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A orla de Natal é tratada como um quintal, Héctor Vigliecca (arquiteto responsável pela urbanização de várias cidades do litoral brasileiro)

Tribuna do Norte - 11 de Março de 2012
Com 72 anos de idade, o arquiteto argentino Héctor Vigliecca coordena uma equipe de profissionais que atua em várias regiões do Brasil. O escritório comandando por ele é reconhecido como um dos mais importantes do país. No currículo de Héctor, consta a participação em mais de 80 concursos de arquitetura nacionais e internacionais e a premiação em mais de 40 deles. A idade não pesa nos ombros do hermano que, agora, tem como foco trazer seu talento para terras potiguares. A porta de entrada pode ser o projeto de urbanização da Praia da Pipa e Tibau do Sul.
Rodrigo SenaHéctor Vigliecca acredita que a solução para a orla natalense englobaria uma série de aspectosHéctor Vigliecca acredita que a solução para a orla natalense englobaria uma série de aspectos

Héctor está na ativa há 44 anos. A formação acadêmica aconteceu em do em 1968, em Montevidéu, e a pós-graduação em urbanismo foi feita em Roma. Mas foi no Brasil, a partir de 1975, que o profissional resolveu atuar. "Me considero um brasileiro", diz sem cerimônias. Em Natal pela terceira vez, Héctor recebeu a reportagem da TRIBUNA DO NORTE e contou o que pretende fazer por aqui. "Estamos interessando em participar da licitação das obras de urbanização na praia de Pipa e temos intenção de fazer outros trabalhos em Natal".

O Nordeste brasileiro não é território desconhecido. É do escritório de Héctor o projeto arquitetônico da Arena Castelão, futuro palco dos jogos da Copa do Mundo 2014 em Fortaleza-CE. "O projeto não é meu. O projeto é nosso, do nosso escritório. Ninguém faz um projeto desses sozinho. A equipe é muito grande", faz questão de salientar. Além da capital cearense, Aracaju também tem projetos com a assinatura do argentino.

Os projetos de grandes estádios e complexos esportivos fazem parte do portfólio do escritório comandado por Vigliecca. Mas ele mesmo reconhece que os trabalhos envolvendo reurbanização despertam maior interesse. "Praticamente desde à época da criação do escritório que trabalhamos com urbanização de áreas como favelas. Todo trabalho de arquitetura é complexo, mas quanto mais complexo, mais empolgante ele é", diz.

As vindas à Natal despertaram um interesse para um problema que afeta os natalenses há muito tempo: o avanço do mar e a consequente ameaça das construção próximas à praia. "É a terceira vez que venho à Natal. Tenho uma ideia do problema, mas não me tornei um expert da situação", diz. Héctor acredita que há negligência com relação ao assunto e faz uma crítica. "O que percebemos é que Natal, historicamente, deu as costas para o litoral. A orla é tratada como o fundo de um quintal qualquer".

Por não ter conhecimentos mais específicos do que ocasiona o avanço do mar e a destruição de calçadões, por exemplo, o profissional experiente prefere não adiantar alguma solução para o problema. "É difícil adiantar alguma solução. A orla é comprida, com setores diferentes dificuldades, com condições paisagísticas diferentes. Difícil dizer. A solução tem que vir de uma equipe multidisciplinar para dizer quais os caminhos apropriados a seguir".

Nos próximos meses, o escritório Vigliecca & Associados Arquitetura e Urbanismo tem um desafio a cumprir: elaborar o projeto de reurbanização do Morro dos Macacos, no Rio de Janeiro. O território, com cerca de seis mil domicílios, foi ocupado pela Polícia há pouco mais de um ano.

Um leigo pode imaginar que a reurbanização de um espaço é feita com a implantação de novos equipamentos públicos que tragam a sensação de segurança e comunidade ao local. Não é bem assim. "Reurbanização não quer dizer instalação de equipamentos públicos. Há favelas que têm hospital, praça, parques, transporte público e não são urbanizada", explica. "A reurbanização da favela nada mais é do que transformá-la em cidade. Isso não quer dizer que a gente quer transpor as formas da cidade formal para a favela. Não é isso. Há um modo especifico para a favela se transformar em um âmbito com qualidade urbana boa. Esse é o desafio", completa.

