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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ratchet & Clank, por Telmo Couto


Título original: Ratchet & Clank (2016)
Realização: Kevin Munroe, Jericca Cleland
Argumento: T.J. Fixman, Kevin Munroe, Gerry Swallow
Género: Animação

Depois do jogo, o filme. Na realidade foram planeados e realizados em conjunto e contam a mesma história de diferentes perspetivas, ao contrário do que acontece em muitas adaptações de videojogos para filmes ou vice-versa. Ratchet & Clank não é uma adaptação, mas parte de um projeto transmedia que inclui jogo e filme como parte do reboot de um grande clássico da PlayStation 2 aos tempos modernos.

Ratchet & Clank é a história de um lombax especializado em mecânica, que se cruza com um robô "defeituoso" escapado de uma fábrica onde o vilão está a criar um exército destruidor. Ratchet ambiciona ser um herói, mas para isso terá primeiro de ser aceite na equipa de rangers intergaláticos, liderada pelo Capitão Quark cujo ego é superior ao tamanho dos músculos. É uma história simples e divertida, que falha apenas por ser demasiado apressada na primeira metade, sem dar tempo aos personagens para evoluir naturalmente. Há aqui um problema de ritmo, como se a necessidade de ter sempre alguma coisa a acontecer impedisse o filme de respirar e fluir melhor.

Visualmente, o filme está entre o melhor que se faz atualmente a nível de animação, com personagens muito detalhados e expressivos. Há ainda um conjunto de referências visuais que os fãs do videojogo irão apanhar, embora não seja necessário qualquer conhecimento para desfrutar do filme. A versão dobrada em Português sofre ainda com o mau tratamento de algumas piadas, que saem completamente ao lado, pelo que se recomenda a versão original caso o espectador não esteja a acompanhar crianças pequenas.

Embora esta animação proporcione uma boa experiência, não é tão gratificante para o espectador como é o jogo para o jogador, onde a história é melhor desenvolvida e os personagens têm mais profundidade. Vale principalmente pelo espetáculo visual e pelos sorrisos que vai provocando a toda a família.
Em colaboração com Meus Jogos

quarta-feira, 16 de março de 2016

Ratchet & Clank: o jogo e o filme


Em colaboração com Meus Jogos.

"Joga o jogo, baseado no filme, inspirado no jogo!" é a divertida, mas certeira, abordagem com que a PlayStation está a promover o seu próximo jogo de plataformas e aventura, Ratchet & Clank. Na realidade, o jogo e o filme foram desenvolvidos em paralelo, pensados de forma a se complementarem e narrar a história de diferentes perspetivas. Ambos são uma reimaginação do jogo com o mesmo nome para a PS2, que deu origem a uma série bem sucedida e agora é alvo de um "reboot" – expressão popular em Hollywood e que também já ganhou bastantes adeptos na indústria dos videojogos.

Na semana passada, a convite da equipa da PlayStation, tivemos a oportunidade de experimentar este título ainda antes do visionamento do filme. O jogo é uma aventura de plataformas e acção bastante leve e com um grande sentido de humor, muito graças aos diálogos e aos comentários do narrador. A experiência do jogo é bastante cinemática, com bastantes sequências de animação de grande qualidade. Aliás, todos os visuais são bastante impressionantes, com um grafismo muito detalhado e animações excelentes. Com um filme de animação em paralelo, é perceptível o empenho da equipa de desenvolvimento e fazer o jogo mais aproximado possível do que se teria no cinema.

Sendo uma reimaginação do jogo original, Ratchet & Clank permite visitar muitos dos ambientes existentes no clássico da PS2, mas tem também conteúdos completamente originais. A maior parte do tempo de jogo consiste em explorar os cenários com várias sequências de plataformas intercaladas por combates contra os inimigos - felizmente há um grande arsenal de armas por onde escolher. Não trazendo nada de particularmente novo ou impressionante em termos de jogabilidade, é um jogo bastante acessível a toda a família e irá certamente deliciar os mais pequenos após o visionamento do filme (ou até mesmo antes).

Ratchet & Clank (o jogo) será editado na PlayStation 4 a 20 de abril. O filme homónimo estreará nos cinemas nacionais a 5 de maio, contando com as vozes de Tiago Teotónio Pereira e Luciana Abreu, entre outros, na versão portuguesa.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

"The Magicians", por Telmo Couto (Antevisão)


Estreia amanhã, 28 de janeiro, a série "The Magicians", nova aposta do canal SyFy no género da fantasia. Baseada no livro homónimo de Lev Grossman, a série mostra-nos um mundo onde a magia é real, combinando eficazmente conceitos de "Harry Potter" com vários troços das histórias para jovens adultos.

