«Toda a verdadeira liberdade é-nos outorgada como um dom sobrenatural de Deus, uma participação na sua própria Liberdade essencial pelo Amor que Ele derrama nos nossos corações, unindo-nos a Ele, primeiro por um acordo total, depois pela união transformante de vontades.
A outra liberdade, a denominada liberdade natural, isto é, a indiferença a respeito das boas e más escolhas, não é senão uma capacidade, uma potencialidade à espera de ser transformada pela graça, a vontade e o amor sobrenatural de Deus.
Todo o bem, toda a perfeição, toda a felicidade se encontram na infinitamente boa, perfeita e abençoada vontade de Deus. E como a verdadeira liberdade significa a capacidade de desejar e escolher sempre, sem errar, sem desfalecer, o que é realmente bom, então, a liberdade só poderá encontrar-se na perfeita união e submissão à vontade de Deus. Se a nossa vontade seguir a sua, alcançará o mesmo fim, gozará da mesma paz e será repleta da infinita felicidade que Lhe é própria.
Por isso, a definição mais simples de liberdade é esta:
significa a capacidade de cumprir a vontade de Deus. Ser capaz de resistir à sua vontade é não ser livre. Não existe nenhuma liberdade no pecado.»Thomas Merton, em "Novas sementes de contemplação"