Trade é convidado para debater orla marítima de Natal



Os presidentes de entidades do segmento turístico e empresários ligados ao setor estão sendo convidados pelo secretário municipal de Turismo, Tertuliano Pinheiro, para uma reunião na próxima segunda-feira, que tem por objetivo analisar e anotar sugestões sobre a recuperação da orla marítima de Natal, que é um importante patrimônio público da cidade, e os problemas que a afetem, para que seja solucionados em conjunto.
"Nosso objetivo é que possamos chegar a soluções rápidas em benefício da população que utiliza nossas praias urbanas e dos turistas que nos visitam", ressalta o secretário Tertuliano Pinheiro. A reunião será às 9h, no auditório da própria Secretaria de Turismo.

O perigo do avanço do mar em Natal


14 de setembro de 2010 às 14:04
Calçadão da Praia do Forte - perigo iminente (mais fotos abaixo)
Calçadão da Praia do Forte - perigo iminente (mais fotos abaixo)
Domingo desses o Fantástico levou à tela da Globo o problema do avanço do mar em todo o Brasil. Já engoliu casas, ruas, e até pequenas cidades.
Em Natal, a situação é preocupante. Bastante preocupante. Complica-se com rapidez assustadora a cada ano. Em Ponta Negra, a faixa de areia fica cada vez mais estreita e o calçadão em eterna ameaça. Alguns pontos já foram destruídos.
Da praia dos Artistas ao Forte a situação é a mesma. No início do calçadão,  a Prefeitura já está consertando um trecho de faixa que foi levada pelo mar. Mas  em outros pontos, são vários buracos  abertos pelo poder da natureza contra a ação do homem. Próximo aos equipamentos de lazer (Forte), a violência é incontrolável e o perigo é iminete, diante dos mais desavisados, dos adeptos a caminhadas,  de curiosos, de adultos e crianças que tomam banho de mar nas proximidades, sem um alerta do risco, sequer. Os blocos de pedras que se soltam são ameaças a banhistas.
Praia
Praia dos Artistas
Praia 2
Praia dos Artistas
Praia 8
Praia do Forte - até a última foto
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Praia 7

ETE do Baldo e Emissário Submarino podem reduzir poluição nas praias

Tribuna do Norte - 30/jun/2010
Foto: Emanuel Amaral

Falta de saneamento básico é um dos principais fatores para a poluição frequente na praia de Ponta Negra, próximo ao Morro do Careca

Fatores naturais contribuem para que as praias urbanas de Natal sejam consideradas “as mais limpas do Brasil”, segundo o geólogo Ronaldo Fernandes Diniz, mesmo considerando - “sem muita dificuldade” - que as praias “seriam 100% próprias para o banho” se a cidade fosse toda saneada e esse serviço funcionasse sem nenhum problema.

Como professor do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN), Ronaldo Diniz é um dos responsáveis pelo monitoramento da balneabilidade das praias da Grande Natal, dentro do Programa Água Azul, que é executado em parceria, desde 2001, com instituições públicas do Estado que cuidam do meio ambiente e recursos hídricos.

Diniz reconhece que a deficiência dos serviços de saneamento básico não ocorre só em Natal, é um problema do Brasil. Ele acha que a partir da entrada em funcionamento da estação de tratamento do Baldo e da construção do emissário submarino em Ponta Negra alguma coisa possa melhorar na questão da balneabilidade das praias da cidade.

Mesmo o governo tendo anunciado que até o fim do ano 60% da área de Natal estará saneada, ele ainda acha “muito pouco”. Apesar disso, Diniz afirma que as praias de Natal são tidas como mais limpas do que as praias de Fortaleza (CE) e Recife (PE), por exemplo, primeiro, porque as correntes costeiras de sudeste, comum no litoral do Rio Grande do Norte, contribuem “para diluir” os dejetos que são jogados nas praias urbanas da capital potiguar.

Segundo Diniz, existem outras variáveis que explicam o fato de uma semana uma praia estar imprópria para o banho e em outras não, como as chuvas. “Quando chove um dia, todos os dejetos são carreados para as praias”, disse ele, mas se chove mais de dois ou três dias, a cidade fica limpa e não polui mais as praias.

Outro exemplo, dado por ele, ocorreu na semana passada, quando sete praias da Grande Natal, estavam impróprias para o banho, porque apareceu uma corrente costeira, evitando a diluição dos dejetos, que terminaram “prensados” entre o mar e as praias. Outro fator que contribui para a poluição da orla, segundo ele, são as ligações clandestinas de esgotos, que ocorrem em praias, como Ponta Negra, sobretudo no Morro do Careca.

