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domingo, 2 de julho de 2017
O Amor me acolheu
O Amor me acolheu, mas minha alma retrocedeu,
culpada de pó e de pecado.
Mas, clarividente, o Amor, vendo-me hesitar
desde o momento em que entrei,
aproximou-se de mim, com doçura, perguntando-me
se precisava de alguma coisa.
“Um convidado” – respondi- “digno de estar aqui”.
O Amor disse: “Tu serás o convidado”.
“Eu? mau, ingrato? Ah! meu amado,
não posso olhar para ti”.
O Amor pegou-me pela mão e, sorrindo, respondeu-me:
“Quem fez esses olhos, senão eu?”.
“É verdade, Senhor, mas eu os manchei;
que a minha vergonha me leve onde mereço”.
“E não sabes” - perguntou o Amor - “Quem tomou todas as culpas sobre si?”.
“Meu Amado, então servirei”.
“Senta-te”, disse o Amor, “e disfruta destes manjares”.
Então sentei-me e comi.
George Hebert (Séc. XVII)
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
domingo, 19 de fevereiro de 2017
DIANTE DA LUZ
domingo, 8 de janeiro de 2017
terça-feira, 29 de novembro de 2016
No princípio era o amor...
«Deus diz: "Antes de nasceres, já te tinha sonhado". Quando compreendermos que Deus nos amou primeiro, mesmo antes de nós O amarmos, nos enchemos de assombro. A contemplação não é mais do que esta disposição em que a pessoa é agarrada toda inteira na surpresa do amor.
Todos nós temos feridas, mas há sobretudo, em cada um, o mistério da presença de Deus.»
Madre Teresa de Calcutá
domingo, 13 de novembro de 2016
O ESSENCIAL
«Só quando o coração do homem tiver encontrado esse manancial eterno de riquezas divinas, poderá renunciar, perfeitamente, aos bens que dividem os homens entre si.
É preciso que descubra a força do amor que encontra a sua origem em Deus.
É preciso que descubra o amor infinito de Deus por todos os homens, e que depositem nele toda a sua confiança.
É preciso que expurgue a religião de todos e qualquer elemento de hipocrisia, é preciso que viva o essencial da mensagem de Jesus: a abertura ao Espírito Santo, a compaixão pelos fracos e aflitos, pelos inimigos, a renúncia a todo o julgamento ou condenação dos outros.»
Jean Vanier
É preciso que descubra a força do amor que encontra a sua origem em Deus.
É preciso que descubra o amor infinito de Deus por todos os homens, e que depositem nele toda a sua confiança.
É preciso que expurgue a religião de todos e qualquer elemento de hipocrisia, é preciso que viva o essencial da mensagem de Jesus: a abertura ao Espírito Santo, a compaixão pelos fracos e aflitos, pelos inimigos, a renúncia a todo o julgamento ou condenação dos outros.»
Jean Vanier
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Deus ama-me exactamente como sou
Henri Caffarel conta uma história passada em Itália em fins do séc. XVIII, num convento em construção na encosta dos Apeninos: o prior do convento chamou o arquitecto e mandou-lhe construir uma cela isolada sem janelas, com frinchas que apenas deixassem entrar alguns raios de sol; nada mais dentro da cela a não ser uma inscrição com estas palavras: «Amo-te exactamente como és». Nessa cela, ia ser proibido qualquer pensamento ou tema de meditação para além deste: «Deus ama-me infinitamente, ternamente, Deus ama-me exactamente como sou». A cela destinava-se a algum monge que andasse triste ou ansioso a perguntar-se «como é que o Senhor pode amar alguém como eu?».
Quem não sabe amar a Deus entre na cela do monge e deixe-se lá ficar; veja a inscrição na parede e não pense em mais nada. «Deus que te ama gratuitamente, te ensinará a amar.»
Luís Rocha e Melo, in"Se tu soubesses o dom de Deus"
terça-feira, 13 de setembro de 2016
segunda-feira, 20 de junho de 2016
"Qual é o teu tormento?"
«Não é apenas o amor a Deus que tem por substância a atenção. O amor ao próximo, que sabemos ser o mesmo amor, é feito da mesma substância. Os infelizes não precisam de outra coisa neste mundo que de homens capazes de lhes prestarem atenção. A capacidade de prestar atenção a um infeliz é uma coisa muito rara, muito difícil; é quase um milagre, é um milagre. (...)
A plenitude do amor ao próximo é simplesmente ser capaz de lhe perguntar: “Qual é o teu tormento?” É saber que o infeliz existe, não como unidade numa colecção, não como um exemplar da categoria social etiquetada “infelizes”, mas enquanto homem exactamente semelhante a nós, que foi um dia atingido e marcado com uma marca inimitável pela infelicidade. Para isso é suficiente, mas indispensável, saber pousar sobre ele um certo olhar.
