Mostrar mensagens com a etiqueta C.S. Lewis. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta C.S. Lewis. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

EU ACREDITO...

"Eu acredito no cristianismo como acredito que o sol nasce todo dia. Não apenas porque o vejo, mas porque através dele eu vejo tudo ao meu redor." 

C.S. Lewis

domingo, 26 de fevereiro de 2012

FAZ SENTIDO SOFRER?

«Deus sussura nos nossos prazeres, fala na nossa consciência, mas grita no nosso sofrimento: ele é o Seu megafone para despertar um mundo surdo. (...)

(...) Não há dúvida de que o sofrimento como o megafone de Deus é um instrumento terrível, podendo levar à rebelião final, que não dá lugar ao arrependimento. Mas ele fornece também a única oportunidade que o perverso pode ter de emendar-se. Ele remove o véu, planta a bandeira da verdade na fortaleza de uma alma rebelde.

Se a primeira operação do sofrimento destroça a ilusão de que tudo está bem, a segunda faz cair a ilusão de que aquilo que temos, quer seja bom ou mau em si mesmo, é nosso e basta para nós. Todos sabem como é difícil voltarmos os pensamentos para Deus quando tudo vai bem connosco.A expressão "temos tudo o que queremos" é uma frase terrível quando esse "tudo" não inclui Deus. Nós achamos que Deus é uma interrupção. Como diz Sto. Agostinho em algum lugar: "Deus quer dar-nos algo, mas não pode, porque as nossas mãos estão cheias - não há nelas lugar para colocá-lo". Ou como afirmou um amigo meu: "consideramos Deus como um aviador considera o seu pára-quedas; ele o leva para as emergências, mas não espera jamais ter de usá-lo."»

C.S. Lewis, em "O problema do sofrimento"


domingo, 23 de agosto de 2009

MINIATURAS DE CRISTO

"...até que Cristo seja formado em vós" (Gálatas 4.19)

Ele age em nós de todas as maneiras. Mas, acima de tudo, ele age em nós por intermédio uns dos outros. Os homens são espelhos ou "transmissores" de Cristo para outros homens. Geralmente são aqueles que conhecem a Cristo que o levam aos outros. É por isso que a Igreja, todo o conjunto de cristãos que revelam Cristo uns aos outros, é tão importante.

É muito fácil pensar que a Igreja tem muitos objectivos diferentes - educação, obras, missões, cultos... A Igreja não existe para outro propósito senão atrair os homens para Cristo, transformá-los em miniaturas de Cristo. Se ela não faz isso, então todas as Catedrais, todos os líderes, todas as missões, todos os sermões, a própria Bíblia - tudo não passa de perda de tempo. Deus não se tornou homem por outro motivo. E é até de duvidar, veja só, que todo o Universo tenha sido criado por qualquer outro motivo.»

C.S. Lewis

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Faz sentido sofrer?

«Deus sussura nos nossos prazeres, fala na nossa consciência, mas grita no nosso sofrimento: ele é o Seu megafone para despertar um mundo surdo. (...)


(...) Não há dúvida de que o sofrimento como o megafone de Deus é um instrumento terrível, podendo levar à rebelião final, que não dá lugar ao arrependimento. Mas ele fornece também a única oportunidade que o perverso pode ter de emendar-se. Ele remove o véu, planta a bandeira da verdade na fortaleza de uma alma rebelde.

Se a primeira operação do sofrimento destroça a ilusão de que tudo está bem, a segunda faz cair a ilusão de que aquilo que temos, quer seja bom ou mau em si mesmo, é nosso e basta para nós. Todos sabem como é difícil voltarmos os pensamentos para Deus quando tudo vai bem connosco. A expressão "temos tudo o que queremos" é uma frase terrível quando esse "tudo" não inclui Deus. Nós achamos que Deus é uma interrupção. Como diz Sto. Agostinho em algum lugar: "Deus quer dar-nos algo, mas não pode, porque as nossas mãos estão cheias - não há nelas lugar para colocá-lo". Ou como afirmou um amigo meu: "consideramos Deus como um aviador considera o seu pára-quedas; ele o leva para as emergências, mas não espera jamais ter de usá-lo."»


