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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

CAMINHO ESTREITO DA HUMILDADE

“Quero passar sobre a terra de maneira obscura como um viajante à noite”. Charles de Foucauld

“Não é o heroísmo que será enaltecido, mas a oferenda obscura e aparentemente inútil de uma vida que não é senão o amor, sinal do amor de Deus em meio ao inferno que os homens, às vezes, sabem organizar” (Jean-Marie Lustiger, Cardeal Arcebispo de Paris, 1981-2005).

“Não é a religiosidade o que faz a verdade ou a mentira de uma vida humana e sim a autenticidade dessa mesma vida” (Dom Pedro Casaldáliga).

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Sobre a Oração (Charles de Foucauld)


"A oração mais perfeita é aquela em que houver mais amor. Neste segundo sentido mais amplo, pode-se definir a oração como «a postura da alma que se põe aos pés de Deus para em silêncio olhar para ele ou o fitar enquanto fala com ele». Tal oração será tanto melhor qaunto mais amoroso for o olhar da alma, quanto mais ternura e paixão ela sentir diante do seu Deus. (...)

Por mais diferentes que sejam as maneiras de orar, em silêncio, em rezas ou em cânticos, profundamente reflectidas ou quase sem intervenção do pensamento, o que lhes confere valor é o amor com que se fazem. A todas elas sem excepção se aplica o princípio eternamente verdadeiro, que a melhor oração é aquela em que há mais amor, e que a oração será tanto melhor quanto mais amorosa for. (...)

Orar, como vedes, é sobretudo pensar em mim com amor. Quanto mais alguém me ama, tanto melhor ora. Orar é ter a atenção amorosamente fixa em mim,e quanto mais amorosa for a atenção, melhor será a oração." -
(Charles de Foucauld, em "Gritar o Evangelho")

quarta-feira, 14 de maio de 2008

TU AMAS-ME

«Se Ele não acolhesse senão os que são dignos dele, quem acolheria? Não é Ele o amante das nossas almas, procurando o seu amor sempre e em primeiro lugar?»

... o que caracteriza o cristão, não é que ele ame a Deus, mas é que ele acredite que Deus o ama.
Esta convicção apela a uma viragem do meu olhar. Em vez de lançar os olhos sobre as minhas faltas e os meus limites, sobre a tibieza do meu amor, ergo a cabeça, contemplo o Senhor, não cessando de repetir: Tu amas-me, Senhor, é maravilhoso! Esta «conversão», que me descentra, faz-me passar do «eu» para o «Tu». O importante és Tu, a certeza do teu amor, de tal modo deslumbrante que não vejo mais que ele.

É por causa do que Tu és que me amas e que me amas como eu sou. Faz, Senhor, que esta convicção habite em mim, enraizada, mesmo nos dias de trevas. «Ele ama-nos porque é bom, não porque nós sejamos bons - as mães não amam os seus filhos extraviados?» - (Michel Lafon, em "Orar 15 dias com Charles de Foucauld")

Nota: as palavras em itálico são de Charles de Foucauld

domingo, 27 de abril de 2008

Imitação de Cristo

"Até onde devo imitar-te, Senhor? Que esperas tu de mim? Eu bem sei que «a medida da imitação é a do amor».

Para me assemelhar a Ti, não se trata de copiar... Para saber o que Tu dirias, o que Tu farias em meu lugar, devo estar impregnado do teu espírito a tal ponto que isso brote espontaneamente. Não se trata de aderir a um programa ou de respeitar um regulamento, mas de ser um outro Tu-mesmo, semelhante e diferente...

Quando falo de imitação, não viso reproduzir os traços de um modelo exterior, mas é do interior, como por um impulso de vida divina, que Tu queres realizar por mim as Tuas palavras e os Teus actos, toda a Tua semelhança.

Ás vezes sonho ser «a custódia», de que fala o abade Huvelin ao Irmão Carlos: «mostrar Jesus». aí onde eu vivo. «Eu queria ser suficientemente bom para que se dissesse: se o discípulo é assim, como será o Mestre?»

Senhor Jesus,
eu creio que queres agir através de mim,
faz com que eu seja transparente,
livra-me de toda a opacidade
para que eu seja um reflexo de Ti,
que Tu te faças ver pela minha vida.
Faz com que eu pregue o Evangelho em silêncio,
cada dia...

(Michel Lafon, em "Orar 15 dias com Carlos de Foucauld")

quarta-feira, 26 de março de 2008

A Luz que brilha através de nós


«Faz-se o bem, não na medida do que se diz e do que se faz, mas na medida do que se é, na medida da graça que acompanha os nossos actos, na medida em que Jesus vive em nós, na medida em que os nossos actos são actos de Jesus agindo em nós e através de nós...

Toda a nossa existência, todo o nosso ser deve proclamar o Evangelho aos quatro ventos; toda a nossa pessoa deve respirar Jesus, todos os nossos actos, toda a nossa vida devem proclamar que estamos com Jesus, devem mostrar a imagem da vida evangélica; todo o nosso ser deve ser uma pregação viva, um reflexo de Jesus, um perfume de Jesus, alguma coisa que proclame Jesus, que faça ver Jesus, que brilhe como uma imagem de Jesus» - Charles de Foucauld

INDAGAÇÕES SOBRE O CARPINTEIRO

“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...