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[Vila de Ponta Negra] As cores de uma cultura

Diário de Natal - 19 de agosto de 2012 

Pedro Carlos de Lima reconhece a Vila de Ponta Negra pelo colorido. Não podia ser diferente. Já aos 9 anos de idade estava enfurnado em grupos folclóricos. Além das cantigas que carrega hoje como relíquia, aprendeu também a alegria do brincante. Mestre Pedro é filho de pescador, como tantos outros na Vila. Podia ter escolhido o lado cinza, mas preferiu as cores da cultura.

Graça Leal entre os grandes mestres da Vila, Severino, Arraia e Pedro. Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press


"Sou pescador, também. Saía pra maré já com nove anos, na mesma época que descobri as cantigas. Mas hoje não aguento mais a lida da pesca", conta o mestre, aos 63 anos. Pedro vive da aposentadoria e do dinheiro recebido do aluguel da jangada. "Quando brinco com o Congo ainda me dão 200, às vezes 300 reais, só pra eu não ficar sem nada. Mas não dá pra muita coisa, não. Sustento o Congo sabe-se lá como".

Nem podia. Mestre Pedro é pai de nove filhos. Já tem 16 netos e quatro bisnetos. Todos eles moram com o patriarca em sua casa, em Pium. "Adoro a Vila. Mas houve problema com o vizinho e achei melhor sair porque podia ter problema maior, ne?"E acrescenta: "A Vila já esteve boa. De certos anos pra cá, não tá mais. É muita droga, inseto. Povo de fora querendo bagunçar. Gente que nem conhecemos".

Mestre Pedro nasceu e se criou na Vila. É filho de pescador e fazedor de carvão no mato. E a mãe cuidava da casa. "Nossa comida era farinha pisada no pirão de milho. Mamãe pisava pra gente comer de noite. Hoje se não tiver um frango ninguém gosta. Lá em casa, só de pão, todo dia, são seis reais. No fim do mês é 450 conto só de pão. Afora um quilo de feijão, um de arroz quase todo dia", fala em tom de brincadeira.

Pedro comanda o grupo folclórico mais tradicional da Vila: o Congo de Calçola. Aprendeu tudo com "Zé de Tereza", ali mesmo na Vila. "Comecei como dama, depois galante e fui aprendendo as cantigas. Parei com 30 anos. Quando deu 40 comecei de novo. E só deixo agora quando morrer". O mestre lamentou tanto tempo sem espaço para ensaiar. "Só agora conseguimos o espaço cedido por Graça".

O grupo de Bambelô também é comandado por Mestre Pedro. São 15 anosde história. E este é cria mesmo do mestre. "Do Bambelô eu aprendi com o finado Zé de Aperrião, que já morreu. Ele tinha um Bambelô na Vila. Mas as cantigas dele são uma, e as minhas são outras. As dele são tipo coco de roda. As minhas são coco de bambelô mesmo. Eu mesmo criei", se orgulha.

Eterna brincadeira
E o orgulho vai além. "São 12 pessoas em cada grupo. Só adulto, na faixa de 16 a 30 anos. Mas tem criança que também quer brincar. Todo mundo quer brincar comigo. Se eu quiser botar 20, 30 eu boto porque sei cantar e sei brincar. E é aprovado em todo canto. Desde que eu me entendo de gente sempre teve brincadeira aqui na Vila: Bambelô, Boi de Reis. É um povo acostumado a esse tipo de coisa. E sentencia: "A Vila mesmo hoje não tem muita graça, só quando a gente brinca".

A Vila de Ponta Negra não morre porque a arte não deixa

Diário de Natal - 19 de agosto de 2012

A frase de Graça Leal, do Centro Cultural da Vila de Ponta Negra, é a síntese de um pedaço carente de políticas públicas

A Vila de Ponta Negra é multicolorida. Mas nos últimos anos, as matizes ou, mais ainda, a essência que move um dos lugares mais ricos em cultura popular de Natal estão misturadas ao cinza da violência, do abandono e do tráfico de entorpecentes. Ainda assim, a cultura permanece a força motriz do conjunto. É o que ainda empresta cor à Vila, mantém o verde da esperança e inspira a arte. "A Vila não morre porque a arte não deixa". A frase é de uma resistente chamada Graça Leal. Resistente porque moradores da Vila de Ponta Negra são resistentes. Driblam o caos urbano por amor ao lugar. Apesar da violência e do abandono, a proximidade do mar, a atmosfera ainda rústica de vila pesqueira e a riqueza cultural prendem o tais resistentes ao lugar.

Contradições da Vila de Ponta Negra são marcantes: manifestações culturais e violência se misturam. Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press


Graça chegou à Vila há 20 anos. Veio quase que por encantamento. O marido, Antônio Leal - hoje aposentado -, por questão de saúde precisava respirar um ar menos poluído que o de Minas Gerais. E acharam o topo marítimo da Zona Sul de Natal, conjunto periférico da cidade. E se a família Leal venceu o problema de saúde, iniciava ali uma segunda luta, persistente até hoje. "Quando chegamos chamava a atenção a quantidade de criança perambulando pela rua. Era uma situação de abandono, como se elas estivessem à mercê de qualquer investida, maldosa ou não", relembra Graça.

Começava ali a ideia de transformar a vida daquela gente tomando proveito do que a Vila também oferecia de melhor: a vocação cultural, seja a popular dos seus grupos folclóricos, ou pelas chamadas grandes artes. Após articulações e ações mais pontuais, a família Leal transformou a casa situada na Vila em um centro de cultura. A princípio, ministravam aulas de artes plásticas para crianças da comunidade. Mas bastaram dois anos para a ação ser reconhecida pelo Governo Federal como Ponto de Cultura, o Sons da Vila. Foram cinco anos de atividades culturais intensas e gratuitas.

