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quarta-feira, 1 de abril de 2015

O AUGE DO AMOR


«Na cruz, o Cristo encontra-se no ápice do poder... exactamente porque Ele se encontra no auge do amor! Ele mostra, então, que o verdadeiro poder é o amor e que nada é possível contra o amor.


Não é possível impedir o Cristo de amar: "Perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem..." Até ao último instante, Ele é o mais forte. E Ele é o mais forte, na extrema fraqueza!»


Jean-Yves Leloup, em "Amar... apesar de tudo"

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

SEGUIR A JESUS

Jesus disse aos discípulos: “O que quiser vir comigo, negue-se a si mesmo, carregue a sua cruz e siga-me. Se alguém quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas o que a perde por mim, a encontrará. De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a vida?” (ver Mateus 16, 24-28)

“As pessoas da Galileia, que escutavam Jesus, sabiam muito bem o que era ‘carregar a cruz’. Pelos aos caminhos da Galileia viam-se os sinais que indicavam onde haviam sido crucificados os galileus revolucionários que não suportavam a opressão dos legionários romanos. Por isso, quando Jesus diz aos discípulos que ‘segui-lo’ é ‘carregar com a cruz’, não está a referir-se a nada religioso, ascético, espiritual. Porque nada disso era ‘carregar a cruz’ para os povos que Roma dominava. (...) Seguir a Jesus é viver de modo a estar disposto a que o considerem subversivo e indigno de viver. E isso, não por ambições de poder, mas sim por causa de uma bondade que não se intimida diante as injustiças (...).”

sexta-feira, 29 de março de 2013

O AMOR NA SUA PLENITUDE


«Na cruz, o Cristo encontra-se no ápice do poder... exactamente porque Ele se encontra no auge do amor! Ele mostra, então, que o verdadeiro poder é o amor e que nada é possível contra o amor.

Não é possível impedir o Cristo de amar: "Perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem..." Até ao último instante, Ele é o mais forte. E Ele é o mais forte, na extrema fraqueza!»

Jean-Yves Leloup, em "Amar... apesar de tudo"

quinta-feira, 21 de março de 2013

DIANTE DO CRUCIFICADO


«Diante do Crucificado, torna-se manifesto o egoísmo profundo, inclusive, daquilo que nos habituámos a designar como amor; interpelados com seriedade suprema, dizemos não onde Cristo disse sim por amor; e, despreocupadamente, dizemos sem amor que sim, que Ele carrega com os nosso pecados: só nos pode convir que Ele o faça. »

Hans Urs von Balthasar, em "Só o amor é digno de fé"

domingo, 7 de outubro de 2012

"Não te deixes desencorajar pelos fracassos. Se procuraste fazer a vontade de Deus, cada fracasso pode ser um êxito aos seus olhos, pois foi esse o modo escolhido por Deus. Repara no exemplo de Jesus na Cruz."

Francisco Xavier Nguyen Van Thuan

sábado, 7 de abril de 2012

O PODER DE CRISTO É O AMOR


«Na cruz, o Cristo encontra-se no ápice do poder... exactamente porque Ele se encontra no auge do amor! Ele mostra, então, que o verdadeiro poder é o amor e que nada é possível contra o amor.

Não é possível impedir o Cristo de amar: "Perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem..."
Até ao último instante, Ele é o mais forte. E Ele é o mais forte, na extrema fraqueza!»

(Jean-Yves Leloup, em "Amar... apesar de tudo")

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O QUINTO EVANGELHO

«Sempre que as pessoas entram em grave crise, começam a sonhar com a descoberta de uma mensagem salvadora que as liberte do impasse angustiante de ter que viver sem descer da cruz. Trata-se da utopia do assim chamado "quinto evangelho", que teria sido escrito, mas foi perdido. 
Ora, este "quinto evangelho" nós é que temos de escrevê-lo com discernimento e coragem, como resposta aos desafios da vida e à vocação de grandeza que temos. Ele só estará perdido se o perdermos por cobardia.» 


