sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Mala da maternidade II - Resultado da enquete
Essa divagação foi pra mostrar como as necessidades são diferentes de pessoa pra pessoa. O que foi unânime nos comentários foram as havaianas. O resto eu adaptei e, até agora, minha mala está assim:
Eu:
- 2 camisolas
- 1 vestido soltinho para sair da maternidade (ir vestida com outro)
- 6 calcinhas
- 1 cinta
- 2 sutiãs de amamentação (ir vestida com outro)
- absorventes para seios
- 1 concha de amamentação
- 1 par de havaianas
- itens de higiene pessoal (shampoo, condicionador, sabonete, hidratante, escova, pasta e pente)
- máquina fotográfica
- enfeite de porta
Ela:
- 6 bodies, 3 calças sem pé e 2 meias
- 1 mantinha
- 5 fraldas de boca
- escova de cabelo macia
E umas frutinhas, conforme conselho da Thaty.
Mas não tem macacão?? Não, porque minha amiga disse que perde super rápido e que ela não vai usar macacão no verão. Mas e o ar condicionado do hospital? Pede pra baixar. Mas e se mesmo assim estiver muito frio pra um recém-nascido? Enrola na manta. Abraça. Deixa no peito. Sei lá, meu!
Ainda posso mudar de ideia (essa amiga minha acabou de ter o segundo filho e vou conversar com ela de novo pra conferir se é isso mesmo), mas por enquanto, c'est ça. Não é que eu não queira levar os macacões; eu não quero é comprar mesmo.
Alguns itens podem ser comprados nas farmácias ao lado do hospital, por isso não vou levar, tipo fraldas descartáveis e absorventes.
E resolvi que vou levar mala de parto normal mesmo, pela fé.
E vivam as enquetes!
+++
Conversei com a minha amiga e ela disse que é isso mesmo: levou os conjuntos de body com calça e deu tudo certo. "Por via das dúvidas, leve um casaquinho!" Hahaha adorei! Vou comprar um casaquinho, até pra atender aos apelos desesperados da Roberta por algo mais quentinho.
Ah, e já acrescentei a Lansinoh à lista.
Gente, e olha que prático: no hospital onde minha amiga deu à luz ao seu segundo bebê, em BH, eles oferecem todas as roupinhas de bebê! Você só tem de levar uma pra ele sair do hospital. Tudo bem que é meio ridículo fotos do bebê com aquela logomarca do hospital, mas que é uma mão na roda, isso é!
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Mala da maternidade
Eu sei, galera, que tá cedo, mas já quero me preparar pra essa bendita mala caso eu tenha de comprar mais alguma coisa (e tá tendo feira até domingo, altas bagatelas).
Acho que já li sobre isso em algum blog, mas não me lembro qual ou quais e trago o assunto de novo à tona: o que é necessário levar pra maternidade?
Listas por aí é o que não falta. Tem umas que dariam até excesso de bagagem num voo nacional. Então a ideia é enxugar a lista, esperando por um parto normal de internação curta. Na boa: se for necessária uma cirurgia, dá pra pedir pra mamãe ir lá em casa buscar mais roupas, não é mesmo?
A mala da mãe até que eu achei razoável. Vejam a lista da Johnsons, comentada por mim e abertíssima a comentários alheios:
- 01 pacote de absorvente próprio para o pós-parto; ok
- 01 chinelo de quarto; Algum problema se for havaianas? Não tenho chinelo de quarto e nem pretendo ter.
- 03 jogos de camisolas apropriadas para amamentação; Ó, eu até aceito levar mais de uma porque pode vazar o sangue e tal. Mas duas tá de bom tamanho. Uma já comprei, como disse ontem, e a outra vou pedir emprestada pra minha mãe. As minhas não têm a menor condição, todas compradas pra lua de mel, sensuais, curtas e transparentes.
- 06 calcinhas de tamanho maior do que usava antes de engravidar; Taí, Paloma, foi por isso que comprei as calçolas!! Hehe. Mas li em outro lugar pra não levar calcinhas novas porque pode não ficar confortável... eu mereço! Será que levo 3 velhas e 3 novas?
