Cinco festivais que ainda quero ir
O Carlos Soares, companheiro de festivais pelo mundo, vez em quando insiste, mas reforço que nunca irei ao Festival de Glastonbury, afinal “ya no tengo fuerzas para correr la maratón”. Mas há festivais que, um dia, ainda quero visitar. Um Top 5 rápido?
1) Roskilde Festival, Dinamarca
Acho incrível que rodei boa parte da Europa (atrás de shows e festivais) e nunca estive na Dinamarca. O Roskilde é um sonho pessoal…
2) Fuji Rock e Rockin’on Sonic, Japão
Viajar, para mim, sempre foi o que eu estava fazendo quando não estava vendo shows. Dai que toda vez que penso no Oriente, penso no Fuji Rock. O Sonic, festival da revista de música Rockin’on, tem me feito sonhar também…
3) Rock en Seine, Paris
Nunca é preciso desculpas para ir a Paris, mas que tal um festival com line-up caprichado (sempre) a beira do Rio Sena, com queijo brie e champagne nas barracas? Quero.
4) Iceland Airwaves, Reykjavík
O mais longe que fui por uma banda foi… Oslo. Lá vi o Manic Street Preachers e, de quebra, o My Bloody Valentine no Norwegian Wood Festival (conto aqui). O fato do Manics ter me atraido até lá fez com que eu vencesse o pavor dos altos preços escandinávos e retornasse ao país no ano seguinte para ver Neutral Milk Hotel, Sharon Van Etten e mais um punhado de bandas incríveis no Oya (relembre) e, de quebra, esbarrasse com Chrissie Hynde, Television e Neil Young no Stockholm Music & Arts (leia aqui). Mas ainda quero ir a Reykjavík e quero ir no Iceland Airwaves. Bora, “Estação Islândia” <3
5) Paredes de Coura, Portugal
A ideia dessa listinha surgiu porque eu não queria só falar que o Paredes de Coura é um festival incrível que eu sonho em ir, mas que ele está no nível de desejo de festivais em Paris, Tokyo e Reykjavík. Mea culpa: rodei quase toda a Europa, mas… nunca estive em Portugal. É um pecado imenso, que só aumenta se pensar que, de 15 anos pra cá, a música portuguesa cavou um espaço no meu coração. Dai que tanto o Primavera Porto quanto o North Festival são destinos de desejo, mas o Paredes de Coura é sempre um festival que me faz sorrir quando vejo o line-up…
maio 20, 2026 Encha o copo
Uma (ou duas) música(s) por dia: Idlewild
DIA 30: “Uma música que te lembra você mesmo”
Para encerrar esse desafio de 30 músicas em 30 dias (com alguns pequenos intervalos, afinal, meu Instagram, minhas regras), a primeira canção que pensei é uma música que amo de Roddy Woomble, vocalista do Idlewild, canção que dá título ao seu primeiro disco solo, “My Secret is My Silence”.
Mas, para pregar uma peça em mim mesmo, decidi escolher “American English”, do Idlewild.
Não sei se você conhece o Idlewild, um grupo escocês que soava – nos primeiros discos – como um Smiths passado pelo furacão grunge, algo que conquistou um séquito de fãs cult no início da carreira, mas que me pegou realmente com “The Remote Part” (2002), terceiro disco da carreira da banda, e sinal de maturidade e bom gosto musical dos caras.
“American English”, o single do disco, é uma metalinguagem sobre a própria música, refletindo sobre as conexões pessoais que os ouvintes fazem com canções escritas por pessoas que elas acham que conhecem, quando, na verdade, são completos estranhos (um tema, inclusive, que tenho revisitado bastante nas conversas sobre o livro do Scream & Yell, essa relação meio absurda de fã e artista).
Dai que nada como terminar um desafio que pede “uma música que te lembra você mesmo” cantando “The good songs weren’t written for you /
They’ll never be about you”.