Quentin Coldwater é um jovem que desde pequeno sempre acreditou em magia, mas só na altura de entrar para a Universidade descobre que esta é real e não apenas um conjunto de ilusões. A primeira hora da série serve, então, para nos apresentar este personagem e o seu grupo de amigos na mágica Universidade de Brakebills, que esconde um terrível segredo: uma misteriosa criatura conhecida como Besta assombra o passado da universidade. Todos os alunos têm diferentes habilidades mágicas, o que tem um grande impacto nas dinâmicas de grupo entre os colegas, dando origem às naturais rivalidades. Por outro lado, há também uma organização de mágicos alheia à academia e cujas motivações são uma incógnita.

Embora o argumento pareça pouco original e seja fácil encontrar várias referências da literatura e do cinema fantástico, a história consegue ser bastante envolvente e os personagens interessantes, mesmo que nenhum papel pareça puxar muito pelo desempenho dos atores. Uma série com magia precisa de efeitos especiais e, nesse departamento, estão todos muito bem conseguidos desde os pequenos truques dos personagens até à impressionante representação da Besta.

Enquanto piloto, o primeiro episódio é bem sucedido em cativar a audiência, deixando-a em suspenso para a segunda hora. Numa impressão inicial, esta é uma série com potencial para angariar uma boa legião de seguidores entre os fãs do género e, se mantiver um bom rumo, conquistar um lugar na cultura pop internacional.

Em Portugal, The Magicians será exibida às quintas-feiras no SyFy e começa já amanhã a partir das 22:10 com um episódio duplo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Uncharted: The Nathan Drake Collection, por Telmo Couto


Título original: Uncharted: The Nathan Drake Collection
Plataforma: PlayStation 4
Género: Ação, Aventura
Desenvolvimento: Naughty Dog, Bluepoint Games
Elenco: Nolan North, Emily Rose, Richard McGonagle, Claudia Black

Iniciada em 2007 com Drake's Fortune (PlayStation 3), a série Uncharted tornou-se uma referência nos videojogos de ação e aventura ao trazer um novo fôlego a um género que até então se resumia praticamente às aventuras de Lara Croft em Tomb Raider. O investimento na narrativa e na utilização de planos de câmara mais cinemáticos durante as sequências de história revelaram uma grande seriedade no esforço de fazer de Nathan Drake um sucessor espiritual de Indiana Jones, em busca de tesouros perdidos em túmulos ancestrais, mas que acabou por ser muito mais do que isso. Durante o ciclo de vida da PlayStation 3, Uncharted recebeu duas sequelas, Among Thieves e Drake's Deception, e até o anúncio de uma adaptação ao cinema. É esta trilogia de videojogos que chega agora à PlayStation 4, numa edição de luxo com os três títulos remasterizados num único disco.

The Nathan Drake Collection apresenta-se como a "edição definitiva" dos três primeiros jogos Uncharted, com os gráficos melhorados (especialmente no que diz respeito ao primeiro) e que tiram partido dos televisores FullHD com imagens a 60fps, mas também com uma jogabilidade melhorada e que oferece uma experiência consistente ao longo dos três jogos. Para quem apenas quer ver o jogo e apreciá-lo como um filme/série de ação, foi acrescentado um modo "Explorador" onde a dificuldade dos combates é praticamente reduzida a zero, mas não ficou de fora um outro modo "Brutal" para os jogadores veteranos que procuram algo realmente difícil. É, portanto, uma excelente coleção para apresentar a série a quem nunca jogou, mas também muito apetecível para os fãs que a pretendam revisitar.


Se há um defeito a apontar aos jogos Uncharted, é o facto de serem todos bastante formulaicos na sua estrutura. Uma sequência de história é seguida por uma de exploração (puzzle / plataformas), outra de combate, história e assim sucessivamente. A história dos jogos propriamente dita, segue fórmulas já bastante vistas no cinema, mas melhora substancialmente a cada iteração. Drake's Fortune acompanha a busca de Nathan pelo tesouro do seu antepassado Francis Drake, ao lado da repórter Elena Fisher e o seu parceiro Sully. É bastante linear e previsível, mas a história nunca se leva demasiado a sério, com o próprio personagem a comentar algumas situações quase como uma projeção do jogador (de onde vêm tantos inimigos? quem é que pôs isto aqui?).

