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domingo, 10 de novembro de 2013

"Ranking" de escolas - Receita para uma fraude


Tomem-se quatro escolas.
1. Um colégio privado de luxo, caríssimo, frequentado exclusivamente pelos filhos da alta e altíssima burguesia, recheado de betinhos e betinhas com as vidas já apontadas para os cursos superiores que têm já o pai, a mãe, os irmãos mais velhos, todos estes com capacidade para enquadrarem e apoiarem os jovem estudantes, servidos em casa por empregada que lhes confecciona os lanches a horas (ou tira os caroços das cerejas, como fazia a empregada da “infeliz” mandatária para a juventude de José Sócrates), que têm nos seus quartos individuais computares topo de gama, etcetcetcetc... ad nausea.
2. Um colégio privado daqueles que vivem do roubo que alguns oportunistas organizaram, no sentido de desviar do ensino público as verbas que permitem a alunos que, embora com menor “poder de compra” ainda têm um ambiente familiar propício ao seu desempenho escolar e actividades lúdicas e transportes confortáveis para a escola, proporcionados pelos tais fundos roubados aos alunos mais necessitados do país.
3. Uma escola pública situada, digamos, numa pequena cidade ou vila do interior, onde tudo fica perto, onde a escola fica à distância de apenas uma ruas, permitindo o gozo de tempos livres entre amigos e família, em segurança e com qualidade de vida. Uma escola onde os mais pobres têm lugar, apoio público, em alguns casos, transportes fornecidos pela autarquia... e onde a meia dúzia de casos “complicados” vindos de famílias desfuncionais e outras realidades semelhantes, estão devidamente identificados e acompanhados.
4. Uma escola pública do subúrbio de uma grande cidade do litoral, com a sua mistura feita de muitas centenas (quando não são milhares) de alunos provenientes de famílias de trabalhadores do estado, de trabalhadores do privado com poucas posses, pescadores, operários, alunos vindos de todo o lado, desde bairros pacatos, aos chamados “problemáticos”, representando várias etnias, várias culturas, várias “línguas-mãe” e um empenhamento na aprendizagem que pode ir do razoável até ao zero.
Em todas estas escolas há excepções. Em todas há estudantes estúpidos como portas. Em todas há miúdos geniais... independente da ajuda ou do travão constituído pelo seu meio ambiente social e familiar.
Posto isto... digo eu, que pouco entendo de pedagogia, que não há forma de comparar estas escolas! Não há uma forma de juntar todas estas realidades diversas, a que se pode juntar a motivação, ou ausência de motivação de um corpo de docentes sujeitos diariamente a este habitat, que pode ir do prazeroso ao terror, da realização pessoal e profissional à humilhação das agressões sofridas dentro da sala de aula... e estabelecer uma classificação (ou ranking, que é mais fino) minimamente credível. A única forma de fazer uma hierarquização minimamente séria de escolas, nestas condições, seria levando a cabo estudos de uma tal complexidade que, a chegarem a algum lado, não seriam “legíveis” por pessoas fora do sistema.
Resultado: atiram-se os dados todos para dentro de um computador, mistura-se tudo, divide-se pelo número que tiver que se dividir... e dá um “ranking”. Ainda por cima, no caso deste “ranking” com que agora não se calam, recorreram apenas às médias das notas nuns exames... o que nunca servirá para definir uma escola, em toda a sua complexidade, mas apenas os alunos que fizeram esses exames específicos.

Desculpem estar a (tentar) ocupar um espaço tão grande do vosso domingo com esta divagação pela qual, provavelmente, pouco interesse terão, embora isso não me faça sentir sozinho, porque felizmente não estou... mas tudo isto vem a propósito de uma cena vista num canal de televisão, durante um noticiário.
Um senhor (de quem não fixei o nome) com ar moderado, sereno, dando mostras de dominar os temas de que estava a falar, explicava por palavras de uma simples e clara erudição, tudo isto que eu acabei de vos dizer desta minha forma atabalhoada, tentando demonstrar que um “ranking” de escolas, a ter alguma vez alguma utilidade (isto já sou eu que digo), teria que ser feito honestamente, separando o que não é miscível... não comparando o que é incomparável.
O pivot da televisão, sem o deixar sequer acabar o raciocínio, atira-lhe, cortante, e num tom de pouquíssimo velada censura:
- Quer dizer que o senhor está a desvalorizar estes números?!!!
E o “senhor”, realmente como um senhor, disse que não… e repetiu praticamente tudo o que tinha dito antes... mas numa linguagem própria para ser usada num infantário.
Atendendo ao facto de que o negócio do ensino privado envolve muitos milhões e que, não poucas vezes, roça a falcatrua, a fraude, a corrupção (é sempre bom ver, ou rever este trabalho jornalístico sobre o tema!), é evidente que esta teimosia em repetir que no “ranking” das escolas, as primeiras não sei quantas da lista são escolas privadas, constitui um gigantesco anúncio publicitário, a valer muito... e que alguém paga.
Resta saber quantos jornalistas e comentadores o fazem de forma corrupta, ou quantos apenas não se importam, para agradar aos patrões... de se fazerem passar por estúpidos.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Greve – O ministro e os moluscos



