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domingo, 26 de março de 2017

A ÚNICA COISA NECESSÁRIA

"Se tivermos a coragem de abrir mão de quase tudo, provavelmente conseguiremos reter o único necessário – seja ele qual for. Se formos por demais ávidos de ter tudo, quase com certeza perderemos até a única coisa que necessitamos.


A felicidade consiste em descobrir precisamente o que pode ser essa ‘única coisa necessária’ em nossas vidas e renunciar alegremente a todo o resto. Pois então, por um divino paradoxo, constatamos que tudo o mais nos é dado junto com a coisa única de que precisamos.»


Thomas Merton, in "Homem algum é uma ilha"

sábado, 7 de janeiro de 2017

A felicidade de Jesus

Não é difícil desenhar o perfil de uma pessoa feliz na sociedade do tempo de Jesus. Seria o caso de um homem adulto e de boa saúde, casado com uma mulher honesta e fecunda, com filhos homens e terras ricas, observante da religião e respeitado em seu povoado. O que mais se podia pedir?

Certamente não era este o ideal ao qual Jesus aspirava. Sem esposa nem filhos, sem terras nem bens, percorrendo a Galileia como um ambulante, sua vida não correspondia a nenhum tipo de felicidade convencional. Sua maneira de viver era provocativa. Se era feliz, o era de maneira contracultural, ao revés do estabelecido.

Na verdade, Ele não pensava muito em sua felicidade. Sua vida girava muito mais em torno de um projeto que o entusiasmava e o fazia viver intensamente. Esse projeto se chamava “Reino de Deus”. Parece que só era feliz quando podia fazer felizes os outros. Sentia-se bem devolvendo às pessoas a saúde e a dignidade que lhes foram arrebatadas injustamente.

Não buscava seu próprio interesse, mas vivia criando novas condições de felicidade para todos. Não sabia ser feliz sem incluir os outros. Propunha a todos critérios novos, mais livres e radicais, para construir um mundo mais digno e feliz.

Acreditava num “Deus feliz”, o Deus Criador que olha com amor entranhável todas as suas criaturas, o Deus amigo da vida e não da morte, mais atento ao sofrimento das pessoas do que a seus pecados.

A partir da fé nesse Deus, rompia os esquemas religiosos e sociais. Não pregava “Felizes os justos e piedosos, porque receberão o prêmio de Deus': Não dizia “Felizes os ricos e poderosos, porque contam com a bênção de Deus”. Seu clamor era desconcertante para todos: “Felizes os pobres, porque Deus será sua felicidade”.

O convite de Jesus vem a dizer isto: “Não busqueis a felicidade na satisfação de vossos interesses, nem na prática interessada de vossa religião. Sede felizes trabalhando de maneira fiel e paciente por um mundo mais feliz para todos”.

Trecho do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, de José Antonio Pagola, Editora Vozes.

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segunda-feira, 27 de junho de 2016

A Felicidade de Jesus

"Não é difícil desenhar o perfil de uma pessoa feliz na sociedade do tempo de Jesus. Seria o caso de um homem adulto e de boa saúde, casado com uma mulher honesta e fecunda, com filhos homens e terras ricas, observante da religião e respeitado em seu povoado. O que mais se podia pedir?

Certamente não era este o ideal ao qual Jesus aspirava. Sem esposa nem filhos, sem terras nem bens, percorrendo a Galileia como um ambulante, sua vida não correspondia a nenhum tipo de felicidade convencional. Sua maneira de viver era provocativa. Se era feliz, o era de maneira contracultural, ao revés do estabelecido.

Na verdade, Ele não pensava muito em sua felicidade. Sua vida girava muito mais em torno de um projeto que o entusiasmava e o fazia viver intensamente. Esse projeto se chamava “Reino de Deus”. Parece que só era feliz quando podia fazer felizes os outros. Sentia-se bem devolvendo às pessoas a saúde e a dignidade que lhes foram arrebatadas injustamente.

Não buscava seu próprio interesse, mas vivia criando novas condições de felicidade para todos. Não sabia ser feliz sem incluir os outros. Propunha a todos critérios novos, mais livres e radicais, para construir um mundo mais digno e feliz.

Acreditava num “Deus feliz”, o Deus Criador que olha com amor entranhável todas as suas criaturas, o Deus amigo da vida e não da morte, mais atento ao sofrimento das pessoas do que a seus pecados.

A partir da fé nesse Deus, rompia os esquemas religiosos e sociais. Não pregava “Felizes os justos e piedosos, porque receberão o prêmio de Deus': Não dizia “Felizes os ricos e poderosos, porque contam com a bênção de Deus”. Seu clamor era desconcertante para todos: “Felizes os pobres, porque Deus será sua felicidade”.

O convite de Jesus vem a dizer isto: “Não busqueis a felicidade na satisfação de vossos interesses, nem na prática interessada de vossa religião. Sede felizes trabalhando de maneira fiel e paciente por um mundo mais feliz para todos".

