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.: Drenagem de Capim Macio só em 2010

DIÁRIO DE NATAL - 21/nov/2009
Repórter: Gabriela Freire
Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press


Conclusão das obras depende do resultado das perícias técnicas sobre o emissário submarino

Nove ruas do bairro da Zona Sul ainda precisam ser drenadas e pavimentadas. Obras foram atrasadas por embargo em 2008

Só em 2010. Essa é a expectativa para a conclusão das obras do sistema de pavimentação e drenagem do bairro de Capim Macio. De acordo com o secretário municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi), Demétrio Torres, o fim do trabalhos no bairro depende do resultado da perícia técnica sobre o emissário submarino. Nove ruas, que formam a Bacia 1, ainda precisam ser drenadas e pavimentadas. "Só com o resultado da perícia é que poderemos dar continuidade às ligações no sistema de drenagem da bacia 1", disse.

O secretário afirmou que a demora na entrega do projeto à população é consequência do embargo sofrido ainda no ano 2008. "Os moradores fizeram uma série de reclamações. Muita coisa trouxe benefícios para eles, mas outras, só atrasou a evolução do projeto", disse Demétrio Torres.

A estudante Kassandra Cristina de Vasconcelos cansou de esperar. "Morei na rua João Motta e me mudei. Quando chovia a rua enchia e não tínhamos como sair. Já na época do verão, a poeira era tanta que meu filho de 1 ano e meio teve pneumonia e eu sofri de alergia respiratória. Faz um ano que me mudei e não Me arrependo", declara.

Já a dona de casa Maria das Graças Pantoja preferiu pagar para ver. E quando fala em pagar, faz questão de citar o alto valor que paga em impostos. "O que foi feito aqui na minha rua não vale o tanto que pago", reclama. A Rua Holacido Ximenes Jales foi drenada, pavimentada e asfaltada, mesmo assim não agrada a dona de casa. "Já faz mais de um ano que calçaram a rua mas já perdi as contas de quantas vezes já vieram aqui e abriram a rua. Eles arrumam e cavam. É tanto que a rua está toda desnivelada e, em alguns casos, cheia de areia. Acho isso um absurdo", diz indignada.

Sobre isso Demétrio Torres explicou que não é responsabilidade da Semopi. "É responsabilidade da prefeitura apenas os serviços de drenagem e pavimentação. A parte de ligações de esgotos é com a Caern. Se estão surgindo problemas e eles precisam arrumar, é provocada pela falta de manutenção da rede ao longo de 30 anos. A rede está velha e não atende a demanda atual. A única coisa que podemos fazer é fiscalizar se eles estão fechando as ruas dentro do prazo acertado", disse.

R$ 65 milhões

As obras de saneamento, drenagem e pavimentação de Capim Macio custarão R$ 65 milhões aos cofres públicos. O projeto de intervenção urbanística do bairro possui mais de 15 anos de criação, segundo o titular da Smopi, e já tem 84% dos trabalhos prontos. Entre as propostas estão a criação de um parque urbano integrado ao sistema de drenagem com equipamento de esporte e espaço para viveiros.

.: CAPIM MACIO - Projeto do Parque [25/mar/09]

Parque de Capim Macio

Os moradores do bairro de Capim Macio, convidam toda a comunidade e cidadãos de Natal, para participar do encontro que acontecerá nesta quinta-feira, 26 de março, no terreno que está destinado à construção do Parque do bairro, a partir das 19:30.

» Para o encontro foram convidados, além da comunidade:

:: A Prefeita Micarla de Sousa
:: As secretarias SEMOV e SEMURB
:: Entidades ambientais IBAMA, IDEMA e ARSBAN
:: Ministério Público - Gilka da Mata e Fábio Venzon
:: Procuradoria da República - Cibele Benevides
:: Vereadores e Deputados Estaduais

Nesta noite, a comunidade irá tomar conhecimento do projeto do Parque de Capim Macio, realizado pela Prefeitura de Natal, que tem como responsável a arquiteta Graça Madruga. Segundo a própria Micarla de Sousa, "o parque será um modelo a ser seguido".

Lembrando que, a comunidade de Capim Macio teve acesso apenas ao levantamento inicial do projeto, e sentimos a ausência da arquiteta Graça durante o processo de desenvolvimento do projeto, que iremos conhecer amanhã. Diferente do que foi combinado diante da Justiça Federal, no dia 28 de janeiro de 2009, onde estavam presentes representantes dos órgãos públicos e comunidade.

Convido e conto com a participação da imprensa, que vem acompanhando o caso desde o começo.

Até lá!

Joanisa Prates
[84] 8838-5881

.: Capim Macio - Obras em Capim Macio serão retomadas segunda [12/fev/09]

TRIBUNA DO NORTE - 12/fev/2009
Foto: Elisa Elsie

DRENAGEM - Licença ambiental da obra de Capim Macio foi reavaliada e por esta razão houve a liberação para o reinício dos trabalhos no dia 16

O Ministério Público liberou a continuação das obras de drenagem em Capim Macio a partir da licença ambiental expedida pelo Instituto de Defesa do Meio Ambiente (Idema), entregue ontem à Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov). O secretário da Semov, Demétrio Torres, informa que as obras serão retomadas na segunda-feira, 16 de fevereiro, todavia, esclarece que a empresa Queiroz Galvão inicia hoje a mobilização de pessoal e maquinário.

A promotora do Meio Ambiente, Gilka da Mata, esclarece que a liberação só ocorreu porque houve reconhecimento por parte do município de que a obra em Capim Macio teve falhas, tanto nos estudos quanto na execução. Desta forma, o Idema reavaliou a licença ambiental expedida pelo município. De acordo com Gilka, a proximidade do período de chuvas aliado ao problema relativo às inundações iminentes também fizeram com que o MP concordasse com a continuação das obras.

Quase três meses após a suspensão da drenagem no bairro, fica estabelecido entre a Semov e moradores que o projeto da lagoa de captação (RD1), situada atrás do supermercado Extra, ocupará 40% do terreno, sendo construído um parque urbano no restante da área. “A concepção do projeto é a mesma”, diz Demétrio Torres ressaltando que a lagoa terá a profundidade aumentada e as ruas ao redor serão pavimentadas com blocos de concreto que possibilitam a permeabilidade do solo.

Torres afirma que serão investidos R$ 20 milhões na obra do bairro que inclui seis lagoas interligadas e a drenagem nas ruas. A pretensão da Semov é concluir o projeto até dezembro de 2009. Ele ressalta que até julho as obras na RD1 deverão estar prontas e a fiscalização será feita pela Semov seguindo as condições estabelecidas pelo Idema.

Luiz Augusto Santiago Neto, sub-coordenador de licenciamento ambiental do Idema, informa que a licença contém 14 condicionantes a serem cumpridas pela Semov, como por exemplo a diminuição da área de captação da RD1, readequação dos outros cinco reservatórios e o controle do sistema a fim de evitar o transbordamento das lagoas.

O titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Kalazans Bezerra, explica que a prefeitura irá acelerar as obras de drenagem. Entretanto, enfatiza que “Capim Macio ainda terá problemas neste inverno”, uma vez que a drenagem só será concluída no final de 2009. Segundo Kalazans, a Semurb teve informações da Defesa Civil Nacional de que há grande probabilidade das chuvas de 2009 serem superiores às do ano passado e que o período chuvoso está previsto para as últimas semanas de março.

.: CAPIM MACIO - Vistorias RD-1 e Lagoinha [08/dez/08]

Foto: Omar Cordoba [clique na imagem para ampliar]

DIÁRIO DE NATAL - 28/nov/2008
Repórter: Gidália Santana

O desembargador federal José Lázaro Alfredo Guimarães do Tribunal Regional Federal (TRF), da 5ªRegião, determinou que todo e qualquer licenciamento relativo às obras de drenagem da prefeitura nos bairros de Capim Macio e Ponta Negra terão que ter a participação do Ibama impreterivelmente.

O órgão ambiental foi delegado para a tarefa por se tratar de um empreendimento que entra na área que é de competência federal, o mar, pois um emissário submarino vai despejar os resíduos no oceano. Com a alteração, a continuidade da obra passa a depender do Ibama e o município fica sendo apenas o proponente do projeto.

