“Quando o grande Antonio estava à beira da morte, ouviu um irmão que falava dele: ‘Ele foi tão grande como Moisés’. Então Antonio abriu um olho e disse: ‘Como você está longe da verdade, irmão. No além Deus não me perguntará: ‘Por que você não foi como Moisés?’, mas ‘Por que você não foi Antonio?’”
(Apoftegma [Sentença] dos Padres do Deserto).
Graças a: http://matersol.blogspot.pt/
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quinta-feira, 20 de março de 2014
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
CARIDADE
Um ancião disse: «Tudo o que distribuis como esmola por temor a Deus, não o dês com dureza e frieza, mas olha o pobre com alegria na alma e com um rosto doce, e eleva-o assim acima de ti com honra, sabendo que a oferenda ao pobre é do agrado de Cristo e que o Senhor ama aquele que dá com alegria».
Dizem os que o conheceram, que o aba Agatão, quando tinha de ir fazer compras ao mercado, olhava à sua volta para escolher o vendedor. Se visse uma viúva em dificuldades com o objecto que ele pretendia adquirir, perguntava-lhe: «Por quanto vendes isso?» E dava-lhe o que ela lhe pedia; mas, se não tivesse dinheiro suficiente, dizia-lhe apenas: «Perdoa-me».
Dizem os que o conheceram, que o aba Agatão, quando tinha de ir fazer compras ao mercado, olhava à sua volta para escolher o vendedor. Se visse uma viúva em dificuldades com o objecto que ele pretendia adquirir, perguntava-lhe: «Por quanto vendes isso?» E dava-lhe o que ela lhe pedia; mas, se não tivesse dinheiro suficiente, dizia-lhe apenas: «Perdoa-me».
Do livro: «Os Padres do Deserto»
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
O ESPÍRITO INEXTINGUÍVEL
“A Sagrada Escritura é como um ser humano. O Antigo Testamento é o corpo, o Novo Testamento é a alma, e o sentido do que ali está é o espírito. De um outro ponto de vista, podemos dizer que toda a Escritura sagrada, Antigo e Novo Testamento, tem dois aspectos: o conteúdo histórico, que corresponde ao corpo, e o sentido profundo, o objetivo a que devemos aspirar, e que corresponde à alma.
Se pensamos nos seres humanos, vemos que eles são mortais em seu aspecto visível, mas imortais em suas qualidades invisíveis. Assim é a Escritura. Ela contém a letra, o texto visível, que é transitório. Mas também contém o espírito escondido por trás da letra, e esse não se extingue nunca, e deveria ser o objeto da nossa contemplação”.
São Máximo Confessor
Se pensamos nos seres humanos, vemos que eles são mortais em seu aspecto visível, mas imortais em suas qualidades invisíveis. Assim é a Escritura. Ela contém a letra, o texto visível, que é transitório. Mas também contém o espírito escondido por trás da letra, e esse não se extingue nunca, e deveria ser o objeto da nossa contemplação”.
São Máximo Confessor
domingo, 5 de fevereiro de 2012
O DEUS QUE SE FEZ HOMEM
"Se estás em êxtase e o teu irmão tem necessidade de uma tisana, deixa o êxtase e vai levar-lhe a tisana.
O Deus que deixas é menos certo do que o que encontras."
J. Ruysbroeck
O Deus que deixas é menos certo do que o que encontras."
J. Ruysbroeck
domingo, 9 de outubro de 2011
SEJA FEITA A SUA VONTADE
"Não ores para que tuas vontades se cumpram: elas não concordam necessariamente com a Vontade de Deus. Ora, sim, segundo o ensinamento recebido, dizendo: 'que vossa Vontade se cumpra em mim'.
Em tudo, pede-lhe que se faça a Sua Vontade, pois Ele quer o bem e o benefício para tua alma; tu, porém, não é isso necessariamente que procuras" Evágrio Pôntico
Em tudo, pede-lhe que se faça a Sua Vontade, pois Ele quer o bem e o benefício para tua alma; tu, porém, não é isso necessariamente que procuras" Evágrio Pôntico
terça-feira, 16 de junho de 2009
HISTÓRIAS DOS PADRES DO DESERTO III
CARIDADE
Um ancião disse: «Tudo o que distribuis como esmola por temor a Deus, não o dês com dureza e frieza, mas olha o pobre com alegria na alma e com um rosto doce, e eleva-o assim acima de ti com honra, sabendo que a oferenda ao pobre é do agrado de Cristo e que o Senhor ama aquele que dá com alegria».
Dizem os que o conheceram, que o aba Agatão, quando tinha de ir fazer compras ao mercado, olhava à sua volta para escolher o vendedor.