Já Among Thieves é um caso raro de sequela que se revela bastante melhor do que o original, com uma história mais arrojada e algumas experiências com a estrutura da narrativa. O jogo abre com uma sequência espetacular num comboio suspenso após um descarrilamento, mas imediatamente leva o jogador para o início da história alguns meses antes, quando Drake decide perseguir o trilho de Marco Polo. As sequências de puzzles são mais interessantes e as de ação realmente espetaculares, culminando numa cena em que Drake combate um helicóptero de cima de um comboio em movimento. A versatilidade do protagonista para absorver referências e estilos de outros personagens faz da série um parque de diversões onde se exploram diversos ambientes e situações sem que tudo pareça uma mistura sem sentido. Drake's Deception, o último da coleção, tão depressa mostra o herói numa luta de bar em Londres ou a explorar os subterrâneos da cidade, como num palacete abandonado em França ou até no deserto da Arábia, nos trilhos de T.E. Lawrence em busca do verdadeiro tesouro de Francis Drake.


Uncharted pode referenciar séries como Indiana Jones, Tomb Raider, Missão Impossível e até 007, mas conseguiu criar o seu espaço no imaginário dos jogadores sem cair na tentação da paródia. É atualmente uma das franquias mais importantes da Sony, e esta coleção mostra uma dedicação incomum no que diz respeito à remasterização de jogos antigos. É também um documento interessante da evolução da Naughty Dog enquanto criadora de videojogos cinemáticos, um percurso que os levou ao desenvolvimento do formidável The Last of Us. Uma adição obrigatória ao catálogo de qualquer fã de jogos e filmes de ação que tenha por casa uma PS4.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Until Dawn, por Telmo Couto


Título original: Until Dawn
Plataforma: Playstation 4
Género: Drama Interativo, Terror
Desenvolvimento: Supermassive Games
Elenco: Hayden Panettiere (Scream 4), Rami Malek (Mr. Robot),  Peter Stormare (Prison Break), Brett Dalton (Agents of S.H.I.E.L.D.)

O género de videojogos que se auto catalogam como "cinema interativo" tem vindo a ganhar maior visibilidade durante os últimos anos, muito graças à capacidade gráfica das consolas mais recentes que permitem recriar fielmente o trabalho de captura de movimentos dos atores, em cenários cada vez mais realistas, onde se tenta recriar a experiência de ir ao cinema mas com uma história personalizada para cada jogador. Embora os apreciadores do género o associem à Quantic Dream (apesar do infeliz Beyond: Two Souls), foi a Supermassive Games quem trouxe a primeira experiência do género à PS4, com um formato mais próximo ao das séries televisivas.

Until Dawn é um jogo de terror inspirado nos filmes de adolescentes dos anos 90, e que presta homenagem ao género recorrendo a todos os lugares comuns e estereótipos a que o público já se habituou. E se esse género no cinema entrou em declínio precisamente por causa da falta de criatividade em Hollywood, aqui é essa banalidade que serve de guia de sobrevivência para o jogador, que terá de tomar as decisões de 8 personagens e decidir a progressão da história. Tal como no cinema, os personagens não são tanto "pessoas" como são estereótipos, desde o cromo do grupo e a tímida que secretamente o adora, ao recém casal acompanhado da ex com o seu mais recente namorado, o jogo apresenta-os juntamente com alguns adjetivos que descrevem as suas personalidades e permite, no menu de pausa, verificar o estado do relacionamento entre eles como consequência das decisões tomadas pelo jogador. Importa referir que, apesar da forte esterotipagem dos protagonistas, a Supermassive Games fez um excelente trabalho em torná-los interessantes através da forma como se relacionam e do input que o jogador tem na definição das personalidades. Por exemplo, ao optar por fazer uma personagem espreitar para o ecrã de um telemóvel, esta será vista como uma pessoa mais curiosa e intrometida.

Tudo começa numa cabana no meio do bosque na montanha, onde um grupo de adolescentes sofre a perda traumática de duas irmãs gémeas. Um ano depois, os restantes 8 jovens decidem voltar ao local onde tudo aconteceu para o que deveria ser um fim de semana de diversão onde pudessem superar o trágico desaparecimento. A ideia era péssima, tal como a maioria das decisões que os personagens tomam sem opção do jogador, que normalmente interfere em assuntos de aparente menor relevância. Por norma, os dramas interativos têm vários finais possíveis, resultantes das diferentes opções que podem ser tomadas ao longo da história. Em Until Dawn, a equipa desenvolveu um sistema de "Efeito Borboleta" baseado no princípio de que pequenas decisões poderão causar grandes consequências, incluindo a vida e morte de personagens da história, deixando apenas algumas pistas sob a forma de visões encontradas em totems índios. É possível concluir a história com todos os personagens vivos, mas este jogo de cerca de 9h (até ao amanhecer) não permite voltar atrás após uma decisão de que o jogador se arrependa.

