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domingo, 8 de dezembro de 2013
A LIBERDADE INTERIOR
Recomendo:
«A Liberdade Interior» - Jacques Philippe
«Observei muitas vezes que as pessoas mais críticas são aquelas que têm em si um grande vazio espiritual. Chego a perguntar-me se determinadas pessoas não sentem necessidade de fabricar inimigos para poderem existir, precisamente por ser enorme o seu vazio interior...
Se o mal penetra o nosso coração, é porque aí encontra um lugar onde se instalar, uma certa cumplicidade.
Se o sofrimento nos faz azedos e maus, é por termos o coração vazio: vazio de fé, de esperança e de amor.
Pelo contrário, se nele houver uma total confiança em Deus, se esperar tudo da Sua bondade e fidelidade, se a finalidade da nossa vida não for a procura de nós mesmos, mas fazer a vontade de Deus, amá-l`O de todo o coração e amar o próximo como a nós mesmos, então o mal não pode penetrar nele de maneira nenhuma.
Se nos enraizarmos em Deus pela fé e pela oração, se deixarmos de censurar aqueles que nos rodeiam por tudo o que não corre bem na nossa vida e de nos considerar vítimas dos outros ou das circunstâncias, se assumirmos decididamente as nossas próprias responsabilidades e aceitarmos a nossa vida como é, se lançarmos mão, constantemente, das nossas capacidades de crer, esperar e amar, se estivermos resolvidos a conquistar a liberdade de que temos falado (liberdade interior), ela ser-nos-á progressivamente concedida.»
Mais trechos do livro em: http://abrigodossabios-paulo.blogspot.pt/search/label/Jacques%20Philippe
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
AMOR INFINITO E INCONDICIONAL
«Trata-se de uma autêntica revolução interior: proceder de maneira a não me apoiar no amor que tenho a Deus, mas exclusivamente no amor que Deus me tem...
Quando já não acreditares no que podes fazer por Deus, continua a acreditar no que Deus pode fazer por ti...
Deus não me ama por causa do bem de que sou capaz, do amor que Lhe tenho, mas ama-me de uma maneira absolutamente incondicional, por causa de Si mesmo, da Sua misericórdia e da Sua infinita ternura, unicamente em virtude da Sua Paternidade para comigo.
Esta experiência produz um grande abalo na vida cristã, que vem a ser uma graça imensa: o fundamento da minha relação com Deus, da minha vida, não mais está em mim, mas total e exclusivamente em Deus.»
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
Quando já não acreditares no que podes fazer por Deus, continua a acreditar no que Deus pode fazer por ti...
Deus não me ama por causa do bem de que sou capaz, do amor que Lhe tenho, mas ama-me de uma maneira absolutamente incondicional, por causa de Si mesmo, da Sua misericórdia e da Sua infinita ternura, unicamente em virtude da Sua Paternidade para comigo.
Esta experiência produz um grande abalo na vida cristã, que vem a ser uma graça imensa: o fundamento da minha relação com Deus, da minha vida, não mais está em mim, mas total e exclusivamente em Deus.»
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
terça-feira, 11 de maio de 2010
O MAL VEM PREENCHER UM VAZIO
«Observei muitas vezes que as pessoas mais críticas são aquelas que têm em si um grande vazio espiritual. Chego a perguntar-me se determinadas pessoas não sentem necessidade de fabricar inimigos para poderem exisitir, precisamente por ser enorme o seu vazio interior...
Se o mal penetra o nosso coração, é porque aí encontra um lugar onde se instalar, uma certa cumplicidade.
Se o sofrimento nos faz azedos e maus, é por termos o coração vazio: vazio de fé, de esperança e de amor.
Pelo contrário, se nele houver uma total confiança em Deus, se esperar tudo da Sua bondade e fidelidade, se a finalidade da nossa vida não for a procura de nós mesmos, mas fazer a vontade de Deus, amá-l`O de todo o coração e amar o próximo como a nós mesmos, então o mal não pode penetrar nele de maneira nenhuma.