Ponto de Cultura
O Sons da Vila se dedicava a ensinar música para as crianças da comunidade. Eles davam oinstrumento e ofereciam aulas gratuitas. Segundo Graça, mais de 500 alunos passaram por lá. A maioria, gente que não teria outra oportunidade de aprendizado. "Muitos, hoje, estão na UFRN. É muito gratificante porque sabemos do que poderia ser o futuro deles caso não tivessem essa chance". Graça lamenta a falta de autoestima dos moradores da Vila. As meninas sonham casar com gringos. Crianças e adolescentes têm na figura do pai um viciado em crack, um dependente químico ou alcoolatra. "São famílias esfaceladas, sem rumo. Então, muitos se acham na cultura, porque a Vila também oferece isso. A Vila morre e ressurge o tempo todo por este viés".

O hoje Centro Cultural da Vila de Ponta Negra ainda recebe os "resistentes" da Vila. Já possui até biblioteca pública. Funciona também como espaço para exposição, oficinas de artesanato, contação de histórias e até sessões semanais de cinema.

O sonho da biblioteca foi possível graças ao programa Mais Cultura, do Governo Federal. O Centro recebeu quase 700 livros para iniciar o projeto. O local é protegido por grades. E escancara a problemática da violência, mesmo para quem deseja mudar a realidade de prostituição, tráfico de drogas e matança. "Na Vila se mata mais do que numa guerra. Há até extermínio", comenta Graça, temerosa pela retaliação.

MP investiga irregularidades nas obras de drenagem da Prefeitura de Natal na Vila de Ponta Negra

Blog Panorama Político, por Anna Ruth Dantas - 08 de agosto de 2012
O Ministério Público Estadual abriu uma investigação para apurar denúncias de irregularidades na obra de drenagem da Vila de Ponta Negra. As primeiras diligências do promotor Giovani Rosado recaem sobre o pedido de informação à Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infra-estrutura.

Já à Secretaria Municipal de Planejamento o Ministério Público questionou se já foram feitos todos os pagamentos referentes à obra de drenagem e pavimentação da Vila de Ponta Negra.

280 metros de crateras em Ponta Negra

Diário de Natal - 6 de julho de 2012 

Três campos de futebol. Este é o resultado da última medição dos buracos existentes no calçadão da praia


Foto: Fotos: Carlos Santos/DN/D.A Press
O comerciante João Carlos de Oliveira, dono do Quiosque número seis da praia de Ponta Negra, pode ser a próxima vítima da maré cheia que atinge o calçadão a beira-mar, na zona Sul de Natal. Somente nesta semana, seis postes da rede elétrica caíram e pelo menos mais quatro ameaçam tombar, devido à fragilidade do calçadão. Dois quiosques foram removidos ou afastados ontem e pelo menos mais dois estão em estado de alerta. Segundo dados da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), as medições somadas até a última quarta-feira já mostram 280 metros lineares de crateras, equivalente a três campos de futebol. Ao todo, o calçadão contabilizava (sem o prejuízo dos buracos) uma extensão de 2.300 metros.

Morador da Vila de Ponta Negra, João Carlos trabalha na praia há 26 anos, antes mesmo da existência do calçadão. Como proprietário do Quiosque 6, acompanha todos os dias as rachaduras que vem arrastando seu pé de castanhola, ao lado do estabelecimento, e mais doiscoqueiros vizinhos. "Ninguém mais está sentando aqui em baixo para comer alguma coisa. Chegou aqui uma senhora de São Paulo e não conseguiu descer para a praia porque a escada cedeu", contou o comerciante, que tem chegado ao local às 4h da manhã para ver se está tudo bem. "Isso aqui é feito de fibra, se um poste desses cai pela noite, corre o risco de tudo pegar fogo".

Para facilitar o acesso dos banhistas à praia nas áreas mais altas da orla, alguns hotéis estão construindo escadas de madeira improvisadas, o que tem afastado os turistas. Valdir Pinheiro, de Sorocaba (SP), visita o local pela primeira vez e conta estar surpreso com a situação da cidade. "A gente vê um descaso enorme tanto nas avenidas, cheias de buracos, como aqui na praia. A minha cidade, com 700 mil habitantes, tem uma arrecadação bem menor e está em melhores condições que Natal", afirmou.

Cinthia Fernanda, presidente do conselho comunitário de Ponta Negra, disse que não houve uma explicação da intervenção feita na praia e critica a falta de diálogo da prefeitura com os moradores. "Na realidade esse projeto da orla deveria ter sido feito em torno de dois anos, mas houve pressa na entrega e falta de planejamento antes da execução. Nós não temos acesso ao projeto original, mas temos a consciência de que ele não foi executado com qualidade", explicou.

O titular da Semsur, Luiz Antônio, explica a ação da prefeitura, que aguarda a ajuda do Exército Brasileiro para a reparação da orla de Ponta Negra e da Praia do Forte, avaliada em R$ 700 mil. "Nós não podemos dar um apoio financeiro a essas pessoas porque essas obras são extremamente temporárias. Nós estamos avaliando a situação, junto com a Defesa Civil e o Ministério Público para que possamos removê-los ou realocá-los definitivamente. O que se está fazendo são obras emergenciais, a curto prazo, para dar garantia de sobrevivência a essas pessoas".

Sobre uma solução definitiva para o problema, o secretário afirma que falta um estudo aprofundado de impacto ambiental. "Alguém há 15 anos achou, possivelmente, que essa obra ia ficar para o resto da vida. Mas o mar veio e tirou toda a areia, fragilizando o solo. Há estudos de professores que avaliam que cerca de 20 mil caminhões de areia já foram levados pelo mar", explica Luiz Antônio. Desde fevereiro deste ano, cinco pontos foram destruídos na orla e R$ 476 mil foram gastos pela prefeitura com reparos.


Frequentadores e comerciantes contabilizam prejuízos e transtornos com trechos caídos de calçadão. Fotos: Carlos Santos/DN/D.A Press

Moradores pedem novamente embargo de espigão em Ponta Negra


Documento foi enviado para a Procuradoria Geral do Município. O prédio está sendo instalado numa Zona de Proteção Ambiental.

A Associação dos Moradores dos Parques Residenciais de Ponta Negra e Alagamar (Ampa) mandou um ofício a Procuradoria Geral do Município (PGM) para que este embargue novamente a obra do edifício Villa Del Sol.