Ainda assim, vou postar na sequencia outra contando uma historinha e fazendo algumas conexões…
“American English”, Idlewild
canção presente no disco “The Remote Part” (2002)
Songs when they’re true are all dedicated to you
And this invisible world I choose to live in
And if you believe that then now I understand
Why words mean so much to you:
They’ll never be about you
And maybe you’re young without youth
Or maybe you’re old without knowing anything’s true
I think you’re young without youth
Then you contract the American Dream
You never look up once
You’ve contracted American Dreams
I require you to stop and look up
Sing a song about myself
Keep singing a song about myself
Not some invisible world
[Verse 2]
Constantly searching to find something new
But what will you find when you think that nothing’s true?
Maybe it’s that nothing is new
So you let me hear songs that were written all about you
The good songs weren’t written for you
They’ll never be about you
Then you contract the American Dream
You never look up once
You’ve contracted American Dreams
I require you to stop and look up
Sing a song about myself
Keep singing a song about myself
Not some invisible world
And I won’t tell you what this means
‘Cause you already know
And I won’t tell you what this means
‘Cause you already know
And you came along and found the weak spot
(Sing a song about myself)
That you always wanted
(Keep singing a song about myself)
Let yourself be everything that you’ve always wanted
(Not some invisible world)
It doesn’t have to be so decided
(Sing a song about myself)
But you’ve always wanted
(Keep singing a song about myself)
No need for explanations
**
Desde a primeira vez que ouvi “My Secret is My Silence” (2006) que ela me remete a trilha sonora de “Gangues de Nova York” (2002), de Martin Scorsese, ao maravilhoso “The Seeger Sessions” (2006), de Bruce Springsteen, e a lendária caixa de discos “Anthology of American Folk Music” (lançada originalmente em 1952 com gravações de 1920 e 1930), numa época em que eu estava muito fissurado nas raízes dessa canção folk antiga europeia, que foi para a América junto com os primeiros povos germânicos que ocuparam o “novo mundo”.
E está tudo em “My Secret is My Silence”: a chuva, o vento, a melancolia de uma ilha europeia afundada em um inverno (aparentemente) interminável. Talvez seja isso que me conecta com Roddy Woomble, a aparente infinitude da melancolia.
Ao falar sobre “Sadness”, canção que abre o primeiro disco do Porno For Pyros, Perry Farrel dizia que a felicidade era boa apenas por uma hora (você também lembrou Vinicius?), e ainda que seja óbvio que o inverno (europeu) tem fim e que a melancolia, como num passe de mágica, possa desaparecer, o “estar melancólico” parece eterno, tal qual o inverno, tal qual essa canção em que “your sadness tastes like whisky and my body breathes the same”.
Coisas que essa canção me lembra: num hostel em Glasgow, certa vez, puxei conversa com um jovem inglês – com cara de nerd e não mais que 20 anos – no quarto. Ele ia ao mesmo festival que eu (T In The Park), pois era “big fan” do R.E.M., mas tinha planos para os outros dias: “Vou fazer um tour de golfe pelas highlands”! Nunca me esquecerei disso (essa também é uma canção sobre as highlands, verdadeiras e metafóricas – semanas atrás, @lili_callegari veio com um papo que queria conhecer – e pintar – as highlands, o que me fez mergulhar nesse turbilhão todo novamente).