C.S. Lewis, em "O problema do sofrimento"

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Rende-te a Cristo!

Espantoso este texto do escritor C.S. Lewis. Leiam com atenção, reflictam, enfrentem a verdade e rendam-se:

«Quanto mais tiramos do caminho aquilo que agora chamamos de "nós mesmos" e deixamos que Ele tome conta de nós, tanto mais nos tornamos aqui­lo que realmente somos. Ele é tão grande que milhões e milhões de "pequenos Cristos", todos diferentes, não se­rão suficientes para expressá-lo plenamente. Foi Ele que os fez a todos. Ele inventou — como um escritor inventa os personagens de um romance - todos os homens di­ferentes que vocês e eu devemos ser. Nesse sentido, nos­sos verdadeiros seres estão todos Nele, esperando por nós. De nada vale procurar "ser eu mesmo" sem Ele. Quan­to mais resisto a Ele e tento viver sozinho, tanto mais me deixo dominar pela minha hereditariedade, a minha criação, os meus desejos naturais e o meio em que vivo. Na verdade, aquilo que chamo com tanto orgulho de "eu mesmo" é simplesmente o ponto de encontro de miríades de cadeias de acontecimentos que não foram ini­ciadas por mim e não poderão ser encerradas por mim. (...)

(...) No meu estado natural, não sou tanto uma "pes­soa" quanto gosto de pensar que sou: a maior parte da­quilo que chamo de "eu" pode ser facilmente explicada por outros factores. É só quando me volto para Cristo, quando me entrego à personalidade dele, que começo a ter uma verdadeira personalidade minha.
No começo eu disse que há Personalidades em Deus. Agora vou mais longe e afirmo que em nenhum outro lugar há personalidades verdadeiras. Você não terá um eu verdadeiro enquanto não entregar a Ele o seu eu. A igualdade ou semelhança existe sobretudo entre os mais "naturais" dos homens, não entre os que se rendem a Cristo. Quão monótona é a semelhança que iguala to­dos os grandes tiranos e conquistadores; quão gloriosa é a diferença dos santos!

Mas o eu precisa ser entregue de verdade. Você tem, por assim dizer, de lançá-lo fora "às cegas". Cristo de facto lhe dará uma personalidade nova, mas não é por causa disso que você deve buscá-lo. Enquanto estiver preocupado com a sua personalidade, você não estará ca­minhando na direcção dele de modo algum. O primei­ro passo consiste em procurar esquecer completamen­te de si mesmo. Seu novo eu, seu eu verdadeiro (que é de Cristo e também é seu, e é seu justamente porque é dele) não surgirá enquanto você o estiver procurando. Só surgirá quando o objecto da sua procura for Ele. Aca­so isso parece estranho? Saiba que o mesmo princípio vigora em assuntos muito mais terrenos. Mesmo na vida social, você jamais causará boa impressão a outras pes­soas enquanto não parar de pensar na impressão que está causando. Mesmo na literatura e na arte, ninguém que se preocupe especificamente com a originalidade pode­rá jamais ser original; ao passo que, se você tentar falar a verdade (sem ligar a mínima a quantas vezes a mesma verdade já foi declarada no passado), nove vezes em dez será original sem percebê-lo. Esse princípio rege a vida inteira, do começo ao fim.

Entregue-se, pois assim você encontrar-se-á a si mesmo. Perca a sua vida para salvá-la. Submeta-se à morte, à morte quotidiana das suas ambições e dos seus maiores desejos e, no fim, à morte do seu cor­po inteiro: submeta-se a ela com todas as fibras do seu ser, e você encontrará a vida eterna. Não guarde nada para si. Nada que você não deu chegará a ser verdadei­ramente seu. Nada que não tiver morrido chegará a ser ressuscitado dos mortos. Se você buscar a si mesmo, no fim só encontrará o ódio, a solidão, o desespero, a fúria, a ruína e a podridão. Se buscar a Cristo, encontrá-Lo-á; e, junto com Ele, encontrará todas as coisas.»