A construtora responsável pelo prédio, Natal Real Estate, teve o direito de retornar a obra, graças ao veredito proferido pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, no dia 17 de abril, conforme foi publicado pelo Portal Nominuto.com no dia 03 de junho.

O edifício é conhecido como um dos "espigões de Ponta Negra". Eles estão sendo instalados na Zona de Proteção Ambiental 6 (ZPA 6), que incluí o Morro do Careca, um dos cartões postais da cidade.

Dentro do ofício, a Ampa afirma que "a participação popular e o controle social das políticas públicas são a contrapartida fundamental da sociedade na tarefa maior de construção de uma democracia plena".

Na nova decisão judicial, o Desembargador João Batista Rebouças, relator do processo, disse que o primeiro julgamento não enxergou razões aceitáveis para a cassação da licença ambiental. Para Rebouças, o terreno, onde se encontra o empreendimento, está fora da área de proteção citada.

O prédio teve sua licença ambienta cassada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), através do julgamento da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal.

Foram, ao todo, cinco espigões que foram embargados em Natal, no final da década de 2000. Além do Villa Del Sol, existe o Costa Brasilis (também conhecido como Flat da Vila), Philipe Vannier, Solaris de Ponta Negra e Monte Sinai.

Estrutura da praia de Ponta Negra deixa a desejar

Diário de Natal - 8 de maio de 2012 


A inspeção do MP averiguou toda a estrutura organizacional e física da praia, observando também questões relacionadas ao cuidado com o meio ambiente. Além do Ministério Público e da Semsur, estiveram presentes entidades como a Associação dos Trabalhadores de Ponta Negra (Atpon) e a Associação dos Locatários de Cadeiras, e órgãos como Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e Superintendência do Patrimônio da União (SPU), entre outros. O primeiro problema verificado junto aos comerciantes foi a falta de iluminação noturna no Morro do Careca. Ficou constatado que o sistema de leds, com lâmpadas frias, não afetam nem a fauna nem a flora da mata.

Outro problema foi o aumento irregular de alguns estabelecimentos na faixa de areia. "Os pescadores da Vila de Ponta Negra também não tem um rancho, um local para colocar o que eles chamam de 'tralhas'. A SPU presenteou os pescadores com um rancho. Outro problema são duas escadas públicas existentes aqui, que estão inacessíveis, não deixando nem pessoas nem carros descer à praia", apontou Marcos Martins. A vistoria também passou pela faixa de areia, e percebeu algumas caixas de tubulação secas e línguas negras oriundas de bocas de lobo, especialmente no final da Av. Erivan França. Alguns quiosques também estão com estrutura comprometida. A degradação ameaça o desabamento da construção.

Grande parte dos problemas verificados na praia de Ponta Negra já são de conhecimento da Secretaria de Serviços Urbanos (Semsur), mas o secretário Luiz Antônio Lopes, disse que trazer várias secretarias e órgãos do governo na vistoria contribui para se planejar ações mais eficazes para dar soluções práticas. "É o momento oportuno para se fazer uma discussão mais ampla sobre o uso da orla de Ponta Negra. As intervenções aqui só vão existir se fizermos ações em conjunto. Encontramos vários problemas, por exemplo, que se referem à rede de esgotos da Caern. A ideia é um olhar da totalidade", argumentou.

Ceará e Rio de Janeiro são exemplosCom relação à engorda, uma das soluções foi se fazer algo semelhante ao que foi feito na Praia de Iracema, em Fortaleza, ou na Enseada de Botafogo, no Rio de Janeiro. Copacabana, também no Rio, foi citada como outro bom exemplo: os banheiros públicos fixos existentes na praia mais famosa do Brasil ficam no subsolo. São limpos e úteis a quem quer trocar de roupa na praia e ir ao trabalho, por exemplo. Sobre a construção de banheiros públicos permanentes na praia de Ponta Negra, Luiz Antônio Lopes disse que a Semsur não tem dotação orçamentária nem condições de fazer uma licitação para construção de estruturas fixas. Atualmente o aluguel de banheiros químicos para a orla de Natal é responsabilidade da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Seturde). "Já temos conhecimento de que a Seturde vai fazer uma parceria com o setor privado para se construir banheiros fixos aqui na praia", adiantou o secretário da Semsur.

SESC Cidadão promove ação na Vila de Ponta Negra


Um dia para se exercer a cidadania
II Ação Qualidade de Vida na Vila oferecerá sábado (12/05) diversos serviços gratuitos para a comunidade carente da Vila de Ponta Negra. Programação acontece das 8h às 14h na sede do SESC Cidadão



Para os moradores da Vila de Ponta Negra, em Natal, sábado (12/05) será o dia da cidadania. É que o Sistema Fecomércio/RN, por meio do SESC, promoverá a II Ação Qualidade de Vida na Vila. A comunidade terá acesso gratuito a uma programação variada e para todas as idades, que inclui atividades de saúde, orientações, oficinas e serviços de beleza. O evento acontece das 8h às 14h na sede do projeto SESC Cidadão.

O sucesso da primeira edição, realizada em setembro de 2011, motivou os organizadores a repetir a dose este ano. A intenção é de promover o bem estar social da comunidade carente do bairro. Além disso, o evento também pretende "fortalecer o vínculo com os moradores da Vila de Ponta Negra e contribuir para a formação de uma consciência cidadã", ressalta a assistente social do SESC e responsável pelo projeto, Jacqueline Coringa.

A programação oferece aferição de pressão, teste glicêmico, aplicação de vacinas (típlice viral, hepatite, tétano e outras), verificação de Índice de Massa Corporal (IMC), orientação nutricional, palestra sobre vivências lúdicas, oficinas manuais (chaveiro em fuxico e balões), informações sobre benefícios previdenciários (INSS) e serviços de beleza (spa de mãos e pés e massagem). A II Ação Qualidade de Vida na Vila conta com a parceria da Universidade Potiguar (UnP), das secretarias de saúde estadual e municipal e do Ministério da Previdência Social.

