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sábado, 30 de abril de 2011

CONFIA NA VOZ INTERIOR

«Desejas realmente converter-te? Estás disposto a modificar-te? Ou continuas agarrado ao teu velho modo de vida com uma mão enquanto com a outra pedes aos outros que te ajudem a mudar?
A conversão não é com certeza algo que possas encontrar por ti mesmo. Não se trata de um exercício da própria vontade. Tens que confiar na voz interior que mostra o caminho. Tu conheces essa voz. Ouve-la com frequência. Mas depois de ouvir com clareza o que ela te pede começas a fazer perguntas, a fabricar objecções e a pedir a opinião de todos. Assim deixas-te enredar por inúmeros pensamentos, sentimentos e ideias muitas vezes contraditórias e perdes contacto com o Deus que habita dentro de ti. E acabas por te tornar dependente de todas as pessoas que reuniste em torno de ti.
Só dando constantemente ouvidos a essa voz interior conseguirás converter-te a uma nova vida de liberdade e alegria.»

Henri Nouwen, em "A Voz Íntima do Amor"

domingo, 20 de janeiro de 2008

Confia na voz interior

Desejas realmente converter-te? Estás disposto a modificar-te? Ou continuas agarrado ao teu velho modo de vida com uma mão enquanto com a outra pedes aos outros que te ajudem a mudar?

A conversão não é com certeza algo que possas encontrar por ti mesmo. Não se trata de um exercício da própria vontade. Tens que confiar na voz interior que mostra o caminho. Tu conheces essa voz. Ouve-la com frequência. Mas depois de ouvir com clareza o que ela te pede começas a fazer perguntas, a fabricar objecções e a pedir a opinião de todos. Assim deixas-te enredar por inúmeros pensamentos, sentimentos e ideias muitas vezes contraditórias e perdes contacto com o Deus que habita dentro de ti. E acabas por te tornar dependente de todas as pessoas que reuniste em torno de ti.

Só dando constantemente ouvidos a essa voz interior conseguirás converter-te a uma nova vida de liberdade e alegria.


Henri Nouwen, em "A Voz Íntima do Amor"



«Meu primeiro contato com a obra de Henri Nouwen foi através de seu livro "A Volta do Filho Pródigo". Diante da proposta do livro -- tecer uma teia entre o famoso texto do Evangelho de Lucas e a pintura magistral de Rembrandt inspirada no tema --, não foi difícil concluir que se tratava de alguém especial, não tanto por suas conquistas acadêmicas (holandês de origem, experiência nos Estados Unidos como professor em Yale e Harvard), mas por sua profundidade espiritual e visão sensível e honesta da trajetória humana. Com Nouwen, entre muitas lições, tenho aprendido a conviver com minhas fraquezas e fragilidades, com meus medos e incapacidades, com minha imensa sede de Deus, semelhante àquela descrita por Agostinho na oração que abre a sua autobiografia (aliás, a primeira autobiografia de que se tem notícia na história da literatura mundial), Confissões: "O nosso coração não encontra descanso até que descanse em ti". O descanso divino para Nouwen não veio por meio de suas conquistas profissionais. Ele terminou seus dias trabalhando em um lar para pessoas com deficiências físicas e mentais extremas. Vivendo nessa comunidade pequena e frágil, aprendeu a encontrar sentido e propósito para a sua existência. Seus muitos livros atestam que ele encontrou o caminho rumo ao que procurava. Revelam sensibilidade, honestidade, profundidade, espiritualidade, valores que nos são tão caros e ao mesmo tempo se mostram cada dia mais raros. Mas parece ser esse mesmo o caminho: para baixo. "Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!" (Fp 2.5-8). Na sociedade da conquista e da escalada social, na rota para cima, o discurso de Nouwen parece se perder no vazio. A força de sua autenticidade, no entanto, faz com que sua mensagem se torne cada dia mais necessária e relevante. Impossível não lembrar o termo cunhado por Eugene Peterson que define o caminho da sanidade nos círculos religiosos cristãos, ultimamente tão adoentados -- "espiritualidade subversiva". Só algo que seja concebido nas catacumbas romanas de nossa sociedade extremamente consumista e desesperada, e que de maneira sutil brota com indescritível força interior, paradoxalmente demonstrada por meio da fraqueza, será capaz de, como clama Caetano Veloso em sua canção "Podres Poderes", "nos salvar destas trevas e nada mais".» - Jorge Camargo, mestre em ciências da religião, é intérprete, compositor, músico, poeta e tradutor. (os grifos são meus)

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Metanóia vs Paranóia

«A palavra bíblica para conversão é metanóia, que significa uma transformação radical do eu interior. Descobrimos que um relacionamento pessoal com Jesus Cristo não pode mais ser contido num código de faça e não faça. Ele torna-se, como escreveu Jeremias, uma aliança escrita nas tábuas de carne do coração e gravada no coração mais profundo do nosso ser.
A conversão abre-nos para uma nova agenda, novas prioridades, uma diferente hierarquia de valores.

"O oposto de conversão é aversão. O outro lado da metanóia é paranóia. A paranóia é normalmente compreendida em termos psicológicos. É caracterizada por medo, suspeita, fuga da realidade. A paranóia resulta comumente em elaboradas alucinações e auto-ilusão. No contexto bíblico a paranóia implica mais do que desequilíbrio emocional ou mental. Ela diz respeito a uma atitude de ser, uma postura do coração. A paranóia espiritual é uma fuga de Deus e do nosso verdadeiro eu.
É uma tentativa de escapar da responsabilidade pessoal. É a tendência de evitar o custo do discipulado e buscar uma rota de fuga das exigências do evangelho. A paranóia de espírito é uma tentativa de negar a realidade de Jesus de tal modo que racionalizamos o nosso comportamento e escolhemos o nosso próprio caminho." - John Heagle, On the Way».( os grifos são meus)

Fonte: Brennan Manning, em "A assinatura de Jesus"

INDAGAÇÕES SOBRE O CARPINTEIRO

“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...