A nível do terror, Until Dawn pode reutilizar muito material do cinema, mas consegue fazê-lo com máxima eficácia. Desde os ambientes sombrios com um fantástico jogo de luzes, aos sustos repentinos que aparecem sempre com um excelente timing, às imagens mais gore se o destino de alguns personagens os conduzir até à morte. Acima de tudo é pouco pretensioso, conhecendo as limitações do seu género, e talvez por isso mesmo consegue ser uma experiência refrescante e assustadora. Ainda assim, não coloca de parte alguns elementos de videojogo, exigindo em certas ações que o jogador prima rapidamente certos botões solicitados no ecrã ou que permaneça com o comando completamente imóvel, talvez o maior aspeto negativo de um género que se quer o menos complexo possível e onde o importante é a história. É um jogo perfeito para sessões de sexta-feira à noite, para jogar a sós ou com um grupo de amigos que vão discutindo o que cada personagem deve ou não fazer.


Classificação:

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Antestreia nacional de Game of Thrones (4ª temporada)


Foi esta noite, às 20h, que tive o privilégio de assistir ao primeiro episódio da quarta temporada de Game of Thrones, numa sala de cinema do UCI El Corte Inglés. A sessão foi organizada pelo SyFy, que estreia amanhã (8 de abril às 22h20) a nova temporada, com apenas 48h de diferença da transmissão na HBO, nos EUA. No início da sessão, garantiram-nos que este é apenas o tempo necessário para a tradução dos episódios para a nossa língua.

A sala estava completamente lotada de fãs, o que já se fazia prever dado o tamanho da fila à entrada, e a atmosfera de ansiedade era tal que quase se podia cortar com uma espada. Não era caso para menos, visto que a estreia registou ontem um novo recorde de audiências no canal HBO. Uns pequenos problemas técnicos deram origem a uma falsa partida na sala de cinema, que imediatamente se resolveu para alívio dos espectadores. O que se seguiu foi o puro deleite de assistir à série favorita de (quase) toda a audiência da sala.

O regresso de Game of Thrones correspondeu às expectativas de um começo de temporada, situando-nos no tempo após os eventos da temporada anterior e apresentando com grande eficácia o novo personagem Oberyn Martell enquanto vamos descobrindo o paradeiro dos nossos personagens (vivos) favoritos. Não falta o humor e a tensão sexual pelo meio dos momentos dramáticos e cenas de acção bastante gratificantes, aguçando o apetite para o que aí virá.

Depois desta experiência, é difícil evitar a vontade de ver toda a série no grande ecrã, onde os efeitos especiais se tornam ainda mais imponentes. Tenho em conta a afluência de hoje, acredito que muitos estariam dispostos a pagar bilhete pelo privilégio de ver os novos episódios da série em primeira mão e num ecrã gigante. Um desejo que, no entanto, irá permanecer no reino da fantasia... fica, então o agradecimento ao SyFy por esta oportunidade.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

5 anos

Cinco anos passam depressa. É um cliché bem sabemos, mas é a verdade. Se a 13 de Fevereiro de 2009 iniciámos este blogue com uma energia aparentemente inesgotável, também é verdade que ao longo destes cinco anos que agora perfazemos, temos continuado a tentar manter a mesma consistência (embora que com eventuais momentos de maior ou menor intensidade) com que iniciámos o Split Screen. A mesma vontade de informar, de actualizar, de diversificar e de criticar e sempre com a mesma paixão (quando esta deixar de existir, o blogue também cessará).

É o crescimento da nossa base de leitores e conseguinte apoio que nos tem feito continuar a trabalhar aqui por este lado: numa primeira instância, directamente para nós (o que escrevemos aqui é totalmente à nossa imagem) e depois para todos vocês que nos continuam a ler e apoiar. Obrigado pelos cinco anos de companhia!


«"Hello, darling, I’m sorry I won’t be able to make your birthday party. Well, I’m calling from a space station on my way to witness the very evolution of man. Have a great day!”» in 2001: A Space Odyssey

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Apresentação PlayStation 4


A convite da PlayStation Portugal, o Split Screen foi conhecer a nova consola PS4, cujo lançamento está previsto para o próximo dia 29 de novembro. O showroom, aqui chamado "The Playce", estava organizado como uma série de salas de estar, semelhantes à que muitos jogadores gostariam de ter, equipados com excelentes televisores e sistemas de som. Em demonstração, estavam várias consolas PS4 com diferentes jogos, entre os quais se destacavam Killzone: Shadow Fall, Knack e Assassin's Creed IV: Black Flag.