Trabalho contínuo

O Projeto SESC Cidadão Vida na Vila – cujo espaço sediará o evento –, surgiu em 2006, fruto da necessidade da ampliação do trabalho desenvolvido pelo SESC/RN, até então restrito à educação de jovens e adultos realizada com a Associação de Pescadores no bairro de Ponta Negra. Hoje, o projeto desenvolve variadas ações nas áreas de cultura, educação, reforço alimentar, educação para a saúde, esporte, recreação e artes, atendendo crianças e adolescentes na faixa etária de 10 a 16 anos, egressos da rede pública de ensino em situação de risco social e moradores da Vila de Ponta Negra.


Serviço:

O quê? II Ação Qualidade de Vida na Vila
Quando? Sábado (12/05), das 8h às 14h
Onde? Sede do SESC Cidadão Vila de Ponta Negra (Rua João Noberto, 444, Vila de Ponta Negra – por trás da igreja católica)
ENTRADA GRATUITA

3º Edição do ESCAMBO CENTRAL na Vila de Ponta Negra - Monte sua banquinha!

DIA 08 DE ABRIL!!!

Local: Casa das Artes da Vila de Ponta Negra.
Endereço: Rua Afonso Magalhães , nº 430.
Como chegar?
Pela Roberto Freire  >> Vem pela Roberto Freire sempre em frete, passa a rotatória e segue até a vila de Ponta Negra. Ao chegar no Cruzeiro, entra  à direita na segunda rua do Cruzeiro  (na entrada da Rua tem um bar – bar do João), segue sempre em frente. A casa fica em frente a Padaria Santa Isabel.
Pela Rota do Sol  >> Entra na Rua da Lagosta (Rua do Corais de Ponta Negra) e segue em frente, entra na quarta rua à esquerda depois do Corais). É a rua do mercadinho São Francisco.
Horário: 16h às 21h.
Entrada: Gratuita -  Para público em geral! / R$ 5,00 – Para montar banquinha!
CAMPANHA : "MONTE SUA BANQUINHA"
Gerais:
  • A feira tem espaço para 15 banquinhas;
  • Inscrição das banquinhas de 20 a 30 de março;
  • A estrutura física da banca é de responsabilidade do expositor;
  • Taxa de inscrição das banquinhas: R$ 5,00;
  • Para se inscrever basta preencher o formulário abaixo, a taxa é paga no dia do evento na hora da montagem;
  • Na montagem cada responsável recebe um crachá de expositor, que deve ser devolvido ao final do evento;
  • O horário de montagem das banquinhas é das 14h às 15h e de desmontagem é das 21h às 22h. Devendo o expositor obedecer aos horários para um melhor funcionamento do evento;
  • As 15 primeiras inscrições ocuparam a terceira edição do Escambo Central, os que não conseguirem expor nessa edição já fica na lista para o próximo evento que acontecerá no mês de maio.
Obrigações da produção do Escambo Central:
  • Limpeza anterior e posterior ao evento;
  • Estrutura física do espaço (banheiro, provador, salão de exposição, iluminação e som);
  • Recepção do público e maiores informações;
  • Divulgação do evento de maneia geral;
  • Crachás dos expositores e plaquinhas para as banquinhas;
  • Sinalização do espaço;
  • Produção.
Obrigações do expositor:
  • Trazer sua mesinha e/ou arara;
  • Cuidar da segurança dos produtos expostos em sua banquinha;
  • Montar e desmontar sua banquinha no horário reservado para tal atividade;
  • Divulgar o evento geral;
  • Preencher um formulário avaliativo ao término do evento.
  • Enviar fotos e/ou vídeo para a produção ao término do evento.
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO NO ENDEREÇO: http://arteempauta.wordpress.com/2012/03/19/224/

Em outubro de 2011 pescadores sofriam com escassez do pescado. E agora? Tem alguma dúvida de que a tendência é piorar?

Diário de Natal - 23 de outubro de 2011 

Vila de pescadores, lugar de veraneio da Natal do passado, o local possui uma das vistas mais belas da cidade. Existem referências, datadas do século XVII, sobre a praia de Ponta Negra, que cita alguns documentos como o que comprova que o local serviu de desembarque de tropas holandesas. Sobre sua ocupação, o historiador Itamar de Souza fez a notação: "O casario primitivo surgiu na parte alta, onde está a Vila de Pescadores. Em meados do século XX, a elite natalense aportou à beira-mar construindo ai suas casas de veraneio. Nos anos 70, a expansão urbana povoou a parte alta deste bairro com a construção de conjuntos habitacionais".


Jailson Carlos (E) voltou do mar com apenas três peixes no cesto Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press
Lugar de contrastes, a Vila de Ponta Negra e seu entorno foram oficializados de bairro de Ponta Negra por meio da Lei Municipal nº 4.328, de 5 de abril de 1993. Hoje em dia os pescadores sofrem com a falta de apoio financeiro à atividade artesanal que aprenderam ao longo do tempo. Tradição passada de pai para filho. Jailson Carlos de Lima, 37, é nascido e criado na Vila de Ponta Negra. "Aprendi a pescar aos 9 anos com meu pai e meu tio", revela, assumindo que preferiu a atividade aos estudos. Fez apenas até a antiga 4ª série.

O pescador fica em média sete horas diariamente no mar, dependendo do vai-e-vem das marés. "Costumo sair de casa à uma da tarde e volto lá pelas oito da noite; ou então saio à uma da manhã e retorno de manhã, às 8h", conta. Do mar, Jailson retira o peixe que é servido em sua mesa, na casa dos natalenses e nos restaurantes frequentados pelos turistas que frequentam Natal. Serra, Cioba, Tainha, Garajuba. "Já cheguei a pescar 150 kg com a minha jangada. Nesses meses tem dias que volto do mar com apenas três peixes", revela. Ele conta que, por causa da escassez, o negócio da pesca se mostra cada vez menos rentável. "O governo só ajuda no final do ano, quando é período do defeso da lagosta. A gente recebe um seguro-desemprego".

Em outubro de 2011 a especulação imobiliária estava sufocando os moradores de Ponta Negra. E agora? Mudou alguma coisa?