Pe. Neylor J. Tonin 

sábado, 5 de abril de 2008

A Felicidade de amar

"No fundo, se bem que haja quatro bem-aventuranças em Lucas e oito em Mateus, não há mais do que uma: bem-aventurados os que fazem a experiência da existência verdadeira. Fazer esta experiência é, ao mesmo tempo e indivisivelmente, a felicidade e a cruz, as duas juntas. Porque o cristianismo é ligação estreita entre a felicidade e a cruz. De facto, para chegar à felicidade mais alta, é preciso renunciar à felicidade demasiado fácil, leviana. Aquilo a que chamamos a felicidade do céu, é a felicidade de amar, isto é, de sair de si mesmo, de já não pensar em si, de já não se debruçar sobre si.

Como é que queremos que neste mundo a aprendizagem desta felicidade se faça sem sacrifício? Porque, espontaneamente, nós só pensamos em nós próprios; porque, espontaneamente, mesmo no amor humano, o outro é sempre um meio privilegiado para o amor que temos a nós mesmos. A cruz é ir mais além das felicidades baratas e aceder a essa grande felicidade, a única digna dos filhos de Deus, a felicidade de amar. O acesso a esta felicidade passa pelo sacrifício, o que todos nós experimentamos mais ou menos na vida de cada dia." - François Varillon, em "Alegria de Crer e de Viver"

sexta-feira, 21 de março de 2008

Um Sinal de Amor


«Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.» - Apóstolo Paulo na Carta aos Gálatas 2:20

«Que siginifica a cruz? É o despojamento do amor próprio, da vontade própria e do interesse próprio. (...)

É monstruoso ser simplesmente correcto com um crucificado . Há pessoas para quem o ideal é serem correctas. Não faço mal, cumpro as minhas regras religiosas, sou correcto; não têm nada a censurar-me. Visto que o nosso Deus é um Deus crucificado, que o perdão divino está ligado à cruz, tenho de admitir que ser simplesmente correcto, educado, com um crucificado, é verdadeiramente monstruoso.» - François Varillon, em "Viver O Evangelho"

"A cruz só pode ser lida no amor, como sinal de Deus que salva e purifica o homem, como sinal de Jesus que traduz a Sua liberdade de ser fonte e meio de salvação para o homem. Sem amor a cruz é não-significante.(...)
Ele restaura-nos no amor vindo alto. Mas isto só se pode realizar no interior de nós mesmos por meio de um dilaceramento, de um aniquilamento de nós mesmos, de uma sincera purificação da nossa vontade, de modo a podermos responder sim na plena liberdade do amor." - Pe. Constant Tonnelier, em "Quinze dias com São João da Cruz"

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Negar-se a si mesmo (2ªparte)


O que significa para um homem "negar-se a si mesmo" totalmente?

Primeiro, isto significa a completa repudiação da sua própria bondade. Significa cessar de descansar sobre quaisquer obras nossas, para nos recomendar a Deus. Significa uma aceitação sem reservas do veredicto de Deus que “todas as nossas justiças (nossas melhores performances), são como trapo de imundícia” (Isaías 64:6). Foi neste ponto que Israel falhou: “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Romanos 10:3). Agora, contraste com a declaração de Paulo: “E seja achado nEle, não tendo como minha justiça a que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé..." (Filipenses 3:9).

Para um homem "negar-se a si mesmo" totalmente, deverá renunciar completamente à sua própria sabedoria. Ninguém pode entrar no reino dos céus, a menos que se torne “como criança” (Mateus 18:3). “Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Isaías 5:21). “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Romanos 1:22). Quando o Espírito Santo aplica o Evangelho em poder numa alma, é para “destruir os conselhos e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:5). Um mote sábio para todo o cristão adoptar é “não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3:5).

