Nesse recesso de Natal foi a primeira investida. Ela estava apoiada na mesinha de centro quando resolveu andar por conta própria até o pai, seus dois primeiros passos de independência. Pequenos passos para Emília, grandes passos para a humanidade!
Agora é só uma questão de aprimorar a técnica. Atualmente estamos com cinco passos de autonomia e calculo que em uma semana ela vai conseguir atravessar um cômodo.
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Esta semana Emília está ficando com minha mãe porque estamos trabalhando e a creche está de férias. Ontem eu chego pra vê-la na hora do almoço e encontro minha filha calçada com um daqueles sapatos-meia (tipo uma meia com sola) com estampa de camuflagem. Comecei a rir, Emília estava um charme de Rambo.
Minha mãe explicou que ela precisava daquilo pra andar (detalhe que eu tinha mandado meias com antiderrapante, mas aparentemente minha mãe achou que eram meias normais) e que na loja, do tamanho dela, só tinha sapato-meia de menino. “Mas só pra andar em casa, né? Porque na rua todo mundo vai achar que é menino, já que ela não tem a orelha furada...” Ok, mãe. Se quiser levar ela de Rambo pra rua também tá tudo certo.
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Falando em locomoção, agora Emília também deu pra se louco-mover. Ela continua engatinhando, só que num estilo cada vez mais kamikaze. A nova onda é transpor obstáculos (normalmente o corpo da minha pessoa ou da pessoa do pai dela, mas também vale braço de sofá), mergulhando de ponta cabeça até o seu destino final. Ela, que há poucas semanas hesitava pra descer o batente da varanda...
Outra moda de louco-moção é subir e descer escadarias (vejam bem, eu não disse escadas; disse escadarias, dessas com vários lances). Óbvio que ela não faz isso sozinha, até porque alguns degraus são mais altos que as pernas dela. Mas faz questão de nos carregar pelas mãos escada abaixo, escada acima, repetidas vezes. Haja coluna.
Por hoje é só, pessoal. Deixa eu ir ali estralar minhas hérnias, ops, vértebras.
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Emília na casa dos avós paternos no último dia 25. Foto do tio Henrique Gazzola.