Em reunião na tarde de ontem no Ministério Público, o órgão assumiu o compromisso de gerenciar os licenciamentos e fazer a ponte entre moradores e poder público. Os desdobramentos dessa decisão, assinada pelo desembargador na última terça-feira (25), já terão reflexos na próxima segunda-feira quando as equipes técnicas do Ibama e Idema irão se reunir para decidir a condução do processo a partir de então.

‘‘Nós vamos discutir a parte administrativas, que encaminhamentos vamos dar, o que vamos solicitar, como solicitar, etc. Temos muito interesse em trabalhar com o órgão ambiental estadual, porque se a gente não compartilhar a gente não consegue ter sucesso’’, disse o superintendente do Ibama, Alvamar Costa Queiroz. Ele disse ainda que estará em Brasília na tarde de segunda e entrará em contato com o setor de licenciamento do órgão.

Segundo Queiroz, tanto Ibama quanto Idema também vão avaliar os licenciamentos que já foram concedidos. ‘‘A gente não pode jogar tudo por terra. Nós vamos rever o que já foi feito, onde estão os empecilhos da obra, o Ministério Público vai apontar os problemas e o grupo de trabalho técnico vai avaliar para dar um novo direcionamento’’, explicou.

Na reunião de ontem também ficou marcada para a segunda-feira, dia 08, uma vistoria nas áreas do Reservatório de Detenção 1 (RD1) - área localizada por trás do supermercado Extra do bairro - e Lagoinha. Semurb, Semov, Patrimônio da União, Ministério Público e moradores devem acompanhar a vistoria dos órgãos ambientais.

Estiveram presentes na reunião de ontem, além do superintendente do Ibama, a promotora do meio ambiente, Gilka da Mata, a procuradora federal Cibele Benevides, representantes da Advocacia Geral da União, do Patrimônio da União, Capitania dos Portos, Semurb e moradores de Capim Macio.

MORADORES

Ainda na tarde de ontem, moradores de Capim Macio estiveram reunidos com o titular da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov), Damião Pitta. Na reunião, os engenheiros responsáveis pela obra e pelo projeto explicaram todo o plano de construção daquela que seria a sétima lagoa de captação do sistema de drenagem do bairro, na área do RD1.

A reunião resultou de uma audiência dos moradores com o prefeito Carlos Eduardo na última quarta-feira. Eles agora irão montar uma equipe técnica entre os próprios moradores e pensar alternativas para que não seja necessário o desmatamento da única área verde do bairro.

» O quê? -Vistoria nas áreas do Reservatório de Detenção RD-1 e Lagoinha

» Quando? - Segunda, 8 de dezembro à partir das 14h

» Onde? - Encontro na área verde de Capim Macio, atrás do supermercado Extra

SOS CAPIM MACIO NATAL PLANETA TERRA

Até lá!

Joanisa Prates

.: IBAMA - Licenciamento Ambiental em Capim Macio [28/nov/08]

O Prefeito Carlos Eduardo, em encontro com representantes dos moradores de Capim Macio na última quarta dia 26, designou que fosse formada uma comissão técnica dos moradores para analisar, sugerir e acompanhar as mudanças no projeto da RD1 - Reservatório de Detenção 1 - localizada na área do NOSSO [de TODA a cidade] Parque, por trás do Extra.

No encontro também foi marcada uma reunião com a SEMOV, que aconteceu ontem [quinta, 27], às 15h.

Por coincidência, a Promotora Gilka da Mata também havia marcado uma reunião com os representantes do IBAMA, IDEMA, PATRIMÔNIO DA UNIÃO, CAPITANIA DOS PORTOS, PROCURADORIA DA REPÚBLICA, AGU e SEMURB. Claro que NÓS, moradores, não podíamos deixar passar em branco nenhuma das duas reuniões.

Nos dividimos em duas comissões e mandamos ver!

Resultado:

1. A SEMOV nos repassou o projeto da área RD1, explicou alguns pontos e se mostrou receptiva, disposta a compartilhar informações e nos atender ouvindo sugestões. Vale lembrar que a responsabilidade de solucionar problemas é deles, mas estão colocando responsabilidades nas nossas mãos.

Na ata da reunião ficou definido as seguintes providências tomadas:

- Entrega dos projetos de drenagem, urbanização e arborização à comissão de Capim Macio;
- Esclarecimentos sobre esses projetos;
- Próxima reunião marcada para o dia 09 de dezembro de 2008.

2. No Ministério Público ficou decidido que, a partir de agora, o IBAMA é o órgão responsável pelo licenciamento das obras de drenagem referente a Capim Macio, em cooperação com o IDEMA, ficando o município apenas com a responsabilidade de proponente do projeto.

Na ata da reunião definimos:

- O Superintendente do IBAMA, Alvamar Costa de Queiroz, assumiu a Presidência do licenciamento ambiental do sistema de drenagem de Capim Macio;
- Dr. Alvamar pretende realizar o licenciamento de forma participativa; e que antes de realizar audiência pública relativa ao licenciamento ambiental, proporcionará oportunidade para ouvir a população de Capim Macio, considerando as principais preocupações da população;
- Segunda, 1º de dezembro, o Ibama se reunirá com o Idema para dar início aos trabalhos e levantamento dos documentos já existentes na SEMURB e IDEMA, para reavaliar e corrigir.
- Dr. Alvamar ressaltou necessidade de contatos com o IBAMA Brasília, pois é o responsável por licenciamentos;
- A Capitania dos Portos, também presente na reunião, precisa ser comunicada para dar parecer a instalação do emissário submarino;
- Telma Romão, moradora, solicitou imparcialidade do IBAMA em relação às licenças;
- Os moradores de Capim Macio reivindicam ampla e prévia comunicação do Ibama com a população sobre todas as etapas de licenciamento ambiental do sistema;
- Ficou designada uma vistoria conjunta do Ministério Público, IBAMA, IDEMA, AGU, Marinha, GRPU e população interessada, nas áreas do RD1 (nosso parque) e à Lagoinha, no dia 08 de dezembro de 2008, à partir das 14h com encontro começando na NOSSA [de TODA a cidade] área verde, por trás do Extra.

Algumas divergências:

Na SEMOV recebemos um projeto das mãos do secretário Damião Pita. Chegando ao Ministério Público mostramos o projeto ao representante da SEMURB, Gley Medeiros, que afirmou que o projeto apresentado pela SEMOV diverge do projeto existente na SEMURB, no tocante a utilização da área onde atualmente existe um poço da Caern.

A SEMOV também não soube informar se houve desafetação de um trecho da Rua Antônio Madruga, relativa ao RD1.

Algumas matérias referentes ao assunto:

» Comissão vai analisar mudança em projeto para Capim Macio

Gostaríamos de agradecer o apoio e força de todos que participam dessa luta de alguma forma e principalmente às Promotoras Gilka da Mata e Cibele Benevides, duas mulheres de garra, cheias de perseverança, convicção e amor à Mãe Natureza.

Essa luta é NOSSA!

Vencemos mais uma batalha, mas a luta é permanente!

Conto com todos vocês [que amam NOSSA cidade] nessa nova fase!

SOS CAPIM MACIO NATAL PLANETA TERRA!

.: Esgoto jorra direto no Rio Pitimbu

DIÁRIO DE NATAL - 03/out/2009
Foto: D'Luca

Crianças brincam nas águas poluídas do trecho que passa pela Zona Oeste

Moradores do Planalto culpam condomínio pela poluição. Semurb diz que problema é causado por ligações clandestinas


Moradores do Planalto, Zona Oeste de Natal, denunciam um suposto crime ambiental ocorrido num trecho do Rio Pitimbu conhecido como 'Rio das Mangueiras'. Por trás de um muro, onde estão dois condomínios de classe média, água servida e sujeira jorram até a mata localizada entre o rio e o condomínio. No local, mau cheiro e mosquitos chamam a atenção. Por baixo da terra, parte da água segue até o leito a cerca de 1km do muro.