Se visse uma viúva em dificuldades com o objecto que ele pretendia adquirir, perguntava-lhe: «Por quanto vendes isso?» E dava-lhe o que ela lhe pedia;
mas, se não tivesse dinheiro suficiente, dizia-lhe apenas: «Perdoa-me».
Um irmão foi ter com uma viúva para lhe comprar pano.
E ela gemia, enquanto estava a servi-lo.
O irmão perguntou-lhe: «O que tens tu?»
A viúva respondeu: «Foi Deus que te mandou ter comigo para que os meus filhos tenham que comer».
O irmão, ao ouvir estas palavras, teve pena dela, e sem que ela desse conta, deixou o pano que tinha pago, junto da viúva.
"Os Padres do Deserto" - Marcel Driot
Um ancião disse: «Tudo o que distribuis como esmola por temor a Deus, não o dês com dureza e frieza, mas olha o pobre com alegria na alma e com um rosto doce, e eleva-o assim acima de ti com honra, sabendo que a oferenda ao pobre é do agrado de Cristo e que o Senhor ama aquele que dá com alegria».
Dizem os que o conheceram, que o aba Agatão, quando tinha de ir fazer compras ao mercado, olhava à sua volta para escolher o vendedor.
Se visse uma viúva em dificuldades com o objecto que ele pretendia adquirir, perguntava-lhe: «Por quanto vendes isso?» E dava-lhe o que ela lhe pedia;
mas, se não tivesse dinheiro suficiente, dizia-lhe apenas: «Perdoa-me».
Um irmão foi ter com uma viúva para lhe comprar pano.
E ela gemia, enquanto estava a servi-lo.
O irmão perguntou-lhe: «O que tens tu?»
A viúva respondeu: «Foi Deus que te mandou ter comigo para que os meus filhos tenham que comer».
O irmão, ao ouvir estas palavras, teve pena dela, e sem que ela desse conta, deixou o pano que tinha pago, junto da viúva.
"Os Padres do Deserto" - Marcel Driot
terça-feira, 31 de março de 2009
HISTÓRIAS DOS PADRES DO DESERTO II
Milagres e Visões
Um certo eremita persistiu nos seus propósitos durante trinta anos. E um dia, pensou para consigo: «Estou aqui há tantos anos e ainda não tive nenhuma visão nem fiz nenhum milagre como os Padres que foram monges antes de mim.» E viu-se tentado a abandonar aquela vida. Foi então que lhe disseram: «Que milagre queres tu fazer que seja tão extraordinário como a paciência e a coragem que Deus te deu, e que te permitem perseverar durante tanto tempo?»
Perguntaram a um ancião: «Como é que alguns dizem: “Temos visões de anjos?”» Ele respondeu: «Feliz aquele que não cessa de ver as suas falhas!»
Salvação
Um irmão interrogou um aba: «Diz-me uma coisa: como posso eu ser salvo?» O ancião respondeu-lhe: «Senta-te na tua cela. Se tiveres fome, come, se tiveres sede, bebe. Mas não digas mal de ninguém».
Benevolência
Reuniu-se um conselho para o qual se convidou o aba Moisés. Mas ele recusava-se a participar. O padre enviou alguém a dizer-lhe: «Vem, porque está toda a gente à tua espera».
Então, ele levantou-se e partiu. Pegou numa bilha furada, encheu-a de água, e levou-a às costas.
Os outros, que foram ao seu encontro, disseram-lhe: «O que é isso, Pai?»
O ancião respondeu: «Os meus pecados esvaem-se atrás de mim e eu não os vejo, e venho hoje aqui para julgar o erro de outro!»
Ouvindo isto, não disseram nada ao irmão e perdoaram-no.
"Os Padres do Deserto" - Marcel Driot
Um certo eremita persistiu nos seus propósitos durante trinta anos. E um dia, pensou para consigo: «Estou aqui há tantos anos e ainda não tive nenhuma visão nem fiz nenhum milagre como os Padres que foram monges antes de mim.» E viu-se tentado a abandonar aquela vida. Foi então que lhe disseram: «Que milagre queres tu fazer que seja tão extraordinário como a paciência e a coragem que Deus te deu, e que te permitem perseverar durante tanto tempo?»
Perguntaram a um ancião: «Como é que alguns dizem: “Temos visões de anjos?”» Ele respondeu: «Feliz aquele que não cessa de ver as suas falhas!»
Salvação
Um irmão interrogou um aba: «Diz-me uma coisa: como posso eu ser salvo?» O ancião respondeu-lhe: «Senta-te na tua cela. Se tiveres fome, come, se tiveres sede, bebe. Mas não digas mal de ninguém».
Benevolência
Reuniu-se um conselho para o qual se convidou o aba Moisés. Mas ele recusava-se a participar. O padre enviou alguém a dizer-lhe: «Vem, porque está toda a gente à tua espera».
