por Cleiton Heredia
Acredito que a maioria já deve ter ouvido aquela jocosa frase de que dentro de um avião em pane ou nas trincheiras de uma guerra não existem ateus.
Parece-me um tanto quanto óbvio que o criador deste tipo de pensamento foi um religioso. Para ele o conceito de uma divindade que lhe oferece respostas, proteção e esperança é algo tão profundamente enraizado em sua mente que ele não consegue imaginar como alguém conseguiria sobreviver sem isto.
Porém, tenho para mim, por experiência própria, que quer seja para um religioso, quer seja para um ateu, o sofrimento sempre é algo muito difícil de se lidar. Tanto a crença em uma divindade como a ausência dela traz consigo alguns elementos que podem, ora ajudar, ora complicar a situação daquele que sofre.
Imaginemos, por exemplo, uma situação comum de alguém que sofre em função de alguma tragédia pessoal. Caso seja um religioso terá o conforto e esperança que a sua crença lhe proporciona, mas, por outro lado, poderá também ser afligido por alguns dilemas muito complicados, como o gerado pela situação real que passo a descrever:
Um crente acordou atrasado para o trabalho e saiu correndo de casa na tentativa de não chegar atrasado. Ao chegar ao ponto de ônibus, ele vê que se aproxima naquele exato momento justamente o "seu" ônibus. Ele dá graças ao seu deus por isto que ele considera uma benção divina, pois foi justamente aquele ônibus que permitiu que ele chegasse a tempo no serviço. Mais tarde ele recebe um telefonema comunicando que sua casa foi invadida por bandidos que mataram a sua esposa e estupraram a sua filhinha de apenas 4 anos de idade. Fico imaginando o profundo dilema que pode passar pela cabeça deste pobre homem ao ele verificar que o mesmo deus que controlou o trânsito naquela manhã de forma a permitir que o seu ônibus chegasse no exato momento que ele precisava, não pode (ou não quis?) controlar outras situações muito mais importantes que permitiram que aqueles bandidos pudessem chegar até a sua residência e cometessem tal monstruosidade. Porque o deus que manipulou o trânsito naquela manhã, não o fez também para impedir que aqueles bandidos chegassem até sua casa? Ou ainda mais simples, porque deus simplesmente não permitiu que eles fossem atropelados no caminho até sua residência? Com certeza, um deus todo poderoso teria inúmeras maneiras de evitar aquela tragédia.
É claro que tais dilemas metafísicos não torturariam um ateu, pois em seu conceito de mundo não existem seres sobrenaturais com soluções mágicas ou miraculosas. O religioso pode até querer se convencer de que a dor de uma pessoa religiosa que tenha passado pela situação acima descrita, seja menor do que a dor de um ateu que passe pela mesma situação. Mas será que a dor é realmente menor? Sinceramente, eu não apostaria nem sequer um centavo na possibilidade desta dor ser menor em um caso do que em outro. Para mim a dor é igual e tão grande quanto.
Eu até entendo que o religioso pode apegar-se à sua divindade para conseguir superar o sofrimento que lhe aflige, mas em termos práticos e palpáveis, precisamos entender que grande parte deste conforto vem através do apoio de familiares e amigos que se solidarizam com o sofredor. E isto não é um privilégio dos religiosos.
Se continuarmos nossa análise pela ótica da praticidade veremos que religiosos não são muito diferentes dos ateus quando lidam, por exemplo, com uma doença. Ambos recorrem aos hospitais, aos médicos e à tecnologia medicinal. Não conheço um único religioso que, ao adoecer, apenas ore ao seu deus pedindo que o cure. Todos oram, mas todos também recorrem ao ser humano na busca por soluções para o seu sofrimento. A diferença está em que o religioso entende que o ser humano será o instrumento na mão de sua divindade para curá-lo, e o ateu apenas entende que ali está uma pessoa que se preparou para ajudá-lo. O religioso exerce sua fé e o ateu exerce o seu pensamento positivo.