O Diário de Natal recebeu, por email, uma denúncia de um homem identificado como Rodrigo Igor. Ele conta que a filha, aluna de uma escola municipal do Planalto, foi fazer um trabalho de campo no Pitimbu e voltou horrorizada. "Todos ficaram abismados com o que encontraram, tanto no meio do caminho, quanto ao largo do rio. Pela quantidade de lixo e esgoto dos condomínios de luxo da Cidade Satélite que desembocam no leito do Pitimbu".

O trecho é usado para banho, churrasco e pesca, e algumas pessoas chegam a beber a água que vem do esgoto. O auxiliar de operador de máquinas, Golfinho Tavares, se disse surpreso. "Eu não sabia que era água do esgoto. Já bebi. Que coisa". Às margens do rio, há sujeira espalhada pelos próprios freqüentadores, como latas, papéis e plásticos.

A reportagem entrou em contato com o Idema, mas o órgão afirmou que não há denúncia formal sobre o problema.

Tubulações

O setor de supervisão de fiscalização ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) responsabilizou os moradores do Planalto por fazerem ligações clandestinas na tubulação da rede coletora de água pluvial da região. Os fiscais da Semurb tomaram conhecimento da situação em outubro do ano passado.

De acordo com o secretário municipal de Obras Públicas e Infraestrutura, Demétrio Torres, a pasta pode ajudar na fiscalização da rede de drenagem local, mas precisa ser notificada pela Semurb para realizar o trabalho, o que até o momento não foi feito. "Não houve contato porque os fiscais devem estar concluindo a perícia para depois prepararem os laudos", disse.

>>> Comentário pertinente: Espero ações enérgicas do senhor Kalazans Bezerra, reconhecido por levantar a bandeira do Rio Pitimbu e que agora é titular da Semurb. A situação é calamitosa e urgente, que necessita de rapidez e rigor.

Jornal de Hoje - 28/06/08 :: EM PONTA NEGRA, BURACO DO CTG CONTINUA SEM SOLUÇÃO

Prefeitura convoca MP e moradores para discutir a paralisação de obra

por Redação

Imprensa não pôde acompanhar encontro, mas a expectativa da promotora era de assinar Termo de Ajustamento de Conduta

A polêmica em torno das obras de drenagem do bairro de Capim Macio ganhou outro capítulo hoje, com a realização de mais uma audiência, desta vez na Prefeitura do Natal. O encontro começou no fim da manhã e até o fechamento desta edição não havia sido concluído, no entanto, a expectativa era a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta, entre o Ministério Público e prefeitura, visando a regularização do licenciamento da obra.

Participaram do encontro a secretária de Urbanismo e Meio Ambiente (Semurb), Ana Miriam Machado, o presidente da Agência Reguladora do Saneamento Básico (Arsban), Urbano Medeiros, o procurador-geral do Município Waldenir de Olivreira e a promotora de Defesa do Meio Ambiente, Gilka da Mata, além do próprio prefeito Carlos Eduardo e moradores de Ponta Negra.

Na Prefeitura, a equipe de reportagem d´O Jornal de Hoje foi impedida de acompanhar o encontro, por funcionários do gabinete civil que argumentavam se tratar de uma audiência técnica e não pública. Entretanto, os moradores que foram à prefeitura receberam autorização para assistir ao encontro e solicitaram a presença da reportagem, em defesa da liberdade de imprensa contida no artigo 5º da Constituição Federal, em seus incisos IX e XXXIII que dizem respectivamente; "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;" e "todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral (...) sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado".

A promotora Gilka da Mata, minutos antes da audiência, disse que esperava a assinatura do TAC, ressaltando as irregularidades encontradas na obra de drenagem, em especial no local onde está sendo construída uma lagoa de captação de águas pluviais. A dúvida encontrada pelo MP é sobre o destino final das águas e o impacto ambiental causado no local, destacando que a área conhecida como Lagoinha já sofre impacto.

Na última quarta-feira, em audiência realizada na Promotoria do Meio Ambiente, a secretaria Ana Miriam Machado chegou a reconhecer algumas falhas nas licenças do projeto, no entanto, disse que só poderia firmar acordo mediante a presença de um representante legal do município, no caso algum procurador.

Nominuto 25/06/08 :: MP PEDE PARALISAÇÃO DA DRENAGEM DE CAPIM MACIO

Pedido de paralisação, de acordo com o MP, é até que a Semurb apresente estudos complementares e legalize licenciamento ambiental
A Promotora de Justiça Gilka da Mata detectou irregularidades no licenciamento ambiental do sistema de drenagem de Capim Macio e irá propor ao Município de Natal a paralisação das obras para a realização dos estudos complementares necessários.

A proposição da representante do Ministério Público será feita nesta quarta-feira (25), às 16 horas, em audiência pública com a SEMURB marcada para ser realizada na sede das Promotorias de Justiça da Comarca de Natal, na avenida Floriano Peixoto, 550.

O sistema de drenagem de Capim Macio inclui a Lagoa de Ponta Negra e a Lagoa da Zona de Proteção Ambiental (ZPA) de Lagoinha como destino final das águas pluviais, e prevê o desmatamento de uma área de proteção não especificada nos estudos apresentados.

O Ministério Público identificou várias ilegalidades no licenciamento ambiental, além da omissão de estudos hidrológicos essenciais para a autorização do projeto e propõe a paralisação do serviço até a apresentação dos estudos e a legalização do licenciamento ambiental.

* Fonte: com informações da Assessoria de Imprensa do MPRN

MINISTÉRIO PÚBLICO IDENTIFICA IRREGULARIDADES NA OBRA DA LAGOA DE DRENAGEM EM PONTA NEGRA [BURACO DO CTG]

Ontem, dia 25, a Promotora do Meio Ambiente Gilka da Mata [Ministério Público] convidou moradores de Ponta Negra, representantes da UFRN e entidades civis organizadas para nova rodada sobre as obras que a Semov está fazendo no Conjunto Ponta Negra.

A Lagoa de Drenagem, ou o buraco do CTG como ficou conhecida, contém várias irregularidades e é alvo de nova Audiência para definições quanto sua paralização ou continuidade.

Logo teremos novidades sobre o caso.

Jornal de Hoje :: MORADORES DE PONTA NEGRA COBRAM EXPLICAÇÕES SOBRE LAGOA DE DRENAGEM [O BURACO DO CTG]

Reunião com o Ministério Público esclarecerá pontos duvidosos no andamento das obras

por Redação

Com muitas indagações a respeito da utilização da lagoa natural de Ponta Negra, situada na rua Muriú, onde se localizava o CTG , como integrante do sistema de drenagem de Capim Macio, e também sobre o encaminhamento das águas de drenagem para a lagoa natural de Lagoinha, moradores de Ponta Negra e Conjunto Alagamar se organizaram para cobrar uma audiência pública sobre os casos. Depois da visita, no último dia 11 ao local, o Ministério Público Estadual, por meio da 45ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, realiza o encontro entre poder público e comunidade hoje, às 19h30, na sede da Associação dos Moradores.

Um dos objetivos da reunião é verificar com a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov) mais detalhes sobre o projeto de drenagem. "Tive acessos aos estudos ontem e o volume de água vai ser questionado. A comunidade quer entender a obra que está sendo feita", observa a promotora Gilka da Mata. Além da Semov, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Idema) e professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) devem estar presentes nesta quarta-feira.

De acordo com o morador Robério Brandão, muitos aspectos precisam ser esclarecidos. Ele acredita que a obra não tem sentido e teme, assim como seus vizinhos, que a atividade favoreça o alagamento do conjunto durante as chuvas. "Acho que envolver esta área foi desnecessário. Queremos compreender isso, já que diariamente cerca de 80 caminhões de areia lavada - propícia para a construção civil -, desde janeiro, são retirados do local e não sabemos o destino", diz. Além disso, segundo ele, parte da mata nativa foi prejudicada para a concretização da obra.