- 01 cinta pós-parto; Ok, já que já comprei a bendita, vai na mala.
- 01 roupa para o dia de alta; Pensei comigo: não pode ser a mesma roupa do dia de entrada? Mas depois lembrei que vou estar uns tamanhos menor, né?
- 02 sutiãs de amamentação; ok
- Protetores para os seios; ok
- Máquina fotográfica; ok
- Produtos de higiene íntima: escova dental, escova de cabelos, shampoo, sabonete, creme dental, toalhas. Toalhas? O hospital não dá toalhas? Que favela. Vou me informar.
Agora a mala sem alça da minha linda filha:
- 01 creme contra assaduras; Que coisa mais Johnsons! Mas não custa levar um Hipoglós, já tem um monte lá em casa mesmo.
- 01 pacote de fraldas descartáveis; Achei que o hospital providenciava as fraldas. Mais uma vez, que favela! E também não diz o tamanho do pacote; suponho que seja pequeno, né?, 15 fraldas e tal.
- 03 conjuntos pagão com calça; Já me disseram e redisseram que pagão é inútil. Vou levar os bodies sem perna e as calças, 3 de cada, rola?
- 03 conjuntos de lã (de acordo com o clima); como vai ser verão, suponho que posso ignorar este item.
- 03 macacões de recém-nascido; no entendi (o “no” é em homenagem ao Rei). Os 3 conjuntos de pagão com calça lá em cima não bastam? Ó, vou comprar só 3 calças de RN (P, na verdade, porque a Emília é coxuda), conforme conselho de uma amiga mãe de dois. Então é só o que dá pra levar. Posso levar mais bodies, mas também vou comprar tudo sem perna, conforme conselho dessa mesma amiga.
- 02 lençóis de bercinho; Favela ôooo... o hospital não providencia isso?
- 01 manta (de acordo com a estação); Ok, vou levar. Ganhei tantas mantinhas que tô fazendo coleção, agora tem que usar.
- 01 escovinha macia para cabelos; Diz que só se o neném for cabeludo, e ela já tem Megahair, deu pra ver no ultra. Então vou levar.
- 02 sapatinhos e luvas de lã (no frio); substituir por 2 meias, certo?
- As lembrancinhas; sou má, fria e cruel, não vai ter lembrancinhas.
- Enfeite de porta (que já pode ter o nome do bebê); talvez.
- Assento bebê-conforto para o carro. Isso não vai na mala, né? Claro, já vou deixar o assento montadinho no carro.
Tem umas listas que ainda acrescentam toucas e sapatinhos, fala sério. Achei meio muito essas roupas do bebê. Sei que são pequenininhas, não ocupam espaço, mas levar muita bagagem só dá trabalho. Então me digam aí se precisa levar tanta roupa ou se 3 bodies e 3 calças bastam pra uma internação curta.
Ah, e com toda essa parafernália, não botaram fraldas de boca na lista. Disso precisa, né?
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Maternidades II – A escolha (e mais: gastrite e férias)
Já contei do Santa Luzia, de que gostei bastante e tal. Sábado foi a vez do Santa Lúcia (haja santa!). Esse é um hospital mais familiar pra mim. Sempre que preciso de pronto-socorro é pra lá que eu vou. Minha mãe também acha que lá estão os melhores médicos e a melhor estrutura para emergências. Isso eu não sei, mas mãe tem a péssima mania de ter sempre razão.
Enfim, lá fomos nós. A visita foi bem mais curta que no Santa Luzia e, em resumo, a avaliação foi a seguinte:
- Os quartos são enormes. Diferentemente de no S. Luzia, lá a primeira parte do trabalho de parto acontece no quarto mesmo. Achei isso bom porque tem mais privacidade, um banheiro só pra mim, chuveiro, e um ambiente mais agradável. Só quando a paciente está na iminência de parir é que ela desce pra sala de parto.
- O corredor da maternidade é bem amplo, claro e clean. Só tem algumas balanças (alguém me diz pra que servem?) e um quadro na parede: “Se movimentando para um parto normal”. Daí tem ilustrações das posições que ajudam no trabalho de parto e aliviam a dor. Já simpatizei.