Nenhum dos dois tem a garantia da cura. Caso o religioso não seja curado, ele olhará com resignação para a sua divindade, procurando entender e aceitar, mediante a fé, que não foi da vontade do seu deus. Caso o ateu não seja curado, ele também olhará com resignação para todos os recursos utilizados, procurando entender e aceitar, mediante a razão, que apenas não foi possível.
Quem lida melhor com o sofrimento, religiosos ou ateus? Acredito que são os religiosos, mas isto não significa que os ateus não sabem lidar com o sofrimento. Cada um a sua maneira, todos, de uma forma ou outra, acabam aprendendo. Deste aprendizado depende a nossa sobrevivência.
Mostrando postagens com marcador Catástrofe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Catástrofe. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 16 de março de 2011
Como o Ateu lida com o Sofrimento?
Postado por
Cleiton Heredia
Marcadores:
Ateísmo,
Catástrofe,
Deus,
Fé
terça-feira, 15 de março de 2011
Qual é a melhor explicação para o sofrimento?
por Cleiton Heredia
Conforme prometido, hoje pretendo abordar o mesmo assunto da postagem anterior, porém sob uma ótica um pouco diferente e que reflete minhas atuais convicções.
O raciocínio que eu usei no artigo que escrevi em 2004 pode muito bem satisfazer uma mente religiosa ansiosa por algumas explicações que conciliem a realidade, vivida e presenciada neste mundo, com o conceito de um Deus pessoal justo e amoroso que dirige o destino de todo o universo, bem como de cada ser vivo em particular (a Bíblia cristã ensina que nenhum pássaro ou fio de cabelo humano cai sem que Deus saiba e consinta). Porém, são explicações que satisfazem apenas uma mente doutrinada segundo os ensinamentos da Bíblia cristã.
Minha argumentação não serviria para pessoas que enxergam o universo por uma ótica diferente dos conceitos bíblico-cristãos. Por exemplo, no Japão, as recentes tragédias são vistas e entendidas pela grande maioria de japoneses segundo a filosofia dos dois principais segmentos religiosos daquele país: o xintoísmo e o budismo. Enquanto o pecado de Adão e as peripécias do Diabo explicam muita coisa para os cristãos, estes não fazem o menor sentido para quem não acredita que existiu Adão ou que exista uma criatura chamada Diabo.
Tendo em vista que cada religião ou filosofia tem a sua própria explicação para uma mesma pergunta: "Porque coisas ruins acontecem para pessoas boas?" É natural que a mente racional do ser humano, ao se deparar com tantas respostas diferentes e contraditórias entre si, faça outra pergunta na sequência: "Qual destas respostas reflete a verdade?"
Mas esta segunda pergunta é normalmente feita apenas por pessoas que se encontram em segurança desfrutando de saúde e um relativo conforto material. Quem está vivendo no meio do turbilhão do sofrimento geralmente não está muito interessado em avaliar o critério "verdade". Sua prioridade é simplesmente obter uma resposta que lhe proporcione explicação para o passado, conforto para o presente e esperança para o futuro.
As religiões, independentemente quais sejam, têm como objetivo proporcionar justamente isto para o ser humano:
- Uma explicação para o passado;
- Um conforto para o presente;
- E uma esperança para o futuro.
Você, meu amigo cristão, tenho certeza que se encontra plenamente satisfeito com as respostas que o seu segmento religioso lhe proporciona. Mas será que você entende que o japonês, que possui crenças diferentes da sua e que consequentemente entende o mundo de forma diferente, também pode estar plenamente satisfeito?
Jesus Cristo te trás explicação para o passado, conforto para o presente e esperança para o futuro? Que ótimo! Continue com sua fé firme nele. Mas, por favor, apenas entenda que uma pessoa com uma fé diferente da sua também pode perfeitamente acabar encontrando os mesmos benefícios psicológicos.
Quanto se trata do sofrimento individual é essencial que se respeite as respostas que cada um escolheu para si.