"Não sou contra o progresso, mas agressão ambiental não deve existir", frisa. A Associação de Moradores já enviou quatro ofícios para a Prefeitura solicitando explicações, mas não obteve retorno. Um dos funcionários que trabalhava, hoje pela manhã, nos caminhões com areia, que não quis ser identificado, explicou que o material estava sendo transportado para um terreno próximo de Cidade Verde. O lote, utilizado para armazenar a areia pela empresa Queiroz Galvão, é de propriedade particular, mas, segundo o trabalhador, tem licença dos órgãos ambientais para receber o material.

O secretário municipal de obras e viação, Damião Pita, explica que o projeto de drenagem para a comunidade da área já está sendo executado desde o início do ano e que cerca de R$ 25 milhões já foram investidos nesta fase da obra, a qual deve ser concluída em dezembro. "O objetivo é drenar e pavimentar 37 ruas", adianta, garantindo que a Semov sempre está presente quando é convocada pelo MP.

BURADO DO CTG :: SEMOV RECONHECE QUE FALTAM ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL NO PROJETO DE DRENAGEM

Depois do absurdo projeto da implantação de um emissário submarino sem tratamento de esgoto, da construção de muros altos na Via Costeira e dos licenciamentos suspeitos como os que foram expedidos aos prédios ao lado do Morro do Careca, agora a última 'novidade' é o projeto de drenagem de Capim Macio e Ponta Negra - que resultou no imenso buraco ao lado do CTG, no Conjunto Ponta Negra.

Vários problemas foram identificados na obra e a Audiência Pública, que aconteceu ontem na sede da AMPA, foi um sucesso: todas as autoridades convidadas compareceram e o público lotou o espaço durante o caloroso debate que começou às 19h e só terminou depois da meia noite.

Mais uma vez, ouvimos uma série de explicações e justificativas que desaguaram numa única resposta: FALTOU ESTUDOS PROFUNDOS E CONCLUSIVOS SOBRE O IMPACTO AMBIENTAL QUE A OBRA IRIA CAUSAR (e causou!). O caso é tão grave que pediram até para interditar os trabalhos durante a reunião.

Estiveram presentes os secretários municipais Damião Pita da Semov e Ana Míriam da Semurb, o presidente da Arsban Urbano Medeiros, mais representante da Caern e do Comsab. A Promotora Gilka da Mata, do Ministério Público, atuou como mediadora do debate - o Idema foi convidado mas não enviou nenhum representante.

Alguns pontos que merecem destaque:

1. Lagoinha foi drenada pelo buraco da Sumov;

2. Há planos de desmatar parte da vegetação na área de dunas;

3. Faltam documentos no processo enviado ao Ministério Público;

4. Não houve apresentação prévia do projeto para a comunidade;

5. O projeto prevê a construção de um mini-emissário submarino de águas pluviais - na altura do Centro de Convenções -, que será utilizado sempre que o lençol freático estiver saturado. O problema é que a lagoa de drenagem foi construída sobre um lençol freático (a própria Lagoinha, que é um ponto importante de infiltração e reabastecimento do aqüífero);

6. Por se tratar de resquício da Mata Atlântica, o desmatamento tem que ter o aval do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente, sediado em Brasília) - claro que não há autorização nenhuma;

7. Moradores apontaram falhas em outras lagoas de drenagem no próprio bairro;

8. Ninguém sabe para onde está indo a areia que estão retirando do lugar;

9. Semurb e Semov entraram em contradição muitas vezes durante a Audiência;

10. Ninguém cogitou que as lagoas podem servir de local para proliferação do mosquito da dengue;

11. Caern diz que o problema de saneamento foi resolvido!;

12.
A promotora do Meio Ambiente Gilka da Mata solicitou à secretária Ana Míriam, da Semurb, parecer em cinco dias - onde será avaliado se as obras devem ou não continuar.

Parece até piada!!

Até quando vamos continuar remediando?

Será que um dia o poder público irá realmente respeitar
o bem estar e a qualidade de vida da população?


Quando é que os órgãos vão tomar vergonha
para fazer algo com início, meio e fim?


NÓS, sociedade civil organizada, queremos ver ações
coerentes e bem planejadas.


Chega desse monte de gambiarra que estamos combatendo nos últimos tempos!


Vamos continuar atentos!!!

QUE BURACO É AQUELE AO LADO DO CTG EM PONTA NEGRA???

Para responder essas e outras perguntas, a Associação de Moradores dos Conjuntos Ponta Negra e Alagamar (AMPA) será palco de uma nova audiência pública - dessa vez a pedido da promotora Gilka da Mata, do Ministério Público.

Acontece hoje (quarta-feira, dia 18) às 19h na sede da AMPA - ao lado da igreja católica do conjunto Ponta Negra. Participe!!

Todas as partes envolvidas (entre elas a SUMOV - Secretaria Municipal de Obras e Viação) foram intimadas a comparecer para esclarecer dúvidas da comunidade. Ou seja, NÓS queremos saber no que aquilo vai se transformar!!

Vale salientar que a água que brotou no buraco aberto entre o CTG e a escola estadual José Fernandes Machado, no conjunto Ponta Negra, é de Lagoinha (aquela mesma que gerou grande polêmica e acabou sucumbindo nas garras da especulação imobiliária). Drenaram Lagoinha indiretamente: reflexo da total falta de estudos!

Vamos ficar atentos e multiplicar esse convite aos amigos da cidade, do bairro e da praia. COMPAREÇA e traga sua família, pois o assunto interfere diretamente em NOSSO bem estar.

Até logo mais.

dia 24 de abril :: ESTRAGOS DA CHUVA || E A CIDADE CONTINUA DESPREPARADA!!

Natalense sacode a lama

Foto: Joana Lima/DN

No KM-6 os carros diminuiram a velocidade para transpor a “Curva da Morte”

No dia seguinte ao temporal que inundou a cidade, Natal ainda apresentava resquícios das inundações. Nos trechos que foram alagados, as águas baixaram deixando lixo espalhado. Nas ruas, muita lama e mal cheiro. Moradores limpavam as calçadas, contavam os prejuízos e trabalhavam na restauração do que foi destruído pelas chuvas.

As marcas com mais de um metro de altura revelam na parede o sufoco de quem viveu horas de desespero durante a maior chuva dos últimos dez anos em Natal. Ontem, na manhã seguinte ao temporal, o dia foi de recuperar os estragos e limpar a sujeira deixada pela enxurrada.[...]

[leia matéria completa no Diário de Natal - 25/04/08]

Formação foi de modo repentino

A chuva que caiu na manhã da última quarta-feira em Natal foi causada pela atuação da chamada ‘‘Zona de Convergência’’ sobre o litoral leste do RN, segundo Gilmar Bristot, da EMPARN. As nuvens formadas no oceano foram trazidas pela brisa marinha na manhã da quarta, provocando fortes chuvas, inclusive com relâmpapagos. O índice de chuvas na capital foi 116 milímetros durante o dia inteiro. Foram registradas chuvas em mais 70 municípios do estado. A previsão é de mais chuvas para esse final de semana.

A ‘‘ Zona de Convergência’’ é uma faixa de área próxima à Linha do Equador para onde convergem os ventos Alísios do Oceano Atlântico, tanto do Sul quanto do Norte. A ação desses ventos faz com que o ar quente e a umidade sobre os oceanos subam aos altos níveis da Atmosfera, onde se formam as nuvens de chuva.

A brisa marinha que começa a soprar logo pela manhã trouxe essas nuvens para o estado. A forte pressão provocada pela alta temperatura no dia anterior se chocou com as nuvens, causando o temporal que caiu sobre a capital do Estado na quarta-feira.[...]

[leia matéria completa no Diário de Natal]

Enchentes trazem risco de doenças

As enchentes causadas pelas fortes chuvas, além dos transtornos com o trânsito e a lama invadindo as casas, trazem também o risco de disseminação de doenças, como a Leptospirose, Hepatite A e a Febre Tifóide. Essas doenças são transmitidas principalmente pelo contato com água e lama contaminadas. A população deve tomar alguns cuidados para evitar o contágio dessas doenças.

