

22/04/2016

Flavio Benito - Mara + Radio Tarifa - Cruzando El Rio

Y 19|JULHO|2002
roteiro|discos

FLAVIO BENITO
Mara
8|10
Fonofolk, distri. Distrimusic

RADIO TARIFA
Cruzando el Rio
7|10

Flavio Benito é um recém-chegado gaiteiro asturiano cuja estreia não poderia ser mais auspiciosa. Na senda dos seus vizinhos galegos, Nuñez e Budiño, tem, para já, sobre estes, a vantagem de não sobrepor o virtuosismo à excelência de um programa instrumental de primeira água. Os dois primeiros temas são entusiasmantes, a fazer lembrar os Bothy Band. Benito é, de resto, um gaiteiro do tipo “irlandês” (ouça-se a canção de embalar “L’anada”), privilegiando a consistência do “drive” em detrimento do “ataque” que é timbre da música de gaita galega. A sanfona de Fonsu Fernandéz e a voz feminina de Ara Costas são outros dos atrativos de um álbum que apenas pecará por uma ou outra escorregadela no tapete dos teclados eletrónicos. Já os Radio Tarifa enfrentaram o difícil desafio de não baixar a fasquia erguida bem alto pelos dois álbuns anteriores, num regresso marcado pela sofisticação da produção, sapateados, Arábia new age, ecos de Manuel Luna, as palhetas duplas medievais do último tema e alguma sensação de “deja vu”. O “temporal” amainou...