Mostrar mensagens com a etiqueta Videos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Videos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, dezembro 06, 2011

Nisennenmondai, hoje no Porto, amanhã em Lisboa

Este nome não dirá nada a muito boa gente no nosso país, mas este trio de japonesas arrastam uma legião de fãs incondicionais. Confesso que perdi o rasto desta banda há alguns anos e continuo a não perceber o que se passa com os progamadores de concertos (certamente ocupados a organizar festivais de música de pastilha elástica...). Criadoras de um rock tribal, minimalista mas repleto de (boa) distorção, as Nisennenmondai apresentam-se hoje no Porto, mais concretamente no Plano B, e, amanhã, na ZDB, em Lisboa. A primeira parte é da responsabilidade dos regressados Lobester.




A Hawk and A Hacksaw, hoje em Lisboa

Mais concretamente, no Teatro Maria Matos.

Video: I Am Not A Gambling Man

quinta-feira, novembro 17, 2011

Gouveia Art Rock 2012, a primeira banda anunciada

A edição 2012 do festival progressivo Gouveia Art Rock irá ter 3 dias, como já fora anuciado, realizando-se entre os dias 27 e 29 de Abril. A primeira banda a ser anunciada, foram os franceses Lazuli.


Video: on nous ment comme on respire

terça-feira, outubro 25, 2011

Pink Floyd e Frank Zappa ao vivo 42 anos depois



O duplo álbum dos Pink Floyd, Ummagumma, foi editado faz 42 anos. Não sendo um dos trabalhos de referência da banda inglesa, o disco obteve um considerável sucesso comercial (nomeadamente na Grã-Bretanha) e permitiu consolidar a reputação underground e experimental da formação.


No mesmo dia em que Ummagumma foi editado, Frank Zappa, um dos mais criativos e inventivos músicos do século XX tocou com os Floyd em Amougies .


Os Pink Floyd encontravam-se ainda em fase de procura de um rumo sonoro após a saída de Syd Barrett. More alcançou um relativo sucesso na Europa, mostrando uma faceta nova da banda, mais folk e acústico. Após a saída desse álbum, a banda começou a preparação do seu novo disco que se viria a chamar Ummagumma, que na gíria de Cambridge significa relação sexual. Dificilmente se poderá designar este disco com um disco normal da banda, pois ele é constituído por duas partes, uma ao vivo e a segunda de estúdio, constituído por temas compostos individualmente por cada elemento da formação. Segundo se consta a ideia partiu do teclista Richard Wright. O disco ao vivo foi gravado nos concertos em The Mother’s Club in Birmingham, no dia 27 de Abril e no Manchester College of Commerce, no dia 2 de Maio de 69. Curiosamente, nos créditos, constam que foram gravados no mês de Junho, que não corresponde à realidade. Interstellar Overdrive fazia parte dos planos de edição, mas não chegou a ser editada. Dois motivos são apontados: direitos de autor, uma vez que o tema foi composto por Syd Barrett, o que não deixa de ser estranho, uma vez que Astronomy Domine, igualmente composto por ele fez parte da edição; o outro, e mais provável, uma má qualidade de gravação tendo sido dada a alguns amigos, nomeadamente a John Peel. Careful With That Axe Eugene era um tema original, que mais tarde foi reutilizado na banda sonora de Zabriskie Point, de Antonioni, tendo surgido igualmente, numa versão de estúdio, em Relics, uma colectânea editada em 71. Os outros dois temas são A Saucerful Of Secrets e Set the Controls For The Heart of The Sun, ambas dos suegundo álbum de originais da banda. Os Pink Floyd monstravam finalmente em disco porque eram uma das melhores bandas em concerto nos anos sessenta.

O disco de estúdio foi produzido por Norman Smith, e na opinião de David Gilmour, foi mal gravado, tendo a banda inclusive pensado em refazer a gravação. A ideia consistia na realização de experiencias individuais, tendo cada membro a responsabilidade de compor um tema. Sysyphus, da autoria de Richard Wright marca o início da viagem pelo experimentalismo sonoro, onde o teclista aproveita para desenvolver uma estrutura musical complexa e orquestral em camadas sonoras. A Roger Waters coube o segundo tema, que dividiu em dois. Grantchester meadows, um tema folk pastoril, denota características de More, para depois instalar a confusão sensorial com a muito humorística (bem ao género do sentido de humor apurado de Waters), Several Species of Small Furry Animals Gathered Together in a Cave and Grooving with a Pict. Durante muitos anos, este tema deteve o recorde de a música com o título mais longo. Waters desenvolve as suas experiencias com a manipulação sonora, conseguindo algo original para a produção musical. O tema parece um longo discurso de Hitler aos insectos, mas pelo meio encontra-se uma frase de Gilmour que diz: “This is pretty avant gard, isn’t it?” Para ouvir tal mensagem é necessário por o disco a rodar a metade da velocidade. Confesso que nunca me dei ao trabalho de realizar tal experiência. O tema de Gilmour, é por sinal o menos interessante dos quatro, o que faz jus à sua inexperiência à época de compor música. The Narrow Way tem igualmente duas partes, a primeira mais folk e a segunda mais eléctrica. Nick Mason, que por sinal também nunca foi grande compositor, apresentou em The Grand Vizier’s Garden Party, manipulações electrónicas e percussão, com algumas partes de flauta pelo meio.
O design da capa foi mais uma vez entregue à equipa de Storm Thorgerson, sendo constituída por quatro fotografias, uma dentro da outra, estando em cada uma delas, um dos músicos sentado num banco enquanto os outros elementos faziam poses diferentes ao fundo. Na versão europeia surge igualmente a capa da banda sonora do filme Gigi, de 1958, com a actriz Leslie Caron, mas que foi retirada da versão norte-americana devido a problemas de direitos de autor. A fotografia da contra capa foi tirada em Biggin Hill, em Kent, e para além do equipamento da banda e de dois roadies, Pete Watts e Alan Stiles, sim, o Alan que surge em Alan’s Psychedelic Breakfast.