A Secretaria Estadual de Saúde Pública alerta que como a contaminação dessas doenças se dá pelo contato com água e alimentos contaminados, a população que tem suas casas invadidas pelas águas deve tomar certos cuidados após as enchentes: evitar o contato com a lama e a água das chuvas; não deixar que os filhos tomem banho nas poças formadas pelas enchentes; não consumir água que não tenha sido fervida ou tratada; nem consumir os alimentos que tiveram contato com a água da chuva, principalmente se eles tiverem alterações de cor, cheiro ou de consistência.

Tanto a Febre Tifóide quanto a Hepatite A são contraídas pelo consumo de água e alimentos contaminados. A primeira é causada pela bactéria Salmonella typh e provoca febre alta, dores de cabeça, cansaço, diminuição da frequência cardíaca e aparecimento de manchas rosas na pele. Após três semanas, o paciente apresenta falta de apetite, diarréia, vômitos, aumento no volume no baço, tosse e até delírios.[...]

[leia matéria completa no Diário de Natal]

Bombeiros se superam para atender as demandas

Resgate de pessoas, controle de início de incêndios, árvores caídas, desabamentos e inundações, somaram ao todo 227 chamados ao Corpo de Bombeiros durante a quarta-feira passada. Natal e toda sua região metropolitana sofreram prejuízos com a chuva que caiu, sendo Petrópolis, Ribeira, Cidade da Esperança, Nova Descoberta, Nossa Senhora da Apresentação e Capim Macio, os bairros que mais geraram ocorrências atendidas pelos Bombeiros. Para atender os chamados, a corporação contou com 10 equipes, composta por 60 homens.[...]

[leia matéria completa no Diário de Natal]

Dia de calcular prejuizos causados pelas seis horas de chuvas

Foto: Alex Régis

DANOS - Prefeitura inicia recuperação de ruas prejudicadas com as chuvas

Baixado o volume das águas, o momento foi de arregaçar as mangas, limpar a sujeira e calcular os prejuízos causados pelas seis horas de chuvas que caíram em Natal na última terça-feira. Ontem, o dia foi de muito trabalho tanto para os populares como para a prefeitura que já começou a trabalhar em alguns pontos da cidade.

[leia matéria completa na Tribuna do Norte - 25/04/08]

Natal acorda cedo para reparar os estragos

Foto: Wellington Rocha

Curva da Morte

O sol ajudou na limpeza de ruas e dentro das casas. População contabiliza equipamentos danificados, várias goteiras e muita umidade

Natalenses aproveitaram o sol, na manhã de hoje, para reparar os danos causados pelo intenso temporal que castigou os quatro cantos da capital, ontem, quarta-feira. Com a trégua da chuva, funcionários de vários órgãos públicos já avançam nos trabalhos de recuperação das estradas e pontos de alagamento. Em alguns trechos da cidade, os estragos deixaram os moradores assustados com a força da água. A previsão da meteorologia é de mais chuva nos próximos dias.[...]

[leia matéria completa no Jornal de Hoje]

Moradores culpam obra por inundação de casas

Foto: Eduardo Felipe

Moradores ameaçam não pagar IPTU

Areia usada pela Prefeitura foi levada pelas chuvas fortes e que formou barreira na frente da galeria de escoamento de lagoa de captação

Moradores da rua João Florêncio Queiroz, em Capim Macio, ameaçam não pagar mais o IPTU, caso a Prefeitura não tome providências urgentes, em relação às obras de pavimentação e drenagem no local, como também, a desobstrução de galerias e bocas-de-lobo, que escoam a água da chuva para uma lagoa de captação, no mesmo bairro.

Com o intenso temporal que caiu há três dias na cidade, várias casas e comércios da rua foram inundados por causa da falta do investimento público, disseram.

O problema se agravou, ironicamente, depois que a Prefeitura resolveu construir uma segunda lagoa de captação, vizinha a que já existia. Durante a execução da obra, um acesso foi improvisado entre as ruas João Rodrigues da Silva e Alcino Dias de Oliveira. Com a enxurrada, parte da areia utilizada na construção foi toda deslocada para a rua João Florêncio, chegando a formar uma barreira na frente da entrada da galeria principal da lagoa.[...]

[leia matéria completa no Jornal de Hoje]

23 de abril - CHUVA, MUITA CHUVA EM NATAL :: CIDADE DESPREPARADA PARA QUALQUER CHUVISCO!!

Bombeiros contabilizam mais de 200 ocorrências e Emparn registra 105 milímetros de chuvas

De acordo com o Corpo de Bombeiros não houve registro de feridos e a previsão é de mais chuvas

Repórter: Thyago Macedo
Foto: Vlademir Alexandre

Em alguns casos, bombeiros utilizaram botes para resgatar vítimas de alagamentos

O Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte considerou a tarde desta quarta-feira (23/4) tranqüila, em comparação às fortes chuvas registradas na parte de manhã em toda a Natal. No total, foram registradas mais de 200 ocorrências, principalmente nos horários em que as chuvas caíram com mais intensidade, entre às 9h e 11h.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Christian Bezerril, não houve registro de feridos durante todo o dia. “No horário das chuvas, pela manhã, nós registramos 202 ocorrências. Agora à tarde, tivemos tranqüilidade”, destacou.

As regiões mais atingidas na capital foram os bairros de Cidade da Esperança, Cidade Nova, Ribeira, Lagoa Nova, Mãe Luíza, Nova Parnamirim e alguns pontos de Pirangi e Petrópolis, que já têm tradição em alagar.[...]

[leia matéria completa em Nominuto - 23/04/08]

Trens param devidos às chuvas

Técnicos e equipes de manutenção fazem avaliação da gravidade dos estragos na linha

É possível que haja locais atingidos que ainda não foram detectados

O Sistema de Trens Urbanos de Natal teve o tráfego de trens paralisado na manhã desta quarta-feira (23/4). Devido às fortes chuvas que caíram em Natal, vários trechos das linhas Norte e Sul foram danificados, não havendo condições de tráfego dos trens da CBTU.[...]

[leia matéria completa em Nominuto - 23/04/08]

Chuva forte deixa Natal um verdadeiro caos

Repórter: Allan Darlyson
Foto: Alberto Leandro


Natal amanheceu sob forte chuva, ruas alagadas, trân
sito caótico

Natal passou, hoje, pelos maiores problemas gerados pelas chuvas nesse ano, quiçá dos últimos anos. Em todas as zonas da cidade os transtornos enfrentados pelos natalenses eram semelhantes. Ruas, casas e prédios totalmente alagados, carros submersos, tetos desabando, postes caindo, comunidades sem energia e trânsito congestionado foram algumas das conseqüências da chuva de grande intensidade da manhã de hoje.[...]

[leia matéria completa no Correio da Tarde - 23/04/08]


Centro de Tirol e Petrópolis virou um rio

Foto: Frankie Marcone

Na rua Mossoró, bairro do Tirol, quatro homens tentam tirar o carro da rua que foi inundada em poucos minutos

Quem saiu de casa ontem não teve como escapar dos estragados causados pelas chuvas em Natal. Nos bairros de Tirol, Petrópolis e Cidade Alta, houve alagamentos, trânsito caótico e carros enguiçados. Serviços de energia e telefonia deixaram de funcionar e pontos comerciais em lugares críticos fecharam as portas.


Com a queda de energia, diversos semáforos deixaram de funcionar e o trânsito ficou caótico. Com a lentidão, os ônibus atrasaram e as paradas de ônibus ficaram lotadas. Vários motoristas que arriscaram passar por trechos alagados acabaram ficando com o carro enguiçado. Outros tentavam desviar conduzindo o veículo na contra-mão, deixando o trânsito confuso.[...]

[leia matéria completa no Diário de Natal - 24/04/08]

Temporal alaga ruas e instala o caos nos bairros de Natal

Foto: Alex Régis

CHUVA - Moradores são resgatados durante temporal que atingiu a cidade

O natalense ontem se assustou de verdade. A quantidade de chuva que caiu sobre a capital causou inúmeros transtornos em todos os bairros, alguns de dimensões jamais vistas. Somente pela manhã, o Corpo de Bombeiros recebeu exatos 202 chamados, relativos a problemas causados pelas águas - frutos também do pavor que tomou conta de toda a cidade.