Também conecto “I’m sick of living in these buildings / That were built in blood and rain” com o “vem morar comigo nesse apartamento / estamos uns sobre os outros / e temos satisfação”, de Wado em “Pavão Macaco”
E ainda de “And my silence is in vain” com “I’m just one of many gave a love in vain” de “Forgiven”, do Echo
“My Secret is My Silence”, Roddy Womble
do álbum solo “My Secret is My Silence”, de 2006
If you never leave the highlands
Like you’re drowning under rain
And your sadness tastes like whiskey
And my body breathes the same
And i’ll drain my wisdom empty
Just to feel that space again
But you know nothing is as silent
And my secret is my silence
My secret is my silence
And my silence is in vain
I’m sick of living in these buildings
That were built in blood and rain
But from the warm side of the window
The views always look the same
But your face it held the stories
Full of dreams it can’t contain
But you know nothing is as silent
And my secret is my silence
My secret is my silence
And my silence is in vain
You might also like
Act Iv
Roddy Woomble
Every Line Of A Long Moment
Roddy Woomble
A New Day Has Begun
Roddy Woomble
But you know nothing is as silent
And my secret is my silence
Any my secret is my silence
And my silence is in vain
And you held on to a country
From the kailyard to the grave
And you spoke in quickly written verses
Hidden in your gaelic name
To approach land without a harbour
To find your way home
And you approach land without a harbour
And find your way home
And you approach land without a harbour
And find your way home
And you approach land without a harbour
And find your way home
And you approach land without a harbour
And find your way home
And you approach land without a harbour
And find your way home
By a nicotine flame
But you know nothing is as silent
And my secret is my silence
Any my secret is my silence
And my silence is in vain
maio 10, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: Minha Fama de Mau
DIA 29: “Uma música que lembra a sua infância”
A primeira coisa que me veio a cabeça foram as histórias do Barbapapa, lançadas em compacto no Brasil na década de 70. Eventualmente havia música nas histórias, mas não me lembro de nenhuma (embora a voz dos personagens pareça clara em minha memória).
Música, música mesmo, uma das lembranças afetivas é “Minha Fama de Mau”, dueto de Erasmo Carlos com Rita Lee, presente no álbum “Erasmo Convida” , de 1980. A Rita Lee que permanece na minha memória, mesmo após eu vê-la algumas vezes ao vivo na década seguinte, é a desse dueto, brincando e se divertindo com Erasmo no final dessa versão. Amo! <3
maio 8, 2026 Encha o copo
Uma (ou duas) música(s) por dia: Cole e Dulli
DIA 28: “Uma música – ou duas – de um artista que você ama a voz”
Amo a voz de Lloyd Cole desde os tempos do Commotions, e amo também suas covers.
Na minha LastFM, “The Young Idealists”, de sua carreira solo (uma canção que começa com a frase “Eu sei que disse que era a favor de uma resolução pacífica” e, pouco depois, fala em “sinergia”, essa palavra odiada), é a música que mais ouvi dele.
Logo depois vem as versões de “Chelsea Hotel No. 2” (olha o Cohen novamente na área), seguida de “Si Tu Dois Partir” (uma canção de Dylan de 1965 chamada “If You Gotta Go, Go” que ele nunca registrou em seus álbuns oficiais, mas foi resgatada nas “The Bootleg Series Volumes 1–3”, de 1991 – a versão em francês foi lançada pelo Fairport Convention em 1968, e essa do Lloyd apareceu primeiro na deliciosa coletânea “Pop Romantique”, de 1999, que ainda traz Luna, The Apples In Stereo, Air e Magnetic Fields, todos gravando “French Pop Classics”) e de sua cover para “I Just Don’t Know What to Do with Myself”. Só na quinta posição aparece “Perfect Skin”.
“People Ain’t No Good” é uma canção – de partir o coração – que Nick Cave compôs e lançou na obra prima “The Boatman’s Call”, de 1997. Lloyd Cole a registrou no álbum “Music in a Foreign Language”, de 2003, mas aqui ela aparece também numa bela versão ao vivo.
“People Ain’t No Good”
Nick Cave & The Bad Seeds
People just ain’t no good
I think that’s well understood
You can see it everywhere you look
People just ain’t no good
We were married under cherry trees
Under blossom we made our vows
All the blossoms come sailing down
Through the streets and through the playgrounds
The sun would stream on the sheets
Awoken by the morning bird
We’d buy the Sunday newspapers
And never read a single word
People, they ain’t no good
People, they ain’t no good
People, they ain’t no good
Seasons came, seasons went
The winter stripped the blossoms bare
A different tree now lines the streets
Shaking its fists in the air
The winter slammed us like a fist
The windows rattlin’ in the gales
To which she drew the curtains
Made out of her wedding veils
People, they ain’t no good
People, they ain’t no good
People, they ain’t no good at all
To our love, send a dozen white lilies
To our love, send a coffin of wood
To our love, let all the pink-eyed pigeons coo
That people, they just ain’t no good
To our love, send back all the letters
To our love, a valentine of blood
To our love, let all the jilted lovers cry
That people, they just ain’t no good
It ain’t that in their hearts they’re bad
They can comfort you, some even try
They nurse you when you’re ill of health
They bury you when you go and die
It ain’t that in their hearts they’re bad
They’d stick by you if they could
Ah, but that’s just bullshit, baby
People just ain’t no good
People, they ain’t no good
People, they ain’t no good
People, they ain’t no good at all
Ps. Lloyd Cole não era a minha primeira opção nessa “tarefa”, mas ele merece muito estar aqui. Porém, vou quebrar o protocolo e postar, na sequencia, outra música de um outro artista que eu amo a voz..