C.S. Lewis, em "Cristianismo puro e simples"

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Novas Criaturas

«Para nos tornarmos novas criaturas, temos de perder o que agora chamamos de "nós mes­mos". Temos de sair de nós mesmos e entrar em Cristo. A vontade Dele tem de ser a nossa e temos de pensar seus pensamentos; temos de "ter a mente de Cristo", como diz a Bíblia.

As novas cria­turas já estão espalhadas, aqui e ali, por toda a superfí­cie da Terra. Algumas, como eu mesmo admiti, ainda não são reconhecíveis, mas outras podem ser reconhe­cidas. De quando em vez, encontramos uma delas. As próprias vozes e rostos delas são diferentes dos nossos: mais fortes, mais tranquilos, mais felizes, mais radiantes. Elas partem de onde a maioria de nós mal consegue chegar.

Como eu disse, são reconhecíveis; mas você pre­cisa saber o que procurar. Não se assemelham em nada à ideia de "pessoas religiosas" que você formou a partir das suas leituras. Não chamam a atenção para si. Você tende a pensar que está sendo gentil com elas, quando na verdade são elas que estão sendo gentis com você. Amam-no mais do que os outros homens, mas precisam menos de você. (Aliás, temos de superar a vontade de nos sentirmos necessários: em certas pessoas "boazinhas", especialmente mulheres, essa é a tentação mais difícil de vencer.)
Em geral, parecem ter tempo de sobra; fica­mos a pensar de onde vem esse tempo. Depois de reco­nhecer a primeira dessas novas criaturas, você reconhece­rá com muito mais facilidade a segunda.
E tenho a forte suspeita (mas como vou saber com certeza?) de que elas mesmas se reconhecem umas às outras de modo imediato e infalível, por cima de todas as barreiras de cor, sexo, classe social, idade e até mesmo de credo. Nesse senti­do, santificar-se é como entrar numa sociedade secreta. No mínimo, no mínimo, deve ser uma coisa extrema­mente divertida.»



C.S. Lewis, em "Cristianismo puro e simples"

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A boa infecção

(...)No cristianis­mo, Deus não é um ente estático - nem mesmo uma pessoa estática -, mas uma actividade pulsante e dinâmi­ca; é uma vida dotada de grande complexidade interna. É quase -por favor, não me julguem irreverente - como uma dança. A união entre o Pai e o Filho é algo tão vivo e concreto que ela mesma é também uma pessoa. (...)

(...) Aquilo que nasce da vida conjunta do Pai e do Filho é uma pes­soa real; é, com efeito, a terceira das três pessoas de Deus. Essa Terceira Pessoa é chamada, em linguagem téc­nica, de Espírito Santo ou "Espírito de Deus". Não se preocupe nem se surpreenda se achar essa pessoa mais vaga e misteriosa que as outras duas. Penso que existe uma razão para que isso aconteça. Na vida cristã, nós não costumamos olhar para ele. Ele está sempre agindo através de nós. Se você imagina o Pai como algo que está "fora", à sua frente, e imagina o Fi­lho como alguém que está ao seu lado, ajudando-o a orar, tentando fazer de você também um filho de Deus, então tem de conceber a terceira pessoa como algo dentro de você, ou atrás de você. Talvez algumas pessoas achem mais fácil começar pela terceira pessoa e fazer o caminho inverso. Deus é amor, e esse amor opera atra­vés dos homens — especialmente através de toda a co­munidade cristã. Mas esse espírito de amor é, desde toda a eternidade, um amor que se dá entre o Pai e o Filho.

Bem, e qual a importância disso? É a coisa mais im­portante do mundo! A dança, o enredo dramático ou a complexidade interna dessa vida tripessoal deve se de­senrolar dentro de cada um de nós. Vendo a questão do outro lado, cada um de nós tem de penetrar nessa com­plexidade interna, assumir seu lugar nessa dança. Não existe outra maneira de se alcançar e usufruir a felici­dade para a qual fomos criados. Saiba você que não só as coisas más, mas também as boas, são contraídas como uma espécie de infecção. Se você quer aquecer-se, tem de se aproximar do fogo; se quer molhar-se, tem de ir para debaixo d'água. Se quer a alegria, o poder, a paz e a vida eterna, tem de se aproximar ou mesmo penetrar naquilo que as contém. Essas coisas não são prémios que Deus poderia, se quisesse, simplesmente conceder a qual­quer pessoa. São uma grande fonte de energia e de be­leza que jorra a partir do próprio centro da realidade. Se você estiver próximo da fonte, as rajadas de água o mo­lharão; se se mantiver afastado, continuará seco. Quan­do o homem está unido a Deus, como poderia não vi­ver para sempre? Quando está separado de Deus, o que pode fazer senão definhar e morrer?(...)