Para um homem "negar-se a si mesmo" totalmente, deverá renunciar completamente à sua própria força. É “não confiar na carne” (Filipenses 3:3). É o coração curvando-se à declaração positiva de Cristo: “Sem mim, nada podeis fazer” (João 15:5). Este é o ponto no qual Pedro falhou: (Mateus 26:33). “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” (Provérbios 16:18). Quão necessário é, então, que prestemos atenção à 1 Coríntios 10:12: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”! O segredo da força espiritual reside em reconhecer a nossa fraqueza pessoal: (veja Isaías 40:29; 2 Crônicas 12:9). Então, “fortifiquemo-nos na graça que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 2:1).

Para um homem "negar-se a si mesmo" totalmente, deverá renunciar completamente à sua própria vontade. A linguagem do não-salvo é, “Não queremos que este Homem reine sobre nós” (Lucas 19:14). A atitude do cristão é, “Para mim, o viver é Cristo” (Filipenses 1:21) — honrá-Lo, agradá-Lo, servi-Lo. Renunciar à sua própria vontade significa atender à exortação de Filipenses 2:5, “Que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”, o qual é definido nos versos que imediatamente se seguem como de abnegação. É o reconhecimento prático de que “não sois de vós mesmos, porque fostes comprados por bom preço” (1 Coríntios 6:19,20). É dizer com Cristo, “Não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres” (Marcos 14:36).

Para um homem "negar-se a si mesmo" totalmente, deverá renunciar completamente às suas luxúrias ou desejos carnais. O ego do homem é um feixe de ídolos” (Thomas Manton, Puritano), e estes ídolos devem ser repudiados. Os não-cristãos são “amantes de si mesmos” (2 Timóteo 3:1); mas aquele que foi regenerado pelo Espírito diz com Jó, “Eis que sou vil” (40:4), “Eu me abomino” (42:6). Dos não-cristãos está escrito, “todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus” (Filipenses 2:21); mas dos santos de Deus está registado,“eles não amaram a sua vida até à morte” (Apocalipse 12:11). A graça de Deus está “ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente” (Tito 2:12).

Arthur W. Pink - Monergismo

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Negar-se a si mesmo

Em especial para o Daniel


«Negar-se a si mesmo é. . . voltar-se da idolatria da centralidade do eu»

«O que somos (nosso ego ou identidade pessoal) é, em parte, re­sultado da criação (a imagem de Deus) e, em parte, resultado da Queda (a imagem estragada). O ego que devemos negar, rejeitar e crucificar é o caído, tudo o que dentro de nós for incompatível com Jesus Cristo (daí os seus mandamentos: "negue-se a si mesmo" e então "siga-me"). O ego que devemos afirmar e valorizar é o criado, tudo o que em nós for compatível com Jesus Cristo (daí a sua afir­mativa de que se perdermos a nossa vida mediante a negação própria a encontraremos). A verdadeira autonegação (a negação de nosso ego falso e caído) não é a estrada para a autodestruição, mas o caminho da autodescoberta.» - John Stott


"Para sermos perfeitamente o que Deus quer que sejamos, é-nos preciso ser com toda a verdade nós mesmos. Mas, para sermos nós mesmos, de verdade, temos que encontrarmo-nos em Cristo - o que só pode acontecer se nos perdermos Nele. É esta nossa grande vocação...

Num sacrifício puro, o que realmente importa é a preferência do amor de Deus a tudo mais e o gesto mais efetivo é aquele que de modo mais claro e completo exprime essa preferência" -Thomas Merton

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

A Cruz e o Perdão


«Se há sabedoria rasa e pouco poder na nossa adoração e ministério, creio que é porque tão poucos de nós se entregaram ao que Paulo chama de morrer diariamente para o egocentrismo em todas as suas formas, incluindo a autopromoção e a autocondenação.

Fui padre franciscano durante 26 anos. Durante esse tempo, compreendi o motivo de o fundador da nossa comunidade, Francisco de Assis, não conseguir comer uma refeição num aposento onde tivessse uma Cruz ou crucifixo pendurada sem que lágrimas rolassem pelo seu rosto. É lembrado como o santo mais jubiloso da história cristã. Isso foi possível porque o foco da atenção de Francisco não estava no sofrimento em si, mas no Cristo sofredor. Francisco sabia que se ele tivesse sido a única pessoa a jamais caminhar sobre a terra, Jesus teria suportado a vergonha da Cruz por ele apenas(....)