O miserável acanalhado que, por estes dias, ocupa o lugar de ministro da Educação, afinal sempre tinha outra data para os exames!
O miserável acanalhado que, por estes dias, ocupa o lugar de ministro da Educação, ressabiado com o resultado da greve, que esperaria um fracasso, à força da porca demagogia e mentiras que foi bolçando diariamente até à última hora, não resistiu à insolência de saudar os (poucos) que traíram os seus colegas (camaradas é outra coisa!) de profissão.
O miserável acanalhado que, por estes dias, ocupa o lugar de ministro da Educação, não resistiu à tentação de aumentar ainda mais a área de “terra queimada”... vindo, publicamente, insultar os professores que fizeram greve, ao classificar, por contraste, aqueles que furaram a greve, como “profissionais dedicados”.
Nuno Crato, que chegou a ser uma “esperança” para uns poucos, não consegue disfarçar o ódio que tem aos professores e à escola pública. Não consegue disfarçar o monumental fiasco que é a sua passagem pelo Ministério.
Mas, já que estamos em maré de saudações... também eu quero “saudar” os moluscos que furaram a greve, nalguns casos gente que nem sequer estava convocada e se deslocou propositadamente às escolas para trair a luta dos seus colegas de profissão.
Se algum destes moluscos vier, num futuro próximo, a recusar qualquer benefício conseguido pela luta e firmeza dos sindicatos, que resultem num recuo da parte do governo, preferindo alombar com o aumento de horário, cortes nos salários, deslocações de centenas de quilómetros para trabalhar, despedimentos, etc., etc... então cá estarei para aplaudir.
Se algum destes moluscos vier, num futuro próximo, recusar qualquer benefício conquistado pela luta e firmeza dos sindicatos, declarando publicamente que só devem ser contemplados aqueles que lutaram... então cá estarei para, também eu os saudar, mas dessa vez sem aspas, com o compromisso de retirar o “moluscos” com que hoje os baptizo e com um muito admirado respeito pela sua opção e coerência!

Ouça-se a gravação! – Antes que algum serviço do ministério a apague por acidente...


Não posso jurar qual das versões é verdadeira. Não estive na reunião em que, segundo Poiares Maduro, os sindicatos inviabilizaram uma nova data para exame proposta pelo governo... mas em que, segundo Mário Nogueira, o governo nunca fez tal proposta. Alguém mente!
O facto de Mário Nogueira, com tanta convicção, exigir a divulgação da gravação da reunião a fim de demonstrar a mentira do governo, leva-me a acreditar nele e na versão da “Fenprof”. Por várias razões:
1. Como já disse, pela convicção que leva Mário Nogueira a não ter medo de ver as gravações divulgadas.
2. Por achar, há muito tempo, que Mário Nogueira é um homem honesto.
3. Por não conhecer Poiares Maduro de parte nenhuma, só o podendo avaliar pelo facto de ser um “académico” que se rege por uma cartilha que o tornou convidável para integrar este governo de delinquentes “afascistados”.
A ser verdade que Poiares Maduro mentiu descaradamente sobre uma “narrativa” previamente gravada e que pode, se divulgada, desmenti-lo liminarmente... então aquele ar agarotado que ostenta por fora, corresponde igualmente ao conteúdo. Poiares Maduro não passará de mais um “garoto” que mente de forma irresponsável para se safar de uma alhada.
Mais, se realmente o ministro for desmentido pela gravação, para além de um “garoto” mentiroso, é também um “garoto” ignorante, pois devia saber que a reunião estava a ser gravada... e bastante estúpido, pois devia saber que não fica bem no currículo ser apanhado a “contrariar” uma gravação*.
Como disse a abrir, não posso jurar qual das versões é verdadeira. Não estive na reunião... mas o meu coração inclina-se ostensivamente para a versão do Mário Nogueira.
Para todos aqueles que disserem que, com esta posição, não estou a ser equidistante, que estou a ser preconceituoso, que estou a tomar partido por um dos lados... só tenho uma resposta: têm razão!
*A menos que, antes da divulgação da gravação, uns “técnicos” do ministério da ciência e tecnologia... consigam transformar o que lá está. Garanto-vos que, nos dias que correm, é das coisas mais corriqueiras de conseguir.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Vai buscar, ó Crato!!!