Agora, o fator que mais contribui para que haja a diluição dos dejetos, informou Diniz, porque predomina no litoral ao Sul e Norte de Natal são as correntes de sudeste. Já em Fortaleza, diz ele, ocorre justamente o contrário, as correntes que vêm do norte não deixam a sujeira sair da orla da capital cearense.

A TRIBUNA DO NORTE tentou falar com a direção da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), mas não conseguiu. A assessoria de imprensa informou que dentro de um mês, possivelmente, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Baldo deve entrar em funcionamento. Só então, as ligações da rede de domiciliar de esgoto deve ser ligada à rede central de saneamento básico, em bairros como Candelária, Mãe Luiza e Nova Descoberta.

Banhistas não se importam com avisos

Mesmo com o aviso de que a praia estava imprópria para banho, algumas pessoas não se incomodaram com isso. No fim da tarde de ontem, pelo menos 11 surfistas aproveitavam as ondas da praia de Miami, onde existe uma placa do Projeto Água Viva, informando que a praia está contaminada.

Outras pessoas tomavam banho na praia de Miami até mesmo por desatenção, como a turista Glória Nelo Silva, que estava em companhia de uma irmã e os dois filhos delas. “Não prestei atenção, se tivesse visto não estaria tomando banho”, afirmou ela, que agora disse que vai para Ponta Negra.

Já a dona de um quiosque na praia de Miami, Francisca Soares Hilário, disse que “se houvesse cuidado com o esgoto, não havia isso aqui”. Assim mesmo, ela disse que os banhistas “não estão nem aí” com os avisos de que a praia “não presta pra tomar banho”.

Antônio Marcos da Silva é acreano e há três meses está fazendo um curso de aperfeiçoamento no Corpo de Bombeiros em Natal. Hospedado num hotel da Praia do Meio, ele disse que já tinha visto o aviso de praia “imprópria” para banho, por isso, só aproveita a praia para caminhar no calçadão. “Quando está assim, não tomo banho de jeito nenhum”.

Hélio Andrade é morador de um dos grandes edifícios de Areia Preta. “Aqui quem desce mais para tomar banho e jogar bola na praia é o pessoal de Mãe Luiza”, afirmou ele, acrescentando que a classe média que reside nesse complexo de apartamentos de alto luxo “têm suas casas de praia em Muriu, Pirangi” e outras praias fora do perímetro urbano de Natal, onde passam o verão ou os fins de semana.

.: Praia do Meio: retrato da decadência

DIÁRIO DE NATAL - 4/nov/2009
Repórter: Filipe Mamede
Foto: Carlos Santos


Orla que foi principal pólo de lazer de Natal hoje exibe empreendimentos fechados

Violência e limitações impostas à construção são apontadas como motivos para a situação atual da região

A Praia do Meio, antes uma das mais frequentadas da cidade, ainda sobrevive com o turismo, embora tímido. Mas com o passar dos anos, o antigo ponto de encontro da juventude natalense das décadas de 70 e 80 foi observando principalmente o crescimento da violência, o que acaba ocasianando o fechamento de bares, restaurantes e hotéis, situação visível para quem passa atualmente pela avenida beira-mar Presidente Café Filho, antes uma das mais movimentadas da cidade.

Para Ricardo Menezes, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-RN), o descaso com a segurança é o principal motivo da diminuição do número de estabelecimentos na Praia do Meio. "Existe uma falta de iniciativa do poder público e isso ocorre em outras praias também. Ponta Negra também vem passando por um processo semelhante e os empresários estão formando comissões para se pensar numa nova infra-estrutura. É preciso que isso também aconteça na Praia do Meio", indica Ricardo.

Plano diretor

Para Ana Adalgiza Dias, diretora executiva da Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RN), o plano diretor também atrapalha o desenvolvimento do local. Ela acha que a limitação de até três pavimentos para as construções acaba engessando o potencial econômico. "O plano é um tanto limitante. Por questões paisagísticas, não é permitido a existência de nada que possa tirar a visão do Forte dos Reis Magos, por exemplo. Isso acaba inviabilizando a chegada de bons restaurantes ou hotéis", explica Adalgiza.

Eventos

Ganhando a vida na Praia do Meio, a comerciante Sônia Maria, 52, trabalha em sua barraca há quase três décadas. Ela reclama da falta de eventos culturais que atraiam visitantes para a praia que, segundo ela, é pouco frequentada e decadente. "A praia agora é parada. Os turistas acham a orla bonita, porém falam que é muito desanimada. Nem o governo faz nada nem deixa a gente fazer", opina a comerciante. Além disso, ela aponta a inexistência de banheiros na região. "É um desconforto muito grande para quem frequenta a praia", observa.


