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sábado, 21 de fevereiro de 2015

UMA TERNURA INFINITA

«Quando aprenderemos que o Poder do nosso Deus não é uma omnipotência à moda dos mitos pagãos mas uma ternura infinita que não desiste de nós?»
Rui Santiago Cssr, in Estou em Crer


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

UM PRESENTE DE DEUS


«Jesus é um Presente sonhado e preparado desde sempre, ideia presente já no Coração de Deus enquanto o Poema da Criação ia nos seus primeiros versos.
Jesus é um Presente de Deus necessitado de acolhimento e cuidado. Não apela primeiramente à nossa obediência, mas ao nosso carinho. Não puxa pelas nossas forças, mas mete-se com o que em nós há de mais entranhável, capaz de ternura e compaixão.»
Rui Santiago Cssr in Teologia da Beleza

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O DEUS CONNOSCO


«O Deus Connosco não aparece entre nós como um líder valente ou um chefe carismático que motiva em nós a vontade de lutar.
O Deus Connosco não aparece no meio de nós como alguém forte a provocar em nós a capacidade de obedecer.
O Deus Connosco aparece no meio de nós como alguém que quer provocar em nós a Sensibilidade, despertar o que há de mais íntimo em nós.

Deus vem visitar-nos para despertar em nós o carinho, a ternura, os sentimentos da nossa mais profunda humanidade.
Essa é a sua ideia… converter-nos, antes de tudo, à sensibilidade, à ternura, à doçura dos gestos, das palavras e das intenções.»

domingo, 16 de fevereiro de 2014

ELE É O INESPERADO!


«Guarda um lugar na tua alma para o hóspede que não esperas» (Amiel)

«Quanto mais nos aventuramos, seduzidos pelo Espírito, na descoberta do nosso interior, tanto mais cresceremos em sensibilidade e em disponibilidade para tudo o que nos chega do exterior. Quanto mais nos descobrimos como morada de Deus, tanto mais o veremos em toda a realidade. Encontrar a Deus em si abre desmedidamente o olhar, convertendo-o em bondade (...)

(...) Precisamos da ternura e da compaixão infinita de Deus para aprender a olhar-nos com essa mesma ternura e compaixão. Esta é a grande dádiva daquele que irrompe na nossa vida sempre e como nunca esperávamos. Ele é o Inesperado! 

Oxalá se gravasse em nós, de uma vez por todas, que a perfeição de Deus e, portanto, a nossa perfeição, não é a impecabilidade senão a misericórdia! (...) O homem novo vê o mundo com olhos novos. O homem renascido na misericórdia de Deus vê o mundo à luz dessa mesma misericórdia.»

Carlos Maria Antunes, em "Atravessar a própria Solidão"

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

FRAGILIDADE


«Algum dia, o poder será dado à ternura.» (Rubem Alves)

«A fragilidade não é a debilidade ou diminuição, não é incapacidade de fazer ou de pensar, é tão-só uma visão de um mundo que já não se divide em vencedores e vencidos, onde o vencedor é o mais forte, o mais violento, o mais cruel. A fragilidade persegue o sonho de um mundo onde o vencedor é aquele que dá e que recebe amor." 

Ermes Ronchi, em "Tu és Beleza"

terça-feira, 13 de abril de 2010

DOÇURA PROFUNDA


«Busco a doçura profunda,
a que nunca ninguém viu,
e cuja existência não pode ser posta em causa,
pois é a ela que devemos a beleza perfumada dos jacintos,
a luz nos olhos espantados dos animais e tudo o que,
sobre a terra e nos livros,
há de bom.»

Christian Bobin

terça-feira, 12 de maio de 2009

A DOÇURA DO AMOR

O coração grande é uma condição para a experiência da vida verdadeira. A outra marca é a alegria indizível do amor. Em latim está escrito: «inenarrabili dilectionis dulcedine = a indescritível doçura do amor.» (...)

«Dulcedo» é para os latinos o mesmo que o amor. O amor é doce. Tem um sabor doce.
Os latinos sabiam que o amor ao homem empresta outro sabor, ao contrário do ódio que faz o homem amargo. Para os latinos, a sabedoria está no sabor (Sapientia). Quem saboreia a essência, é sábio. Quem ama sente um sabor doce e agradável, um sabor amoroso. Quem ama saboreia a vida.

Na tradição espiritual, a «dulcedo Dei = A doçura de Deus» desempenha um papel importante. A experiência de Deus deixa no homem um sabor doce. A «dulcedo Dei» relaciona-se sempre com a experiência interior de Deus nos próprios corações.
Deus não é o sentimento. Mas deixa os seus vestígios no sentimento. Não conseguimos ver Deus, mas podemos saboreá-lo. O sabor doce é a experiência mais profunda de Deus que nos é possível.

Para o papa São Gregório Magno, a doçura interior é fruto da contemplação. Ele diz que a alma não existe sem alegria. A alegria indestrutível é a alegria espiritual. Na contemplação, a alma é penetrada por uma doçura inenarrável. São Bento entende esta doçura da experiência de Deus, quando se refere à inenarrável «dulcedo» do amor.

Anselm Grün, em "Bento de Núrsia - Mestre da Espiritualidade"

INDAGAÇÕES SOBRE O CARPINTEIRO

“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...