(...)A ofer­ta que o cristianismo faz resume-se no seguinte: se dei­xarmos Deus agir, poderemos vir a compartilhar da vida de Cristo. Então, partilharemos de uma vida que foi gerada, não criada; uma vida que sempre existiu e sem­pre existirá. Cristo é o Filho de Deus. Se participarmos desse tipo de vida, também seremos filhos de Deus. Amaremos o Pai como o Filho o ama, e o Espírito San­to despertará em nós. Cristo veio a este mundo e se fez homem a fim de disseminar nos outros homens o tipo de vida que Ele possui - por meio daquilo que chamo de "boa infecção". Todo cristão deve tornar-se um peque­no Cristo. O propósito de se tornar cristão não é outro senão esse.



C.S. Lewis, em "Cristianismo puro e simples"

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O Grande Pecado

De acordo com os mestres cristãos, o vício fun­damental, o mal supremo, é o orgulho. A devassidão, a ira, a cobiça, a embriaguez e tudo o mais não passam de ninharias comparadas com ele. É por causa do orgulho que o diabo se tornou o que é. O orgulho leva a todos os outros vícios; é o estado mental mais oposto a Deus que existe.

(...)O orgulho é es­sencialmente competitivo — por sua própria natureza -, ao passo que os outros vícios só o são acidentalmente, por assim dizer. O prazer do orgulho não está em se ter algo, mas somente em se ter mais que a pessoa ao lado. Dizemos que uma pessoa é orgulhosa por ser rica, inte­ligente ou bonita, mas isso não é verdade. As pessoas são orgulhosas por serem mais ricas, mais inteligentes e mais bonitas que as outras. Se todos fossem igualmente ri­cos, inteligentes e bonitos, não haveria do que se orgu­lhar. É a comparação que torna uma pessoa orgulhosa: o prazer de estar acima do restante dos seres.

(...). A cobiça pode levar os homens a com­petir entre si se não existe o suficiente para todos; mas o homem orgulhoso, mesmo que tenha mais do que ja­mais poderia precisar, vai tentar acumular mais ainda só para afirmar seu poder.

(...) Evi­dentemente, é do poder que o orgulho realmente gos­ta: nada faz o homem sentir-se tão superior aos outros quanto o facto de poder movê-los como soldadinhos de brinquedo(...) O que faz um líder político ou uma nação inteira quererem expandir-se indefinidamente, exigindo tudo para si? De novo, o orgulho. Ele é competitivo pela pró­pria natureza: é por isso que se expande indefinidamen­te. Se sou um homem orgulhoso, enquanto existir al­guém mais poderoso do que eu, ou mais rico, ou mais es­perto, esse será meu rival e meu inimigo.

Os cristãos estão com a razão: o orgulho é a causa principal da infelicidade em todas as nações e em todas as famílias desde que o mundo foi criado. Os outros ví­cios podem, às vezes, até mesmo congregar as pessoas: pode haver uma boa camaradagem, risos e piadas entre gente embriagada ou entre devassos. O orgulho, porém, sem­pre significa a inimizade - é a inimizade. E não só ini­mizade entre os homens, mas também entre o homem e Deus.
Em Deus defrontamos com algo que é, em todos os aspectos, infinitamente superior a nós. Se você não sabe que Deus é assim — e que, portanto, você não é nada comparado a Ele -, não sabe absolutamente nada sobre Deus. O homem orgulhoso sempre olha de cima para baixo para as outras pessoas e coisas: é claro que, fazen­do assim, não pode enxergar o que está acima de si.



C.S. Lewis, em "Cristianismo puro e simples"

INDAGAÇÕES SOBRE O CARPINTEIRO

“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...