Que mundo trágico seria este se o sofredor não pudesse ao menos ter a liberdade de escolher a sua própria verdade?
Conforme prometido, hoje pretendo abordar o mesmo assunto da postagem anterior, porém sob uma ótica um pouco diferente e que reflete minhas atuais convicções.
O raciocínio que eu usei no artigo que escrevi em 2004 pode muito bem satisfazer uma mente religiosa ansiosa por algumas explicações que conciliem a realidade, vivida e presenciada neste mundo, com o conceito de um Deus pessoal justo e amoroso que dirige o destino de todo o universo, bem como de cada ser vivo em particular (a Bíblia cristã ensina que nenhum pássaro ou fio de cabelo humano cai sem que Deus saiba e consinta). Porém, são explicações que satisfazem apenas uma mente doutrinada segundo os ensinamentos da Bíblia cristã.
Minha argumentação não serviria para pessoas que enxergam o universo por uma ótica diferente dos conceitos bíblico-cristãos. Por exemplo, no Japão, as recentes tragédias são vistas e entendidas pela grande maioria de japoneses segundo a filosofia dos dois principais segmentos religiosos daquele país: o xintoísmo e o budismo. Enquanto o pecado de Adão e as peripécias do Diabo explicam muita coisa para os cristãos, estes não fazem o menor sentido para quem não acredita que existiu Adão ou que exista uma criatura chamada Diabo.
Tendo em vista que cada religião ou filosofia tem a sua própria explicação para uma mesma pergunta: "Porque coisas ruins acontecem para pessoas boas?" É natural que a mente racional do ser humano, ao se deparar com tantas respostas diferentes e contraditórias entre si, faça outra pergunta na sequência: "Qual destas respostas reflete a verdade?"
Mas esta segunda pergunta é normalmente feita apenas por pessoas que se encontram em segurança desfrutando de saúde e um relativo conforto material. Quem está vivendo no meio do turbilhão do sofrimento geralmente não está muito interessado em avaliar o critério "verdade". Sua prioridade é simplesmente obter uma resposta que lhe proporcione explicação para o passado, conforto para o presente e esperança para o futuro.
As religiões, independentemente quais sejam, têm como objetivo proporcionar justamente isto para o ser humano:
- Uma explicação para o passado;
- Um conforto para o presente;
- E uma esperança para o futuro.
Você, meu amigo cristão, tenho certeza que se encontra plenamente satisfeito com as respostas que o seu segmento religioso lhe proporciona. Mas será que você entende que o japonês, que possui crenças diferentes da sua e que consequentemente entende o mundo de forma diferente, também pode estar plenamente satisfeito?
Jesus Cristo te trás explicação para o passado, conforto para o presente e esperança para o futuro? Que ótimo! Continue com sua fé firme nele. Mas, por favor, apenas entenda que uma pessoa com uma fé diferente da sua também pode perfeitamente acabar encontrando os mesmos benefícios psicológicos.
Quanto se trata do sofrimento individual é essencial que se respeite as respostas que cada um escolheu para si.
Que mundo trágico seria este se o sofredor não pudesse ao menos ter a liberdade de escolher a sua própria verdade?
Postado por
Cleiton Heredia
Marcadores:
Catástrofe,
Esperança,
Religião
segunda-feira, 14 de março de 2011
Deus Mata as Pessoas para Transformá-las em Seus Outdoors de Advertência?
por Cleiton Heredia
O título da postagem de hoje é o mesmo que utilizei em um artigo que escrevi logo após o trágico Tsunami do Oceano Índico, ocorrido em 26 de dezembro de 2004 e que ceifou a vida de mais de 285 mil pessoas.
Este artigo chegou a ser publicado em alguns sites religiosos, pois naquela ocasião este blog ainda não existia.
As reflexões nele contidas originaram-se de um artigo que li, na ocasião, de um renomado teólogo protestante chamado Samuele R. Bacchiocchi, que foi o primeiro não-católico a formar-se na Pontifical Gregorian University em Roma, tendo recebido uma medalha de ouro do Papa Paulo VI por conquistar a distinção acadêmica summa cum laude.