Pelo menos oito famílias ficaram desabrigadas e precisaram ser realojadas, além de dezesseis idosos de um abrigo em Nova Cidade, que precisou ser interditado. Pelo menos duas lagoas de captação transbordaram. Dezenas de pontos de alagamento e centenas de novos buracos foram registrados nos quatro cantos da cidade.[...]

[leia matéria completa na Tribuna do Norte - 24/04/08]

Leia mais sobre o temporal do dia 23 de abril:

. Diário de Natal :: Carros somem na Avenida Mor Gouveia
. Diário de Natal :: Natalense teve um dia caótico
. Diário de Natal :: Escolas ficam ilhadas
. Diário de Natal :: Teatro Alberto Maranhão foi inundado
. Diário de Natal :: Bairros da Zona Norte ficam debaixo d'água
. Diário de Natal :: Cratera ameaça seis casas em Candelária
. Diário de Natal :: Caminhonete cai na quadra de Mirassol


"PONTA NEGRA PEDE SOCORRO!" :: CARTA DE EDUARDO BAGNOLI [AMEPONTANEGRA] AO SECRETÁRIO DE TURISMO FERNANDO BEZERRIL

À Secretaria Municipal de Turismo
Sr. Fernando Bezerril – Secretário

Caro Sr. Fernando,

As fortes chuvas que presentemente assolam todo o Rio Grande do Norte, causando sérios prejuízos ao Estado, também tem afetado de forma severa a Praia de Ponta Negra. Somados aos problemas crônicos que temos no bairro, é urgente a tomada de providências para saná-los.

Tendo por base fotos que registrei no último dia 06, passo a relatar os problemas encontrados, associando-os aos órgãos da Prefeitura e outros a quem cabe tomar as providências para corrigi-los:

Lagoa fétida, também conhecida por “língua negra”, situada defronte à Rua Cláudio Teixeira

:: todas as fotos são de Eduardo
Bagnoli
[clique nas imagens para ampliar]


1 - CAERN

A recente adequação/ ampliação feita pela CAERN no sistema de coleta de esgotos da Praia de Ponta Negra, mostrou-se ineficiente para atender a demanda diante de uma eventualidade dessa magnitude. O excesso de água de chuva que indevidamente aflui para o sistema de coleta de esgotos faz com que este extravase em alguns pontos da Rua Erivan França (rua da praia), como mostram as fotos registradas defronte ao D Beach Resort (fotos 01 e 02).

A existência de ligações clandestinas de esgoto no sistema de coleta de águas pluviais, faz com que se formem lagoas fétidas na praia, defronte aos pontos de descarte dessas águas. Esse problema é mais sério defronte aos Hotéis Visual (foto 03) e Ingá (foto 04). O surto de dengue que afeta presentemente nossa cidade eventualmente pode se beneficiar desse descaso.

Escombros da drenagem de águas pluviais defronte ao Hotel Blue Marlin

O excesso de água de chuva também provocou sérios danos às estruturas de concreto e alvenaria de drenagem de águas pluviais junto à praia (fotos 05 e 06), contribuindo com a formação de metralha de grande porte, que tenderá - se não retirada a tempo - a se constituir um sério problema aos freqüentadores da praia.

Outro problema crônico, já que se repete a cada estação chuvosa, é o surgimento de buracos na pista da Rua Erivan França. Estes buracos são criados pelo forte fluxo de água, que percorre e extravasa a canalização da CAERN, instalada sob a pista de rodagem (fotos 07 e 08). Esses buracos constituem risco aos carros e transeuntes, atrapalhando sobremaneira o trânsito na região.

Escombros da drenagem de águas pluviais defronte ao Hotel Blue Marlin e canos a ponto de romper

2 – SEMSUR

As águas de chuva descendo em grande quantidade e com grande força as ruas que levam à praia, causaram fortes danos ao Calçadão, mostrando que esse não possui drenagem apropriada para esse tipo de eventualidade. Os danos são tão severos e tão extensos que demandarão uma reforma em toda a extensão do Calçadão e não “remendos” localizados como até agora se fez (fotos 09 a 13).

Outro problema grave e crônico é a falta de uma fiscalização efetiva e severa sobre as atividades comerciais ilegais que se realizam sobre o espaço do calçadão e sobre as areias da praia (fotos 14 e 15). Os pontos mais graves são a Rua Erivan França, onde “artistas”, artesãos e comerciantes expõem objetos de toda a natureza sobre o calçadão, impedindo o livre trânsito das pessoas e causando forte poluição visual, quando não auditiva. Já se tornaram “clássicos” os carrinhos que vendem CDs e DVDs piratas, que os promove em volume altíssimo, incompatível com a legislação vigente e o conforto dos freqüentadores do local.

Buraco na Rua Erivan França, causado pelo extravasamento de águas servidas da tubulação da CAERN

Um tipo de comércio específico, realizado sobre o Calçadão, causa repulsa e revolta: a comercialização de adereços feitos com peles e partes de animais silvestres. Diversos “hippies” oferecem cintos, pulseiras e outros objetos feitos com peles de cobras, lagartos, jacarés-de-papo-amarelo, jaguatiricas entre outros; sendo que algumas dessas espécies correm sabidamente risco de extinção.

Também é fato conhecido de que a maioria dessas peles provém do Seridó, fato que já foi, por 03 vezes denunciado por nós ao IBAMA. Essa Instituição chegou a enviar uma patrulha para vistoriar o calçadão, mas lá chegou no período noturno, quando a maioria desses hippies já está se dedicando a outra atividade ilícita: o consumo e tráfico de drogas.

Danos severos causados ao Calçadão devido ao escoamento sem drenagem adequada das águas da chuva - imediações do Flat Ponta Negra Beach

A hora certa para encontrar a todos eles é por volta das 17:30h, portanto o IBAMA deve ser novamente instado a cumprir o seu papel. Esse tipo de comércio não prejudica apenas à fauna, mas também fere a imagem de nossa cidade, equiparando-a aos mais pobres e subdesenvolvidas
vilarejos africanos, onde patas e carne de gorilas são comercializadas nas ruas, causando comoção ao restante do mundo civilizado.

3 – SEMOV

O calçamento de algumas ruas do bairro também foi afetado pelas chuvas (foto 16). Caso os concertos não sejam providenciados com urgência, “crateras” serão abertas, pois o terreno é íngreme e de base arenosa.

Erosão da praia devido a falta de drenagem adequada do Calçadão - imediações do Hotel Esmeralda. Canos e fios elétricos expostos representam risco aos freqüentadores da praia

4 – URBANA

Há tempos que nossa Associação vem reivindicando que a URBANA se responsabilize pela retirada da metralha (restos de construção, pedras, vidros, etc) acumulada ao longo dos anos na Praia de Ponta Negra. As providências tomadas por aquele órgão até agora deixam a desejar, pois não são feitos com a freqüência e intensidade necessários. A nosso ver trata-se de um problema de fácil solução e que envolve poucos recursos, além da boa vontade.

Sendo a praia de Ponta Negra um dos principais cartões-postais de uma cidade que se diz turística é fundamental que ela receba um cuidado especial do poder público, o que efetivamente não vem acontecendo (fotos 17 e 18).

5 – OI / TELEMAR

A manutenção dos equipamentos de telefonia disponibilizados à população deixa a desejar. Os orelhões estão pichados e enferrujados, o que contribui significativamente para aumentar a sensação de descaso para com a praia (foto 19).

# Observação: devido ao fato de terem se passado 10 dias da vistoria realizada na praia, é possível e desejável que alguns dos problemas aqui apontados já tenham sido resolvidos ou encaminhados.

>>> Visite o álbum com todas as 19 fotos dessa carta denúncia

6 – CAERN / EMISSÁRIO SUBMARINO

Finalmente gostaria de expressar minha preocupação para com a solução que está sendo apontada pela CAERN como sendo a mais apropriada para resolver o problema da coleta, tratamento e disposição dos esgotos de Ponta Negra e áreas circunvizinhas: o emissário submarino de Ponta Negra.