O reconhecimento da dor de Cristo não pode estar separada do conhecimento do seu amor. Jesus Cristo crucificado não é meramente algum exemplo heróico para a igreja. É o poder e a sabedoria vivos de Deus, capacitando-nos a estender uma mão de cura a pessoas que nos defraudaram, prejudicaram ou nos voltaram as costas. Quando ouvimos a sua oração pelos seus executores: "Pai, perdoa-lhes pois não sabem o que fazem" (Lucas 23: 34), Ele lentamente transforma o nosso coração de pedra em coração de carne. Ao pé da cruz reconhecemos a nós mesmos como inimigos perdoados de Deus e somos capacitados a estender esse perdão e reconciliação.

Retorcendo-se em agonia na Cruz, Jesus diz: "Eu conheço cada momento de pecado, egocentrismo, desonestidade e amor degradado que tem desfigurado a tua vida, e eu não te julgo indigno de compaixão, perdão e salvação. Agora sê assim com os outros. Não julgues ninguém".

Apenas quando reivindicamos o amor do Cristo crucificado com convicção sentida, esse amor que transcende todos os julgamentos, somos capazes de superar qualquer medo de julgamento. Enquanto continuarmos a viver como se fossemos o que fazemos, como se fossemos o que possuímos, e como se fossemos o que os outros pensam de nós, permaneceremos repletos de julgamentos, opiniões, avaliações e condenações. Permaneceremos viciados à necessidade de colocar as pessoas nos seus lugares.»

Brennan Manning, em "A Assinatura de Jesus"

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O Caminho da Cruz

A palavra profética convoca incessantemente a igreja de volta à pureza do evangelho e ao escândalo da Cruz. Em suas numerosas cartas, Paulo reforça que seguir a Jesus é tomar a estrada principal até o Calvário. Entulhando as laterais da estrada para o Calvário jazem os esqueletos dos nossos egos, os cadáveres das nossas fantasias de controle e os estilhaços de justiça-própria, espiritualidade auto-indulgente e ausência de liberdade(...)
A Cruz, a assinatura de Jesus, é a expressão última do amor de Deus pelo mundo.
Ser cristão é ser como Cristo. Perder a vida de algum modo a fim de encontrá-la. O cristianismo prega não apenas um Deus crucificado, mas também homens e mulheres crucificados. "Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo" (Gl 6:14). Não há discipulado sem Cruz. Não sou seguidor de Jesus se vivo com ele em Belém e Nazaré e não no Getsemani e no Calvário.

Brennan Manning, em "A assinatura de Jesus"

terça-feira, 20 de novembro de 2007

A cruz e o ego

“Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me” — (Mateus 16:24).

«O que é um “cristão”? Alguém que sustenta ser membro de alguma igreja terrena? Não. Alguém que crê num credo ortodoxo? Não. Alguém que adopta um certo modo de conduta? Não. O que, então, é um cristão? Ele é alguém que renunciou a si mesmo e recebeu a Cristo Jesus como Senhor (Colossenses 2:6). Ele é alguém que toma o jugo de Cristo sobre si e aprende dEle que é “manso e humilde de coração”. Ele é alguém que foi “chamado à comunhão do seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1 Coríntios 1:9): comunhão em Sua obediência e sofrimento agora, em Sua recompensa e glória no futuro sem fim. Não há tal coisa como pertencer a Cristo e viver para agradar a si mesmo. Não cometa engano neste ponto, “E qualquer que não tomar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:27), disse Cristo. E novamente Ele declarou, “Mas aquele (ao invés de negar a si mesmo) que me negar diante dos homens (não “para” os homens: é a conduta, o caminhar, que está aqui em causa), também eu o negarei diante do meu Pai, que está nos céus” (Mateus 10:33).