O artigo do Dr.Bacchiocchi trazia uma conclusão que muito me intrigava:
"Para os cristãos que crêem em Deus como Criador e Mantenedor deste mundo, há apenas a difícil conclusão de que a responsabilidade pelo desastre do Tsunami repousa diretamente em Deus." (negrito acrescentado)
Sua conclusão foi embasada em três pontos distintos:
a) uma forma enfática de Deus fazer um chamado ao arrependimento;
b) uma maneira impactante de Deus anunciar o juízo final;
c) uma convincente maneira de Deus reforçar a promessa da certeza do fim.
Em acréscimo ao impacto deste artigo, uma semana depois, eu ouvi um sermão no UNASP-SP aonde o pastor que o proferiu disse com todas as letras: "Os tsunamis são os grandes outdoors que Deus está utilizando para mostrar ao mundo que Jesus está voltando!"
Lembro-me que me senti muito desconfortável com tudo aquilo e então a minha mente religiosa, daquela época, trabalhou no sentido de tentar equacionar todas aquelas terríveis tragédias com o meu entendimento de um Deus perfeitamente justo e amoroso.
Minha argumentação foi a seguinte:
"Certa vez assisti um impressionante informe publicitário contra o consumo de álcool que foi veiculado em todas as redes de TV no Brasil. O comercial apresentava uma sucessão de carros destroçados em violentos acidentes com pessoas feridas e até mortas. Eram cenas muito fortes aquelas, e sem dúvida alcançaram seu objetivo que era alertar as pessoas para o uso indiscriminado de bebida alcoólica e suas inevitáveis conseqüências no trânsito. Mas é claro que não passou pela cabeça de ninguém que aqueles horrorosos acidentes com suas muitas vítimas foram provocados com o propósito específico de se produzir aquele comercial. Claro que não! Os produtores do comercial simplesmente se valeram de uma realidade que já existia, mas que de forma alguma foram eles os originadores. O comercial deixava bem claro: o culpado por tudo é o álcool!"
Com esta analogia eu tentei explicar que as tragédias humanas podem acabar se transformando nos Outdoors de advertência de Deus para a humanidade, porém Ele de forma alguma as ocasionava com este propósito. Assim como a culpa dos acidentes mostrados naquele informe publicitário era das pessoas imprudentes que insistiam em dirigir alcoolizadas, assim também a culpa das tragédias que assolavam a humanidade é do "pecado", ou melhor dizendo, dos efeitos degenerativos da maldição do pecado que repousa sobre este planeta há mais de seis mil anos.
Caso tenha a curiosidade de ler na íntegra o artigo que escrevi, clique aqui.
Agora, cá estamos nós vivendo o ano de 2011 e sendo obrigados mais uma vez a olhar com angústia e consternação mais uma terrível tragédia natural com suas milhares de vítimas fatais. Mais de seis anos se passaram do Tsunami do Oceano Índico e algumas coisas mudaram em minhas convicções, de forma que as reflexões que eu atualmente faço são outras.
Falarei delas na próxima postagem.
O título da postagem de hoje é o mesmo que utilizei em um artigo que escrevi logo após o trágico Tsunami do Oceano Índico, ocorrido em 26 de dezembro de 2004 e que ceifou a vida de mais de 285 mil pessoas.
Este artigo chegou a ser publicado em alguns sites religiosos, pois naquela ocasião este blog ainda não existia.
As reflexões nele contidas originaram-se de um artigo que li, na ocasião, de um renomado teólogo protestante chamado Samuele R. Bacchiocchi, que foi o primeiro não-católico a formar-se na Pontifical Gregorian University em Roma, tendo recebido uma medalha de ouro do Papa Paulo VI por conquistar a distinção acadêmica summa cum laude.