Estas são algumas das reflexões que levaram o colégio arbitral a fazer gorar as ilegítimas pretensões anti-greve do Governo em geral e de Crato em particular, ao quererem impor "serviços mínimos" aos professores em greve:
O colégio admite que esta greve, “sobretudo pelo sector que afecta”, poderá assumir “gravidade acrescida que a torna impopular”, mas frisa que tal não justifica “a imposição de qualquer limitação ao exercício do direito à greve dos trabalhadores envolvidos”.
Ou ainda:
“A instabilidade nos alunos e famílias já existe face ao conflito que há muito opõe o MEC e professores”.
Trau! – digo eu.
Cai assim por terra a arrogante ameaça de requisição civil, caso os professores resistissem a cumprir os serviços mínimos, feita pelo escroque, “grande educador” e enorme fraude ministerial que dá pelo nome de Crato.
Cai assim por terra a pateta convicção de alguns, que imaginam um Mário Nogueira meio abrutalhado (como devem ser todos os “comunas”)... e que não conheceria perfeitamente o alcance político e legal das causas e lutas em que se empenha.

Claro que o bandalho Crato, não por qualquer convicção... já que não é defendendo convicções que se faz o repelente trajecto político que ele fez, desde o maoismo fanático até esta outra porcaria que professa hoje... não por qualquer convicção, como dizia, mas por arrogância, pela mais abjecta demagogia à custa das crianças e jovens em cuja desgraça, empobrecimento e fome, colabora durante todos os dias que não sejam de exames... ou então por uma súbita vontade de "isaltinar"... vai recorrer

Ainda assim... e à espera de decisões realmente finais...
Um abraço a todos os professores com “coluna vertebral”! *
* Isto da "coluna vertebral" não significa qualquer falta de consideração pelos professores que têm uma opinião contrária e que o afirmam claramente... mas sim, retrata a minha completa falta de “respeito” por todos os outros, os do “NIM”, os que ficam em cima do muro à espera dos lucros que possam ter por não se meterem em nada... quer ganhem uns, quer ganhem os outros.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Nuno Crato – Não! Não digo!!!




Esta é uma das frases que o ministro da destruição do ensino público para lucro do ensino privado, o ex-furioso militante de extrema esquerda Nuno Crato, foi bolçar para uma televisão.

Disse também que os professores estão divididos quanto à greve. Grande descoberta! Sempre estiveram... em relação a todas as greves, a todas as lutas!

Como não me canso de repetir, toda essa casta de professores anti-greves, anti-sindicatos, anti-colegas sindicalistas... só não fica “dividida” na hora de receber os frutos das lutas e sim!, também das greves desses colegas e sindicatos, seja em condições de trabalho, seja em carcanhol para comprar melões... ou para ir passar umas feriazinhas a Cancún.

Resumindo, o senhor Crato acha que um professor que faz greve torna-se um “sequestrador de alunos”. Não acho que assim seja... mas o senhor ministro sente-se no direito de o dizer.

Já eu, que bem poderia sentir-me no direito de dizer que quem produz uma frase como a que produziu o senhor ministro, é um refinadíssimo e alternadíssimo “filho da puta”... não o digo!!!


quinta-feira, 11 de abril de 2013

A corja – Não é de estranhar...




É perfeitamente natural que a corja que nos governa tencione cortar ainda mais nas verbas destinadas à Educação, apesar de essas verbas já terem recuado para valores de há mais de dez anos.
A corja tem sentido na pele o quanto é incómodo ter uma população jovem cada vez mais preparada para criticar, com conhecimento e fundamentos, estas suas políticas de desastre e roubo do país.
A corja sabe que é mais fácil convencer um exército de desempregados semi-analfabetos, ou que, tendo estudado, nem acabou o 12º ano, como já acontece a milhares de jovens... a aceitar ordenados de miséria, do que impor essa realidade, eternamente, a jovens licenciados, sobretudo se também forem cultos e esclarecidos politicamente.
A corja sabe que, ainda que tenham simpatia pelas ideias de direita com que têm sido formatados pelos esmagadores meios de propaganda do “pensamento único”, alguns desses jovens qualificados acabam, eventualmente, por entender a dimensão do logro em que caíram.
Assim, não é de estranhar ver a corja a tudo fazer para sufocar a Educação e desmantelar a produção livre de Cultura e Pensamento... tudo coisas consideradas como extremamente perigosas por uma corja infestada de tiques salazaristas e “inspirada” pela velha inclinação fascista para puxar da pistola sempre que lhe falam em cultura.