Na verdade, a voz de Greg Dulli deveria ser a “parte 1”, pois foi a primeira que pensei, mas Lloyd Cole também é uma escolha especial.
Porém, meu blog, meu “desafio de música em 30 dias”, minhas regras.
Então bora de Afghan Whigs também, outra banda de covers fodas. “Miss World”, por exemplo, é uma canção do Hole, de Courtney Love, presente em “Live Through This”.
Greg Dulli e seus comparsas subvertem o arranjo numa versão dolorida, jazzy, de arrepiar, que saiu como b-side do single “Somethin’ Hot”, e depois apareceu na reedição dupla em vinil do álbum “1965” lançada em 2013..
Um clássico.
***
“Miss World”, do Hole, com Afghan Whigs
I’m Miss World
Somebody kill me
Kill me pills
No one cares, my friend
My friend
I’m Miss World
Watch me break
And watch me burn
Nobody’s listening, my friends
Yeah
I made my bed, I’ll lie in it
I made my bed, I’ll die in it
I made my bed, I’ll lie in it
I made my bed, I’ll die…
Kill girls watch
When I eat ether
Suck me under
Maybe forever, my friend
Yeah
My friends
Yeah
I made my bed, I’ll lie in it
I made my bed, I’ll die in it
I made my bed, I’ll lie in it
Made my bed, I’ll die in it
maio 7, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: Hallelujah
DIA 27: “Uma música que machuca o seu coração”
Vixi, são tantas.
Que tal uma playlist?
– “Atmosphere”, Joy Division
– “L’Avventura”, Legião Urbana
– “Forgiven”, Echo and The Bunnymen
– “Por Favor, Mente”, Tom Bloch
– “Broken Heart”, Spiritualized
– “Dizem”, OAEOZ
– “Lady Stardust (Demo)”, David Bowie
– “O Teatro dos Vampiros (Acústico MTV)”, Legião Urbana
– “No Surprises”, Radiohead
– “Tudo Vai Ficar Bem” / “Agridoce”, Pato Fu
– “Canción para mi Muerte”, Sui Generis
– “Um jeito especial de dar errado”, Lestics
– “Los dinosaurios”, Charly García
Mas para cumprir essa “tarefa” vou com uma canção que até já ganhou um filme! Quantas canções você conhece que receberam a honraria de ter uma cinebiografia?
“Hallelujah”, de Leonard Cohen, permanece até hoje sendo um mistério que o próprio autor nunca conseguiu decifrar: “Se eu soubesse de onde vêm as músicas, eu iria lá com mais frequência”, diz ele em “Hallelujah: Leonard Cohen, a Journey, a Song”, de Dan Geller e Dayna Goldfine (2022).
Na ótima biografia escrita por Sylvie Simmons, “I’m Your Man”, ela conta: “‘Hallelujah’ levou quatro anos para ser composta. Quando Larry ‘Ratso’ Sloman o entrevistou em 1984, Leonard mostrou uma pilha de cadernos, ‘livro atrás de livro cheios de versos para a canção que ele na época chamava de ‘The Other Hallelujah’”.
Leonard guardou 80 versos e descartou outros tantos. Mesmo após a edição final, Leonard tinha dois finais diferentes para ‘Hallelujah’”.