O artigo do Dr.Bacchiocchi trazia uma conclusão que muito me intrigava:
"Para os cristãos que crêem em Deus como Criador e Mantenedor deste mundo, há apenas a difícil conclusão de que a responsabilidade pelo desastre do Tsunami repousa diretamente em Deus." (negrito acrescentado)
Sua conclusão foi embasada em três pontos distintos:
a) uma forma enfática de Deus fazer um chamado ao arrependimento;
b) uma maneira impactante de Deus anunciar o juízo final;
c) uma convincente maneira de Deus reforçar a promessa da certeza do fim.
Em acréscimo ao impacto deste artigo, uma semana depois, eu ouvi um sermão no UNASP-SP aonde o pastor que o proferiu disse com todas as letras: "Os tsunamis são os grandes outdoors que Deus está utilizando para mostrar ao mundo que Jesus está voltando!"
Lembro-me que me senti muito desconfortável com tudo aquilo e então a minha mente religiosa, daquela época, trabalhou no sentido de tentar equacionar todas aquelas terríveis tragédias com o meu entendimento de um Deus perfeitamente justo e amoroso.
Minha argumentação foi a seguinte:
"Certa vez assisti um impressionante informe publicitário contra o consumo de álcool que foi veiculado em todas as redes de TV no Brasil. O comercial apresentava uma sucessão de carros destroçados em violentos acidentes com pessoas feridas e até mortas. Eram cenas muito fortes aquelas, e sem dúvida alcançaram seu objetivo que era alertar as pessoas para o uso indiscriminado de bebida alcoólica e suas inevitáveis conseqüências no trânsito. Mas é claro que não passou pela cabeça de ninguém que aqueles horrorosos acidentes com suas muitas vítimas foram provocados com o propósito específico de se produzir aquele comercial. Claro que não! Os produtores do comercial simplesmente se valeram de uma realidade que já existia, mas que de forma alguma foram eles os originadores. O comercial deixava bem claro: o culpado por tudo é o álcool!"
Com esta analogia eu tentei explicar que as tragédias humanas podem acabar se transformando nos Outdoors de advertência de Deus para a humanidade, porém Ele de forma alguma as ocasionava com este propósito. Assim como a culpa dos acidentes mostrados naquele informe publicitário era das pessoas imprudentes que insistiam em dirigir alcoolizadas, assim também a culpa das tragédias que assolavam a humanidade é do "pecado", ou melhor dizendo, dos efeitos degenerativos da maldição do pecado que repousa sobre este planeta há mais de seis mil anos.
Caso tenha a curiosidade de ler na íntegra o artigo que escrevi, clique aqui.
Agora, cá estamos nós vivendo o ano de 2011 e sendo obrigados mais uma vez a olhar com angústia e consternação mais uma terrível tragédia natural com suas milhares de vítimas fatais. Mais de seis anos se passaram do Tsunami do Oceano Índico e algumas coisas mudaram em minhas convicções, de forma que as reflexões que eu atualmente faço são outras.
Falarei delas na próxima postagem.
Postado por
Cleiton Heredia
Marcadores:
Catástrofe,
Deus
sábado, 25 de setembro de 2010
Presságio - Visões do Apocalípse
por Cleiton Heredia
Aqui estou eu mais uma vez escrevendo sobre o filme "Presságio", mas não tem como ser diferente, pois "a boca fala daquilo que o coração está cheio" (Evangelho de Lucas 6:45).
Como eu já havia comentado, este filme me chamou a atenção pela forma que alguns textos bíblicos são interpretados. Em especial, a visão do Trono de Deus contida no capítulo 1 do livro do profeta Ezequiel.
Já fui uma pessoa que acreditou piamente no fim do mundo tal como está relatado na Bíblia cristã. Porém, hoje estou muito mais propenso a crer no fim do mundo tal como é relatado pela ciência.
