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sábado, 23 de abril de 2016

DEIXAR-SE LEVAR


«Há um passo importante no nosso itinerário para Deus: deixar-se levar. As experiências que acompanham a maturidade na fé reconduzem-nos sempre à infância. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais captamos o sentido dos gestos simples que brotavam espontaneamente em nós quando éramos crianças. Por exemplo: dar a mão e deixar-se levar. (...)

Aprendemos a caminhar pela vida, assim, de mão dada, levados por outro, sem medo, com a alegria de ser amado.»

Carlos Maria Antunes, in "Só o Pobre se faz Pão"

quarta-feira, 10 de junho de 2015

QUEM CONFIAR NO AMOR


«Quem confiar no amor que aprecia, gera e resgata a vida, e a ele se confiar, será salvo. Quem duvidar e dele se separar, defendendo a vida só para si, mesmo à custa da vida de outros, perder-se-á.»

José Frazão Correia, s.j., in Entre-tanto

terça-feira, 28 de abril de 2015

A FÉ É SEMPRE QUESTÃO DE VIDA


"Bem longe de ser um vago e cego arrepio da alma ou o resultado, claro e distinto, de uma demonstração lógica, a fé é sempre questão de vida - e de morte do medo de confiar num outro e de se lhe confiar."
José Frazão Correia, in "A Fé vive de afeto"

domingo, 25 de maio de 2014


"A Fé é mais a inquietação da Confiança que nos abre aos convites amorosos da Vida do que a ilusão controladora dada pelas certezas dogmáticas e disciplinares.

Não professamos a Fé "no que" acreditamos, o que é da ordem das certezas e, por isso, perfeitamente controlável... Professamos a Fé "em quem" acreditamos, o que é da ordem da confiança e, por isso, maravilhosamente surpreendente."

Rui Santiago Cssr, in "Estou em Crer"

sábado, 1 de fevereiro de 2014

FÉ ADULTA


Uma fé adulta e madura implica uma confiança de menino, um espírito de infância capaz de mover as montanhas do medo, das falsas seguranças, das ilusões de poder e de autossuficiência.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A CONFIANÇA EM DEUS


"A confiança em Deus faz nascer em nós um novo olhar sobre os outros, sobre o mundo e sobre o futuro; um olhar de reconhecimento e de esperança; um olhar atento à beleza". 

(Irmão Alois de Taizé: Quatro propostas para desobstruir as fontes da confiança em Deus)

domingo, 20 de outubro de 2013

ESCUTAR O AMOR

A um homem chamado Nicodemos, do partido dos fariseus, Jesus disse: “O que não nascer de novo não poderá entrar no reinado de Deus… Não estranhes se te disse que é preciso nascer de novo. O vento sopra onde quer: ouves o seu rumor, porém não sabes de onde vem, nem para onde vai…” (ver João 3, 1-8)

«Nascer de novo, tornarmo-nos num outro SER; num SER de CONFIANÇA. Antes de nascer, a criança não coloca condições… Nascer de novo para entrar no reinado de Deus é aderir a um outro projeto de vida – novo modo de SER e de VIVER. E assim surgirá, pouco a pouco, o “reinado” de Deus – uma Humanidade humanizada, fraterna e solidária. E tal como a criança quando nasce, as nossas opções, pessoais e coletivas, serão orientadas por uma TOTAL CONFIANÇA na VIDA – o vento que não sabemos de onde vem nem para onde vai…»


Fonte: https://www.facebook.com/graode.mostarda?fref=ts

sábado, 7 de setembro de 2013

O MISTO DA FÉ

A fé é um misto de infância e maturidade.
A fé faz-nos crescer sem que, alguma vez, tenhamos a pretensão de já termos crescido.
A fé torna-nos adultos sem nos impedir de continuarmos a ser crianças.

Agustina Bessa-Luís verbalizou: «O homem de Deus é menino pela confiança e é adulto pelo reconhecimento da paz do coração»!

Fonte: http://theosfera.blogs.sapo.pt/2086024.html

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A ESPERANÇA É A ATRAÇÃO PELO FUTURO


«Em sentido evangélico a Esperança não é uma “boa expetativa”, mas um impulso interior em direção ao futuro, a antecipação do que se espera, a construção urgente do que se ama…

Esperança é a Evolução, e o Amor é a Revolução dentro da Evolução, a permanente emergência criadora, a fonte da profecia em todos os tempos… a  é a experiência de confiança em Deus pela qual nos sentimos seguros de que não esperamos nem amamos em vão.


E, então, vamos! Ah, se vamos!!!»


Rui Santiago

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

FÉ VIVA

«A nossa confiança em Deus pode ser reconhecida quando se exprime no dom simples das nossas vidas: é acima de tudo quando é vivida que a fé se torna credível e se comunica.» 


Irmão Roger, de Taizé

terça-feira, 27 de setembro de 2011

UM AMOR CHEIO DE CONFIANÇA

«Reconhece-se o amor verdadeiro e perfeito, na grande esperança e confiança que se tem em Deus: pois nada existe, além da confiança, em que se possa reconhecer melhor se alguém possui um grande amor. Pois quando alguém ama outrem perfeitamente e com afeição, isso cria confiança...
Tudo o mais que se possa fazer não é tão proveitoso como ter uma grande confiança em Deus. Com todos aqueles que conquistaram uma grande confiança nele, nunca Deus deixou de operar grandes obras em conjunto. Em todas essas pessoas Ele tornou muito evidente que a confiança provém do amor; porque o amor não possui apenas confiança, senão que possui também um verdadeiro saber e uma firmeza isenta de dúvidas.» 