Diário de Natal - 23 de outubro de 2011

Há duas décadas o bairro e a Vila de Ponta Negra registram um crescimento imobiliário vertiginoso. Para a presidente do Conselho Comunitário de Ponta Negra, Cíntia Fernanda de Lima, esse fator preocupa porque a especulação imobiliária tem feito com que famílias de pescadores tradicionais do bairro sofram pressão constante para vender seus imóveis. "Temos que manter a tradição e manter os moradores aqui na Vila. Senão corremos o risco de perdermos nossas raízes culturais. Dizem que somos contra esses investimentos em grandes prédios, não é isso. É o custo que isso traria para a comunidade", afirmou.

O Conselho está discutindo com a comunidade formas de se regularizar a Área de Especial Interesse Social (AEIS), aprovada em 2007 e que nunca foi implementada. A mudança é feita com base em um estudo da UFRN onde se analisa diversos fatores e o impacto ambiental. Prevê, por exemplo, a limitação em 7 metros e meio de altura para a construção civil. "A AEIS está prevista no Plano Diretor de Natal, que será revisado em 2012. Por isso estamos retomando esse assunto agora com a comunidade".

Preocupar-se com a preservação do meio ambiente também inclui olhar para saneamento e coleta de lixo. Por sinal, outro problema relatado pelos moradores da Vila é o acúmulo de lixo nas ruas. O italiano Lucas Buralli, que mora há 6 anos no bairro, disse que escolheu o local para montar uma pousada e para realizar um trabalho voluntário, montar uma escolinha de surf. "Não recebemos qualquer apoio governamental, nem mesmo quando precisamos retirar o lixo das ruas. Aqui perto tem um local com muito lixo, e ligo para a Urbana e eles ficam adiando a retirada", informou. "Aqui é um bom lugar, mas tem seus problemas. Minha família, quando vem aqui, diz que eu sou louco por morar aqui".

Apesar de todos os problemas, pessoas como Buralli vivem ali felizes. Francleide dos Anjos, 19 anos, por exemplo, passa o dia vendendo camisetas na praia. Ela montou uma barraca e, por causa das vendas em baixa, dedica parte de seu dia a escrever poesias. "Escrevosobre o amor. São mensagens românticas", diz ela, contemplando o vai-e-vem das ondas da praia próxima ao Morro do Careca. A jovem diz que mesmo às vezes tendo que passar uma temporada com a família na Zona Norte, prefere viver na Vila, que divide com o irmão, surfista pré-adolescente. "Aqui é o meu lugar. Gosto da movimentação de pessoas aqui, dos turistas, da cultura e da praia".

Insegurança
Os moradores também sentem que a Vila de Ponta Negra carece de infraestrutura de segurança pública. "Aqui acontecem muitos assaltos, tráfico de drogas, acerto de contas. Vivemos com medo de sair à noite", afirma uma moradora que, por causa do assunto, preferiu não se identificar. O motorista de ônibus Eric Vandilson, que trabalha na linha 46 (Ponta Negra / Rocas, via Praça), revela que tem medo de circular no trecho à noite. "Minha linha não entra em algumas ruas consideradas mais perigosas, como o 54 e o 56, mas circular aqui após às 22h é correr um risco grande de assalto", diz.

A frequência dos roubos e assalto é maior quando se aproxima a temporada de festas, como Carnatal, final de ano e vésperas de São João. "Ainda assim, é bom trabalhar aqui durante o dia. A comunidade vive em paz, a vida transcorre normalmente. Fazemos amizades, conhecemos figuras inusitadas, enfim, há nove anos estou aqui e fiz um vínculo afetivo com o bairro". Durante seu expediente de 7 horas e 20 minutos, Eric passa pelo menos uma hora e vinte minutos diariamente no terminal da linha em que trabalha, nos arredores da Igreja de São Sebastião.

O coronel Wellington Alves, comandante de policiamento metropolitano, que abrange a área, disse que a Vila é de responsabilidade do 5º Batalhão da PM. O quantitativo é variável de acordo com o número de ocorrências. Por isso a PM operacionaliza o aumento de efetivo com suplemento da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), e do Batalhão de Choque (BPChoque). "A maior parte das ocorrências é com relação a tráfico de drogas, que depende mais da polícia civil para investigar. O ostensivo fardado vem sendo cumprindo. Além do efetivo do 5º BPM, Rocam e BPChoque, também contamos com a Companhia Independente de Turismo, que atende na orla marítima e nas áreas de pousadas. Faltar policiais, não falta", garantiu.

Segundo o comandante, o que ocorre é alguma deficiência pontual, justificada pelo déficit de efetivo, o que também acontece em outros bairros de Natal. "Quando há denúncias de tráfico de drogas ou outro tipo de crime, o efetivo é aumentado, e inclusive pedimos à população para que colabore conosco. Ligando no 190, o número é democrático, sigiloso, e importante para fazer as denúncias".

Em Ponta Negra também ronda o perigo do HIV e da tuberculose

Diário de Natal - 23 de outubro de 2011 

Como qualquer localidade formada, em sua maioria, por pessoas pobres, a Vila de Ponta Negra também sofre com as doenças que afligem a população. No caso da Vila, duas enfermidades preocupam as autoridades de saúde pública. É alto o índice de pessoas (homens, mulheres e adolescentes nativos e turistas), infectados com o vírus HIV, que provoca a AIDS. Também começa a preocupação com o número de pessoas com tuberculose, ainda tímido, mas crescente. "Não temos dados consolidados, mas percebemos pelo número de pacientes atendidos diariamente, que solicitam exames e são acompanhados por nossas equipes", conta a diretora da Unidade Básica de Saúde de Ponta Negra, Élida Maria Fernandes.

Por causa da grande demanda, o posto tem 47 funcionários. Por dia, são mais de 90 atendimentos médicos, odontológicos, ginecológicos e de psicologia na unidade. Outros 50 são referendados, ou seja, encaminhados para outras unidades. Ali também funciona a distribuição do Programa do Leite. O "posto de saúde", como os moradores chamam,também fornece medicamentos gratuitos e "todo tipo de exame", segundo a diretora. São 75 exames/dia.

"É assustadora a recorrência de pessoas com o vírus HIV. Nós fornecemos os medicamentos do coquetel e orientamos com relação ao uso do preservativo, outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e cuidados com infecções urinárias decorrentes de relações sexuais sem proteção", conta a diretora.