Talvez você entenda um pouco melhor o que estou querendo dizer ao assistir as duas partes do vídeo logo abaixo (caso não esteja visualizando as legendas em português, assista-os direto da página do Youtube com a função legenda devidanente ativada):
Não pretendo afirmar categoricamente que a perspectiva religiosa do fim do mundo, tal como é relatada na Bíblia cristã, está completamente errada e que a perspectiva científica está 100% correta. Mesmo porque em um ponto específico ambas concordam plenamente: "Um dia a vida neste planeta, tal como hoje a conhecemos, irá deixar de existir".
É claro que a perspectiva religiosa oferece uma esperança diferenciada capaz de fornecer grande conforto e segurança para aqueles que nela acreditam. Porém, a perspectiva científica não é completamente desprovida de esperança, pois o avanço da ciência nos últimos anos tem acenado para o futuro com possibilidades bem promissoras.
Aqui estou eu mais uma vez escrevendo sobre o filme "Presságio", mas não tem como ser diferente, pois "a boca fala daquilo que o coração está cheio" (Evangelho de Lucas 6:45).
Como eu já havia comentado, este filme me chamou a atenção pela forma que alguns textos bíblicos são interpretados. Em especial, a visão do Trono de Deus contida no capítulo 1 do livro do profeta Ezequiel.
Já fui uma pessoa que acreditou piamente no fim do mundo tal como está relatado na Bíblia cristã. Porém, hoje estou muito mais propenso a crer no fim do mundo tal como é relatado pela ciência.
Talvez você entenda um pouco melhor o que estou querendo dizer ao assistir as duas partes do vídeo logo abaixo (caso não esteja visualizando as legendas em português, assista-os direto da página do Youtube com a função legenda devidanente ativada):
Não pretendo afirmar categoricamente que a perspectiva religiosa do fim do mundo, tal como é relatada na Bíblia cristã, está completamente errada e que a perspectiva científica está 100% correta. Mesmo porque em um ponto específico ambas concordam plenamente: "Um dia a vida neste planeta, tal como hoje a conhecemos, irá deixar de existir".
É claro que a perspectiva religiosa oferece uma esperança diferenciada capaz de fornecer grande conforto e segurança para aqueles que nela acreditam. Porém, a perspectiva científica não é completamente desprovida de esperança, pois o avanço da ciência nos últimos anos tem acenado para o futuro com possibilidades bem promissoras.
Postado por
Cleiton Heredia
Marcadores:
Catástrofe,
Ceticismo,
Mundo,
Religião
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Fim do Mundo - Mais uma hipótese a considerar
por Cleiton Heredia
Já que estamos falando sobre eventos catastróficos com potencial de exterminar a vida humana neste planeta (pelo menos da forma como a conhecemos hoje), ainda está faltando o cinema produzir um filme onde um Supervulcão seja o vilão da vez.
Filmes como Volcano (1997) e O Inferno de Dante (Dante's Peak - 1997) retratam tragédias locais provocadas por grandes vulcões, mas nada tão grande a ponto de ameaçar toda a vida no globo terrestre.
Um Supervulcão refere-se a um vulcão que produz as maiores e mais volumosos tipos de erupções na Terra. São vulcões com potencial de gerar catástrofes globais e extinção em massa. As crateras formadas por supervulcões são tão grandes que algumas delas só podem ser percebidas por imagens de satélite.
Os Supervulcões conhecidos em nosso planeta são um total de quatorze sendo que cinco deles encontram-se nos Estados Unidos da América do Norte e aquele que mais preocupa os vulcanólogos atualmente é o do Parque Nacional de Yellowstone em Wyoming (o supervulcão mais próximo de nós brasileiros é o Caldera de Vilama na Argentina).
O professor vulcanologista Bill McGuire diz que em Yellowstone o subsolo está inflando e elevando o nível do chão, o que talvez seja indício de atividade. Mas não há, por enquanto, razões para pânico. A cratera dará sinais bem mais intensos anos antes de voltar à ativa, tranqüiliza McGuire.