Mestre Eckhart

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ACREDITAS?

"A nossa fé na palavra de Deus está ao nível da nossa fé no Seu Amor. 
Não cremos verdadeiramente que Deus nos fala porque não cremos verdadeiramente que Deus nos ama. 
Um santo é um homem que acredita que Deus o ama. 
«Nós conhecemos o Amor e acreditamos nele!». 
Aquele que crê que Deus o ama, sabe que Deus lhe fala.

Deus nunca deixou de ser revelação, como nunca deixou de ser amor. 
A alegria de Deus consiste em revelar-se. 
Deus é amor, logo é comunicação de Si, confidência, palavra. 
Revelação de Si a quem quiser ouvi-l´O. 
Deus só tem alegria em confiar-se, em dar-se." 


Louis Evely, em "Tu és esse homem"

quarta-feira, 30 de março de 2011

SABER SER AMADO

«O amor gratuito não espera dividendos nas suas actuações e investe o seu capital sem juros...
Qual será o prémio de quem corresponde ao amor gratuito de Deus senão a de ser amado por Ele e a de compartilhar com Ele a vida eterna que Ele dá como herança, de forma condicionada no presente (o cem vezes mais) e de forma plena no futuro?
Na presença do nosso Deus revelado, ninguém tem o direito de dizer: «não posso rezar porque não sei amar». Precisa, sim, de se deixar amar como a criança e pôr-se na escola do amor.

Henri Caffarel conta uma história passada em Itália em fins do séc. XVIII, num convento em construção na encosta dos Apeninos: o prior do convento chamou o arquitecto e mandou-lhe construir uma cela isolada sem janelas, com frinchas que apenas deixassem entrar alguns raios de sol; nada mais dentro da cela a não ser uma inscrição com estas palavras: «Amo-te exactamente como és». Nessa cela, ia ser proibido qualquer pensamento ou tema de meditação para além deste: «Deus ama-me infinitamente, ternamente, Deus ama-me exactamente como sou». A cela destinava-se a algum monge que andasse triste ou ansioso a perguntar-se «como é que o Senhor pode amar alguém como eu?». (1) Quem não sabe amar a Deus entre na cela do monge e deixe-se lá ficar; veja a inscrição na parede e não pense em mais nada. «Deus que te ama gratuitamente, te ensinará a amar». 

Luís Rocha e Melo, em "Se tu soubesses o dom de Deus"


(1) Caffarek, H., L´oraison de pauvreté, p. 6-8

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A EXPERIÊNCIA DO ABANDONO

«Exprimo aquilo que a maior parte dos homens sente obscuramente. Sim, entre as pessoas que conheci, as ocasiões que me foram oferecidas, as minhas intuições, existem semelhanças.
O que veio de fora encontra em mim um acordo com o que me foi ordenado de dentro: o eixo, a vocação, o dever, a razão de ser. E é este acordo entre exterior e interior que me dá não a impressão mas a certeza de que existe um Outro ligado a mim, certamente não para me corromper através da felicidade mas, pelo contrário, para me apoiar, para me elevar, para me fazer crescer graças aos obstáculos que doseia. (...)

Quando reflicto na relação destes acontecimentos com as minhas orações, apercebo-me de que a presença do Ser aumenta de densidade na medida em que me desinteresso, que renuncio a mim próprio e, como se diz agora, me esforço para me omitir. (...)

Se resolvo esquecer, confiar-me verdadeiramente ao Hospedeiro, encontro-o. É aqui que reconheço a eficácia do dom de si mesmo, da perda inteira de si mesmo. Quando esta perda é total, quando está ligada à felicidade, quando conhecemos a emoção triunfante do abandono, então somos senhores das coisas. E o acontecimento chega, imprevisto, surpreendente e gracioso.
Mas é muito difícil conseguir este abandono total. Somos sempre retidos por um cabelo, por um pequeno nada que se transforma em tudo. É a pobreza que produz riqueza, é o abandono que dá poder. Esta experiência, que fiz frequentemente ao longo da minha vida, de um vínculo entre o abandono de si mesmo e a chegada de circunstâncias favoráveis, creio que todos podem fazê-la e é uma prova singular, embora indizível, da existência desse Outro. (...)

É preciso dizer que a experiência é frequentemente dolorosa. Constato que o Outro se ocupa, sem cessar, a destruir o que eu creio desejar, para realizar o que eu quero mais profundamente do que desejo. Por estes seus atalhos que são, muitas vezes, o contrário do que eu teria escolhido, quebra os meus projectos - até ao dia em que o molde se partirá e eu verei o meu destino, em que saberei, por fim, o meu verdadeiro nome, o meu lugar no conjunto das coisas, o meu papel neste mundo: em resumo, tudo o que ainda ignoro e que sinto confusamente neste noite deliciosa a que chamamos a vida.»

Jean Guitton, em "As minhas razões de crer"

INDAGAÇÕES SOBRE O CARPINTEIRO

“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...