- O hospital é muito mais vazio que o S. Luzia. Só vi um enfeite de porta. Creio que é porque o S. Lúcia parou de atender alguns grandes convênios aqui em Brasília. Isso é bom porque minha médica comentou a possibilidade de chegar no S. Luzia e não haver quartos.
- A sala de parto fica praticamente dentro da UTI neonatal. Não pude entrar lá dentro pra ver a cama, mas a enfermeira garantiu que eles dispõem de todos os equipamentos para um parto normal como manda a OMS. Eu perguntei: “Vocês têm tudo o que precisa pra gente fazer aquelas coisas do quadro lá de cima?” Ela respondeu positivamente.
- Assim como no S. Luzia, eles têm uma sala de parto normal e uma de cesárea. Fiz a mesma pergunta nas duas maternidades: “E se a sala estiver ocupada?”. Resposta da enfermeira do S. Luzia: “A gente sempre dá um jeito!” (medo!). Resposta da enfermeira do S. Lúcia: “É quase impossível isso acontecer. A maioria das mulheres faz cesariana.”
- Depois que o bebê nasce, toma o primeiro banho no balde e vai pra um tal “bercinho aquecido”. Essa foi a única coisa que eu não curti. Perguntei a ela: “Mas se ele fica aqui, como eu vou dar de mamar na primeira hora?” Ela explicou que esse procedimento era feito quando a mãe e/ou o bebê estavam muito exaustos, mas que se tivesse tudo bem era só a mãe pedir que o bebê ficaria com ela por um tempo antes de receber os cuidados pediátricos.
No balanço total, achei as duas maternidades quase equivalentes. As vantagens do Santa Lúcia: quartão (tenho a impressão de que aquela sala coletiva do Santa Luzia onde a mulher passa a primeira fase do trabalho de parto pode ficar um tanto desagradável se estiver cheia), tradição como melhor UTI, menor risco de não ter vaga. Desvantagem: bercinho aquecido que quer roubar meu bebê. Mas sabe lá, né? De repente esse bercinho pode até ajudar caso dê alguma coisa errada (que não vai dar, com a graça de Deus). E como minha médica tem fama de ser um anjo, acho que ela não vai deixar judiarem de mim e da Miloca.
Acabei escolhendo o Santa Lúcia porque as vantagens pesaram mais e porque mamãe mandou, né? Desobedecer mamãe pode ser grave...
Se alguém teve filho em alguma dessas maternidades, sintam-se à vontade para comentar, mesmo que seja em desfavor da minha opção.
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OBS.: Resolvi o problema da minha gastrite. Primeiro, substituir a água que os garçons trazem aqui no trabalho pela água do filtro parece ter dado resultado. Não sei se foi coincidência, mas o fato é que já dei uma boa melhorada. Segundo, meus remedinhos estão de volta! A médica disse que eu posso tomar Ranitidina quantas vezes precisar, até o fim da gestação. Suspirei e disse: "Ô, glória!"
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OBS2: Estou saindo de férias amanhã. Pra quem nunca esteve nem está grávida, pensem o que é fazer uma mala pra ficar 3 semanas fora quando sua barriga cresce 1cm por semana (fora as outras partes do seu corpo). Experimentei todas as roupas pra garantir que elas iam durar até o fim da viagem. A menos que você seja rica milionária e tenha um super enxoval de gestante, praticamente todas as suas roupas que te servem no momento vão pra mala. Deixei só aquelas exclusivas de trabalhar.
E não se preocupem que passarei regularmente por aqui. Não com a mesma frequência, é claro, porque vamos fazer umas viagens curtas com meus sogros pelo interior de Minas. BH, aí vamos nós!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Maternidades - Parte 1
Vivam os blogs e vivam os comentários! Se este meu blog não chegar a ser de utilidade pública, certamente está sendo de grande utilidade particular. Digo isso por causa do post de ontem: a gente se informa e tenta fazer tudo direitinho, mas é só pela experiência real de outras mães que dá pra saber o que é realmente necessário. Cheguei à conclusão de que várias orientações presentes nos sites especializados são genéricas, feitas por jornalistas que muitas vezes nem são mães/pais, e não se aplicam a todo mundo. Então, meninas, mais uma vez, valeu demais!