 José Antonio Pagola, in “O Caminho Aberto por Jesus”

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

UM ENGANO TANTAS VEZES REPETIDO


«Um engano tantas vezes repetido: querer ser livre fora do território do Amor e querer ser Feliz sem pertencer a ninguém.»
Rui Santiago Cssr in "Estou em Crer"

sexta-feira, 23 de maio de 2014

MAL E CASTIGO


«O mal dá sempre sinal de si, pela infelicidade que nos toma quando com ele pactuamos. A infelicidade surge sempre como um sinal do mal em nós» 

Gabriel Magalhães, in "Espelho meu"




«A verdade é que o mal tem em si mesmo a lógica do castigo, quer dizer, gera consequências desumanizadoras e injustiças que causam sofrimento. Essas consequências não são acção de Deus nem vontade de Deus.
São as consequências sempre desastrosas daquele engano tão repetido: querer ser livre fora do território do Amor e querer ser Feliz sem pertencer a ninguém...

O castigo é isto... as consequências de injustiça e sofrimento geradas pela ilusão de uma Liberdade sem Amor e de uma Felicidade sem Comunhão...»


Rui Santiago Cssr, in "Estou em Crer"

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A FELICIDADE EM FORMA DE DÁDIVA


«A felicidade, aparentemente, nem sempre visita as melhores pessoas. Estas, por vezes, são as que sofrem mais.
Mas serão infelizes? Às vezes, a maior felicidade escorre mais pelas lágrimas do que pelo riso.

Fazer o bem, mesmo sem ser compensado, pode doer, mas não impede de vencer.

Eu acredito na felicidade em forma de dádiva. 

Eu creio na felicidade dos que sofrem, dos que dão, dos que se esquecem de si.
São os mais felizes. Os únicos felizes. Ainda que o não pareçam!»


Fonte: http://theosfera.blogs.sapo.pt/2123791.html

sábado, 21 de setembro de 2013

LIBERTAR O AMOR

“O único motivo da esperança cristã não é a de atingir a felicidade para si, mas libertar o amor dos limites em que o encerramos” 

Maurice Zundel

quarta-feira, 5 de junho de 2013

SÓ NA HUMILDADE SE CRESCE



Multatuli avisou: «Todas as virtudes têm irmãs ilegítimas que desonram a família».
A maior de todas é, sem dúvida, a arrogância.
Quando as pessoas virtuosas se tornam orgulhosas nem advertem que o orgulho acaba por desfeitear a virtude.


Só na humildade se cresce. Só se sobe quando se desce.

O caminho de Jesus é a estrada da vida feliz. E felicitante!

quinta-feira, 14 de março de 2013

CALCULISMOS

                               
                                 Gabriel Magalhães, em "Espelho meu"

domingo, 18 de novembro de 2012

FELIZ...



"Feliz de quem, surpreendido por uma situação incómoda, ousa dizer a si próprio: «Sou como o pássaro que canta entre os espinheiros de um silvado» (João XXIII, Diário da Alma)
O Evangelho não nos convida a acolher o Espírito Santo nessa parte de nós mesmos onde permanece o coração da nossa infância?" 

Irmão Roger, de Taizé, em "Viver em tudo a Paz do Coração

sábado, 1 de janeiro de 2011

FELIZ ANO NOVO!

Feliz aquele que cedo se levanta para procurar a Sabedoria
Encontra-a sentada à sua porta


Feliz aquele que se consagra ao inútil e ao gratuito
Entra na liberdade na casa de Deus


Feliz aquele que perde o tempo de simplesmente existir
Encontra o Autor do sétimo dia


Feliz aquele que mergulha nas raízes do seu ser
Sente a Fonte a brotar em si


Feliz aquele que se reconhece mendigo de Absoluto
Dá o nome à fome do seu grito


Feliz aquele que descobre o seu rosto interior
Tropeça na alegria


Feliz aquele que até esquece os seus pecados
Conhece o repouso do Amor


Feliz aquele que olha o outro como Deus o vê
Torna-se aquilo que contempla

Jacques Gauthier

domingo, 17 de janeiro de 2010

FELIZ

Feliz aquele que cedo se levanta para procurar a Sabedoria
Encontra-a sentada à sua porta
Feliz aquele que se consagra ao inútil e ao gratuito
Entra na liberdade na casa de Deus
Feliz aquele que perde o tempo de simplesmente existir
Encontra o Autor do sétimo dia
Feliz aquele que mergulha nas raízes do seu ser
Sente a Fonte a brotar em si
Feliz aquele que se reconhece mendigo de Absoluto
Dá o nome à fome do seu grito
Feliz aquele que descobre o seu rosto interior
Tropeça na alegria

Feliz aquele que até esquece os seus pecadosConhece o repouso do Amor
Feliz aquele que olha o outro como Deus o vê
Torna-se aquilo que contempla
Jacques Gauthier

INDAGAÇÕES SOBRE O CARPINTEIRO

“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...