O grande alvo, fim e tarefa posta diante do Cristão é seguir a Cristo seguir o exemplo que Ele nos deixou (1 Pedro 2:21), e Ele “não agradou a si mesmo” (Romanos 15:3). E há dificuldades no caminho, obstáculos na estrada, dos quais o principal é o ego. Portanto, este deve ser “negado”. Este é o primeiro passo para se “seguir” a Cristo.» - Arthur W. Pink, "A cruz e o ego" (site: Monergismo)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Proposta radical

«E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.» - Mateus 10, 38

«Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.» - Lucas 9, 23

«Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo.» - Lucas 14, 27


«Não quero negar em momento algum que a pessoa de Jesus Cristo representa uma enorme ajuda para seus seguidores. Mas Ele traz consigo um desafio radical também. Tornei-me cristão não porque a fé cristã é atractiva, mas porque é verdadeira.» (John Stott)

«Estar crucificado implica três coisas: Primeiro, o crucificado tem os olhos sempre voltados para uma só direcção; segundo, ele não pode voltar atrás; terceiro, ele não tem mais planos próprios. » (A.W. Tozer, citando a frase de outro cristão)

«Gostamos de vitórias sem esforços: crescimento sem crise, cura sem dores e ressurreição sem a cruz.» - (Henri Nouwen)

«Desde o dia em que Jesus apareceu em cena desenvolvemos vastos sistemas teológicos, organizámos igrejas de alcance mundial, enchemos bibliotecas de brilhante erudição cristã, envolvemo-nos em controvérsias devastadoras e embarcámos em cruzadas, reformas e avivamentos. Ainda assim há pouquíssimos de nós com desatino suficiente para fazer a louca troca de tudo por Jesus; apenas um remanescente com a confiança de arriscar tudo no evangelho da graça; apenas uma minoria que cambaleia com a delirante alegria do homem que encontrou um tesouro enterrado.» - (Brennan Manning, em " O Evangelho Maltrapilho")

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Renúncia por amor

“Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo”. (Lucas 14, 33)

Jesus nunca negociou a verdade para, desta forma, conseguir mais discípulos. Ele não esconde o facto de que segui-lo implica, sempre, abnegação. Existe uma cruz para cada um que deseja ir após o Salvador. A cruz, marca de vitória no cristianismo, deve ser, também, ainda hoje, um símbolo de abnegação, entrega, serviço e amor. Somente aqueles que compreendem isso podem, de facto, viver uma verdadeira vida cristã. Queremos as bênçãos provenientes da cruz; entretanto, não podemos fugir da renúncia que ela traz para a vida de todo aquele que, por crer, segue Jesus. Ser cristão é carregar as dores do outro para que este possa provar as bênçãos celestiais. Cruz e egoísmo não podem andar juntos. Cruz e egocentrismo se opõem, sempre.

Para aceitarmos uma cruz temos, certamente, que passar por um processo de mudança de paradigmas. Não conseguimos renunciar a nada deste mundo sem nos libertarmos do apego às coisas terrenas. A mente secular leva-nos a uma valorização e priorização de coisas que, no reino de Deus, estão em último lugar em importância. Por outro lado, coisas que o mundo despreza, no reino divino são as primeiras em prioridade e valor.
Entendendo estas verdades, podemos nos perguntar: por que sigo Jesus? Será que estou em Cristo pelas bênçãos tão claramente prometidas nas igrejas ou o amo de verdade? Estou disposto a renunciar a tudo pelo Redentor? Sigo-o para servir ou para ser servido? Estas são questões importantíssimas e que devem ser respondidas por cada um de nós, pessoalmente. Não somos salvos pelas nossas obras, mas, pela obra de Cristo. Todavia, todos os que já são salvos passam a fazer obras, por amar Deus e o próximo, obras manifestas pelo serviço e abnegação. Que esta renúncia, tão cara ao mundo, nos seja algo natural, proveniente de um amor intenso e sincero.

Fonte: http://www.devocionais.com.br/

INDAGAÇÕES SOBRE O CARPINTEIRO

“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...