Se alguns dos jogos em exibição pareciam pouco melhores do que as suas versões já existentes para as consolas da geração anterior, tendo agora maior resolução em 1080p, já os títulos exclusivos como Killzone demonstram as capacidades da consola com gráficos realmente impressionantes. A PS4 promete trazer experiências cada vez mais cinemáticas e que irão ultrapassar o realismo já visto em jogos como Beyond: Two Souls. Para desfrutar destas experiências há também um novo comando, agora mais confortável e robusto que, entre outras coisas, tem como novidade um touchpad que também serve de botão.

Killzone: Shadow Fall
A consola traz ainda novas funcionalidades sociais, tais como a possibilidade de partilhar imagens ou vídeos dos jogos, ou fazer live-stream de uma sessão de jogo em tempo real. É ainda possível utilizar um tablet ou smartphone para interagir com a consola como um segundo ecrã, ou utilizar uma consola PS Vita para jogar sem ter de utilizar a televisão, uma funcionalidade semelhante à que é oferecida pela consola da Nintendo, Wii U. Estará também disponível uma câmara que, entre outras coisas, permite desenvolver jogos de realidade aumentada, como o Playroom que se encontrava em demonstração.

O design da consola é bastante atraente, sendo uma caixa que irá ficar bem em qualquer sala moderna, ao contrário de outros equipamentos como as boxes dos operadores de televisão que, normalmente, tentamos esconder o melhor possível. Um toque especial do hardware é uma elegante barra luminosa horizontal que sublinha o logotipo da PlayStation.


Como recordação do evento, foi oferecido um simpático press kit "This is for the Players", para nos lembrar que a consola é dedicada aos jogadores. Numa época em que muitos blockbusters do cinema se parecem cada vez mais com videojogos e o mundo dos videojogos se aproxima cada vez mais de Hollywood, a PS4 promete reforçar essa ligação entre as indústrias... e nós acompanharemos com atenção.

sábado, 21 de setembro de 2013

Sharknado



A convite do Syfy Portugal, fomos à estreia do Sharknado em Portugal, numa sessão especial em sala de cinema. O filme, que bateu recordes de comentários nas redes sociais devido à sua (falta de) qualidade, é o mais recente sucesso de uma série de "Syfy originals" que, ao longo dos anos, tem transmitido pérolas como "Mega Shark vs. Giant Octopus" e "Mega Python vs. Gatoroid". Geralmente, são filmes suficientemente maus para que o espectador nem se recorde do título. No entanto, alguns, como os já mencionados, conseguem ser tão maus que se tornam inesquecíveis... e hilariantes!

A sala estava quase cheia de pessoas ansiosas por ver um dos "piores filmes de sempre", com um espírito de boa disposição. Não deu para perceber se foi planeamento da organização, ou um daqueles azares que acabam por correr bem, mas a própria qualidade da projecção deixou muito a desejar, com uma iluminação fraca e o som a sair de uma só coluna, com o volume muito baixo. Pior seria difícil, mas dificilmente também seria mais divertido.


O filme está recheado de péssimas montagens, erros de continuidade, efeitos especiais bem foleiros, explicações que não fazem qualquer lógica (a não ser para os personagens) e... tubarões. A premissa é que um número bastante elevado de tubarões se aproxima da costa ao mesmo tempo que uma grande tempestade, acabando por inundar grande parte da cidade. Isto significa que os tubarões tomam conta de tudo, especialmente da casa de família do protagonista. Como se não chegasse já haver tubarões nas estradas, nas condutas de água e até nas piscinas, formam-se 3 trombas de água que chegam a terra e se transformam em tornados completamente recheados de tubarões. Pessoas na rua a ser engolidas por tubarões que caem do céu com a boca aberta? Check!

Um filme como este deve ser apreciado em grupo, e a sala de cinema foi um ambiente excelente para este efeito: ninguém se conseguia conter de comentar as situações absurdas e os diálogos duvidosos, de desatar às gargalhadas e até alguns aplausos! A verdade é que este está longe de ser o pior filme de sempre, mas consegue oferecer entretenimento puro à conta desse conceito – por vezes, parece fazê-lo de forma intencional, noutras parece genuinamente levado a sério pela equipa de produção. Mas nunca cai na asneira de se vender como uma sátira de filmes maus: Sharknado posiciona-se como o filme acerca do qual se devem fazer as sátiras.


