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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

HUMILDADE



Hoje, publico mais um excerto do livro "Como o Nascer do Sol", do meu grande amigo e discípulo de Cristo, João Eduardo Cruz. Já visitaram o seu magnífico blogue? Não gosto muito de lhe chamar blogue, mas sim o Jardim deslumbrante, encantador e luminoso de uma alma sensível, profunda, poética e comprometida com Cristo. Eis o caminho para lá: http://www.jardimdaalma.blogspot.com/
«O humilde é o que reconhece sua pequenez; que não se acha digno (Mt., 5: 3). Que se abaixa para ser elevado. Este mantém a comunhão com Deus, pois não crê na sua própria capacidade, portanto vive na total dependência do Pai. Ter humildade é ter Deus como razão de tudo, sem humildade perde-se a razão. A humildade preserva a comunhão com Deus.
A humildade requer coragem pelos seguintes motivos:
– É preciso ter humildade para amar quando todos odeiam.
– É preciso ter humildade para ser alegre quando todos estão zangados.
– É preciso ter humildade para ter paz quando todos querem guerra.
– É preciso ter humildade para não desanimar quando todos estão desistindo.
– É preciso ter humildade para “fazer o bem sem olhar a quem” quando tantos nos enganam.
– É preciso ter humildade para ser bom quando o mundo é mau.
– É preciso ter humildade para ser fiel a Deus quando todos o abandonam.
– É preciso ter humildade para ser manso quando todos te chamam de covarde.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

A União com Cristo


Muitas vezes olhar para Jesus como igual a nós é algo que parece completamente absurdo. Sua santidade, sua pureza, confrontados com nossa frágil humanidade corrompida, nos faz colocá-lo a uma considerável distância. Unir-se a Jesus não é o mesmo que dividir a vida com outro ser humano. A identificação é difícil. E o que era para gerar integração e união pode se transformar em uma total separação.

Mas o princípio para o qual Deus nos chamou para viver é baseado na comunhão com Ele e com o próximo – não necessariamente como um relacionamento humano, que se torna mais fácil de acordo com a empatia. Por isso, necessitamos de um total desprendimento do que somos para nos unirmos a Ele.

Essa união se concretizada, é tão intensa que nos fará assumirmos a forma de Cristo.
Para tanto, seu convite a nós é: Negue-se a si mesmo”. Jesus deseja unir-se ao homem porque o homem foi criado para ser um com Deus. Não somos aquilo pelo qual fomos criados para ser, e o processo de restauração envolve perdas que gerarão ganhos não necessariamente imediatos.

O negar-se a si mesmo pode implicar em uma nova mentalidade diante da vida. Começaremos a ver as coisas com os olhos de Cristo; não de baixo para cima, mas de cima para baixo. Explico: na comunhão com Cristo até os conceitos de vitória e derrota se modificam completamente.

Um rei surrado, humilhado e pendurado numa cruz parece absurdamente derrotado. Seus seguidores sendo massacrados por leões nas arenas romanas não parecem estar triunfando. As pessoas que ainda hoje seguem os ensinamentos de Cristo podem em várias situações parecer fracassadas. A questão é que a vitória, humanamente falando, não vai além do que os olhos vêem. As vitórias proporcionadas por Deus têm um eco eterno.

João Eduardo Cruz, em "Como o Nascer do Sol" (os grifos são meus)



«Quanto mais deixamos que Deus assuma o controle sobre nós, mais autênticos nos tornamos - pois foi ele quem nos fez. Ele inventou todas as diferentes pessoas que eu e você tencionávamos ser (...) É quando me viro para Cristo e me rendo à sua personalidade que pela primeira vez começo a ter minha própria e real personalidade.» - C.S. Lewis

«Ser cristão é viver em Cristo e a partir de Cristo como filho bem amado de Deus Pai.» - Jovens Redentoristas

«Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.» - Gálatas 2, 20

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Esperança para os egoístas


“Ah. Vive mal quem só vive para si.”(Alfred de Musset)