O despertar do monstro pode levar um ano, dez milênios ou não acontecer nunca. Mas os geólogos descobriram que no passado a região sofreu megaerupções em ciclos de 600 mil anos. O interessante é que a última ocorreu há 630 mil anos. Yellowstone, ao que parece, está com o prazo vencido.
No caso de uma erupção do Yellowstone, praticamente toda a vida animal e vegetal no continente seria exterminada. Porém, o restante do planeta sofreria terrivelmente devido ao “inverno vulcânico”, cuja duração seria medida em anos.
Um “inverno vulcânico” é a redução da temperatura causada por cinzas vulcânicas e ácido sulfúrico obscurecendo o Sol e diminuindo o albedo (aumentando assim a reflexibilidade da Terra). Colheitas seriam prejudicadas, sem falar na economia, extremamente dependente de importações. A população mundial mergulharia em uma crise climática e econômica sem precedentes onde a fome, a doença e o caos generalizado dariam cabo daqueles que sobrevivessem.
O vídeo abaixo mostra uma impressionante simulação de uma erupção em Yellowstone:
O próximo vídeo é menos impactante, porém mais rico em informação:
Enquanto isto não acontece, curta as belas imagens deste lindo, porém perigoso parque:
Já que estamos falando sobre eventos catastróficos com potencial de exterminar a vida humana neste planeta (pelo menos da forma como a conhecemos hoje), ainda está faltando o cinema produzir um filme onde um Supervulcão seja o vilão da vez.
Filmes como Volcano (1997) e O Inferno de Dante (Dante's Peak - 1997) retratam tragédias locais provocadas por grandes vulcões, mas nada tão grande a ponto de ameaçar toda a vida no globo terrestre.
Um Supervulcão refere-se a um vulcão que produz as maiores e mais volumosos tipos de erupções na Terra. São vulcões com potencial de gerar catástrofes globais e extinção em massa. As crateras formadas por supervulcões são tão grandes que algumas delas só podem ser percebidas por imagens de satélite.
Os Supervulcões conhecidos em nosso planeta são um total de quatorze sendo que cinco deles encontram-se nos Estados Unidos da América do Norte e aquele que mais preocupa os vulcanólogos atualmente é o do Parque Nacional de Yellowstone em Wyoming (o supervulcão mais próximo de nós brasileiros é o Caldera de Vilama na Argentina).
O professor vulcanologista Bill McGuire diz que em Yellowstone o subsolo está inflando e elevando o nível do chão, o que talvez seja indício de atividade. Mas não há, por enquanto, razões para pânico. A cratera dará sinais bem mais intensos anos antes de voltar à ativa, tranqüiliza McGuire.
O despertar do monstro pode levar um ano, dez milênios ou não acontecer nunca. Mas os geólogos descobriram que no passado a região sofreu megaerupções em ciclos de 600 mil anos. O interessante é que a última ocorreu há 630 mil anos. Yellowstone, ao que parece, está com o prazo vencido.
No caso de uma erupção do Yellowstone, praticamente toda a vida animal e vegetal no continente seria exterminada. Porém, o restante do planeta sofreria terrivelmente devido ao “inverno vulcânico”, cuja duração seria medida em anos.
Um “inverno vulcânico” é a redução da temperatura causada por cinzas vulcânicas e ácido sulfúrico obscurecendo o Sol e diminuindo o albedo (aumentando assim a reflexibilidade da Terra). Colheitas seriam prejudicadas, sem falar na economia, extremamente dependente de importações. A população mundial mergulharia em uma crise climática e econômica sem precedentes onde a fome, a doença e o caos generalizado dariam cabo daqueles que sobrevivessem.
O vídeo abaixo mostra uma impressionante simulação de uma erupção em Yellowstone:
O próximo vídeo é menos impactante, porém mais rico em informação:
Enquanto isto não acontece, curta as belas imagens deste lindo, porém perigoso parque:
Postado por
Cleiton Heredia
Marcadores:
Catástrofe,
Ciência,
Cinema,
Mundo
Assinar:
Postagens (Atom)