Então, ele levantou-se e partiu. Pegou numa bilha furada, encheu-a de água, e levou-a às costas.
Os outros, que foram ao seu encontro, disseram-lhe: «O que é isso, Pai?»
O ancião respondeu: «Os meus pecados esvaem-se atrás de mim e eu não os vejo, e venho hoje aqui para julgar o erro de outro!»
Ouvindo isto, não disseram nada ao irmão e perdoaram-no.
"Os Padres do Deserto" - Marcel Driot
domingo, 29 de março de 2009
HISTÓRIAS DOS PADRES DO DESERTO I
Perdoar os Inimigos
Um irmão foi para junto do aba Salviano e manifestou-lhe a intenção de se vingar de alguém que lhe tinha feito mal. E disse: «Façamos juntos uma oração».
Levantaram-se e disseram o Pai Nosso. Mas o aba modificou-o assim: «Não nos perdoeis as nossas dívidas, assim como nós não perdoamos os nossos devedores».
O irmão ripostou: «Assim não, Pai».
- «Sim, sim. Eu não farei outro tipo de oração por ti».
Então, o irmão perdoou ao seu inimigo.
Um irmão foi ao Pai Matoes e lhe disse, "como se explica que os monges de Scete fazem mais do que as Escrituras pedem, amando seus inimigos mais do que a si mesmos?"
Pai Matoes respondeu-lhes, "Eu por mim, ainda não consegui amar aqueles que me amam, como eu me amo a mim mesmo."
Caridade
Um ancião disse: «Tudo o que distribuis como esmola por temor a Deus, não o dês com dureza e frieza, mas olha o pobre com alegria na alma e com um rosto doce, e eleva-o assim acima de ti com honra, sabendo que a oferenda ao pobre é do agrado de Cristo e que o Senhor ama aquele que dá com alegria».
Dizem os que o conheceram, que o aba Agatão, quando tinha de ir fazer compras ao mercado, olhava à sua volta para escolher o vendedor. Se visse uma viúva em dificuldades com o objecto que ele pretendia adquirir, perguntava-lhe: «Por quanto vendes isso?» E dava-lhe o que ela lhe pedia; mas, se não tivesse dinheiro suficiente, dizia-lhe apenas: «Perdoa-me».
Um irmão foi ter com uma viúva para lhe comprar pano. E ela gemia, enquanto estava a servi-lo. O irmão perguntou-lhe: «O que tens tu?» A viúva respondeu: «Foi Deus que te mandou ter comigo para que os meus filhos tenham que comer». O irmão, ao ouvir estas palavras, teve pena dela, e sem que ela desse conta, deixou o pano que tinha pago, junto da viúva.
"Os Padres do Deserto", Marcel Driot
Um irmão foi para junto do aba Salviano e manifestou-lhe a intenção de se vingar de alguém que lhe tinha feito mal. E disse: «Façamos juntos uma oração».
Levantaram-se e disseram o Pai Nosso. Mas o aba modificou-o assim: «Não nos perdoeis as nossas dívidas, assim como nós não perdoamos os nossos devedores».
O irmão ripostou: «Assim não, Pai».
- «Sim, sim. Eu não farei outro tipo de oração por ti».
Então, o irmão perdoou ao seu inimigo.
Um irmão foi ao Pai Matoes e lhe disse, "como se explica que os monges de Scete fazem mais do que as Escrituras pedem, amando seus inimigos mais do que a si mesmos?"
Pai Matoes respondeu-lhes, "Eu por mim, ainda não consegui amar aqueles que me amam, como eu me amo a mim mesmo."
Caridade
Um ancião disse: «Tudo o que distribuis como esmola por temor a Deus, não o dês com dureza e frieza, mas olha o pobre com alegria na alma e com um rosto doce, e eleva-o assim acima de ti com honra, sabendo que a oferenda ao pobre é do agrado de Cristo e que o Senhor ama aquele que dá com alegria».
Dizem os que o conheceram, que o aba Agatão, quando tinha de ir fazer compras ao mercado, olhava à sua volta para escolher o vendedor. Se visse uma viúva em dificuldades com o objecto que ele pretendia adquirir, perguntava-lhe: «Por quanto vendes isso?» E dava-lhe o que ela lhe pedia; mas, se não tivesse dinheiro suficiente, dizia-lhe apenas: «Perdoa-me».
Um irmão foi ter com uma viúva para lhe comprar pano. E ela gemia, enquanto estava a servi-lo. O irmão perguntou-lhe: «O que tens tu?» A viúva respondeu: «Foi Deus que te mandou ter comigo para que os meus filhos tenham que comer». O irmão, ao ouvir estas palavras, teve pena dela, e sem que ela desse conta, deixou o pano que tinha pago, junto da viúva.
"Os Padres do Deserto", Marcel Driot
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