Ontem levamos Emília ao pediatra pela 3a vez, com 2 meses e 12 dias. A consulta foi ótima, porque excepcionalmente o consultório estava vazio e o médico não tinha pressa nenhuma (ele atende convênio, então já viu...).
Ela pesou 5,3kg e mediu 58cm, tudo excelente segundo o Doutor. Também recebeu elogios pela calma e pela simpatia. "Ela não chora. Impressionante." (ele adora falar "impressionante").
RefluxoE sabe quando dizem "mãe sabe"? Pois é, estou virando uma mãe que sabe. Depois de tantas dúvidas no comecinho, a gente comeca a compreender bem melhor as necessidades do nosso bebê. Pois ontem diagnosticamos que a Emília realmente tem
refluxo.
Reclamei que ela estava golfando muito, sempre chorando, e às vezes até vomitava tudo durante as mamadas. Ele pôde presenciar um golfo ali mesmo no consultório, porque ela tinha acabado de mamar ("impressionante", ele disse). Ele disse que é refluxo mesmo, mas que existem dois tipos: o fisiológico e o patológico. No segundo caso, a crianca não ganha peso (pode até perder). Não é o que acontece com a Emília. Então, nada de remédios, apenas a orientacão de não mexer com ela depois da mamada (trocar fralda, trocar roupa, mudar de posicão, balançar).
Eu disse ao Rafael que a pior coisa que a gente pode fazer com ela depois de mamar é colocar no carro. Ele disse: "Não. A pior coisa que a gente pode fazer é entregar ela pra tia Lídia." Coitada da tia Lídia, ela acha que Emília é iogurte (agite...).
Ah, e o colchão dela já está devidamente inclinado com a ajuda de listas telefônicas.
Fiquei aliviada porque, como mãe, a gente sempre se culpa, né? Ficava pensando se não estava amamentando demais, se não estava confundindo seus sinais, se meu leite não tava afogando ela... Eu tentei de tudo, até esvaziar o peito antes e doar o leite, e ela continuava golfando e vomitando. Mas tá tudo certinho, inclusive ele aprovou uma medida que eu vinha tomando instintivamente: interromper a mamada pra ela arrotar e deixar descer o leite. Ela não curte muito, mas é pra prevenir dores maiores.
Limpeza da banguela
Perguntei também sobre a higiene bucal. Li no blog da
Mari que as gengivas do bebê devem ser limpas com gaze molhada após cada mamada. Aí eu exclamei, igual Macunaíma: "Ai, que preguica!"
Gentes, a Emília mama de 7 a 10 vezes por dia! E depois da última mamada capota lindamente para seu sono de Bela Adormecida. Aí fui conferir com o Dr. Pediatra, jurando que ele ia me dizer: "Nãaaaoo, os dentistas são exagerados, só precisa se preocupar quando ela comecar a comer outras coisas." Mas, pra minha frustracão, ele corroborou a orientacão sobre higienizacão. Ai, que preguica!
Mas foi menos mal. Ele disse que basta uma limpeza pela manhã e outra à noite (nem precisa ser depois da última mamada, pra não acordá-la. Pode ser depois da penúltima). E hoje comecei, ela adorou. Adorou tanto que não deu muito certo. Ela achou que meu dedo com gaze era um brinquedo, e ficou mordendo, mordendo, rindo e mordendo. Um dia eu chego lá.
Vacina contra gripePerguntei como ficava a vacinacão da Emília, já que ela só completa seis meses depois do fim da campanha. Ele me deu a mesma orientacão que vocês, meninas, nos comentários de ontem: espere ela fazer seis meses e dê na rede particular.
A tonta aqui esqueceu que as vacinas não existem só nos postos de saúde, duh! É que eu sempre me vacinei na
rede pública, então relacionava uma coisa à outra. E essa vacina particular, segundo Dr. Pediatra, protege também contra a gripe comum. Ui, que beleza, Emília vai entrar na creche super imunizada.
Mas ainda é possível que o Ministério da Saúde reavalie sua política depois que acabar a campanha e, sobrando vacinas, pode ser que eles ofereçam para os bebês.
É isso aí. Papai do céu, obrigada pela mocinha linda e saudável que o Senhor me deu!