Se nos enraizarmos em Deus pela fé e pela oração, se deixarmos de censurar aqueles que nos rodeiam por tudo o que não corre bem na nossa vida e de nos considerar vítimas dos outros ou das circunstâncias, se assumirmos decididamente as nossas próprias responsabilidades e aceitarmos a nossa vida como é, se lançarmos mão, constantemente, das nossas capacidades de crer, esperar e amar, se estivermos resolvidos a conquistar a liberdade de que temos falado (liberdade interior), ela ser-nos-á progressivamente concedida.»
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
Se o mal penetra o nosso coração, é porque aí encontra um lugar onde se instalar, uma certa cumplicidade.
Se o sofrimento nos faz azedos e maus, é por termos o coração vazio: vazio de fé, de esperança e de amor.
Pelo contrário, se nele houver uma total confiança em Deus, se esperar tudo da Sua bondade e fidelidade, se a finalidade da nossa vida não for a procura de nós mesmos, mas fazer a vontade de Deus, amá-l`O de todo o coração e amar o próximo como a nós mesmos, então o mal não pode penetrar nele de maneira nenhuma.
Se nos enraizarmos em Deus pela fé e pela oração, se deixarmos de censurar aqueles que nos rodeiam por tudo o que não corre bem na nossa vida e de nos considerar vítimas dos outros ou das circunstâncias, se assumirmos decididamente as nossas próprias responsabilidades e aceitarmos a nossa vida como é, se lançarmos mão, constantemente, das nossas capacidades de crer, esperar e amar, se estivermos resolvidos a conquistar a liberdade de que temos falado (liberdade interior), ela ser-nos-á progressivamente concedida.»
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
domingo, 11 de abril de 2010
O MUNDO DO AMOR PURO E VERDADEIRO
«Aprender a dar e a receber gratuitamente pressupõe uma reeducação longa e laboriosa da nossa psicologia, que não está «estruturada» para um tal regime, pois está condicionada por milénios de necessidade de luta pela sobrevivência.
Diria talvez que a irrupção da revelação divina e do Evangelho no mundo, é como que um fermento evolutivo que tem por objectivo «transferir» o nosso psiquismo para uma lógica de gratuidade - a do Reino, a do amor. Trata-se de um processo de divinização, pois o objectivo é chegarmos a amar como Deus ama: «Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste» (Mt 5, 48) (...)
Não podemos adoptar uma nova maneira de ser senão à custa do «luto» de muitos dos nossos comportamentos naturais, de uma espécie de agonia. No entanto, uma vez transporta a «porta estreita» da conversão da mentalidade, o universo ao qual acedemos é esplêndido: é o Reino, o mundo onde o amor é a única lei, um paraíso de gratuidade onde o amor pode permutar-se sem limites, dar-se e receber-se sem restrições, onde já não há «direitos» nem «deveres», nada a defender nem nada a conquistar, nenhuma oposição entre o «teu» e o «meu», onde o coração se dilata ao infinito.
Neste mundo novo, reina o amor, um amor terrivelmente exigente (pois quer tudo: enquanto não amarmos totalmente, não amamos de verdade), mas soberanamente livre, pois não tem outra lei senão ele próprio.»
(Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior")
Diria talvez que a irrupção da revelação divina e do Evangelho no mundo, é como que um fermento evolutivo que tem por objectivo «transferir» o nosso psiquismo para uma lógica de gratuidade - a do Reino, a do amor. Trata-se de um processo de divinização, pois o objectivo é chegarmos a amar como Deus ama: «Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste» (Mt 5, 48) (...)
Não podemos adoptar uma nova maneira de ser senão à custa do «luto» de muitos dos nossos comportamentos naturais, de uma espécie de agonia. No entanto, uma vez transporta a «porta estreita» da conversão da mentalidade, o universo ao qual acedemos é esplêndido: é o Reino, o mundo onde o amor é a única lei, um paraíso de gratuidade onde o amor pode permutar-se sem limites, dar-se e receber-se sem restrições, onde já não há «direitos» nem «deveres», nada a defender nem nada a conquistar, nenhuma oposição entre o «teu» e o «meu», onde o coração se dilata ao infinito.
Neste mundo novo, reina o amor, um amor terrivelmente exigente (pois quer tudo: enquanto não amarmos totalmente, não amamos de verdade), mas soberanamente livre, pois não tem outra lei senão ele próprio.»
(Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior")
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