O fracasso do álbum, que a gravadora não quis lançar nos EUA, e acabou saindo tempos depois por um selo microscópico, fez com que Leonard Cohen experimentasse versos diferentes (e ainda mais densos) nos shows posteriores, criando uma segunda versão.
Quando o tributo “I’m Your Fan” (com Pixies, R.E.M., Nick Cave e muitos outros cantando canções de Cohen) começou a ser produzido, John Cale (Velvet Underground) pediu versos diferentes à Cohen para criar sua própria versão, que anos depois alcançaria Jeff Buckley, que colocaria essa terceira versão da música no Olimpo pop.
Escolho ela lembrando esse video que fiz de Cohen em 2008: não consegui filmar e enxugar as lágrimas ao mesmo tempo…
maio 6, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: Odio El Amor
DIA 26: “Uma música que te dá vontade de se apaixonar”
A paixão tem algo de encantador, mas também de insano, quase doentio, pois apaixonar-se é um estado de caos que é muito divertido durante um tempo, mas perde um pouco de sua “beleza” quando se aprende a amar. E, pra mim, uma das canções que melhor resume essa sensação de estar apaixonado é “Odio El Amor”, que o argentino Rubin lançou em seu primeiro EP, “Viva La Vida”, de 2004 (muito antes do Coldplay), e a escolheu para abrir seu pungente primeiro disco, “Esperando El Fin Del Mundo” (2006).
Rubin desenha com extrema destreza essa sensação maluca de estar apaixonado e… odiar o amor, esse espaço de tempo enlouquecedor entre a paixão se materializar na gente sem que o outro, muitas vezes, saiba, e o romance se concretizar (ou não, tive uma cota acentuada de platonismos). Esse fragmento de tempo em que “mudamos” de opinião em questão de segundos (“odeio as canções do Paul e andar de mãos dadas junto ao mar MAS se vocè está aqui, não tenho tempo para perder em solidão” – risos). Apaixonar-se é um delicioso delírio incrível… mas amar é melhor :~
*****
“Odio el amor”, Rubin
Odio el amor
la primavera y el sol
la luna y todo lo demás
Odio el calor.
y las canciones de Paul
Ir de la mano junto al mar
Pero si estás
no tengo tiempo de más
para perder en soledad
No es tan difícil dejarme llevar
pero me pierdo si no estás
Odio el ayer
y lo que vino después
que no me deja respirar
Odio a mis ex
y a cada amor de mis ex
Ir a tu casa y esperar
Pero si estás
Todo parece cambiar
y el viento deja de soplar.
No es tan difícil dejarme llevar
pero me pierdo si no estás.
Ella pasó, vino y se fue
¿Qué debo hacer
para que quiera volver?
Pero si estás
no tengo tiempo de más
para perder en soledad
No es tan difícil dejarme llevar
pero me pierdo si no estás
(Siempre) me pierdo si no estás
maio 5, 2026 Encha o copo
Top 10 Abril de 2026 no Scream & Yell
TOP 10 TEXTOS MAIS LIDOS – ABRIL DE 2026
01) Cinema: “Pânico 7”, por Leandro Luz (aqui)
02) “Andar Na Pedra: A História dos Raimundos”, por Davi Caro (aqui)
03) 10 canções de Alvin L, por Marcelo Costa (aqui)
04) O baile da saudade punk do PIL, por Marcelo Costa (aqui)
05) Série: “Anos Novos”, por Manoel Magalhães (aqui)
06) Bad Religion ao vivo em SP, por Marcelo Costa (aqui)
07) Entrevista: Steve Von Till (Neurosis), por Luiz Mazetto (aqui)
08) Entrevista: Romulo Froes, por Fabio Machado (aqui)
