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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Cinematerna com dois bebês

Já fiz meu estágio pra ter gêmeos.

Cunhadinha santa aceita nos levar ao cinematerna. Nós = eu, Emília, amiga e filha de amiga. Idade, quase 11 meses. Loira linda fofa olhos azuis.

Cunhadinha no volante, mamãe aqui no banco de trás acompanhando Emília na cadeirinha. Emília ultimamente tem detestado andar de carro. Chora toda vez. E eu lá, cantando "olha o cavalo, alo, alo, alo, alo".

Passamos na casa de amiga e ofereço-me gentilmente para ficar no banco de trás cuidando das duas belezuras. Isso espertamente sabendo que Emília chora sempre no carro e que mocinha loirinha mais velha é mais fácil de acalmar. Esmago-me no meio das duas cadeirinhas - bendita amamentação que me levou embora a gordura do quadril!

A ida é bem tranquila. Mocinha olhos azuis se comporta super bem. Emília chora um pouco, eu cantando o cavalo alo alo, até que as duas dormem ao mesmo tempo! Ai, que beleza!

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O cinematerna está bombando em Brasília, minha gente! Sala lotaaaada. Cinemark, volta nóis pra sala maior, pô favô?

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Na saída, encontramos a Kelly com a Clarinha. Ela me reconheceu enquanto eu ficava observando aquela bebezinha fofa cabeludinha... era ela mesma.

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Se a ida foi tranquila, a volta nem tanto. Vindo, o sono sincrônico. Voltando, o choro sincrônico. Foram uns 15 minutos de viagem virando prum lado e pro outro: cavalo alo alo alo pra Emília, espelho elho elho e chupeta eta eta pra mocinha loira. Gentes, dois bebês ao mesmo tempo é dose! Especialmente se você está amarrada pelo cinto e não pode fazer nada além de conversar, cantar e mostrar brinquedos.

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E eis a dúvida que não quer calar: o que acontece com a minha filha quando anda de carro? A filha da minha amiga chorou claramente de cansaço. Esfregava os olhinhos, uma dó. Mas a Emília chora, simplesmente chora, toda vez que anda de carro. Não é um choro esgoelado, desconsolado. É uma reclamação constante, que exige atenção a viagem inteira.

Primeira hipótese: ela não gosta da cadeirinha ou o cinto está apertado. Descartada, porque ela fica na cadeirinha fora do carro numa boa, brinca, dorme, ri. Segunda hipótese: calor. Descartada, porque o carro da minha cunhada tem ar condicionado e ela reclamou do mesmo jeito.

Chegamos à conclusão que o problema é o movimento do carro. Ela entra numa boa e chora assim que o carro começa a andar. Ontem paramos uns minutos pra minha amiga ir à padaria e a Emília parou de chorar na hora, começou a brincar com o cavalinho. Minha cunhada achou até que ela estivesse dormindo. Daí comentou que quando era pequena enjoava demais em viagens de carro, e eu pensei se não poderia ser isso. Alguém tem alguma experiência semelhante?

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Atendendo ao pedido da Ana, Mamãe de Alice, venho dar minha contribuição pra campanha "Ajude o Theo". É um bebê de cinco meses que parece sofrer de má absorção intestinal e vem perdendo peso vertiginosamente.

Pra ajudá-lo, a Aline, mãe do Theo, está pedindo ajuda financeira para comprar um leite especial que seu filho consiga absorver. Quem quiser conhecer a história deles e puder ajudar, visite o blog da Aline.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Cinematerna

Pausa no assunto viagem para contar da estreia de Emília no mundo cinematográfico. Não, ela ainda não virou estrela de Hollywood (apesar de ter todos os requisitos). A estreia foi no público mesmo, assistindo na telona ao filme "Um sonho possível".

Ontem foi o lançamento do Cinematerna em Brasília. Como estava cadastrada no site, recebi o convite, chamei minha irmã (sair com bebezinho sozinha não rola; não dá nem pra fazer xixi) e fui. Tarde bem chuvosa. Quase não conseguimos sair de casa porque Emília vomitou no elevador. Volta, troca a roupa, traz o carro pra garagem e lá vamos nós outra vez.

Chegando lá, fomos recepcionadas pela equipe do Cinematerna, que nos deu as orientações de etiqueta pra sessão. Muito fácil saber quem tá indo, né? Bebezinho pequeno no cinema, só assim.

Minha irmã-recém-formada-que-ainda-não-trabalha pirou. Achou o máximo aquele tanto de nenéns juntos. E ficava observando: "Lia, Lia, uma mãe disse pra criancinha: olha que televisão grande!".

Emília ficou meio chorosa no início da sessão, por causa do famigerado refluxo, mas se acalmou logo depois do trailer. Dormiu a primeira metade do filme e assistiu quietinha à segunda metade. Surreal como o bebê fica totalmente compenetrado quando você vira o rostinho dele de frente pra tela. Medo!

Consegui ver o filme praticamente inteiro, com exceção de uma parada pra troca de fraldas. Lá tem um esquema super legal de trocador, com fraldas, lenços umedecidos, álcool gel. Você não precisa levar nada. (Aliás, antes do filme troquei a fralda dela à toa achando que tava com cocô. Era a pipoca que tava cheirando... não se enganem.)

E tenho de dizer que é muito melhor ver um filme acompanhado pela trilha sonora de chorinhos de neném do que pelas conversas inconvenientes que sempre aparecem nas sessões normais. "Ai meu Deus! Vai bater o carro!"; "Que gracinha!"; "Que nojo!"; "Cuidado, cuidado!". Adorei também o som mais baixo. Normalmente, a cada filme de aventura você perde uns 5% da audição.

Estarei sempre por lá, enquanto durar minha licença!

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E, no trailer do filme, a propaganda da vacinação contra Gripe A. Um monte de jovens em ambiente universitário, roupas casuais, uma menina de cabelo vermelho e um vocabulário todo descolado. "Jovem, é a sua vez". Me senti tão jovial... nos vacinamos hoje, eu e o marido.

Muito bom levar a Emília pro posto de saúde e não ter de furá-la.

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