Com relação à tuberculose, a doença é considerada relativamente rara nos dias de hoje, mas três casos foram diagnosticados apenas na segunda-feira. "Nesse caso, orientamos com relação aos cuidados com a higiene, especialmente nos primeiros quinze dias da doença, para evitar novas contaminações", contou a presidente do Conselho Comunitário de Ponta Negra, Cíntia Fernanda de Lima, que trabalha na unidade de saúde. "É preciso evitar com que quem se infectou com a bactéria cuspa na parede. Isso pode provocar contágio, pelo menos nos primeiros quinze dias".

Obviamente HIV e tuberculose preocupam por causa da gravidade, mas as doenças mais comuns na Vila de Ponta Negra são outras. "Temos muitos hipertensos, pessoas com diabetes e verminoses dermatológicas". Ela conta que os casos ocorrem especialmente por causa da má-higienização do corpo, como por exemplo, o desleixo com o couro cabeludo, o que provoca a presença de piolhos. "Infelizmente a Vila também tem grande número de jovens com problemas psiquiátricos provocados por causa de drogas, e os pais desses jovens, que precisam tomar antidepressivos para evitar o pior", acrescenta a diretora, Élida Fernandes.

Em outubro de 2011 a Vila de Ponta Negra pedia atenção. E agora? Mudou alguma coisa?

Diário de Natal - 23 de outubro de 2011 

Moradores enfrentam problemas que vão desde o saneamento básico até assistência médica

Mesmo tendo como vizinho o cartão postal mais famoso da capital, a Vila de Ponta Negra tem despertado pouca atenção. Pelo menos do setor público. Esta é a sensação que se tem ao conversar com os moradores da Vila, extremo Sul da capital. A comunidade é beneficiada com a bela vista do Morro do Careca, mas carece de infraestrutura básica e de alguns serviços essenciais para qualquer população.


Apesar de desfrutar da bela paisagem, comunidade sofre com os problemas urbanos provocados pelo crescimento desordenado Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press
A lista de problemas inclui buracos nas ruas, saneamento básico insuficiente, violência e insegurança, turismo sexual e prostituição, ausência de mais áreas públicas de lazer, lixo acumulado, degradação ambiental, consumo e tráfico de drogas e crescimento urbano desordenado. "Aqui é bom de se viver, o problema é que essas coisas ruins permanecem ao longo do tempo, sem ninguém resolver", afirmou a moradora Cibele Aguiar. A lista de problemas contrasta com os depoimentos de uma população que, apesar de buscar a vivência em comunidade, clama por atenção das autoridades.A comunidade que hoje sofre com os problemas urbanos surgiu de uma bucólica e tradicional vila de pescadores. Estima-se que, até o século passado, a Vila de Ponta Negra era habitada por indivíduos ligados à atividade pesqueira. Havia, entretanto, roçados para ajudar na economia doméstica, além do trabalho de renda de almofadas feito por mulheres. "Era o tempo de uma pobreza muito grande", conta Maria de Lourdes de Lima, 77 anos, uma das rendeiras de bilro mais antigas da Vila. "Meu pai vivia de fabricar carvão, da pesca e do roçado que tinha. Quando era época de muitos peixes, dava pra ter um almoço mais folgado", relata ela, que era filha adotiva.

Após a 2ª Guerra Mundial, com a influência norte-americana de banhos de mar, foram iniciadas construções de casas de veraneio. Contudo, uma das primeiras referências históricas a Ponta Negra é a descrição do período da ocupação holandesa, em 1633, na Cartografia do Rio Grande do Norte. Registros de 1877 dão conta de uma casa de oração na povoação de Ponta Negra e de uma escola pública para o sexo masculino. Quando menina, Maria de Lourdes conta que costumava "espiar" rendeiras mais velhas trabalhando. Ela começou a render aos 7 anos, por iniciativa da mãe. "Ela não sabia render, mas viu que eu tinha vontade de aprender", conta.

Após aprender a arte dos bilros, a mulher se tornou uma das mais experientes rendeiras da Vila, dedicada ao trabalho como meio de vida. "Tive 12 filhos e criei dez porque dois morreram. Sustentei todos eles fazendo minhas rendas. Faço camisetas, porta papéis, decoração de mesas, blasers, vestidos e saias", enumera. Cada peça custa em média R$ 65, os vestidos são mais caros. "Mas os negócios estão fracos, meu filho. Às vezes a gente passa semanas sem vender", lamenta ela, que agora se dedica a ensinar dez rendeiras num curso de artesanato.

Em setembro de 2011 a polícia estava combatendo o tráfico em PONTA NEGRA! E agora? Mudou alguma coisa?

A fórmula de combate é velha, não funciona.

O bucaro é mais embaixo e o problema mais complexo: tráfico de drogas, prostituição e violência estão conectados por uma base em comum: base familiar desestruturada. E aí que o problema tem que ser tratado, o restante é paliativo e não vão resolver nunca desse jeito (sem considerar TODO contexto social).

Movimento SOS Ponta Negra



Diário de Natal - 7 de setembro de 2011 

Polícia combate o tráfico em Ponta Negra
Operação Independência foi deflagrada para atender aos apelos dos moradores da vila e de comunidade na ZN

Uma operação batizada de "Independência" foi deflagrada para combater o narcotráfico em comunidades das Zonas Norte e Sul de Natal na madrugada de ontem. Ao todo, quatro pessoas foram detidas e um adolescente apreendido, além de drogas, dinheiro e veículos. O objetivo, segundo o delegado Odilon Teodósio, da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc), foi atender o apelo da população da Vila de Ponta Negra e acabar com a influência de quatro irmãos que agiam na comunidade da Beira-Rio, na Zona Norte.


Comandada pelo delegado Odilon Teodósio, Denarc cumpriu 25 mandados de busca Foto:Paulo de Sousa/DN/D.A Press
A operação foi deflagrada com o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão, contando com a participação de 80 policiais. Desses, 17 alvos eram da Vila de Ponta Negra. "Nosso foco é prender grandes traficantes. Mas líderes comunitários e religiosos do bairro nos pediram bastante para fazer um trabalho naquela área e resolvermos atendê-los". Na Vila, a polícia deteve o comerciante Valter Gomes da Silva, 30 anos, o "Jaburu". Em sua casa, localizada na Rua das Marianas, foram apreendidos R$ 1.938 em dinheiro, um computador, seis celulares, um VW Gol preto e uma moto Honda CB 300 dourada, além de 300 gramas de cocaína e uma pedra de crack.

