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sábado, 10 de setembro de 2011

Nascimento da Margarida


Por Rafael

Leitor esporádico da blogosfera materna que sou, sei como a mulherada fica ouriçada quando alguma blogueira está a termo. Dou então uma passadinha rápida aqui só para dar a notícia de que nasceu hoje Margarida (sim, a/o segundinha/o é menininha como Emília), às 6h, em casa, num parto naturalíssimo maravilhoso, cheio de amor, acompanhado por parteira e doula. Emilinha acordou naturalmente poucos minutos depois do nascimento e recebeu a irmãzinha com um sorrisão lindo. Tudo bem que a Paloma já deu o furo de reportagem, mas vai agora a notícia "oficial". Depois a Lia passa aqui pra dar mais detalhes. Deixa eu ir ali dar uma deitadinha que o cansaço da madrugada intensa bateu.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

De novo eles... os nomes.

Quem me acompanha há muito tempo talvez se lembre do drama que foi pensar em um nome de menino para um bebê cujo sexo só descobrimos ali pelo 6º mês, e que felizmente acabou nascendo menina e ganhando o único nome a respeito do qual eu e o Rafael sempre estivemos de acordo: Emília. (Relembrando: aqui, aqui e aqui).

Eis que me vejo novamente embarrigada, e desta vez não vamos querer saber o sexo (já dava pra desconfiar por este texto aqui). E o único nome consenso já foi usado.

Me dá uma preguiça enorme procurar nomes bonitos para discutir com o Rafael porque ele não gosta de nada. Até o nome que ele mesmo tinha escolhido pro caso de ser um menino, o único que ele aceitava, começou a ficar em dúvida. Ó-meus-sais.

Pensei então em fazer uma mini-lista com dois ou três nomes legais de cada sexo, com ordem de preferência, e bater o martelo depois de ver a carinha do bebê. Mas, não: ele diz que pós-parto é muito perigoso pra escolher nome, que a gente fica alterado pelo momento, pela ocitocina, prolactina e tals, e que a gente tem de decidir antes.

Os critérios são os mesmos da outra vez: nomes brasileiros, cuja grafia não gere dúvidas (“com z ou com s?” “com h ou sem h?”), que não estejam na moda e, obviamente, que sejam bonitos. Se combinar com nossos sobrenomes, melhor ainda.

O problema não é a falta de nomes. Temos muitos nomes lindos na lista. Mas está difícil fechar (põe a culpa no marido!). Dia desses li numa lista de e-mails da qual eu participo a seguinte frase: “Nome de filho a gente não escolhe. Descobre.”

Vem, nominho, vem...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A Bela Emília

Imagino que toda mãe de menina já se pegou chamando sua filha de "minha florzinha". Pois muitos anos depois de escolher o nome da minha menina, descubro que Emília também é nome de flor.

Pequenininha, de um azul clarinho, singela, flor de rua. Bela Emília. Adorei.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Voltando

Voltando, antes de ir de vez! Andei meio sumida, como a maioria do mundo, por conta das festas. Não, a Emília não nasceu ainda.

Ultimamente venho tendo vários sentimentos confusos. Finalmente apareceu um medinho, uma ansiedade, uns sonhos esquisitos e a sensação de que a cada vez que eu acordar à noite para fazer xixi eu posso entrar em trabalho de parto. Pelo menos essa impressão só me persegue à noite. De dia, eu ainda tenho certeza de que ela fica por aqui mais uma duas semanas.

Quando colocar as ideias no lugar, falo mais sobre isso. Hoje vou falar sobre um momento descontração.

Ontem, na igreja, passei pela salinha das crianças e vi a Aurora, 3 anos, sobrinha da Lu, quase pendurada na gradinha. Ela abocanhava a grade com gosto e perguntava pela mamãe. Cheguei perto, disse que a mãe dela estava vindo buscá-la e começamos a conversar. Ela coloca a mão na minha barriga:

- Tem um neném aqui dentro. É a Emília.
- Isso mesmo, Aurora. Ela chama Emília.

(papo vai, papo vem, "Você vai ser amiga da Emília?" "Vou." "Você gosta de bebês?" "Gosto. Minha mãe não gosta de monstro". E continua lambendo as grades como se fossem um picolé.)

- Qual o nome da Emília?
- Ué, Aurora, você já disse: Emília.
- Mas qual o nome dela? Qual o apelido?
- Ah, o apelido? Tem vários, você escolhe o mais legal. Pode ser Emi, Mila, Mia, Miloca, Mililica...

Ela dá uma risada.

- E o seu apelido, Aurora? Qual é?
- Emília!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Porque foi bom que não fosse menino desta vez

Eu e o Rafael discutindo nomes de meninos (os nomes são fictícios, mas refletem, com certo exagero, a tendência dos nossos gostos – eu, nomes de cearenses; ele, nomes esquisitos).