09) Mac DeMarco ao vivo em SP, por Alexandre Lopes (aqui)
10) 1º No Hope Fest SP: por Fabio Machado (aqui)
VIA GOOGLE:
01) Matérias Antológicas: The Clash por Lester Bangs (aqui)
02) Entrevista: Alvin L, por Ananda Zambi (aqui)
03) As 30 músicas mais tocadas de Aldir Blanc (aqui)
MAIS LIDAS POR TEMPO MÉDIO
01) Entrevista: Manual do Jornalismo Musical (aqui)
02) Wilco ao vivo sem Nels Cline, por Bruno Capelas (aqui)
03) Cinema: “mother!”, de Darren Aronofsky, por Mac (aqui)
O EDITOR RECOMENDA: MARÇO
01) Entrevista: Steve Gunn, por Heberton Barreira (aqui)
02) Entrevista: Fernando Catatau, por Fabio Machado (aqui)
03) Entrevista: Rita Braga, por Pedro Salgado (aqui)
TOP 10: Apenas textos de 2026 (quatro meses)
01) Melhores do Ano Scream & Yell 2025 (aqui)
02) Andar Na Pedra: A História dos Raimundos”, por Davi Caro (aqui)
03) Cinema: “Pânico 7”, por Leandro Luz (aqui)
04) APCA lista os 100 melhores discos de 2025 (aqui)
05) Cinema: “A Única Saída”, por Heloisa Lisboa (aqui)
06) 10 canções de Alvin L, por Marcelo Costa (aqui)
07) Make-up Is a Lie”, de Morrissey, por Marco Barbosa (aqui)
08) Test e Mr. Bungle em SP, por Fabio Machado (aqui)
09) 12 shows do Lollapalooza Brasil 2026, por Bruno Capelas (aqui)
10) Faixa a faixa: “Interdimensional”, por Guilherme Arantes (aqui)
TOP 10 – Sem textos publicados em 2026
01) O sexo no cinema brasileiro, por Renan Guerra (aqui) 2016
02) Top 100 cenas de nudez no cinema (aqui) 2009
03) Cinema: “Amores à Parte”, por Leandro Luz (aqui) 2025
04) Matérias Antológicas: The Clash por Lester Bangs (aqui) 2019
05) Cinema: “O Agente Secreto”, por João Paulo Barreto (aqui) 2025
07) Os 10 filmes de Wong Kar-Wai, por Marcelo Costa (aqui) 2022
08) Discografia comentada: Gal Costa, por Renan Guerra (aqui) 2020
09) Cinema: “O Agente Secreto”, por Leandro Luz (aqui)
10) Cinema: “Tipos de Gentileza”, por Marcelo Costa (aqui) 2024
TOP 10 GERAL 2026
01) Melhores do Ano Scream & Yell 2025 (aqui)
02) Andar Na Pedra: A História dos Raimundos”, por Davi Caro (aqui)
03) O sexo no cinema brasileiro, por Renan Guerra (aqui)
04) Top 100 cenas de nudez no cinema (aqui)
05) Cinema: “Pânico 7”, por Leandro Luz (aqui)
06) APCA lista os 100 melhores discos de 2025 (aqui)
07) Cinema: “A Única Saída”, por Heloisa Lisboa (aqui)
08) Cinema: “Amores à Parte”, por Leandro Luz (aqui)
09) 10 canções de Alvin L, por Marcelo Costa (aqui)
10) Make-up Is a Lie”, de Morrissey, por Marco Barbosa (aqui)
Confira os textos mais lidos no Scream & Yell nos meses anteriores
maio 4, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: “Queen of Denmark”
DIA 25: “Uma música de um artista que já morreu”
“Queen of Denmark” é a faixa título do primeiro álbum solo do músico John Grant, ex-vocalista do The Czars, lançado em 2010.
Dois anos depois, Sinéad O’Connor tomou “Queen of Denmark” pra si numa versão de estúdio poderosa registrada em seu penúltimo álbum, “How About I Be Me (and You Be You)?”, de 2012.
Eles chegaram a interpretá-la ao vivo juntos, e colaboraram em outras canções.
Sinéad nos deixou em 2023, aos 56 anos.
Essa é minha interpretação favorita de Sinéad. Como eu queria ter tido a oportunidade de ter visto ela cantar essa (e tantas outras) ao vivo.
