Daqui a cerca de um mês vamos todos ser chamados a exercer, novamente, o nosso direito de voto mas, agora, para as Legislativas. E vamos ser chamados porque, não sendo o voto obrigatório no nosso país, apenas compete ao Estado mobilizar os cidadãos para o cumprimento desse dever cívico e político. A desmobilização dos eleitores portugueses face ao cumprimento do seu dever de voto tem sido evidente nos últimos actos eleitorais com uma subida assustadora da abstenção; daí que a primeira tomada de posição seja a de proclamar a necessidade de haver uma manifestação maciça contra a abstenção acorrendo todos às urnas e expressando a sua escolha política. Ninguém deve ficar de fora. O momento que o país atravessa com as diferentes perspectivas de futuro que nos são apresentadas pelas diferentes forças políticas é por demais importante para que alguém ignore o acto eleitoral, para que alguém ouse esquecer as suas obrigações para com o colectivo a que pertence.
O tomar uma posição política é o segundo aspecto de que se reveste o acto eleitoral.
Com a apresentação do programa do Partido Socialista ficam desde já balizadas as opções políticas. O que desejam os cidadãos para o futuro do país fica agora de escolha mais clara pois sabem-se já as posições globais de todas as forças políticas, embora algumas ainda não tenham posto, preto no branco, aquilo que desejam transmitir e as especificidades das suas propostas; mas o sumo do seu fruto já é por demais conhecido. E é aí que o cidadão eleitor tem de fazer as suas escolhas; é aí que o cidadão eleitor tem de tomar a consciência daquilo que deseja e responder, no futuro, pela sua tomada de posição. Ninguém terá desculpa na opção que tomou; seremos todos co-responsáveis pelos resultados os acto eleitoral e pela relação de forças que dele sair para a constituição do novo governo.
Sabemos que é desejável a constituição de um governo de maioria alargada mas tal só será possível se todos os partidos estiverem dispostos a negociar esse mesmo alargamento, daí que, sabendo de antemão que existe já quem se exclua desse facto, não deixando grandes esperanças de contributo, mais importante ainda se torna a decisão do voto popular.
Há que tomar posição !
Temos, obrigatóriamente, de dizer o que queremos e arcar com as responsabilidades.
Acabou-se o tempo de deixar aos outros a expressão das nossas opções.
Temos de nos apresentar ao Mundo como senhores da nossa vontade e verdadeiramente decididos a tomar a responsabilidade pelo nosso futuro.
Gritar contra algo para que não quizemos contribuir não é mais aceitável. Temos de nos assumir como cidadãos de corpo inteiro e conscientes das nossas opções.
Todos os homens são livres e iguais em direitos; e todavia, alguns são livres para morrer à fome e iguais para morrer de frio. (António Soveral-1905)
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
Não será que...?
Tal é o desacerto, a confusão, os sucessivos tiros nos pés, que chego a a pensar se não estará Pedro Passos Coelho a fazer tudo o que lhe é possível para perder as eleições?
É que isto de ser Primeiro Ministro não é para todos e talvez tenha concluído que seria melhor aplicar a si próprio o Princípio de Peter.
Por outro lado, se não for esta a razão então, e pelo que se tem observado, melhor será perdê-las mesmo porque o país ficá muito mal servido tendo-o como Primeiro Ministro.
É que isto de ser Primeiro Ministro não é para todos e talvez tenha concluído que seria melhor aplicar a si próprio o Princípio de Peter.
Por outro lado, se não for esta a razão então, e pelo que se tem observado, melhor será perdê-las mesmo porque o país ficá muito mal servido tendo-o como Primeiro Ministro.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
A entrevista de Manuel Alegre
Foi um bom pontapé de saída para a campanha das presidenciais. Nem de mais nem de menos.
Marcou o seu terreno e disse ao que vinha. Esteve sereno e mostrou-se como um homem de estado.
Falou dos seus concorrentes com respeito mas remetendo-os para os seus verdadeiros lugares - Cavaco à direita e Fernando Nobre onde continua a não se saber -.
E assim se vão definindo posições. Já se sabe que novas "Grandes Entrevistas" só em Setembro pelo que deixar a germinar esta semente foi positivo.
Alegre fez bem em afirmar-se como único responsável na elaboração da sua campanha retirando, por isso, aos partidos e movimentos que o apoiam ou virão a apoiá-lo qualquer tentação de aproveitamento político indevido.
Começa agora o trabalho de sapa pelo país real e os muitos afazeres que terá pela frente se quizer apresentar-se em 2011 como verdadeira alternativa ao Palácio de Belém.
Marcou o seu terreno e disse ao que vinha. Esteve sereno e mostrou-se como um homem de estado.
Falou dos seus concorrentes com respeito mas remetendo-os para os seus verdadeiros lugares - Cavaco à direita e Fernando Nobre onde continua a não se saber -.
E assim se vão definindo posições. Já se sabe que novas "Grandes Entrevistas" só em Setembro pelo que deixar a germinar esta semente foi positivo.
Alegre fez bem em afirmar-se como único responsável na elaboração da sua campanha retirando, por isso, aos partidos e movimentos que o apoiam ou virão a apoiá-lo qualquer tentação de aproveitamento político indevido.
Começa agora o trabalho de sapa pelo país real e os muitos afazeres que terá pela frente se quizer apresentar-se em 2011 como verdadeira alternativa ao Palácio de Belém.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
A promulgação da lei do casamento homossexual
Cavaco promulgou a lei porque a tal foi obrigado e porque não vislumbrou hipótese de a mesma poder vir a não ser aprovada na AR.
Assim, e contra sua vontade, assinou !
Mas deixou, para a posteridade, um texto que, para mim, é o suficiente para, junto com tudo o resto que tem representado a sua actuação como PR, dizer que NUNCA votaria, como não votei, no actual presidente caso se venha a recandidatar.
Promulgou no Dia Contra a Homofobia! Ficou-lhe bem! Os fundamentos, contudo, anularam todo o benefício que poderia ter tido. Saiu-se mal !
Também, se pensarmos maduramente, daqui a alguns anos, já ninguém se lembrará que existiu em Portugal um PR chamado Aníbal Cavaco Silva.
Assim, e contra sua vontade, assinou !
Mas deixou, para a posteridade, um texto que, para mim, é o suficiente para, junto com tudo o resto que tem representado a sua actuação como PR, dizer que NUNCA votaria, como não votei, no actual presidente caso se venha a recandidatar.
Promulgou no Dia Contra a Homofobia! Ficou-lhe bem! Os fundamentos, contudo, anularam todo o benefício que poderia ter tido. Saiu-se mal !
Também, se pensarmos maduramente, daqui a alguns anos, já ninguém se lembrará que existiu em Portugal um PR chamado Aníbal Cavaco Silva.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
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A Hora da Poesia- Rádio Vizela
www.mixcloud.com/Radiovizela/hora-da-poesia-entrevista-a-miguel-gomes-coelho-10072019/?fbclid=IwAR095cmi1MHhzKytias_ssHY3hooCm5P2TqODIjm7w...
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Eu sei que é o primeiro daquilo que se deseja uma nova série. Voltar ao blogue deveria significar recomeçar com um texto de alegria, talvez....
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Hoje de manhã fiquei completamente descansado ao tomar conhecimento da notícia mais importante dos últimos dias e que me veio tirar de cima ...
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Um Bom Natal ! A todos, mesmo aqueles que de mim discordam. O Natal quando vem é para todos. Não faço distinções. Que sejam felizes em ...