Na condição de geólogo, com especialização em dinâmica costeira, tenho convicção de que essa opção carece de estudos mais elaborados, no que diz respeito as correntes marítimas atuantes na área de descarte dos efluentes. Um trabalho realizado pelo geólogo Fernando Fortes no início da década de 80, mostra claramente que as correntes marítimas nessa parte de nosso litoral correm predominantemente de Sul para Norte.

Em seu caminho rumo ao Norte essas correntes sofrem difração ao se chocarem com porções proeminentes de nossa costa e a partir desses pontos refluem na direção contrária. Essas correntes de refluxo erodem a costa, formando enseadas no formato de meia-lua, concentrando na extremidade Sul das mesmas todo o tipo de material trazido em suspensão.

A enseada formada pela Praia de Ponta Negra é um dos melhores exemplos dessa dinâmica e geomorfologia. Quem conhece bem esta praia sabe que é nas imediações do Morro do Careca que ocorre a maior concentração de sargaços (algas arrancadas do fundo do mar). Troque-se o sargaço pelo esgoto e há a forte possibilidade desse vir a se concentrar nesse mesmo ponto.

Faltam estudos para comprovar essa hipótese, mas diante dessas argumentações não há como aprovar essa obra sem antes testá-la.

Sabedor de que o senhor está colecionando idéias criativas para compor um Planejamento Estratégico do Turismo para Natal, coloco a AMEPONTANEGRA e a minha pessoa em especial, à sua disposição para colaborar com esse projeto.

Agradeço pela usual atenção, certo de o senhor dará o encaminhamento correto e imediato às questões aqui levantadas.

Minhas mais cordiais saudações,

Eduardo Bagnoli - Presidente
Associação dos Moradores, Empresários e Amigos de Ponta Negra

Natal, 16 de abril de 2008

. AMEPONTANEGRA
. CNPJ: 07.855.262/0001-87

. Rua Francisco Gurgel 9067, Loja 1
. Ponta Negra || Natal – RN

. 59090-050 || Telefax: (84) 3204-2900
. e-mail: ame@pontanegra.org.br


>>> Cópias desse documento estão sendo simultaneamente enviadas para Órgãos Públicos, Associações e Instituições congêneres, já que para enfrentar esses problemas é necessário mais do que a reconhecida boa vontade e o prestígio da SECTUR, mas sim o engajamento de toda a Sociedade, em benefício de Natal e sua sustentabilidade sócio-econômica e ambiental, que tem em Ponta Negra e na atividade turística um de seus principais sustentáculos. São elas: SETUR - Secretaria de Estado do Turismo do RN – Sr. Fernando Fernandes – Secretário; ABIH/RN – Associação Brasileira da Industria de Hotéis – Sr. Fermi Torquato - Presidente; ARDEPONTANEGRA – Associação Representativa de Ponta Negra – Sr. Nelson Melo – Presidente; Movimento SOS PONTA NEGRA – Sr. Yuno Silva / Coordenador; Movimento Pró-Pitimbu – Sr. Kalazans Bezerra / Coordenador e SONARC – Sociedade Nordestina de Arqueologia e Meio Ambiente - Sr. Walner Spencer - Presidente

>>> Visite o álbum com todas as 19 fotos dessa carta denúncia

Câmara dos Vereadores - 31/03/03 :: MUDANÇAS NO TRÂNSITO DA AV. BERNARDO VIEIRA ENTRAM EM DEBATE

Foto: Elpídio Júnior

Desde que foi reinaugurada, há pouco mais de dois meses, as mudanças da avenida Bernardo Vieira continuam sendo motivo de polêmica, principalmente entre os comerciantes da região. Para debater o problema, o vereador Salatiel de Souza (PSB) promoveu uma adiência publica na tarde desta segunda-feira (31).

Um dos participantes da audiência, o comerciante Paulo Lemos, falou sobre os problemas que as mudanças na Bernardo Vieira trouxeram à sua vida. Há seis anos este comerciante tem uma loja de revenda de veículos na avenida, e reclama que só está somando os prejuízos depois da obra de readequação da via.

“Não há estacionamento, e é quase impossível alguém parar por lá. Os prejuízos são tantos que eu já penso até em me mudar”, declarou o comerciante.

De acordo com o técnico de planejamento da STTU, Walter Pedro, a mudança da Avenida Bernardo Vieira vem atendendo ao propósito de melhorar o trânsito dos ônibus na via, evitando os engarrafamentos.

“A prioridade da mudança foi atender o transporte público e o setor privado deve procurar fazer suas mudanças também”, declarou Walter Pedro.

Quanto às reclamações sobre o uso de botoeiras nas faixas de pedestres, walter Pedro, pediu paciência à população e disse que é só uma questão de tempo para todos se acostumarem ao novo sistema.

Durante o transcorrer da audiência, que foi presidida pelo vereador Salatiel de Souza, os demais participantes também puderam expor suas opiniões. Entre os que participaram da audiência estavam representantes da STTU, Seturn, Semov, e a própria população.

Jornal de Hoje :: CHUVAS CAUSAM BURACOS E OUTROS TRANSTORNOS EM NATAL

Buracos causam transtornos ao trânsito Natalense

da Redação
Foto: Eduardo Felipe

Avenida Bernardo Vieira

Na ponte Newton Navarro, que liga a Redinha ao Forte dos Reis Magos, parte do trecho que antecede a cabeceira, cedeu, causando uma cratera. O serviço de recuperação já foi iniciado. Já na avenida Bernardo Vieira, dois buracos estão infernizando a vida dos motoristas, principalmente, nos horários de maior pico. A Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov) ainda não havia tomado as devidas providências neste sábado.

Na feira do Alecrim, cerca de cinco tendas que cobrem as barracas não suportaram a pressão das chuvas que caíram, desde a madrugada de hoje e rasgaram. Hoje pela manhã, a reclamação era constante por parte dos feirantes. É que a estrutura metálica que compõe as barracas apresenta sinais de ferugem por todas parte. De acordo com o comerciante Severo José da Silva, a Prefeitura teve boa vontade em padronizar as barracas, mas optou por usar um material de má qualidade. "Quando isso aqui cair na cabeça de alguém, quero ver o que eles irão falar. A qualidade das tendas é tão ruim que rasga até com água. Isso é imoral", disse.

# TRIBUNA DO NORTE - 23/03/08 :: Alagamento prejudica moradores em Natal

>>> Enquanto a cidade padece, muitos lucram em cima de um quase ex-paraíso. Se a qualidade do asfalto novo da nova Bernardo Vieira e dos acessos da Ponte Newton Navarro forem iguais ao projeto do emissário submarino estamos feitos!!

Correio da Tarde - 20/03/08 :: MORADORES DE CAPIM MACIO PREISAM CONTRATAR TRATORISTA

Repórter: Allan Darlyson
Foto: Katarina das Vitórias

Tratorista tentava amenizar transtornos causados pela chuva nesta manhã

Moradores do bairro de Capim Macio, Zona Sul de Natal, foram obrigados a contratar um trator para amenizar os problemas deixados pela chuva da manhã de hoje, por causa da omissão do poder público em resolver os problemas causados pela chuva e falta de drenagem, pavimentação e saneamento. Segundo populares, o mesmo transtorno repete-se há quatro anos, sem que nenhum órgão público tome providências.

O tratorista Antônio Alves, que foi contratado pela comunidade para colocar metralhas e tentar acabar com os buracos e as lagoas deixadas pela chuva, informou que os habitantes daquela região não conseguiram nenhuma ação da prefeitura em benefício do bairro. "Eu vou tentar espalhar o barro e colocar metralhas para diminuir os transtornos, mas com a chuva o dia inteiro ficará até meio difícil", comentou.

>>> Já repararam que um chuvisco de 10 minutos é suficiente para entupir bueiros e alagar ruas? Nunca vi a cidade tão despreparada para escoar águas pluviais como esse ano. Apesar das obras, a impressão que temos é que falta planejamento para aplicar os recursos do Governo Federal com competência. Só resta uma chance para não assistirmos uma epidemia de dengue nesses próximos meses: comunidade, poder público e iniciativa privada, mais Caern, Semov, Sttu, Semurb, Semsur e Urbana devem trabalhar em conjunto para encontrar as soluções.

