Um dia, vamos conhecer os verdadeiros santos de todas as religiões, credos, culturas, e de todos os ateísmos: os que viveram amando, no anonimato, sem nada esperar.
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quarta-feira, 11 de maio de 2016
quinta-feira, 10 de março de 2016
NO CENTRO, OS QUE SOFREM
«No centro da religião de Jesus não está um Livro ou uma Lei, mas as Pessoas, concretas, situadas, magoadas, com as suas dores e deficiências. No centro, os que sofrem. (...)
É por isso que não me convence nenhuma "fé" que não humaniza os crentes dela. Não me convence nenhum "culto" que não torna mais amáveis os seus cumpridores. Porque estou rendido a Jesus, e uma vida como a dele é que me convence. Só o que é Humano é digno de fé. Até Deus.»
Rui Santiago Cssr, in Ora Vê
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
O DEUS VIVO
«Livra-me de ser um limite para o teu amor.»
«Nós crentes excluímos Deus, o Deus vivo, da nossa vida.
Tornámo-lo uma referência do passado, uma história já conhecida, um guião lido,
bem guardado na dobra do presente, uma espécie de arqueologia privada para um
uso monótono. (...)
Muitas vezes é isto a nossa religiosidade. Dizemos: Deus é
isto, o seu nome é aquilo. E Deus tem de ficar ali encaixado, submisso. E
passamos o tempo da nossa vida a dizer a Deus: «Tu não podes», «Tu não podes».
Este é o ponto fundamental da nossa conversão. Verificar, no fundo de mim, se
dou espaço para que Deus continue a dizer, para que Deus continue a estar, para
que Deus vá onde Ele quiser e não onde eu acho que Ele deve ir…»
José Tolentino Mendonça, in Pai-nosso que estais na terra
domingo, 24 de maio de 2015
FRANCISCO
«Descendem do mesmo pai, enterrado sob a Bíblia: Abraão. Disputam entre si os despojos dele, com os dentes. A religião é o que une, e nada é mais religioso que o ódio: ele reúne multidões de homens sob o poder duma ideia ou dum nome, ao passo que o amor os liberta, um a um, através da fragilidade de um rosto ou duma voz.
Francisco de Assis vai à Palestina falar de um Deus que as multidões espantam e que as Igrejas aborrecem. Ele conta aos guerreiros as mesmas coisas que aos pardais. Não fala para convencer: convencer ainda é vencer, e ele não busca mais que o triunfo do canto fraco, sem armadura de ferro nem de língua.»
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
VAMOS À AVENTURA
«O que é totalmente alheio a muitos é a experiência de se apaixonar por Deus. Para eles, a religião é um exercício intelectual entranhado na consciência individual, e não uma resposta a um Deus que estende a mão para dizer "Vamos à aventura!"».
Tim Muldoon, citado por George Aschenbrenner, S.J.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
domingo, 18 de maio de 2014
NO CENTRO DA RELIGIÃO
«No centro da religião deve estar o Ser Humano, especialmente quando está em situação de sofrimento, e não uma Lei ou uma "Escritura" sacralizada em forma de letra.
No centro da religião deve estar a Misericórdia e não a Lei; eis a cura de uma doença grave que costuma afectar-nos, chamada legalismo farisaico.»
Rui Santiago Cssr, in "Yeshuah"
sábado, 22 de março de 2014
VIDA E RELIGIÃO
«Muitos religiosos querem converter a vida à religião. Jesus propõe o contrário: converter a religião à vida. A religião não é senhora da vida, mas sim a vida é senhora da religião.»
Elienai Cabral Junior
Elienai Cabral Junior
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
O PÃO OU NADA
“A religião de Cristo não é a
sobremesa após algum pão; pelo contrário, é ou o pão ou nada.