*
“Queen of Denmark”, Sinéad O’Connor
I wanted to change the world
But I could not even change my underwear
And when the shit got really really out of hand
I had it all the way up to my hairline
Which keeps receding like my self-confidence
As if I ever had any of that stuff anyway
I hope I didn’t destroy your celebration
Or your Bar Mitzvah, birthday party or your Christmas
You put me in this cage and threw away the key
It was this ‘us and them’ shit that did me in
You tell me that my life is based upon a lie
I casually mention that I pissed in your coffee
I hope you know that all I want from you is sex
To be with someone that looks smashing in athletic wear
And if your haircut isn’t right you’ll be dismissed
Get your walking papers and you can leave now
Don’t know what to want from this world
I really don’t know what to want from this world
I don’t know what it is you wanna want from me
You have no right to want anything from me at all
Why don’t you take it out on somebody else?
Why don’t you bore the shit out of somebody else?
Why don’t you tell somebody else that they’re selfish?
A weakling, coward, a pathetic fraud
Who’s gonna be the one to save me from myself?
You’d better bring your stun gun and perhaps a crowbar
You’d better pack a lunch and get up really early
And you should probably get down on your knees and pray
It’s really fun to look embarrassed all the time
Like you could never cut the mustard with the big boys
I really don’t know who the fuck you think you are
Can I please see your license and your registration?
Don’t know what to want from this world
I really don’t know what to want from this world
I don’t know what it is you wanna want from me
You have no right to want anything from me at all
Why don’t you take it out on somebody else?
Why don’t you bore the shit out of somebody else?
Why don’t you tell somebody else that they’re selfish?
A weakling, coward, a pathetic fraud
So Jesus hasn’t come in here to pick you up
You’ll still be sitting right there ten years from now
You’re just a sucker but we’ll see who gets the last laugh
Who knows, maybe you’ll be the next Queen of Denmark
maio 4, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: Electrolite
DIA 24: “Uma música de uma banda que você gostaria que ainda estivesse junta”
Ps. Eu estou nesse show do video abaixo (com a luz do celular ligada) no Rock Werchter, na Belgica!
****
“Electrolite”, R.E.M.
do álbum “New Adventures in Hi-Fi”, de 1996
Your eyes are burning holes through me
I’m gasoline
I’m burnin’ clean
Twentieth century, go to sleep
You’re Pleistocene
That is obscene
That is obscene
You are the star tonight
Your sun electric, outta sight
Your light eclipsed the moon tonight
Electrolite
You’re outta sight
If I ever want to fly
Mulholland Drive
I am alive
Hollywood is under me
I’m Martin Sheen
I’m Steve McQueen
I’m Jimmy Dean
You are the star tonight
Your sun electric, outta sight
Your light eclipsed the moon tonight
Electrolite
You’re outta sight
If you ever want to fly
Mulholland Drive
Up in the sky
Stand on a cliff and look down there
Don’t be scared, you are alive
You are alive
You are the star tonight
Your sun electric, outta sight
Your light eclipsed the moon tonight
Electrolite
You’re outta sight
Twentieth century, go to sleep
Really deep
We won’t blink
Your eyes are burning holes through me
I’m not scared
I’m outta here
I’m not scared
I’m outta here
maio 3, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: Mobral
DIA 23: “Uma música que todo mundo deveria escutar”
“Mobral”, Herbert Vianna
do álbum “Ê Batumaré” (1992)
Do que adiantam?
Placas, Bulas, instruções…
Do que adiantam?
Letras impressas das canções…
Do que adiantam?
Gestos educados, convenções…
Do que adiantam?
Emendas, constituições
Se o teto da escola caiu
Se a parede da escola sumiu
Sem dente o professor sorriu
Calado recebeu dez mil
E depois assistiu na TV
Em cadeia para todo Brasil
O projeto, a tal salvação
Prestou atenção e no entanto não viu
A merenda, que é só o que atrai
A cadeia para qual o rico vai
Despachantes, guichês, hospitais
E os letreiros de frente pra trás
Aos olhos de quem
Só aprendeu o bê-á-bá
Pra tirar carteira de trabalho
E não entendeu Zé Ramalho cantar:
“Vida de gado
Povo marcado
Povo feliz”
maio 2, 2026 Encha o copo