No final, a diversão na cara dos espectadores era bastante visível, mas houve ainda um mimo da organização digno de ser referido: um pequeno pacote de gomas em forma de tubarão, patrocinado pelo Syfy. Recomendado para ver com um grupo de amigos, uma dose de pipocas (ou gomas de tubarão) e boa disposição!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Quatro anos de existência


Fazem hoje quatro anos que este blogue deu os primeiros sinais de vida. Um primeiro post simples, a dar conta da existência de pessoas com vontade de escrever e falar sobre cinema e televisão, sem grandes ambições. A verdade é que quatro anos depois nunca esperaríamos que este crescesse como cresceu, a ser uma referência para muitos, um ponto de passagem para outros, onde se continua a escrever com a mesma vontade e gosto que no primeiro dia.

Quatro anos e vontade de fazer mais, dar mais, agora com a responsabilidade acrescida de cada dia que passa chegarem mais e mais leitores. São a esses leitores que agradecemos, aos amigos, aos cinéfilos, aos que comentam, aos que partilham, aos que se simplesmente lêem. A todos um grande obrigado!

terça-feira, 6 de março de 2012

Primeiras Impressões: Awake



Awake é a nova série do canal norte-americano NBC. Apesar de ter estreado apenas na semana passada, já deu origem a uma pequena, mas forte base de fãs interessada em discutir as suas teorias e previsões, assim como excelentes comentários por parte da crítica televisiva. Com o conceito base de um homem que vive dividido entre duas realidades, a causa deste furor é fácil de compreender quando visto o primeiro episódio.


Tudo começa com um acidente. Michael Britten (Jason Isaacs) viajava com a sua mulher Hannah (Laura Allen) e o filho Rex (Dylan Minnette). Quando acorda, sofre com a mulher a perda do filho nesse mesmo acidente. Quando acorda novamente, vive com o filho em sofrimento pela perda da sua mulher. De cada vez que fecha os olhos e adormece, Michael acorda na outra realidade, como se continuasse a viver tanto com a mulher como com o filho. Mas esta não é a única diferença entre os dois mundos em que vive: apesar de ser um investigador policial, trabalha com parceiros diferentes na investigação de casos completamente independentes (será?) e recebe apoio psiquiátrico para lidar com o acidente de dois psicólogos bastante diferentes, mas ambos convictos de que o outro mundo é um sonho.

O episódio piloto faz um excelente trabalho em apresentar a premissa da série e envolver o espectador. Desde o início, o trabalho de distinção das realidades é facilitado pelos filtros de cor aplicados e alguns acessórios ou marcas visíveis no personagem. No mundo da mulher, retratado em tons alaranjados, Michael usa uma pulseira vermelha. Já no mundo do filho, apresentado em tons frios e azulados, a sua pulseira é verde. O próprio personagem se baseia nestas pulseiras e outros pormenores para saber em que mundo está, criando uma ligação directa entre as suas crenças e as do espectador. A série não perde tempo em jogar com estas mesmas regras e crenças para "puxar o tapete" a ambos na altura certa.


Os personagens centrais, no entanto, acabam por ser os dois psicólogos, Dr. John Lee (B. D. Wong) na realidade vermelha e Dr. Judith Evans (Cherry Jones) na verde. Nenhum deles admite a possibilidade da outra realidade existir mesmo, defendendo que tudo não passa de um sonho, algo fabricado pela sua mente. À medida que vão analisando a situação de Michael, começam a trocar argumentos entre si por intermédio do paciente, tentando assim provar que o outro não existe. Para eles, tudo tem uma explicação e não passa de uma forma de Michael tentar compensar pela sua perda emocional, incluindo os casos que o paciente investiga na realidade alternativa. O facto do paciente não ter qualquer memória da sua vida antes do acidente é um artifício fácil para a narrativa, mas um ponto chave de todo o mistério – o espectador sabe sempre tanto quanto o personagem principal.

No meio de tudo isto, é fácil esquecer que esta é "mais uma" série de investigação criminal. Duas realidades, dois parceiros, dois crimes completamente distintos que ocorrem em paralelo. E se, afinal, os crimes estiverem relacionados? O conhecimento obtido na realidade vermelha permite que Michael avance na investigação do caso da realidade verde, e vice-versa. Esta parece ser a estrutura central dos episódios da série e mostra potencial para ser explorada de forma bastante interessante. Especialmente quando estes casos servem de material para os seus psicólogos tentarem provar que realmente existem, ou que o seu colega da outra realidade é apenas um sonho.