As pessoas
deveriam ao menos entender e admitir isso antes de se considerarem cristãs”
Dietrich Bonhoeffer
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
AS ESTRADAS DA VIDA
Com todos os riscos possíveis devemos sempre nos indagar: “O
que acontecerá a este homem se eu não parar para ajudá-lo?”. As estradas da
vida são malditas não somente porque escondem bandidos, corruptos, mentirosos e
hipócritas. As estradas da nossa vida serão malditas quando revelarem a
ausência de amor que é o nome da indiferença. Que não sejamos nem como o
sacerdote e nem como o levita, mas sobretudo que não sejamos os assaltantes que
aviltam a dignidade humana em nome do seu poder civil e religioso e cujas vidas
são um constante escarro na face de Deus.
domingo, 28 de julho de 2013
NO CENTRO DA RELIGIÃO
«No centro da religião deve estar o Ser Humano, especialmente quando está em situação de sofrimento, e não uma Lei ou uma "Escritura" sacralizada em forma de letra.
No centro de religião deve estar a Misericórdia e não a Lei; eis a cura de uma doença grave que costuma afectar-nos, chamada legalismo farisaico».
Rui Santiago, em http://livrosporcorreio.blogspot.pt/2013/04/yeshuah.html
terça-feira, 9 de abril de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
A RELIGIÃO DO AMOR
Encanta-me a Religião de Jesus, homem como nós e bom como Deus, que por acreditar tão bem em Deus, foi capaz de uma espantosa Fé no Ser Humano. As pessoas eram para Jesus um lugar de Fé e a História Humana era o terreno concreto da sua Esperança.
Estamos feitos para gostar de pessoas… mas como ganhámos medo de nos expormos ou acreditámos que não confiar é mais seguro, vamo-nos chegando atrás diante dos Homens julgando-os. O juízo sobre os outros é uma maneira de nos afastarmos deles e de manter tudo e todos a uma distância de segurança suficiente para que nenhuma originalidade pessoal venha desorientar os nossos esquemas ou questionar a nossa mentalidade
Estamos feitos para gostar de pessoas… mas como ganhámos medo de nos expormos ou acreditámos que não confiar é mais seguro, vamo-nos chegando atrás diante dos Homens julgando-os. O juízo sobre os outros é uma maneira de nos afastarmos deles e de manter tudo e todos a uma distância de segurança suficiente para que nenhuma originalidade pessoal venha desorientar os nossos esquemas ou questionar a nossa mentalidade
Estamos feitos para gostar de pessoas. Jesus dizia que que um único mandamento chegava para resumir o espírito da sua Religião: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Por outras palavras: permiti-vos ser o que sois! O Mandamento do Amor não nos aponta alguma coisa fora de nós, mas a realização do que verdadeiramente somos.
Rui Santiago
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
VIVO ENCANTADO COM JESUS
"Encanta-me a Religião de Jesus, homem como nós e bom como Deus, que por acreditar tão bem em Deus, foi capaz de uma espantosa Fé no Ser Humano. As pessoas eram para Jesus um lugar de Fé e a História Humana era o terreno concreto da sua Esperança.
Estamos feitos para gostar de pessoas… mas como ganhámos medo de nos expormos ou acreditámos que não confiar é mais seguro, vamo-nos chegando atrás diante dos Homens julgando-os. O juízo sobre os outros é uma maneira de nos afastarmos deles e de manter tudo e todos a uma distância de segurança suficiente para que nenhuma originalidade pessoal venha desorientar os nossos esquemas ou questionar a nossa mentalidade
Estamos feitos para gostar de pessoas. Jesus dizia que que um único mandamento chegava para resumir o espírito da sua Religião: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Por outras palavras: permiti-vos ser o que sois! O Mandamento do Amor não nos aponta alguma coisa fora de nós, mas a realização do que verdadeiramente somos."
Rui Santiago
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
A VERDADE
Saiu o diabo a passear, um dia,
com um amigo seu; viram um homem
que, ali perto, se inclinava para o chão
e parecia pegar em algo caído sobre a estrada.
«Que terá ele encontado?». pergunta o amigo.
«Foi um pedaço de Verdade», diz o diabo.
«E isso não te perturba?», volta o amigo.
«De modo algum, respondeu-lhe o demónio;
deixarei, simplesmente, que ele faça,
daquele pedacinho de verdade,
nem mais nem menos que uma crença religiosa!».