sábado, 15 de dezembro de 2012

JSD – As garotices do costume


Quem tiver ousado pensar que  a saída da liderança da JSD do jovem extremamente expressivo e capaz de, repetidamente, tirar fotografias em poses que não deixam margem para dúvidas sobre o facto de ser... jovem, mas que, infelizmente para ele, também dizem muito sobre o lamentável estado cerebral a que tão precocemente chegou... Duarte Marques de seu nome (fotos de cima), quem tiver ousado, dizia eu, pensar que isso ia trazer qualquer tipo de melhoria à liderança da “jota” do partido de Passos Coelho, pode desenganar-se. Foi mais um caso de excesso de optimismo!
Na verdade, o cromo que se segue, candidato único à liderança da famosa “chocadeira de boys e girls” que animarão os gabinetes de futuros ministros, secretários, sub-secretários e seus derivados... com a esfusiante presença e frescura da sua juventude... de seu nome Hugo Soares (foto de baixo), não augura nada de bom.
O garoto não deve ter noção de que as bases que fundaram o PSD das suas tias, quiçá também dos pais, incluíam alguns vestígios de Social Democracia, copiada de algumas sociedades nórdicas, ainda que atenuada pela Doutrina Social da Igreja cruzada com a beatice reaccionária portuguesa.
Só isso explica que o garoto não saiba que numa sociedade, mesmo que apenas decentemente social democrata... quando uma criança, ou um jovem se matriculam numa escola pública, ou quando um doente recorre a um hospital público... não há diferença entre quem ganha mais ou menos, quem tem pais menos ou mais endinheirados.
O garoto devia saber que numa sociedade decente, a diferença entre aqueles que ganham pior, que ganham um pouco melhor, que ganham bem, que ganham muito bem, ou são ricos... só interessa, para o Estado, no momento da cobrança de impostos, que devem ser progressivos e justos.
O garoto devia saber que quando se utiliza um serviço público, não deve haver nada a pagar! O pagamento já foi feito antes por todos os cidadãos!
O garoto devia saber que continuar a usar o argumento estafado, demagógico e mentiroso de que “não é justo que quem ganha dois mil pague o mesmo que aquele que ganha apenas 700”, quando utiliza um transporte público, ou um centro de saúde, ou uma escola... é uma táctica porca!
Razão pela qual é inaceitável que o garoto, certamente para agradar à liderança actual do PSD, formada por gente que todos os dias pisa fanaticamente os tais vagos princípios da social democracia que estão na origem do PSD, apresente como grande proposta programática e virada para o "futuro"... a abolição, na Constituição da República, do conceito de “tendencialmente gratuito”, tanto para a educação, como para a saúde.
Claro que ele pensa ter a desculpa de ser um garoto... mas a desculpa não serve! Mesmo aos garotos, nem tudo pode ser permitido!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Passos Coelho - Fascizante



Felizes motivos de ordem particular impediram-me de seguir em directo a mais recente entrevista de Pedro Passos Coelho. De qualquer modo, dado o burburinho que a entrevista provocou, lá fui tratar de ver a coisa.
Como a TVI faz parte dos canais que, neste serviço da ZON, é possível fazer “andar para trás” até se encontrar o programa que não se viu, tratei de seguir os procedimentos indicados para o efeito...  e záz!!!
- Porra! – pensei eu – Andei para trás demais!
Palavra d’honra que até me pareceu que a imagem ficou a preto e branco e o televisor mudou de aspecto... e juro que o som parecia de um discurso de um qualquer ministro de Salazar ou Caetano... mas não!
Passado o segundo choque (o primeiro foi o penteado “demente” da entrevistadora) lá estava ele. Tratava-se de facto do parasita inútil (sim, existem parasitas úteis!) que temos a fazer de primeiro-ministro.
Compreendi imediatamente muitas das reacções que fui lendo a esta miserável entrevista de Pedro Passos Coelho, mas um pormenor destacou-se, nojento, criminoso, fascizante: a possibilidade de introduzir propinas no ensino secundário obrigatório. Possibilidade entretanto já seguida do costumeiro "desmentido esfarrapado".
Será que alguém vai conseguir explicar tim tim por tim tim, independentemente de isso ser constitucional, ou, pelo contrário, manifestamente anticonstitucional, como é que famílias esmagadas pela carga fiscal presente, acrescida da que aí vem, ou como é que pais massacrados pelo desemprego vão, em cima de tudo isto e das despesas tremendas que o ensino (mesmo o público) já acarreta... conseguir pagar um sistema de ensino que, note-se!, é obrigatório?
Será que numa possível segunda fase a medida irá chegar aos milhares de crianças do ensino básico que hoje já só têm pequeno almoço se as escolas o oferecerem? Será que vai aparecer um secretário de estado de uma bosta qualquer a dizer que “se afinal comem o pequeno almoço oferecido pela escola, então os pais já pouparam para as propinas”... ou qualquer outra justificação equiparada?
Tanto já foi dito e escrito sobre os cenários de mais austeridade e verdadeiro fascismo económico, apontados pelo parasita, que me fica apenas uma pergunta, ainda que bastante ociosa, já que trás em si a resposta óbvia:
Será que este primeiro-ministro é apenas um atrasado mental... ou é, antes pelo contrário, um lacaio/bandido/criminoso, consciente e pressurosamente ao serviço de interesses do grande capital nacional e estrangeiro, que quer ver Portugal terraplanado e com os direitos sociais e laborais arrasados... pra depois, sobre as ruínas, fazer a famosa “Refundação do Estado”, no que seria então um país habitado por velhos no limiar da miséria, pelos trabalhadores que ficaram cá, derrotados, dóceis e dispostos a tudo, servindo os interesses dos grandes grupos económicos... um país sem futuro, esvaziado dos milhares e milhares de jovens e trabalhadores qualificados que entretanto emigraram e ainda irão emigrar?
Ou acaso este «sem este desemprego não chegávamos lá», não quer dizer exactamente que o empobrecimento e a ruína do país não estão a ser uma consequência de uma política, antes estão a ser a própria, a principal, calculada e propositada política?