O piloto de Awake é uma lufada de ar fresco, bastante criativo, envolvente e surpreendente. Apesar de não ter tido sido forte em audiências (e, por isso, a série estar em risco de cancelamento), a estreia desta série provocou uma forte onda de discussão e especulação online, acompanhada de óptimas críticas. Mesmo com um possível cancelamento pela frente, ainda está tudo em aberto para que esta seja uma grande série com direito a um final conclusivo, pelo que se recomenda vivamente o visionamento deste fantástico primeiro episódio e, provavelmente, dos episódios seguintes também.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

3 anos


Parece mentira, mas há três anos atrás nascia o Split Screen. Parece mentira porque parece que foi ontem que criámos este espaço, ainda a medo e sem saber bem do que esperar, mas com a certeza que seria algo criado por puro prazer e sem grandes ambições. Continuamos a manter o blogue diariamente porque continuamos com esse prazer puro, mas a receptividade do público e da blogosfera foi tão grande e inesperada que este espaço acabou por evoluir e agora mantemo-lo com prazer e grande sentido de responsabilidade.

Responsabilidade porque (não tenhamos falsas modéstias) temos consciência que muitos nos seguem e lêem. Não deixa de ser curioso que, além da internet, há sempre alguém lá fora que reage quando ouve falar no Split Screen, mesmo que não conheça quem está por detrás dele. Alguém que lê diariamente, alguém que interage, alguém que gosta do que fazemos.  E por isso, temos o nosso objectivo de tentar actualizar o blogue diariamente, por mais tempo que nos ocupe, mantendo os nossos leitores informados através de um espaço noticioso e em português, um espaço de críticas, um espaço que diga tanto aos mais como aos menos informados na área do cinema e da televisão.

Tentamos ser abrangentes, mas ao mesmo tempo específicos, dar a nossa opinião, mostrar a cara, fazer a diferença. E por isso 2011 foi mais um ano marcante. Com antigos e novos parceiros mantivemos os passatempos que são como um mimo para os nossos leitores (e não uma ânsia de querer mais visitas, como alguns insistem): DVD, posters, antestreias, livros, merchandise. Mantemos as redes sociais  como complemento a este blogue com destaque para o Facebook (onde mais de 5 mil pessoas já nos seguem) e o Twitter. Estivemos presentes em festivais nacionais como o IndieLisboa, DocLisboa, Festa do Cinema Francês, FEST, MOTELx, Fantasporto, Queer Lisboa, Black & White, FESTin, Kino - Mostra de Cinema de Expressão Alemã, Festa do Cinema Francês8 ½ Festa do Cinema Italiano. Promovemos uma petição que tentou levar José & Pilar aos Óscares e motivámos um intenso debate nacional sobre o cinema português (nunca antes vimos os portugueses a discutirem sobre a escolha do filme a ser levado a Hollywood). Estivemos nomeados para quatro categorias dos TCN Blog Awards 2011 e trouxemos o troféu de Melhor Iniciativa para casa. Conhecemos novos e mantivemos amizade com antigos companheiros de blogosfera. 

Tudo isto porque acreditamos que podemos fazer a diferença e queremos continuar a fazê-la. Por nós, por vocês, por todos. Estes três anos que completamos hoje dão-nos os parabéns a nós e a vocês leitores e parceiros. Obrigado por tudo! Estaremos mais um ano aqui como blogue e como bloggers!

Ana Alexandre
Carlos Antunes
Telmo Couto
Tiago Ramos

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012!


A equipa do Split Screen deseja a todos os nossos leitores um excelente fim-de-ano e um fantástico 2012!

Terminam hoje as votações para os TCN Blog Awards 2011


Encerram hoje as votações para a segunda edição dos TCN Blog Awards, prémios da blogosfera portuguesa de cinema e televisão, organizados pelo Miguel Reis, do blogue Cinema Notebook e editor da revista Take.

O Split Screen encontra-se nomeado em quatro categorias: Melhor Iniciativa com José & Pilar aos Óscares, Melhor Crítica com José e Pilar por Tiago Ramos, Blogger do Ano (Tiago Ramos) e Melhor Blogue Colectivo.

As votações estão abertas até às 23h59 do dia de hoje, pelo que os nossos leitores que ainda quiserem votar podem fazê-lo consultando a barra lateral direita do blogue Cinema Notebook, clicando AQUI. Os vencedores serão revelados a 7 de Janeiro de 2012, no Teatro Turim (Lisboa), pelas 15h.

Agradecemos desde já a todos o forte apoio.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Split Screen nomeado em quatro categorias dos TCN Blog Awards 2011


A repetir o sucesso da edição anterior foram ontem indicados os nomeados aos TCN Blog Awards 2011, prémios da blogosfera portuguesa de televisão e cinema, organizados pelo Miguel Reis do blogue Cinema Notebook.

Entre as oito categorias, o Split Screen surge com quatro nomeações (mais uma que o ano passado): Melhor Iniciativa com José & Pilar aos Óscares, Melhor Crítica com José e Pilar por Tiago Ramos, Blogger do Ano (Tiago Ramos) e Melhor Blogue Colectivo.