Uma crença religiosa é como um sinal de trânsito que aponta o caminho da Verdade. As pessoas que se agarram ao poste e à tabuleta, evidentemente não caminham para a verdade por terem a falsa sensação de já a terem encontrado.
Anthony de Mello, O canto do pássaro
com um amigo seu; viram um homem
que, ali perto, se inclinava para o chão
e parecia pegar em algo caído sobre a estrada.
«Que terá ele encontado?». pergunta o amigo.
«Foi um pedaço de Verdade», diz o diabo.
«E isso não te perturba?», volta o amigo.
«De modo algum, respondeu-lhe o demónio;
deixarei, simplesmente, que ele faça,
daquele pedacinho de verdade,
nem mais nem menos que uma crença religiosa!».
Uma crença religiosa é como um sinal de trânsito que aponta o caminho da Verdade. As pessoas que se agarram ao poste e à tabuleta, evidentemente não caminham para a verdade por terem a falsa sensação de já a terem encontrado.
Anthony de Mello, O canto do pássaro
terça-feira, 8 de novembro de 2011
ALPINISMO OU ACOLHIMENTO?
"Muitas pessoas julgam que a religião consiste naquilo que fazem por Deus: aquelas pobres, tristes e débeis coisas que porventura fazem por Deus. Deste modo, toda a religião lhes parece pobre, triste, débil. Vão subindo sem alegria, à custa de «sacrifícios» enfadonhos, para se aproximarem um pouco (não demasiado!) daquele Ser que imaginam Supremo e sem inquietações.
Mas a religião consiste no que Deus faz por nós: as grandes e estupendas coisas que Deus inventa para nós. Deus é de tal modo Bom que é Ele que se aproxima. Tudo quanto nos pede é que nos maravilhemos com Ele. Não temos mais do que admirar e aquietar-nos. Seremos religiosos na medida do nosso deslumbramento. «O Senhor fez por mim maravilhas».
Deus não é aquele que recebe e muito menos aquele que arrebata: é Aquele que dá, que perdoa e cujos benefícios cantaremos por toda a eternidade.
Religião fácil? Desenganai-vos. É penoso para nós sermos amados gratuitamente, pois aceitar tal amor é admitir que não valemos nada, que não valeríamos nada sem este amor que nos cria. E é também aceitar sermos criados... à Sua imagem. Aceitar entrar neste jogo terrível de um amor que nada calcula, nada avalia, tudo espera. Se temos tanto medo, é porque sabemos perfeitamente que tal amor é um apelo irresistível a amarmos daquela maneira. Sem condições.» Louis Evely, em "Tu és esse homem"
sábado, 2 de julho de 2011
A FÉ DE DEUS EM NÓS
"Só Deus nos conhece para além das nossas aparências.
Só Deus nos continuará a amar, ainda que percamos todas as nossas qualidades, porque Ele não ama as nossas qualidades mas a nós. Só Deus nos suportará sempre.
Só Ele sabe o que de nós espera e todas as pessoas que fez depender de nós e os gestos que de nós atende.
Quando nos desprezamos a nós próprios, desprezamos todos estes projectos, todos estes desejos de Deus em nós, toda aquela alegria que Deus havia esperado de nós, toda a esperança que depusera em nós.
Estamos perante o essencial da religião: acreditar que aquilo que eu faço interessa a Deus. O verdadeiro ateísmo consiste em pensar o contrário, resignar-se ao contrário. Uma vida ateia é uma vida na qual tudo se passa, tudo se sente, tudo se enfrenta e tudo se sofre como se não acreditássemos naquela verdade. Quantos ateus entre nós?
Cada um de nós é propriedade de Deus. Uma propriedade que Deus nos confiou. Quase nunca sabemos para que serve, pois geralmente Deus cuida de no-lo ocultar. E é normal que nos interroguemos com frequência: para que poderá servir, para quem poderá ser verdadeiramente útil a nossa vida? A fé consiste em crer que Deus a considera útil, necessária ao Seu plano, indispensável à Sua alegria. »
Louis Evely, em "Tu és esse homem"
Só Deus nos continuará a amar, ainda que percamos todas as nossas qualidades, porque Ele não ama as nossas qualidades mas a nós. Só Deus nos suportará sempre.