Eu: Já sei que nome eu quero. Sebastião.
Ele: Erasmo é muito mais legal.
Eu: Mas Sebastião é tão lindo... meu pai vai adorar.
Ele: A gente coloca Sebastião no segundo filho. O primeiro vai chamar Erasmo. Erasminho, que lindo. Já estou até imaginando...
Eu: Não consigo me acostumar com esse nome. Se meu filho chamar isso, não vou amar.
Ele: E eu não vou amar se chamar Sebastião.
Eu: Credo, amor, que horror! Você não vai amar seu próprio filho?
Ele: Ué, você disse que não ia amar se chamasse Erasmo.
Eu: E não vou mesmo.

Foi então que, sabiamente, resolvemos suspender essa discussão até saber o sexo da criança. Como diria Seu Jaiminho, é pra evitar a fadiga.

E viva a Emília!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Drops

Compras

A primeira coisa que você faz quando descobre o sexo do bebê é sair comprando um monte de roupinha, certo? Errado! Pelo menos se você for eu. Aí você vai pensar: “Droga, tenho de parar de adiar as compras ad infinitum”. Ou vai querer pensar igual aquele amigo que diz: “Bebê recém nascido não precisa de roupa, só um pano pra enrolar.” Tentador.

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O que é que o ultra-som faz com a gente?

Não sou uma asna, ops, ás na ecografia. Fiz três até agora, uma desnecessária, aquela primeira pra ver se tem embrião mesmo, quantos são, se tá no útero. As outras duas – a translucência e a morfológica do 2º trimestre – parece que tiveram o efeito mágico de me engravidar mais da noite pro dia. Antes da translucência, eu não tinha barriga. Imediatamento depois da translucência, eis a pança inevitável. Anteontem, antes de fazer o exame, eu era uma grávida de barriga leve, que dormia tranquilamente. E na noite seguinte passei o maior perrengue na cama, vira pra lá, vira pra cá, gases, e a barriga pesadona. Parecia que eu tinha engolido uma bola de chumbo. E de repente me tornei mais calorenta que meu marido. Acho que depois da próxima vou ter de sair correndo pra maternidade...

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Si es que colabora la criatura

Meu marido acompanha minha gravidez semana a semana por um site espanhol que se chama TodoBebé. Às vezes a linguagem é engraçada e a gente fica dando risada. Por exemplo, na semana 20, o texto diz assim:

El sexo de tu bebé es totalmente aparente a través de un ultrasonido (si es que colabora la criatura).

Vendo o vídeo do ultrassom em casa, a Emília lá com as pernas abertas para o mundo, minha mãe comenta:

- Essa criatura aí colaborou bem.

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A boneca Emília

“Emília foi feita por tia Nastácia, com olhos de retrós preto e sobrancelhas tão lá em cima que é ver uma bruxa. Apesar disso Narizinho gosta muito dela; não almoça nem janta sem a ter ao lado, nem se deita sem primeiro acomodá-la numa redinha entre dois pés de cadeira”.

Emília era muda até engolir uma pílula falante dada pelo doutor Caramujo. “Emília engoliu a pílula, muito bem engolida, e começou a falar no mesmo instante. A primeira coisa que disse foi: ‘Estou com um horrível gosto de sapo na boca!’ E falou, falou, falou mais de uma hora sem parar. Falou tanto que Narizinho, atordoada, disse ao doutor que era melhor fazê-la vomitar aquela pílula e engolir outra mais fraca”.

http://www.memoriaviva.com.br/mlobato/turma.htm

Te prepara, mamãe!

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Chute ou cabeçada?

Esse trem de chutar... ainda não entendi. Talvez quando eu comece a ver formas alienígenas em relevo na minha barriga, consiga dizer: “Isso foi um pé. Ela está chutando”. Mas por enquanto, essa agitação toda na minha pança não pode ser chute, com esses pezinhos tão pequenos. Tá mais pra cabeçada, cotovelada no mínimo. Então, quando me perguntam: “O bebê já está chutando?”, eu respondo: “Chutando, não sei, mas já sabe usar muito bem o corpo inteiro pra golpear as paredes do meu útero”.

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Puxou a mamãe...

E minha mãe me contou que pesquisou na internet o significado do nome Emília: lutadora. Será que tem luvinhas da Everlast pra bebês?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Ainda sobre nomes

(Como a Lia ainda está fora de circulação até semana que vem, posto aqui um texto de gaveta dela – Rafael)

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Se eu e meu marido discordamos quanto à beleza de muitos nomes, pelo menos estamos de acordo em relação a alguns critérios básicos para a escolha.

Primeiro, não pode ser um nome comum. Isso porque ele sempre detestou ser um dos milhares de Rafaéis da vida e eu sempre amei ser uma das poucas Lias.