Este olhar é em primeiro lugar um olhar atento, em que a alma se esvazia de todo o conteúdo próprio para receber nela mesma o ser que olha tal como ele é, em toda a sua verdade. Disto só é capaz aquele que é capaz de atenção.»
Simone Weil
segunda-feira, 16 de maio de 2016
QUE SIGNIFICA AMAR?
«Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. (...)
Dia após dia, tocados pela sua compaixão, podemos também nós tornar-nos compassivos para com todos.»
Papa Francisco, in “Misericordiae Vultus” (“O rosto da Misericórdia”) - Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia
«Que significa amar?
Amar um ser é esperar nele para sempre.
Amar um ser é não o julgar; julgar um ser é identificá-lo com aquilo que dele se conhece. «Agora, conheço-te. Agora julgo-te. Sei aquilo que vales»... Isto representa matar um ser.
Amar um ser é esperar sempre dele algo de novo, algo de melhor.
Pensai, por exemplo, em Maria Madalena: Cristo esperava dela algo que ninguém tinha conseguido descobrir e amou-a tanto, perdoou-lhe tão generosamente que dela obteve o amor mais puro e mais fiel e, admirados, todos à sua volta comentavam: «Será possível que ela seja assim?! Tínhamo-la julgado, pensávamos conhecê-la, haviamo-la condenado e tudo porque nunca fora convenientemente amada...»
Cristo amou-a com tal perfeição que a tornou aquilo que os outros, pobres e desconfiados, demasiado avarentos de amor, não tinham sido capazes de suscitar nela.
Cristo aguardava, esperava tudo de toda a gente. Fazia surgir, ao Seu redor, vocações, amizades e generosidades; e todos os que supunham conhecer de longa data aqueles personagens, ficavam perplexos: «Como? Zaqueu tornou-se generoso? Maria Madalena tornou-se pura e fiel? Tomé tornou-se crente? Mateus, o publicano, feito Apóstolo? E todos esses pobres, todos esses pecadores se transformaram em apóstolos e santos?... Como é possível?»
Alguém os tinha amado, tinha acreditado neles.
Louis Evely, in "Fraternidade e Evangelho"
Dia após dia, tocados pela sua compaixão, podemos também nós tornar-nos compassivos para com todos.»
Papa Francisco, in “Misericordiae Vultus” (“O rosto da Misericórdia”) - Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia
«Que significa amar?
Amar um ser é esperar nele para sempre.
Amar um ser é não o julgar; julgar um ser é identificá-lo com aquilo que dele se conhece. «Agora, conheço-te. Agora julgo-te. Sei aquilo que vales»... Isto representa matar um ser.
Amar um ser é esperar sempre dele algo de novo, algo de melhor.
Pensai, por exemplo, em Maria Madalena: Cristo esperava dela algo que ninguém tinha conseguido descobrir e amou-a tanto, perdoou-lhe tão generosamente que dela obteve o amor mais puro e mais fiel e, admirados, todos à sua volta comentavam: «Será possível que ela seja assim?! Tínhamo-la julgado, pensávamos conhecê-la, haviamo-la condenado e tudo porque nunca fora convenientemente amada...»
Cristo amou-a com tal perfeição que a tornou aquilo que os outros, pobres e desconfiados, demasiado avarentos de amor, não tinham sido capazes de suscitar nela.
Cristo aguardava, esperava tudo de toda a gente. Fazia surgir, ao Seu redor, vocações, amizades e generosidades; e todos os que supunham conhecer de longa data aqueles personagens, ficavam perplexos: «Como? Zaqueu tornou-se generoso? Maria Madalena tornou-se pura e fiel? Tomé tornou-se crente? Mateus, o publicano, feito Apóstolo? E todos esses pobres, todos esses pecadores se transformaram em apóstolos e santos?... Como é possível?»
Alguém os tinha amado, tinha acreditado neles.
Louis Evely, in "Fraternidade e Evangelho"
sábado, 14 de maio de 2016
«Vede como eles se amam!»
O que é um cristão? Como se reconhece um cristão?
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35)
“Dou-vos um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo 13, 34)
Tertuliano, considerado um dos pais da igreja, testemunhou o espanto dos que não eram cristãos quando olhavam para o comportamento dos cristãos:
«Vede como eles se amam!»
Os primeiros cristãos levavam as palavras e ensinamentos de Jesus tão a sério que os pagãos exclamavam, admirados:
«Vede como eles se amam!»
No fundo, eles apercebiam-se de como a palavra dos seus lábios se repercutia na palavra da sua vida.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
SOBRE O PEITO DE JESUS
Estou de acordo com Orígenes: para captarmos o significado profundo do Evangelho de João, precisamos reclinar a cabeça sobre o peito de Jesus
quinta-feira, 17 de março de 2016
QUEM RESISTE A UM OLHAR PLENO DE AMOR E TERNURA?