Segundo o comerciante Osório Pinheiro, que mora há 18 anos no local, a situação é de estrema gravidade e a população sofre com os mesmos transtornos. "Sempre que chove é a mesma coisa: ruas alagadas, carros quebrados, gente sem conseguir sair de casa e até agora só promessas da prefeitura, mas ações são poucas", reclamou.

Osório ainda denunciou que as ruas que enfrentam mais problemas não estão incluídas na primeira etapa do saneamento que o governo começou a realizar no bairro. "A Rua Joaquim Quirino da Silva e a Francisco Pignataro são as que estão em situação mais críticas e não foram incluídas nas obras de saneamento dessa etapa e na rua Valter Fernandes a coisa ainda piora, veículos de pequeno porte não conseguem passar por lá", informou o comerciante.

Próximo trimestre será de chuvas no RN

Após discussões, durante a quarta Reunião de Análises Climáticas para o Nordeste do Brasil, ontem em Recife, Pernambuco, os meteorologistas de toda a região apresentaram as análises técnicas dos parâmetros oceânicos e atmosféricos atuantes, para a previsão e chegaram à conclusão de que o inverno para o Litoral e Agreste do Estado, deverá ser com chuvas na média ou acima da média para os próximos três meses (de abril a junho). A média de chuvas para o Litoral Leste deve ser de 1.250 milímetros e para a região agreste, 640 milímetros.

Os pesquisadores também avaliaram o comportamento das chuvas no semi-árido Nordestino, onde o período de inverno já começou. Segundo a análise dos especialistas, no mês de fevereiro as chuvas no semi-árido ficaram abaixo da média em quase todos os estados da região, mas houve uma melhora no quadro na primeira quinzena de março, quando as chuvas se intensificaram e estão dentro do normal para esse período.

A previsão feita no final de fevereiro deste ano, de que as chuvas no semi-árdo do nordeste, ficariam na média ou acima da média, continua valendo, dessa maneira.

Nominuto - 01/03/08 :: ESTARÁ MESMO NATAL PREPARADAS PARA AS CHUVAS??

Para Damião Pita, cidade está melhor preparada para receber chuvas
Secretário enumera melhorias e fala que ao final da atual administração restarão 20% de ruas para drenar e pavimentar.


Repórter: Itaércio Porpino

Fotos: Vlademir Alexandre


Pita:cidade está melhor preparada para chuvas.


Tem quase 20 anos que Damião Pita está à frente da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov), em cinco administrações sucessivas. Durante todo esse tempo, uma das principais cobranças, senão a principal, tem sido para que o órgão dê conta de preparar a cidade para que ela suporte o inverno sem maiores prejuízos à população.

Nesse sentido, Pita faz uma avaliação positiva de Natal, dizendo que hoje a cidade está com uma estrutura melhor para suportar as chuvas.

>> Comentário pertinente: A drenagem pode até dar sinais de melhora na teoria, mas na prática é só chover uns 10 minutos para vermos grandes poças se transformarem em piscinas. Enquanto falta terra para absorver a água dentro dos condomínios, espaços públicos destinados à construção de praças estão virando lagoas de captação! Como NÓS podemos ajudar? Evitar jogar lixo na rua já é um bom começo.

A comunidade de Novo Horizonte, antiga favela do Japão, nas Quintas, é um dos exemplos dessa melhoria citada por ele.

“Já faz algum tempo que os moradores não correm mais risco de serem vítimas de desabamento”, diz Pita, enumerando as melhorias feitas no local: “Regularizamos o canal cujas paredes não tinham revestimento e, por isso, havia problema de erosão; a água atingia as residências e a população tinha que usar tábuas e troncos de árvores como rampa para sair e entrar em casa. Tudo isso acabou com a construção de uma escadaria e com o serviço de drenagem e pavimentação das ruas”.

O secretário fala que em Mãe Luiza as obras realizadas pela Prefeitura também deixaram o bairro melhor, diminuindo os riscos de desabamento. “Ainda há muito para se fazer, mas a situação é bem favorável hoje”, diz.

Outra área que melhorou, segundo ele, foi o Planalto, próximo ao conjunto Cidade Satélite. “Fizemos várias obras — pavimentação, drenagem e construção de lagoa — e com isso eliminamos aquele problema de alagamento da parte central do loteamento, porque antes, com as chuvas, as ruas ficavam alagadas e os ônibus não tinham como circular, deixando a população sem transporte. Esse problema não existe mais”.

O secretário de Obras e Viação observa, no entanto, que há muita coisa a se fazer para deixar a cidade totalmente adequada para as chuvas.

Ruas como essa no loteamento Sarney [foto ao lado] alagam no inverno. Ele cita loteamentos que não têm infra-estrutura alguma, caso de Boa Esperança, Nordelândia, Câmara Cascudo, Santa Inês e Kipassorama, todos na Zona Norte. “Por mais que se trabalhe, um mandato inteiro não é suficiente”, diz.

Quando a administração do prefeito Carlos Eduardo Alves chegar ao fim, em dezembro, Damião Pita acredita que ainda vão restar 20% das ruas para pavimentar e drenar.

Está incluído aí o problema de Petrópolis, cujo sistema de drenagem, por ser muito antigo, não dá mais conta do volume de água. O difícil, segundo Pita, é conseguir recursos.

“Para construir uma estrutura nova, é fácil, mas para recuperar uma estrutura que já existe, é complicado. Nós já pedimos e não conseguimos”.

Jornal de Hoje - 29/02/08 :: MORADORES TEMEM QUE LAGOA DE CAPTAÇÃO SE ENCHA DE ESGOTO

Com a obra em andamento, população cobra as licenças ambientais e pedem garantias ao poder público que não haverá contaminação

Repórter: Leonardo Dantas

A má repercussão dos problemas enfrentados pelos moradores de Nova Descoberta e Morro Branco com a lagoa do Jacaré, está levantando dúvidas entre os populares de Ponta Negra, que, em breve, também, terão uma lagoa de captação pluvial. O medo dos moradores é que os problemas enfrentados em Morro Branco se repitam em Ponta Negra, ou seja, o despejo de esgotos irregulares onde era apenas para existir água de chuva.

O aposentado Albertino de Castro Pereira Neto já procurou a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente para expor o medo de alguns moradores e cobrar do Poder Público municipal as licenças ambientais que autorizem a construção da lagoa no local. "Aqui era área de duna e eles destruíram tudo para fazer essa lagoa de captação. Como eles me garantem que só vai chegar água da chuva, se o bairro de Ponta Negra só está 20% saneado? Neste local existia uma lagoa natural, que emanou quando eles cavaram. O problema é que não queremos um foco de proliferação de doenças em nosso bairro, além de mais devastação", disse o morador.

Além disso, Albertino cita que há poucos metros de onde está sendo cavada a lagoa de captação, existe um poço da Caern, por isso, pede um exame para medir o nível de contaminação do lençol freático, com efeito de comparar quando a lagoa estiver em atividade. "Sei que antes de fazer a lagoa a Prefeitura queria jogar essa água no mar, mas logo apareceram as autoridades para proibir alegando que iria poluir Ponta Negra. Mas o interessante é que aqui foi permitido. Gostaria que as coisas fossem melhor esclarecidas", questiona o morador.

O secretário municipal de Obras e Viação, Damião Pita comenta que a situação de Ponta Negra e Morro Branco são totalmente diferentes, esclarecendo que a água destinada ao primeiro bairro virá de Capim Macio, que passa por obras de esgotamento sanitário, sendo essencialmente, águas de chuva. Damião adianta que, caso o nível da água ultrapasse o limite da lagoa, será montado um emissário que jogará o excesso no mar.

"São situações diferentes. Temos um bairro num processo de saneamento e outro que não é saneado. Todos os estudos foram feitos e as licenças asseguradas. Aquela lagoa receberá somente água da chuva, proveniente de Capim Macio, e não esgotamento sanitário.

Quanto a Morro Branco, adianto que a partir de março a Caern começa o saneamento lá", informa Damião Pita.