Em segundo lugar, tem de ser um nome português. Me chamem de louca, mas eu pesquiso meus nomes na onomástica portuguesa! Nenhum de nós dois curte nomes estrangeiros, principalmente por questões de grafia e pronúncia.

Terceiro critério: o nome não pode gerar dúvidas quanto à grafia. Tipo, com “s” ou com “z”? Com “h” ou sem “h”? Isso até seria simples se as pessoas tivessem um pouco mais de noção.

Vamos começar pelo sobrenome que meu marido herdou da mãe: Gazzola. Sempre tem de explicar que são dois “z”, um “l” só. Até que não seria tão chato se as pessoas entendessem, mas vejam uma situação comum:

Atendente: O nome do Senhor?
Rafael: Rafael Gazzola, com dois “zês”, de Lima.
Atendente: Dois “ês”? (Galera, não estamos em São Paulo, aqui a gente fala “é”. E “e” em Gazzola???)
Rafael: Não, dois (pausa) “zês”.
Eu (tentando ajudar): Tipo em “pizza”.
Rafael: G-A-Z-Z-O-L-A.

Já escreveram Gazolla, Gazzolla e até Gasola (parece marca de óleo de cozinha).

Vamos dar um desconto porque é um sobrenome estrangeiro. Mas sempre tem alguém que pergunta se Rafael é com “ph”.

Agora vamos ao meu ultra-super-simples-e-fácil nome: Lia.

Ligo para algum lugar:

- Quem é?
- É a Lia.
- Elias?

Aconteceu várias vezes e cheguei à conclusão que tinha de dizer simplesmente “Lia”, sem “é” na frente. Não deu muito certo:

- Quem é?
- Lia.
- Eli?

(Jesuis, será que minha voz é grossa desse tanto?)

E ao vivo:

- O nome da Senhora?
- Lia.
- Como?
- Lia.
- Só isso?
- Tem o sobrenome, né?
- E como escreve?


Acho que vou pôr um nome mais simples nos meus filhos, tipo Jennifer ou Washington.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Todos os nomes (ou nenhum deles)

Desde que a gente se descobre grávida, e principalmente depois que já dá pra saber o sexo, as pessoas gostam de perguntar que nome o bebê vai ter. O sexo do meu só vai sair na morfológica, lá no 5º mês, já que eu não quis fazer uma ecografia só pra isso. E quando me perguntam as opções de nome, sempre fico numa saia justa. Faço mistério, digo que não sei, que é segredo.

Não posso falar mal do Rafael aqui – nem em lugar nenhum, né, amor? –, portanto não vou dizer que ele é chato pra escolher nomes de crianças. Ele é apenas, digamos, criterioso. Talvez um pouco criterioso demais.

Um pouco antes de casarmos, o Rafael se mudou de vez para Brasília e viemos pela estrada (720km desde BH) discutindo possíveis nomes para os três filhos que queremos ter. Era assim: eu ia listando os nomes e ele ia dizendo “Não. Não. Não. Hmmm talvez, não gosto muito. Não. Pode ser, mas acho que não. Não.” Esse era muito comum, aquele era o nome do coleguinha que batia nele na 1ª série, aquele outro rimava com não sei o quê. Como foram muitas horas de viagem, finalmente conseguimos chegar a um consenso sobre dois nomes de menina e um de menino. Então estava tudo certo, a menos que Deus nos presenteasse com três filhos do mesmo sexo ou com um menino a mais. Pelo menos o primeiro já estava garantido.

Os nomes das meninas até agora são uma tranqüilidade. Tem muita opção legal, e o nome da primeira até hoje é indiscutível, nós dois adoramos. Acontece que eu nunca consegui me acostumar com o nome de menino que ele escolheu (curiosos, né? Pois a gente combinou que era segredo). Segundo ele, que NÓS escolhemos. Isso porque fui eu que sugeri e ele disse: “Opa, esse é legal”. Só que eu falei tantos nomes, de Briolanjo a Ariobaldo, que não considero isso exatamente uma sugestão. Mas foi o único nome do qual ele gostou.

Eu sugeri outros nomes, entre eles os incríveis básicos e clássicos como Antônio, Manuel, Francisco, e ele não gostou de nada. “Você só escolhe nome de cearense, amor!”. Eeeeeu?? Que calúnia!! Só porque sou cearense? Depois reparei que eu de fato tinha tios com cada um nos nomes que eu sugeri. Ora bolas, foi inconsciente. Em todo caso, são nomes que eu adoro.

Enfim. Fiz mais algumas sugestões de nomes de menino, que ele acatou meio contrariado e só aceitou como nome do segundo filho – o primeiro tem de ser o que ele escolheu. Tudo segredo, claro! Mas não posso encher muito o saco porque, afinal, ele é quem vai ao cartório registrar a cria...

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