Segundo Odilon Teodósio, "Jaburu" é bastante violento, chegando a ameaçar moradores do bairro. A polícia chegou ao paradeiro do acusado a partir de filmagens revelando movimentação intensa em frente a sua casa. Ainda em Ponta Negra, foi detida Luciana de Andrade Rocha, 40 anos, com dois tabletes de maconha e 12 trouxinhas da mesma droga. Juntamente com ela foi apreendido um adolescente de 17 anos. E a partir de informações de moradores da Vila de Ponta Negra, a polícia deteve também Waldenilson de Assis Medeiros, sob força de mandado de prisão, no bairro de Felipe Camarão. "Mas a atuação dele é na Vila", afirma Teodósio.

Beira-RioOutra parte da operação, de acordo com o titular da Denarc, foi para deter irmãos que tinham influência no narcotráfico dentro da comunidade de Beira-Rio, na Zona Norte. Um deles foi o Gilian Nascimento da Silva, 26 anos, o "Gili", preso na casa dos pais no conjunto Vale Dourado. O outro era Elton John Nascimento da Silva, 20, o "Tinho", que já encontra-se detido no presídio de Alcaçuz. "Eles já tinham sido pegos antes na Operação Lord (novembro de 2008), mas, como o processo judicial tem demorado muito, todos os envolvidos já foram soltos. Ele e ainda um terceiro irmão, o Manoel Tonieldo, conhecido como Sorriso, estavam tentando voltar a dominar o narcotráfico na comunidade depois que o Senhor (Alexandro Freitas de Souza) deixou a área".

Urbana realizou reunião para discutir a Coleta Seletiva na Vila de Ponta Negra

A Gerência Técnica de Meio Ambiente da Urbana realizou na sexta-feira, 10/06, uma reunião com líderes comunitários e religiosos de Ponta Negra, para tratar da retomada da coleta seletiva na zona sul da capital.

O Objetivo da reunião foi  demonstrar para as lideranças comunitárias a importância da coleta seletiva, esclarecer como a coleta funcionará na comunidade e principalmente buscar a participação da população nessa nova etapa da coleta.
como reivindicação e consenso o Conselho Comunitário e o SOS.PONTA NEGRA  pedem que os 23 catadores e carroceiros da Vila de Ponta Negra sejam inseridos no movimento dos catadores de Natal no projeto de qualificação nesta nova etapa, proposta essa que foi levada para a URBANA.

"Os catadores estão dispostos a operar em toda a capital e estamos em parceria nos empenhando para aumentar consideravelmente os números da coleta seletiva em Natal", afirmou, Heverthon Rocha, Gerente de Meio Ambiente da Urbana.

No próximo dia 16 de Junho, os educadores ambientais e fiscais da Urbana voltarão a Vila de Ponta Negra para visitar as residências e conversar com os moradores sobre a coleta que será retomada no dia 18 de junho. Na ocasião, os moradores que desejarem contribuir com a reciclagem terão suas casas adesivadas com a identificação: Coleta seletiva – Eu Apoio.

A reunião desta sexta-feira (10/06), aconteceu no Conselho Comunitário de Ponta Negra, localizado na Rua Manoel Coringa de Melo, 471. estiveram presentes  Deth Haak SOS-PONTA NEGRA , moradores da Vila e do conjunto Ponta Negra a AMPA- Fatima Leão, Nevinha Valentim CONCIDADE - Cintia Fernanda Presidente do conselho, a nova etapa da coleta porta a porta conta com o apoio do movimento dos catadores de Natal.

Evento "SESI e você contra a Dengue"


Evento "SESI e você contra a Dengue":
A proposta do SESI DR/RN é realizar uma ação, denominada "SESI e você contra a Dengue", com o objetivo de sensibilizar a população do nosso estado para o combate à Dengue.
A ação acontecerá no dia 11 de junho de 2011, das 8h às 12h e contará com a participação das Secretarias de Saúde do Estado e do Município de Natal.


Foram confeccionados 50.000 (cinquenta mil) calendários com informações sobre a dengue, para serem distribuídos em seis pontos ( Ponta Negra- Vila e Conjunto Bairro de Mãe Luiza, bairro de Bom Pastor, bairro de Felipe Camarão, Estação Rodoviária de Natal, Estação Ferroviária da Ribeira e no "Trevo de Igapó"). Esses locais foram definidos com base no Mapa Epidemiológico do Município de Natal.


Para a realização do evento contamos com a participação dos seguintes parceiros (Secretaria Estadual de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde, Fundação Bradesco, Grupo de Escoteiros Tradicionais do RN, ONG Casa do Bem, ONG Baobá, SOS Ponta Negra, Conselho Comunitário de Ponta Negra, SEMTAS, Lideranças Comunitárias, Igrejas e comunidade em geral).

Nos três bairros (Mãe Luiza, Bom Pastor e Felipe Camarão), colocaremos um carro de som e faixas, onde os voluntários e a equipe de trabalho irão percorrer as ruas fazendo a distribuição dos calendários e sensibilizando à população sobre o tema.

Nos outros pontos (rodoviária, CBTU e "Trevo de Igapó") teremos pesssoas do SESI fazendo a distribuição para quem estiver saindo da cidade.
Estimamos um número de 300 (trezentas) pessoas voluntárias, trabalhando no evento.

Possivelmente teremos a cobertura da Intertv Cabugi.