«Sorrateiro como uma serpente ele sai da jaula facilmente. É feio, me envergonha, mas na maioria das vezes eu o amo ardentemente. É o que me distancia do meu Senhor. Ego, Ego, que grita mais alto que o Santo Espírito de Deus o qual então se recolhe no fundo da minha mente para não desrespeitar o meu livre arbítrio.
Ego, que me faz acreditar que eu posso comandar meu caminhar vacilante pela vida, crendo que sou capaz de chegar sozinho a algum lugar. Ego, que teima em reinar no coração de quem não aprendeu que é feliz aquele que permite que todas as coisas possam convergir para Deus.O difícil é alimentá-lo. É insaciável. Rouba-nos a paz, a alegria – tesouros tão preciosos da vida, colocados de lado em troca do ouro de tolo, chamado Ego.
Escravos dos aplausos, prisioneiros dos elogios. Jesus deseja nos libertar disso: “maior é o que serve”. Arrebentando com o poderoso Ego humano “como ovelha muda ele se entregou”, deixando que todas as coisas convergissem para o Pai, ninguém foi mais feliz que Jesus.
Matar o Ego. Aprender a viver é esquecer de si mesmo “quem perder a sua vida a achará”. Preciso urgentemente jogá-lo em um abismo que o deixe adormecido por todos os anos da minha existência. Não suporto mais sua fome de sucesso, poder e prestígio, e não quero saciá-la. Tenho fome de vida que é muito mais importante, pois traduzo vida como um prazer indescritível que, logicamente, não pode ser encontrado em mim ou no mundo, mas na fonte de todo o prazer: o Criador do maravilhoso projeto chamado “existência”.
Ah! De que me serve o Ego, se tudo que fizer sempre terminará em mim e eu sou absolutamente nada? Caminho para o nada se estiver sozinho. Se no trono da minha vida me vejo sentado, desconfio do meu reinado, pois não sei o que realmente quero ou o que deveria querer.Não preciso do Ego, não preciso do Eu governo, mas do Tu governas; não do Eu me amo, mas do Tu me amas. Não preciso viver para mim, mas para Ti ó Deus.»
João Eduardo Cruz, em "Como o Nascer do Sol"

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O Renascer da Esperança


Livro: Como o Nascer do Sol
Autor: João Eduardo Cruz
Editora: Premius





O meu amigo e irmão, João Eduardo Cruz, lançou recentemente este livro que fala de esperança. É um livro escrito com enorme sensiblidade, sabedoria e experiência e vivência da fé cristã. O Eduardo escreve sobre uma esperança verdadeira, fiel, segura e infalível fundamentada nas escrituras sagradas e que brota da Fonte da vida eterna - o Senhor Jesus Cristo.
O autor utiliza uma linguagem poética, sensível, afectuosa, acessível que fala ao coração(tocou profundamente o meu) e é um bálsamo para a alma.

O Pastor Armando Bispo da Cruz( autor do prefácio do livro) expressou de uma forma muito bela e sensível a essência e o espírito da obra:
«Raros são os livros capazes de transportar o leitor para além do produto intelectual do autor. Pesquisa, informação, bons argumentos e boa didáctica podem facilmente produzir uma obra literária que encanta o cérebro, mas que nem sempre atinge o mais profundo da nossa alma.
Falar com propriedade sobre esperança requer mais do que uma lógica literária, é preciso ter vivido a angústia do desespero, ter encontrado em algo ou alguém as respostas que calam a alma e, acima de tudo, a humildade de descrever a experiência na esperança de ajudar os que ainda não acreditam na possibilidade de um novo dia.
O autor além da sua sensibilidade marcante e quase poética, demonstra um profundo e inspirador relacionamento com o Cristo Vivo em cuja pessoa encontramos a base de toda esperança.
Uma sociedade marcada pelo medo e pelo desespero acaba produzindo monstros capazes de matar nossos sonhos e nos distanciar cada vez mais da esperança de uma vida melhor. Como o Nascer do Sol, é uma obra do coração para o coração, repleta de teologia prática alinhada com os valores do reino daquele que veio para dar esperança ao ferido, ao solitário, ao medroso, ao crente e ao descrente de tudo.
A linguagem afetiva e quase poética nos convida, capítulo por capítulo, a perceber a possibilidade concreta de conhecer e receber Cristo em nós, a esperança Eterna!»

Visitem o blog do meu amigo( basta clicar sobre o seu nome); e, para adquirirem o livro, é este o link:Premius

Em breve, se Deus quiser, irei postar alguns trechos do livro para o conhecerem melhor.

INDAGAÇÕES SOBRE O CARPINTEIRO

“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...