Em nome de toda a equipa do blogue, agradeço as nomeações e o voto de confiança pelos nosso colegas da blogosfera que apenas nos faz querer continuar a fazer este blogue.

As votações são agora abertas ao públicos e todos os nossos leitores podem votar em cada uma das categorias na barra lateral direita do blogue Cinema Notebook, clicando AQUI. As votações encerram às 23h59 do dia 31 de Dezembro, sendo que os vencedores serão revelados no dia 7 de Janeiro de 2012, mais uma vez numa cerimónia a decorrer no Teatro Turim, em Lisboa, pelas 15h.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

LOST – aniversário do episódio final

23 de Maio de 2010 foi a data marcada pelo último episódio de LOST. Um ano depois, recordamos a série com algumas imagens marcantes do seu grandioso final, acerca do qual muitos fãs são ainda hoje incapazes de atingir um consenso. Mas foi principalmente a multiplicidade de interpretações, a discussão de teorias e opiniões que fez de LOST um dos fenómenos culturais mais marcantes da televisão a nível mundial.







PS: Não, eles não estavam todos mortos desde o início! :)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Lucas Haas e Isabel Lukas gravam vídeo para banda portuguesa The Gift


Há duas semanas atrás, os actores Lucas Haas ("Inception", "Red Riding Hood") e Isabel Lukas ("Transformers 2") anunciaram um novo projecto musical intitulado Lucas/Lukas, notícia que foi imediatamente acompanhada de um videoclip, realizado por Carleton Ranney, com o suposto primeiro tema "Made for You". A notícia correu a imprensa americana, tanto ligada à música como ao cinema.

No entanto, tudo não passou de uma manobra publicitária da banda portuguesa The Gift que, em comunicado oficial, desvendou a verdadeira natureza deste projecto "Lucas/Lukas" para surpresa de todos. O vídeo, agora com a descrição actualizada a anunciar os verdadeiros autores da música, pode ser visto em baixo.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Primeiras Impressões: V, segunda temporada


Estreou na semana passada a muito aguardada segunda temporada de V. Depois do surpreendente final que deixou toda a gente a olhar para o céu, havia grande expectativa para este regresso, mas a verdade é que não se podia esperar uma estreia deste nível. Num só episódio, houve mais acção, mais desenvolvimento da história e mais surpresas do que na primeira temporada completa. Mesmo a nível de efeitos especiais, é notório que o sucesso da temporada anterior encorajou a maiores investimentos – e que valeram bastante a pena. O salto qualitativo é notório e cria um novo patamar para as expectativas do que V poderá ter para oferecer.


Tanto do lado dos Visitors como dos membros da Fifth Column, sente-se um forte aumento de tensão. As posições dos personagens são cada vez mais demarcadas, exceptuando aqueles cujo enredo se centra na divisão entre estas facções. A guerra entre Vs e humanos está cada vez mais presente e a confiança da população terrestre nas intenções de Anna (Morena Baccarin) começa a dissipar-se. Por sua vez, a Rainha dos Vs inicia uma luta pessoal contra as suas próprias emoções – algo a que acreditava ser imune. É essa mesma luta que estimula a sua crueldade, uma característica cada vez menos vista como algo frio e insensível e mais como fruto da sua ira. Já Erica (Elizabeth Mitchell) continua a tomar o pulso das emoções na série: tão depressa nos consegue transmitir as suas preocupações, como nos deixa suster a respiração em situações de perigo iminente.


Lisa (Laura Vandervoot) foi a surpresa da primeira temporada. Não vista como mais do que um instrumento da mãe no início da série, foi gradualmente sofrendo uma grande transformação através do seu contacto com os humanos. A excelente evolução da personagem dá agora os seus frutos: a rainha herdeira conquistou a sua independência emocional e tornou-se um jogador fundamental nesta guerra de Anna contra a humanidade. É particularmente interessante a forma como é explorada a sua divisão interna entre as ordens dadas pela sua mãe, que sente o dever de respeitar, e aquilo que sente realmente ser certo ou errado.


A grande novidade no elenco é a actriz Jane Badler: na série V original, interpretava o papel de Diana, líder dos Vs. Agora, interpreta uma personagem com o mesmo nome, mas como mãe de Anna. Após 15 anos sem ver a filha, tem agora muita coisa para lhe dizer e a relação entre as duas promete ser um tema central para esta temporada. Mais do que aliens vs. humanos, ou razão vs. emoção, esta é uma série sobre mulheres determinadas: cada uma com os seus princípios, valores e objectivos, mas todas em rota de colisão. Quer Anna goste ou não, o arranque desta temporada promete grandes emoções.