Vila de Ponta Negra: Ruas e lagoas estão sendo recuperadas pela Prefeitura

>>> Parceria entre Prefeitura e Conselho Comunitário de Ponta Negra começa a surtir efeito: operação tapa buraco, limpeza urbana e projeto para construção do centro de velório são as primeiros resultados práticos. #
Rodro Sena


Data de publicação: 03/06/2011 13:06

A Prefeitura do Natal por meio da Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infra-Estrutura (Semopi) está presente esta semana em diversos pontos da cidade executando serviços de drenagem e de recuperação de vias em paralelepípedos e asfalto. A ação beneficia os bairros de Nova Descoberta, Praia do Meio, Alecrim, Dex-Sept Rosado, Serrambi, Parque das Dunas, Pajuçara e Vila de Ponta Negra.

O diretor de Engenharia de Trânsito da Semopi, Caio Pascoal, informa que esse trabalho faz parte da programação que a secretaria realiza de segunda a sexta-feira por meio da administração direta ou por empresas contratadas.

[leia notícia completa no site da prefeitura] 

Prefeitura recebe demandas de comissão de moradores da Vila de Ponta Negra



Data de publicação: 20/05/2011 14:31


A prefeita do Natal, Micarla de Sousa, recebeu na manhã desta sexta-feira (20), durante uma audiência com uma comissão de moradores da Vila de Ponta Negra, várias demandas de mobilidade urbana, tapa-buraco, assistência social e educação da população com a coleta e acondicionamento do lixo. Ainda participaram do encontro representantes do Gabinete Civil, das Secretarias de Mobilidade Urbana, Obras Públicas e Infraestrutura, da Mulher e Serviços Urbanos. Durante a audiência, a Prefeitura e os moradores discutiram medidas de curto, médio e longo prazo para implantar melhorias na comunidade.

"Essa é uma reunião que estou fazendo com todas as comunidades, para juntos discutirmos as soluções que precisam ser empregadas. Ontem estivemos com moradores do Jiqui, Pirangi e Neópolis; hoje com Ponta Negra e assim faremos com outros bairros", declarou a prefeita.

Além de receber as demandas, a prefeita também expôs aos moradores as dificuldades financeiras da Prefeitura frente à crescente responsabilidade do município. Da parte da Prefeitura, ficou o comprometimento dos representantes do Executivo Municipal de avaliar as questões trazidas pela comissão de moradores e encaminhar as providências Necessárias.

O encontro, que durou mais de duas horas, foi considerado bastante produtivo pela presidente do Conselho Comunitário de Ponta Negra, Cíntia Fernanda de Lima e pelos outros seis representantes de Conselho Comunitário e Associação de Quiosques do bairro. 

"Esse encontro está sendo muito importante para todos nós, pois aqui estamos sendo ouvidos e discutindo com a prefeitura as necessidades da Vila de Ponta Negra", declarou a presidente do Conselho, Cíntia Fernanda de Lima.


Pauta da audiência

Urbana: Recolhimento de entulho e poda, criação de um Ecoponto na Vila de Ponta Negra, além de um trabalho de educação ambiental preventiva com a comunidade.

Semurb: Fazer a adequação dos acessos à praia, fiscalizar as invasões no terreno da Barreira do Inferno.

Semsur: Construção de um Centro de Velório e revitalização de praças. 

Semopi: Foram solicitados reparos na vias, com prioridade ao acesso da vila para Rota do Sol e buscar um entendimento com Caern, que é responsável por vários buracos. 

Semob: Foram solicitadas mudanças em rotas, ampliação dos horários de ônibus e tirar o ponto final da Vila de Ponta Negra. 

Semtas: Criação de um CRAS em Ponta Negra.

Semana de Enfrentamento ao Abuso e a Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes

17/05/2011
Apitaço Contra a Violência.
Onde: no Bairro de Felipe Camarão com todas as Instituições envolvidas, às 9h;

18/05/2011
ll Seminário da Rede Municipal de Enfrentamento ao Abuso e a Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes: O Papel do Poder Público e da Sociedade.
Onde: No Centro Municipal de Referência em Educação Aluízio Alves – Cemure, das 8h30min às 16h30min;

19/05/2011
Passeata na Vila de Ponta Negra com apresentações de Grupos Culturais e Poetas, com Ato Ecumênico ao final, realizada pelo Círculo Universal dos Embaixadores da Paz, Centro Cultural da Vila, Conselho Comunitário, Sociedade dos Poetas Vivos e Afins e Poetas Del Mundo.
Onde: Na Vila de Ponta Negra às15h 30min.

26/05/2011
Audiência Pública da Frente Parlamentar Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Onde: na Câmara Municipal do Natal às 9h.

18 DE MAIO: Agenda para Dia de Combate à exploração sexual infantil

A Semana de Enfrentamento ao Abuso e a Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, lembrado anualmente em 18 de maio, formatou 4 eventos durante a semana:

1. Dia 17 - Apitaço no Bairro de Felipe Camarão

2. Dia 18 - ll Seminário da Rede Municipal de Enfrentamento ao Abuso e a Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes acontecerá no Centro Municipal de Referência em Educação Aluízio Alves (Cemure) durante todo o dia com o tema "O Papel do Poder Público e da Sociedade".

3. Dia 19 - Passeata na Vila de Ponta Negra, com Ato Ecumênico

O último evento programado é uma Audiência Pública na Câmara de Natal, coordenado pela presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Criança e do Adolescente, Júlia Arruda. Terá o tema "Avaliação das Ações da Semana de Enfrentamento ao Abuso e a Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes e Implementação de Agenda Permanente no Município de Natal" - ainda sem data definida.

PARTICIPAÇÃO
Estão participando da organização da Semana e serão convidados para o Seminário e demais ações as seguintes organizações: Creas/ Semtas, SME, SMS, Proerd, Semente Cidadã, CEPIB, Canto Jovem, Pastoral da Criança, MPE, OAB, DCA, GMN/Semdes, Vara da Infância e Juventude, Comdica, Conselho Tutelar, Centro Cultural Vila de Ponta Negra, Secopa, Seturde, Seturn, Comitê Popular, Renas, Resposta, Cooptaxi e Sindbugue.

SEMINÁRIO
Data: 18/05/2011
Local: Cemure - Centro Municipal de Referência em Educação Aluízio Alves
Horário: Das 8h30min às 16h30min
I Mesa Redonda:
O Sistema de Garantia de Direitos
II Mesa Redonda:
Auto Proteção
III Mesa Redonda:
Copa 2014