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ministério da Educação – O desprezo continuado...


Um número indeterminado de professores contratados está na iminência de ver os seus contratos anulados por, alegadamente, ter existido uma qualquer irregularidade nos concursos.
Sendo opinião geral entre estes professores que, a existir de facto alguma irregularidade, esta partiu do próprio Ministério da Educação, já que todos os concursos obedeceram escrupulosamente a esses critérios, é inaceitável que sejam os professores (e os seus alunos) que vão pagar por um erro que não cometeram.
Nesta altura do ano lectivo existe já trabalho feito, sendo que o mais importante foi o trabalho de criação de laços de confiança, de afectividade, de conhecimento mútuo entre pais, estudantes e professores. Para além disso, houve deslocações dentro do país, casas que foram alugadas, expectativas criadas, vidas alteradas...
Nada mau como respeito por quem trabalha! Nada mau como segurança e equilíbrio de vida!
Para o Ministério, não existem professores de carne e osso, com vidas privadas, famílias, afectos, rotinas de trabalho. Para o Ministério existem apenas listas de nomes. Listas “geríveis” como qualquer lista de compras, ou de gado para abate.
Só o amor e empenhamento de alguns professores pode explicar o facto absolutamente admirável de ainda existir/resistir uma Escola Pública de qualidade num país que, nos últimos anos, tem visto passar pelo Ministério da Educação ministros que, ou por convicção e interesse político, ou por um qualquer trauma de juventude... odeiam professores!

sábado, 6 de outubro de 2012

Nuno Crato – Mãos sujas


Mário Nogueira, o secretário-geral da FENPROF, explica muito bem o que quer dizer quando afirma que «Nuno Crato tem as mãos sujas».
Lendo em pormenor as declarações do Mário Nogueira e concordando com elas... ainda assim, não posso deixar de pensar que Nuno Crato deve ter as mãos sujas, também, porque de vez em quando as passa pela cabeça...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Nuno Crato – Uma triste imitação de ministro da educação




Uma das maiores qualidades do ser humano, senão a maior, é ser capaz de gerir e controlar os seus defeitos. Se as nossas qualidades tendem a gerar a harmonia, o entendimento, a paz, o volume avassalador dos nossos defeitos é, por norma, gerador do caos.
Diz-nos a História que sempre houve quem soubesse explorar os defeitos dos seres humanos, para os colocar uns contra os outros, dividir para reinar.
Muitos séculos dessa História contam-nos como é fácil colocar judeus contra gentios, cristãos contra mouros, católicos contra protestantes, brancos contra pretos, amarelos, gordos, magros, portugueses, espanhóis, do norte, do sul, benfiquistas, portistas... ... ... ...
Na tentativa de colocar professores contra professores, sonhando uma escola ultraliberal do salve-se quem puder e cada um por si, com professores de português contra os de ciências, ou de matemática contra os de inglês, o ministro Nuno Crato, que a cada dia se revela mais como um vulgar delinquente na condução do Ministério da Educação, optou pela canalhice mais óbvia:
Tentar colocar professores do ensino pré-escolar, básico e secundário contra os professores do ensino superior.


Adenda: Entretanto, via "facebook" a Catarina Casanova fez um esclarecimento que, não melhorando a imagem do ministro, piora bastante a imagem do triste jornalismo que temos... como poderão ler AQUI.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Nuno Crato e o "novo" ensino – Salazar revisitado...


