«A maior parte das pessoas lê a Bíblia como se ela fosse um código moral revestido de autoridade sagrada, um conjunto de prescrições cuja estrita observância deveria nos assegurar uma existência isenta de culpa. Bela utopia, na verdade!
Mas como a Bíblia não pode ser obediência em todos os seus detalhes, nasce um desespero, uma angústia neurótica de cometer algum sacrilégio, uma culpa que não encontra solução. (...)
O sentido do Sermão do Monte não será o de uma receita para se libertar da culpa por uma conduta meritória. Muito pelo contrário. É a palavra que abala, que sacode, que convence de morte aquele que não perjurou; de adultério aquele que não o cometeu; de ódio aquele que vangloriou de amor, e de hipocrisia aquele que era conhecido por sua piedade.Como se vê, é totalmente o contrário de um código moral; pode-se muito mais compará-lo com um diálogo socrático sobre a impotência do homem em atender à virtude autêntica e assim se justificar por sua conduta impecável.»
Paul Tournier, em "Culpa e Graça"
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
domingo, 9 de outubro de 2011
FONTE INTERIOR
«Quer sejamos pessoas de fé ou não, nós nos sentimos sempre culpados por nos deixarmos conduzir pelas exigências do mundo, por mais nobres que elas sejam, e não por uma inspiração interior e pessoal.» Paul Tournier, em "Culpa e Graça"
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
VIVER PELA GRAÇA DIVINA
«O que resta de autêntico na minha vida?» é a pergunta que de vez em quando ouço, depois de a pessoa ter feito uma lista dos seus motivos escondidos, descobertos em situações e acções em que fora particularmente fiel...
O que sobre de autêntico na nossa vida é o que vem de Deus e não de nós mesmos; da sua graça e não dos nossos próprios méritos.»
Paul Tournier, em "Culpa e Graça"
domingo, 6 de dezembro de 2009
VISLUMBRES DA GRAÇA DIVINA
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
UM DEUS VIVO
«Tomemos cuidado para não despojar Deus da sua humanidade, sob o pretexto de libertarmo-nos de um antromorfismo ingénuo, pois então não teríamos mais que um Deus glacial, remoto, imutável, na eternidade, estranho à vida, estranho à hsitória, estranho à nossa própria vida, um Deus de filósofos e não o Deus vivo da Bíblia. Um Deus sem sentimentos seria, se ouso dizer, um Deus sem alma, morto, mais morto ainda que o deus de Nietzsche.
O Deus da Bíblia é o Deus que entra na história, que age, fala e combate. Ele trava uma dura luta com o homem, para arrancá-lo de sua desgraça, oferecendo-lhe sua salvação final.
A Bíblia descreve a relação entre Deus e o homem como um combate, um conflito, onde Deus age tanto mais forte quanto mais o homem se endurece, para arrancá-lo deste endurecimento nefasto.»
Paul Tournier, em "Culpa e Graça"
O Deus da Bíblia é o Deus que entra na história, que age, fala e combate. Ele trava uma dura luta com o homem, para arrancá-lo de sua desgraça, oferecendo-lhe sua salvação final.
A Bíblia descreve a relação entre Deus e o homem como um combate, um conflito, onde Deus age tanto mais forte quanto mais o homem se endurece, para arrancá-lo deste endurecimento nefasto.»
Paul Tournier, em "Culpa e Graça"
terça-feira, 17 de novembro de 2009
SÓ DEUS SALVA
«A maior parte das pessoas lê a Bíblia como se ela fosse um código moral revestido de autoridade sagrada, um conjunto de prescrições cuja estrita observância deveria nos assegurar uma existência isenta de culpa. Bela utopia, na verdade! Mas como a Bíblia não pode ser obediência em todos os seus detalhes, nasce um desespero, uma angústia neurótica de cometer algum sacrilégio, uma culpa que não encontra solução. (...)
O sentido do Sermão do Monte não será o de uma receita para se libertar da culpa por uma conduta meritória. Muito pelo contrário. É a palavra que abala, que sacode, que convence de morte aquele que não perjurou; de adultério aquele que não o cometeu; de ódio aquele que vangloriou de amor, e de hipocrisia aquele que era conhecido por sua piedade. Como se vê, é totalmente o contrário de um código moral; pode-se muito mais compará-lo com um diálogo socrático sobre a impotência do homem em atender à virtude autêntica e assim se justificar por sua conduta impecável.»
Paul Tournier, em "Culpa e Graça"
O sentido do Sermão do Monte não será o de uma receita para se libertar da culpa por uma conduta meritória. Muito pelo contrário. É a palavra que abala, que sacode, que convence de morte aquele que não perjurou; de adultério aquele que não o cometeu; de ódio aquele que vangloriou de amor, e de hipocrisia aquele que era conhecido por sua piedade. Como se vê, é totalmente o contrário de um código moral; pode-se muito mais compará-lo com um diálogo socrático sobre a impotência do homem em atender à virtude autêntica e assim se justificar por sua conduta impecável.»
Paul Tournier, em "Culpa e Graça"
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