Fecha parênteses.
Continuando meu relato de ontem: depois da visita frustrada ao pediatra, fomos conhecer a maternidade do Hospital Santa Luzia, talvez a mais famosa de Brasília. E aí caiu mais um mito: o de que o mundo conspira para te fazer parir amarrada numa cama, totalmente na horizontal, longe do marido, e sem poder fazer xixi, caminhar ou ingerir nada.
Chegamos ao hospital e pedimos para conhecer a maternidade. Um rapazinho meio aéreo nos levou até a área dos apartamentos e começou o tour. O corredor era limpinho, bonito até. Nas portas dos quartos, os nomes das crianças. Ele nos levou a um quarto vazio e começou:
- Nós temos frigobar, TV a cabo...
Aí eu pensei: “Super interessante. Tudo o que eu vou querer fazer depois de parir é assistir Oprah.” Mas aí ele continuou, e ficou melhor:
- Nós não temos berçário. O bebê fica o tempo todo com a mãe.
Ponto! E o meu marido, sempre atento, perguntou:
- Mas e onde é que as mulheres têm os bebês?
Ele explicou que as salas de parto ficavam no andar de cima e que ele teria de checar para ver se poderíamos ir lá. Fez uma ligação e nos autorizou a subir.
Demos a sorte de não haver ninguém em trabalho de parto naquele horário, então pudemos passear livremente, acompanhados pela enfermeira Edilene, que não parava de falar. A sala onde as mulheres ficavam “dilatando” era ampla, com leitos divididos por cortinas e uma área comum. Bastante espaço para caminhar, um banheiro exclusivo para grávidas e outro para os acompanhantes, bolas de pilates. E a enfermeira:
- Você já viu essa bola? Aqui a gente humaniza, viu? Eu amo parto normal. Aqui as mulheres chegam com 4 (supus que se tratavam de centímetros de dilatação), daí quando chega a uns 10 elas vão ali pra sala de parto. Eu dou a maior atenção, viu? Faço massagem e tudo, mas claro, se tiver muito lotado a gente não consegue dar essa atenção tão especial, uma pena. Torce pra você vir no meu plantão. As outras enfermeiras humanizam, mas eu sou a mais fã de parto normal.
Ela nos mostrou as duas salas de parto – normal e cesárea. A sala de parto normal era equipada com cama que permite posição de cócoras, barra no teto para a mulher se segurar e barras de apoio também nas laterais da cama.
- Você pode pedir pra aumentar ou diminuir a temperatura, sabe? Aqui a gente humaniza, é como a mãe se sente melhor. Pode até trazer um CD, mas se não quiser a gente tem esse aqui [som de Enia, Jesuis!] Se estiver tudo bem com o bebê, ele fica no peito da mãe um tempo antes de receber os cuidados pediátricos. Depois dos cuidados, ele já volta rapidinho pra mamar na primeira hora. Aí eu explico tudo. Aqui tem banco de leite. A pegada tem que ser assim, viu, não pode fazer aquele barulho, tem que abocanhar toda a auréola (...)
Mostrou também a sala de espera e a farmácia e se despediu efusivamente, torcendo mais uma vez para eu dar à luz no plantão dela.
Claro, é um hospital. Tem aquele cheiro, as roupinhas ridículas, e de vez em quando dá pra ver uns velhinhos de camisola se arrastando pelas alas vizinhas. Mas confesso que fiquei bem satisfeita com o clima do lugar, bem longe das casas de tortura descritas por aí. E olha que esse hospital não faz propaganda de parto humanizado nem nada... apenas oferece condições para parto normal dentro das recomendações da OMS. Mais que bom pra mim.
Mas ainda não sei se é lá que vou ter meu bebê, porque ainda preciso visitar o Santa Lúcia – segundo minha médica, oferece condições semelhantes e é mais vazio, porque atende menos convênios. É menos conhecido pela maternidade que por outros serviços (minha mãe acha, por exemplo, que ele é mais equipado caso haja alguma emergência e tem médicos melhores). Então aguardem a segunda parte da saga “Maternidades”: visita ao Santa Lúcia.