“Para a mentira ser segura
E atingir profundidade
Deve trazer à mistura
Qualquer coisa de verdade”
(António Aleixoin “Estas quadras que vos deixo”)

Não duvido que muitos dos velhos maoistas portugueses, querendo dizer com “velhos” aqueles que são da minha geração, ou com mais, ou menos uns anitos... foram gente que se opôs a Salazar e Caetano. Não ponho em dúvida nem essa atitude, nem as consequências que alguns tiveram que suportar pelo facto de publicamente a assumirem.
Ainda assim, vendo a evolução política de alguns e algumas, como o caso de Durão Barroso e mais uma pequena multidão que se pulverizou pelo espectro partidário... até chegar ao protagonista deste texto, o ministro da Educação Nuno Crato, parece que alguns sofreram de uma espécie de variante da Síndrome de Estocolmo, patologia que ataca seres humanos vítimas de sequestro, que sujeitos à tremenda pressão psicológica que essa provação implica, acabam por desenvolver, por auto-defesa e instinto de sobrevivência, uma espécie de irresistível empatia pelos agressores.
Só isso explica esta atracção fatal que Nuno Crato manifesta por conceitos pouco menos que “salazarentos” de educação, como esta novidade, em que alunos ainda no princípio da vida escolar, no caso de apresentarem más notas, serem automaticamente “empurrados” (como diz, e bem, a FENPROF) para cursos profissionais do tipo electricista, cozinheiro, talhante, canalizador, etc., deixando no ar a ideia de que haverá algo de errado com estas dignas profissões, já que aparecem como castigos.
E assim, de uma assentada, matam-se dois coelhos. Refina-se o carácter elitista de um ensino para mais ricos, que de uma forma geral conseguem melhor aproveitamento, dado o enquadramento familiar mais propício à aquisição de conhecimentos e ao estudo necessário para tal... e, ao mesmo tempo, desclassifica-se socialmente toda uma classe de futuros trabalhadores que entram na vida activa com o estigma de terem sido empurrados para os “cursos dos burros”. A meta do ministro é atingir rapidamente os 50% de estudantes “encaminhados”.
É o velho sonho canalha da superioridade da classe dirigente sobre uma classe trabalhadora “desclassificada”... a que deve corresponder uma realidade de salários igualmente “desclassificados”. É a velha e sempre, sempre actual luta de classes!
Sim, eu sei que no universo de alunos de qualquer escola há sempre um grupo que não tem, nem terá capacidade intelectual, ou sequer o interesse, em seguir estudos teóricos seja do que for. Esses ficarão a ganhar com a oportunidade de logo no ensino básico, se for o caso, terem contacto com uma profissão que lhes garanta a sobrevivência.
Sim, eu sei que existem! Mas sei também que são a excepção. São exactamente a conveniente “qualquer coisa de verdade” que serve de pretexto “para a mentira ser segura e atingir profundidade”.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

António José Seguro... “régio”!


A esta hora deve reinar o mais espesso terror nas hostes do governo Passos/Portas. Seguro ameaça opor-se à política (miserável, diga-se!) do governo para o ensino. Se a abstenção já costuma ser violenta... imagine-se o que poderá acontecer se ele resolve opor-se.
«Não se atrevam a ir por aí!» - esganiça-se ele, com uma cara meio esgazeada. Uma cara de quem, infelizmente, quando diz “não se atrevam a ir por aí”, o máximo que consegue é parecer um José Régio, mas ao contrário... um “Cântico negro” dito de trás para a frente...
Tudo “com o mesmo sem vontade com que" rasgou “o ventre à" sua “mãe”...

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Nuno Crato – Fiel de armazém




No já remoto ano de 1952 do século passado, para além de vários outros acontecimentos igualmente desinteressantes... nasci eu e nasceu o actual ministro da educação, Nuno Crato... o que não interessa rigorosamente nada para o post de hoje.
Num passado muito recente, Crato tornou-se uma espécie de vedeta televisiva, vendendo a sua “converseta” neoliberal da meritocracia, da disciplina nas escolas, do Estado mínimo e blá, blá, blá, blá... uma lengalenga populista que faz um grande sucesso em tabernas e estabelecimentos similares, mas que (como se vai comprovando) produz resultados nulos, quando não mesmo vergonhosos.
A lengalenga de Crato torna-se ainda mais irritante para todos aqueles que se lembram da sua entrada na vida política, enquanto estudante de economia, nas fileiras do "PCR", um grupo maoísta iluminado por esses faróis da História que foram Enver Hoxha e a Albânia do seu tempo.
Todos os dias temos o incómodo de assistir à continuada degradação do jovem estudante maoísta. Todos os dias Crato tem o cuidado de reconfirmar que não passa de uma fraude! Esta nova medida ministerial de limitação à abertura de vagas no ensino superior... a menos que as Universidades provem a “empregabilidade dos cursos” a frequentar pelos estudantes, francamente, é de difícil classificação.
Não defendo que se encaminhem milhares e milhares de estudantes para cursos “esotéricos” e demais vigarices que algumas Universidades praticam; mas fazer depender o acesso ao ensino superior, de uma empregabilidade garantida, para além de uma imbecilidade, é menos criativo que gerir um armazém de produtos do Pingo Doce ou do Continente. É afunilar o acesso e tentar “elitizar” ainda mais o ensino superior. É tratar os estudantes como meras mercadorias, ao serviço do interesse exclusivo das empresas e, em boa parte dos casos, contra os seus interesses e crescimento enquanto seres humanos. É transformar o conhecimento e a cultura em simples moeda... o que, nos dias que correm, vale pouco mais que lixo.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nuno Crato – Isto não é um teste