>>> Comentário pertinente: Tentam a todo custo justificar a desfiguração da paisagem com mega construções, como se isso fosse resolver o problema. Saibam que, na Vila de Ponta Negra, os comerciantes ainda não conseguiram vender um pãozinho para os moradores dos novos condomínios, construídos com mão de obra 'importada'. Não vamos nos deixar enganar.

.: Banheiros e Chuveiros públicos nas praias - Como é que ainda não pensaram nisso aqui em Natal?

Está na hora de Natal valorizar o que tem de melhor: as pessoas e suas praias! Chega de passar aperto à beira mar e pagar caro por um serviço básico que nem sempre é bem prestado.

A instalação de BANHEIROS e CHUVEIROS PÚBLICOS nas PRAIAS URBANAS é imprescindível, uma necessidade urgente! Oferecer uma infra-estrutura mínima aos banhistas que freqüentam o litoral natalense, sejam eles turistas e/ou moradores, tem que ser prioridade numa cidade com vocação turística.

São esses pequenos detalhes que fazem toda a diferença.

Jornal do Commercio PE :: Cidade do Sol esbanja beleza

Cidade do Sol esbanja beleza
Economia

Conhecida por Cidade do Sol, Natal é uma terra que desperta paixão pelo aconchego do seu povo e pelas paisagens paradisíacas. São praias, dunas, arrecifes e falésias. É onde se respira o ar mais puro das Américas e onde se encontra o segundo maior parque florestal urbano do país.

Uma das principais maravilhas do litoral nordestino, Natal espera o turista com um dos mais belos litorais de todo o Brasil. Com praias de diferentes características ao longo da costa, a cidade oferece lazer para todos os tipos de visitantes. A mais movimentada, aconchegante e deslumbrante das suas praias é a Praia de Ponta Negra. Limpeza urbana e a beleza de sua arquitetura e canteiros ajardinados faz da cidade uma das mais belas cidades do Brasil. No verão, Natal simplesmente ferve com turistas do mundo todo.

A orla marítima central de Natal reúne quatro praias: Areia Preta, Praia dos Artistas, do Meio e do Forte, que podem ser apreciadas do alto da Ladeira do Sol.

Na praia do Forte está a Fortaleza dos Reis Magos, principal monumento histórico-cultural da cidade que parece preservar com suas formas a mansidão do mar, tornando a enseada ideal para o banho.

A mais concorrida, badalada e turística praia potiguar é Ponta Negra, e também o principal point da noite da cidade. Em Ponta Negra está o Morro do Careca, seu principal ícone. Mas não é só a contemplação do morro que atrai os visitantes. Ponta Negra é curtida nas caminhadas pela praia, na observação dos seus costumes e no contato com sua gente.

A Redinha completa o circuito das praias de Natal, onde se pode degustar no tradicional Mercado da Redinha uma irrepreensível tapioca com ginga.

Mas Natal não atrai apenas pelas belezas de suas praias, o Parque das Dunas, o segundo maior parque urbano do país, é um programa que vem sendo progressivamente adotado pelos turistas. Nele há duas trilhas, pista para caminhadas e várias alternativas de lazer para crianças e adultos.

A carne de sol, a paçoca de pilão, o queijo de manteiga, e os pratos feitos a base de frutos do mar compõem o paladar de uma culinária que traduz a criatividade do seu povo. Natal é verdadeiramente uma cidade mágica, que alia o calor humano à rica oferta dos atrativos para encantar uma legião de admiradores.

Natal tem início com a construção do Forte dos Reis Magos. Na margem direita do rio Potengi, existia a Aldeia Velha onde viviam os Potiguares. Atualmente Aldeia Velha é um dos bairros de Natal. O nome desse bairro é Igapó, ligado ao centro da cidade por uma moderna ponte.

O Estado cresceu muito lentamente, vindo a se desenvolver a partir de 1922, sendo os seus primeiros bairros a Ribeira e a Cidade Alta.

Foi fundada em 25 de dezembro de 1599 por Manuel de Mascarenhas Homem, capitão-mor de Pernambuco.

* comentário pertinente: até quando vão continuar pintando essa cidade apenas com uma visão de quem sobrevoa a província??