Só Ele sabe o que de nós espera e todas as pessoas que fez depender de nós e os gestos que de nós atende.
Quando nos desprezamos a nós próprios, desprezamos todos estes projectos, todos estes desejos de Deus em nós, toda aquela alegria que Deus havia esperado de nós, toda a esperança que depusera em nós.
Estamos perante o essencial da religião: acreditar que aquilo que eu faço interessa a Deus. O verdadeiro ateísmo consiste em pensar o contrário, resignar-se ao contrário. Uma vida ateia é uma vida na qual tudo se passa, tudo se sente, tudo se enfrenta e tudo se sofre como se não acreditássemos naquela verdade. Quantos ateus entre nós?
Cada um de nós é propriedade de Deus. Uma propriedade que Deus nos confiou. Quase nunca sabemos para que serve, pois geralmente Deus cuida de no-lo ocultar. E é normal que nos interroguemos com frequência: para que poderá servir, para quem poderá ser verdadeiramente útil a nossa vida? A fé consiste em crer que Deus a considera útil, necessária ao Seu plano, indispensável à Sua alegria. »
Louis Evely, em "Tu és esse homem"
sexta-feira, 17 de junho de 2011
CRÊS VERDADEIRAMENTE?
«Cremos em Deus ou naqueles que nos têm falado d´Ele?
Crer em Deus não significa termos acumulado noções e esclarecimentos sobre o fenómeno religioso, mas sim termos encontrado uma Pessoa. Uma Pessoa viva. Significa ter havido aproximação, contacto, conversão, movimento. Todos os que encontraram Jesus tinham uma religião. Todos acreditavam num Deus que lhes tinham ensinado. E os que seguiram Jesus foram aqueles que se dispuseram a ultrapassar essas ideias tão laboriosamente adquiridas, para aceitar as ideias d´Ele, que eram diferentes. A conversão mais difícil é a que todos somos convidados a realizar: a conversão no interior da nossa religião.
Tenhamos cautela nós, os Israelitas de hoje, não aconteça termos aperfeiçoado tanto as fórmulas do dogma que nos não interessemos já pelo seu conteúdo.
Crer em Deus não significa termos acumulado noções e esclarecimentos sobre o fenómeno religioso, mas sim termos encontrado uma Pessoa. Uma Pessoa viva. Significa ter havido aproximação, contacto, conversão, movimento. Todos os que encontraram Jesus tinham uma religião. Todos acreditavam num Deus que lhes tinham ensinado. E os que seguiram Jesus foram aqueles que se dispuseram a ultrapassar essas ideias tão laboriosamente adquiridas, para aceitar as ideias d´Ele, que eram diferentes. A conversão mais difícil é a que todos somos convidados a realizar: a conversão no interior da nossa religião.
Tenhamos cautela nós, os Israelitas de hoje, não aconteça termos aperfeiçoado tanto as fórmulas do dogma que nos não interessemos já pelo seu conteúdo.
Tenhamos cautela, não suceda estarmos tão ao corrente dos sinais que esqueçamos a coisa significada; acreditarmos há tanto tempo que já nem acreditemos; esperarmos tanto por Cristo que já O não esperemos.»
Louis Evely, em "Tu és esse homem"
Louis Evely, em "Tu és esse homem"
quinta-feira, 21 de abril de 2011
AMOR E SACRIFÍCIO
«Todo o verdadeiro amor gera o sacrifício mas nem todo o sacrifício gera o amor. Deus não é sacrifício. Deus é Amor. E porque é Amor tornou-Se Sacrifício. Jubiloso. (...)
A educação cristã é, primariamente, educação para a Paternidade de Deus e não para o Sacrifício; para o amor de Deus por nós e não para o nosso amor por Deus; para aquilo que Deus fez por nós e não para o que nós fazemos por Deus.»
Louis Evely
A educação cristã é, primariamente, educação para a Paternidade de Deus e não para o Sacrifício; para o amor de Deus por nós e não para o nosso amor por Deus; para aquilo que Deus fez por nós e não para o que nós fazemos por Deus.»
Louis Evely
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