Segundo leio, um número indeterminado de professores que fazem falta, repito, que fazem falta nas escolas, passará a ter contratos ao mês. O Ministério da Educação “garante” que os contratos serão prorrogados sucessivamente.
Nuno Crato, o ministro da Educação, é professor. Aqui lhe deixo umas perguntas simples, professor:
1. Quão baixo é preciso descer, política e humanamente, para pensar que é “normal” contratar professores ao mês?
2. Que falha grave de carácter é preciso ter, para impor aos professores este “estilo” de vida e esta estabilidade emocional e económica?
3. Quão estúpido (ah... se fosse apenas estupidez!) é preciso ser para acreditar que professores contratados ao mês têm um mínimo de alento, paz de espírito e motivação, para preparar aulas com semanas ou meses de avanço?
4. Qual é o real objectivo desta medida?
Alínea a) Mostrar ainda mais o rabo à troika?
Alínea b) Poupar uns miseráveis trocos?
Alínea c) Tentar impedir que estes professores ousem reivindicar seja o que for... e muito menos dar a cara numa manifestação da FENPROF... por saberem o que lhes acontecerá se forem denunciados por um qualquer bufo?
Não, não precisa de responder, senhor Nuno Crato. Primeiro, porque isto não é um teste. Segundo, porque nada do que me possa responder me fará deixar de pensar que vivemos sob uma ditadura dos “mercados”... e que somos "governados" por canalhas!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Camila Vallejo – Vivam os estudantes!


As lutas estudantis no Chile estão a subir de tom e a crescer em volume. Quando uma associação de estudantes consegue organizar marchas de protesto e reivindicação com participação de quase cem mil estudantes (isto só em Santiago) e conquistar o apoio expresso de muitos professores, reitores e trabalhadores em geral, algo está a ir muito bem na organização estudantil e algo vai muito mal no sistema de ensino.
Os estudantes chilenos exigem um ensino público de qualidade, financiado pelo estado. Não querem continuar a ser empurrados para o engodo das universidades privadas, que estão longe de garantir melhor ensino e saídas profissionais, para além de os deixarem atolados em dívidas, anos antes de entrarem no mercado de trabalho.
À frente da FECH (Federação de Estudantes da Universidade do Chile) brilha uma jovem estudante de Geografia, Camila Vallejo. A sua capacidade de liderança, o discurso fácil e articulado, aliado à transparente justeza do que diz (vale a pena ir ver!), transformaram-na rapidamente numa espécie de íman que atrai estudantes, jornalistas... alguns deles e delas, ainda antes do discurso, “convocados” por essa coisa instintiva, bela e incontrolável, que é encantamento pela sua presença física.
Bem... na verdade nem toda a gente gosta dela. Há dias, uma alta funcionária do governo de direita do presidente Sebastián Piñera, Tatiana Acuña Selles (ligada ao Min. da Cultura), durante um momento mais tenso das gigantescas manifestações estudantis e da contestação pública à política do “seu” governo, perdeu a cabeça e gritou para alguém: «Matem essa cadela!»
Ah... apenas dois pormenores:
1. A Camila Vallejo é militante da Juventude Comunista e filha de militantes do PC Chileno. Claro que poderia não ser... mas a verdade é que é!
2. Não há nos estatutos do PC do Chile nenhum artigo que obrigue, ou sequer aconselhe os militantes, sejam homens ou mulheres, jovens ou menos jovens... a serem feios.
Portanto e para resumir o que penso... a Camila é linda!
Linda como o seu sonho (activo) de um amanhã melhor.
Linda como Violeta Parra, a extraordinária “mãe” da música de intervenção chilena, que, mesmo sem a conhecer, lhe (lhes) dedicou esta cantiga, vai para cinquenta anos.
Linda como Mercedes Sousa, que aqui a canta de forma sublime.
“Me gustan los estudiantes
Porque son la levadura
Del pan que saldrá del horno
Con toda su sabrosura.

Para la boca del pobre
Que come con amargura.