Imagem: Peter's Denial - Carl Heinrich Bloch, pintor dinamarquês, Séc. XIX
«Os perdões arrogantes geram revolta; os reticentes esmagam; os sem amor não conseguem libertar nem salvar. Só o verdadeiro perdão, fruto de um amor puríssimo, pode fazer brotar uma nascente de vida no coração do infiel e regenerar quem fracassou no amor fazendo-o renascer para ele.
Também para Deus, e antes de mais para Deus, perdoar é amar, amar com um amor tal que faça surgir na escuridão e na impureza da alma um amor inteiramente novo que a purifica, transforma e encaminha para uma perfeição também inteiramente nova.
Pensemos no olhar de Cristo sobre Pedro quando este acabou de negá-lo... Não foi, como toda a certeza, um olhar de censura ou de cólera. Foi, o que é muito mais terrível, um olhar de amor, de amor intenso, exprimindo uma ternura mais solícita, mais calorosa e mais envolvente que nunca.
Pedro não pôde resistir-lhe; partiu-se-lhe o coração e soltaram-se-lhe as lágrimas, ao mesmo tempo amargas e doces. Simultaneamente, pela ação conjugada do olhar de Jesus e do Espírito de Cristo operando nele, um amor novo apoderou-se de todo o seu ser. De tal modo que, poucos dias depois da sua negação, ele ousou afirmar sem hesitações: «Tu sabes que eu sou deveras teu amigo». E Pedro não mente: esse amor novo que o olhar do seu Mestre fez jorrar nele levá-lo-á ao dom da sua vida numa cruz, depois de uma existência passada a pregar às multidões o amor com que Deus nos ama.»
Henri Caffarel, in "Nas Encruzilhadas do Amor"
domingo, 6 de março de 2016
UMA VIDA BEM-AVENTURADA
«Através de Jesus sabemos que Deus é bom e nos ama.
Não necessitamos de saber muito mais.»
[Karl Rahner]
quarta-feira, 2 de março de 2016
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
É NO AMOR QUE NASCEMOS DE DEUS
«A história de Jesus nos diz que não dependemos de nascimentos palacianos ou ditos normais. É no amor que nascemos de Deus e para uma vida bonita.»
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
UM AMOR SEM MEDIDA
«Só percebe a necessidade do perdão quem experimenta a força
extraordinária do Amor. Quem descobre como Deus esteve sempre a seu lado, como
Deus o abraçou quando esteve caído, como Deus o vai conduzindo a uma maior
fortaleza, a um maior compromisso de Amor. (...)
Perante as marcas do desamor em nós, os arranhões da ofensa,
as ruturas do sofrimento, só o excesso de amor (e o perdão é isso, um excesso
de amor) pode restabelecer a unidade da imagem e semelhança de Deus em nós. Só
o excesso de Amor permite compreender o perdão. Este perdão imprevisível, este
perdão sem condições nem medida, este perdão capaz de nos fazer levantar.»
José Tolentino Mendonça, in Pai-nosso que estais na terra
quarta-feira, 10 de junho de 2015
QUEM CONFIAR NO AMOR
«Quem confiar no amor que aprecia, gera e resgata a vida, e a ele se confiar, será salvo. Quem duvidar e dele se separar, defendendo a vida só para si, mesmo à custa da vida de outros, perder-se-á.»
sexta-feira, 5 de junho de 2015
O HUMANO TÃO PURAMENTE HUMANO
«Não é quando nos distanciamos do humano que nos aproximamos de Deus. É quando aterramos na sua maior profundidade que tocamos o divino.
Haverá algo mais divino que a humanidade de Jesus?
Jesus é uma lição sem fim. Lição que não vem de qualquer cátedra, mas que tem a argamassa de uma vida tão humanamente cheia.
O humano tão puramente humano (tão inteiramente humano!) de Jesus é uma respiração divina, um enclave da eternidade pelas inclementes estradas do tempo.
Divina é esta humanidade sem freio, é esta franqueza sem constrangimentos, é este amor sem vacilação, é esta entrega sem limites.»
Texto adaptado a partir de: http://theosfera.blogs.sapo.pt/convite-a-interioridade-2908…
quarta-feira, 1 de abril de 2015
O AUGE DO AMOR
«Na cruz, o Cristo encontra-se no ápice do poder... exactamente porque Ele se encontra no auge do amor! Ele mostra, então, que o verdadeiro poder é o amor e que nada é possível contra o amor.
Não é possível impedir o Cristo de amar: "Perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem..." Até ao último instante, Ele é o mais forte. E Ele é o mais forte, na extrema fraqueza!»
Jean-Yves Leloup, em "Amar... apesar de tudo"
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INDAGAÇÕES SOBRE O CARPINTEIRO
“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...
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A Vilma do blog - Coisas de mim , desafiou-me para falar das características que mais me marcam na pessoa de Jesus. É com prazer e alegria q...
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Comecei há pouco dias a ler um livro de Henri Nouwen - "O regresso do filho pródigo". A escrita deste livro tem origem num encontr...