Caramba y zamba la cosa,

Viva la literatura!”
(Violeta Parra)
(ler a letra completa aqui)
“Me gustan los estudiantes” – Mercedes Sosa
(Violeta Parra)


sábado, 13 de agosto de 2011

Viva o Crato e a "excelência" do ensino!


Apesar de continuar a fechar escolas e a “dispensar” professores... ou dar-lhes “horários zero”, o Ministério da Educação veio comunicar o aumento para 26 alunos por turma no primeiro ciclo do ensino básico, com a fantástica justificação de que terá havido uma «procura excepcional de matrículas e grande dificuldade dos pais, escolas e agrupamentos de escolas na colocação dos alunos».
Sobretudo pelo pormenor da “procura excepcional de matrículas”... presumo que os serviços do Ministério foram surpreendidos com o número de novos alunos. Sempre com a intenção de ajudar, aqui ficam uma informação e duas sugestões.
Informação: Caros Ministro Crato e demais responsáveis do Ministério da Educação, não sei se sabem mas os cachopos que entram para o ensino básico, não nascem de surpresa e de supetão, todos em quinze dias (isso é a crise, segundo Sócrates) imediatamente antes das matrículas e já com seis anos de idade... apanhando toda a gente desprevenida.
Sugestão 1: Organizem-se, informem-se... consultem os registos das maternidades, que diabo! Não se deixem surpreender!
Sugestão 2: Como já se percebeu que a ideia geral é diminuir o número de escolas e despedir o máximo possível de professores... tentem os estádios. Um estádio cheio de miudagem, apenas um ou dois professores para cada 20.000 alunos, uma aparelhagem de som bastante potente, umas “peladinhas” com bola ao fim da tarde... e pelo menos os gloriosos estádios do Euro serviriam para alguma coisa e ainda pode aparecer algum cachopo com jeito para o futebol.
Palhaços!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Nuno Crato – Ok! Matemática. E...?




Os animais exibidos nos circos fazem coisas extraordinárias! O problema é que, para além daquele número de circo específico para que foram treinados, não sabem fazer mais nada. Daí que os anglo-saxónicos tenham inventado uma frase para definir os humanos vítimas da hiper-especialização que, tal como os animais de circo, pouco mais sabem fazer, ou de pouco mais sabem falar, para além da sua especial "habilidade". São os sobejamente conhecidos e, infelizmente, espalhados por todos os ramos das mais diversas actividades... One trick ponys.
Espero que não venha a verificar-se ser este caso do novo ministro da Educação. Na verdade, começa a ser notória a presença da matemática em quase todas as ações e declarações públicas de Nuno Crato... ou até de notícias sobre ele e o seu gabinete. Para um ministério da Educação que, das artes às ciências, deveria abarcar tanto "universo"... é um pedacinho redutor.
A revelar-se um como um padrão... seria, para além de tudo, bastante cansativo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Professor Santana Castilho – Fascinante...


Aqui há tempos, sobretudo nos últimos meses do reinado da pobre doutora Isabel Alçada no Ministério da Educação, tornou-se quase um hábito de alguns amigos e amigas, enviarem-me por mail grosas de recortes de declarações cheias de frases de belo efeito, sobre educação, proferidas pelo Prof. Santana Castilho. Certamente muitos faziam-no por acharem as suas declarações fascinantes.
Quando acabei por ver o tal Prof. Santana Castilho debitando em várias ocasiões, na televisão, as suas monumentais tosas no sistema educativo, na ministra e no governo de Sócrates, percebi, muito ajudado pelo penteado cinematográfico do homem e, sobretudo, pelo ar com que dizia o que dizia, que ele próprio vive fascinado por si mesmo.
Mais tarde, quando soube que o seu aclamado livro sobre educação, apresentado como um quase “programa”, como uma quase “bíblia”, era prefaciado por esse grande e reconhecido especialista em assuntos educativos, que é Pedro Passos Coelho... percebi que além de fascinado por si próprio, Santana Castilho estava igualmente fascinado pela ideia de vir a ser o próximo ministro da Educação.
Afinal o ministro da Educação é o “ex-hiper-revolucionário” Nuno Crato, que recentemente fazia parelha com Medina Carreira, dizendo umas coisas sobre umas coisas, na televisão... e o Prof. Santana Castilho continua a fazer declarações, mas agora para arrasar o «desonesto» Pedro Passos Coelho e reduzir a pó o «ignorante» Nuno Crato, a quem acusa de entender menos de educação do que eu sobre a criação de papoilas no Afeganistão.
Provavelmente, as declarações de Santana Castilho continuam tão fascinantes como eram há uns meses... mas quanto a mim são muito prejudicadas pelo facto de me lembrarem, de uma forma irremediável, a célebre frase feita:
«Não existe fúria no inferno, igual à fúria da mulher desprezada (e do homem, digo eu) !!!»