Ummagumma foi acusado de ser um objecto pretensioso, demonstrando uma ambição exagerada, não mostrando uma coerência nem um caminho a seguir. Acho que nunca esteve na mente dos Floyd nesses tempos, seguir um caminho único, preferindo realizar novas experiências a cada novo trabalho. Foi assim até ao Dark Side of the Moon. Depois, é a história que já todos conhecemos…


Parte deste texto foi escrito em 25 de Outubro de 2009 e publicado em Sons de Musica.




Frank Zappa com Pink Floyd Interstellar Overdrive

terça-feira, outubro 04, 2011

Steve Reich faz hoje 75 anos

O compositor minimalista celebra hoje o seu 75º aniversário. Aqui fica um documentário realizado sobre a sua obra aquando das celebrações do seu 70º aniversário.












segunda-feira, setembro 26, 2011

E no entanto, eles voam...

PIGS CAN FLY from HEYLUKE on Vimeo.



Londres acordou hoje com um porco a pairar sobre as suas cabeças. No âmbito do lançamento de toda a discografia dos Pink Floyd, e mais algumas coisas inéditas, a EMI lançou o famoso porco floydiano, o descendente do Algie, o porco original que voou sobre a Battersea Power Station 35 anos atrás, e que foi abatido após ter fugido...

Para mais pormenores das novas edições podem consultutar a página oficial dos PF.


terça-feira, setembro 20, 2011

Quail and Dumplings, primeiro tema do novo disco

Bonnie "Prince Billy, que irá actuar no próximo dia 24 de Outubro no Teatro Maria Matos, em Lisboa, irá editar no próximo dia 31 de Outubro um novo disco, de seu nome: Wolfroy Goes to Town. Para já, é possivel ouvir e ver um dos novos temas: Quail And Dumplings

quarta-feira, junho 29, 2011

Six Organs of Admittance de regresso a Portugal

Dia 10 de Setembro no Teatro Maria Matos o projecto de Ben Chasney regressa a Portugal onde apresentará os seus mais recentes trabalhos. Os bilhetes já se encontram à venda.



terça-feira, junho 21, 2011

Staircase, video do novo tema dos Radiohead

Staircase é um novo tema que está a ser divulgado na página oficial dos Radiohead, que fará parte da sessão "From The Basement" que será transmitida no final deste ano pela BBC.

segunda-feira, junho 06, 2011

Novos temas dos Beirut

O projecto de Zach Condon, Beirut, disponibilizou hoje um novo tema, de seu nome East Harlem. Se é verdade que não traz nada de novo ao som caracteristico dos Beirut, não deixa de ser aprazivel saber que as qualidades intrínecas do projecto permanecem. Goshen, é outro dos novos temas, mas que no entanto somente pode ser ouvido ao vivo, ou nos videos que circulam pela internet.


Ponto de escuta:
Beirut - East Harlem by Revolver USA

Video: Goshen

quinta-feira, junho 02, 2011

Coin Coin Chapter One: Gens of Couleur Libres, de Matana Roberts

O tempo para escrever tem sido pouco tempo. Contudo não podia deixar de escrever aqui algumas linhas sobre o novo disco de Matana Roberts, de seu nome, Coin Coin Chapter One: Gens of Couleur Libres, um dos melhores que tive o previlégio de ouvir, vá lá, nos últimos anos... Roberts é um talento maior, que para além de tocar saxofone de uma forma única, combina com a sua voz e uma capacidade de compor que a transforma num "objecto" único no actual panorama musical. É verdade, que este trabalho não é de audição fácil, sendo considerado por diversas publicações de jazz, como sendo o disco mais importante dos últimos 10 anos. Melhor do que escrever, é ouvir o disco, que se encontra disponivel para audição em stream na página da Constellation Records.

Ponto de escuta:


Coin Coin Chapter One: Gens de Couleur Libres - MATANA ROBERTS by Constellation Records

Video:

Matana Roberts - Mississippi Moonchile from Constellation Records on Vimeo.

quinta-feira, maio 12, 2011

Welcome to the machine, os Pink Floyd re-editam tudo e mais alguma coisa

Os Pink Floyd e a editora EMI chegaram a acordo para lançar a discografia completa e mais uma série de raridades e de parafernália, que incluem edições que vão desde o tradicional vinil, ao Blu-ray, passando por iPhone e outros formatos digitais, a partir de 26 de Setembro. O lançamento será em 3 fases e em 3 versões: Discovery, Experience e Immersion. Ou seja, existem edições para todos os gostos; para quem quer descobrir a carreira da banda até ao mais fanático dos fãs. Podem consultar todas as variantes e formas de edição na página Neptune Pink Floyd.

Verdade seja dita, que a generalidade das "raridades" há muito circulam pela internet, como sejam as versões alternativas de alguns temas e os videos. A execção é a inclusão dos 3 músicas realizadas no âmbito do projecto nunca concretizado, Household Objects. Depois do enorme sucesso que foi Dark Side of the Moon, os Floyd encontravam-se no dilema o que fazer a seguir. A banda queria proseguir as experiencias sonoras, construindo um disco inteiro sem um único instrumento musical. A ideia era utilizar todo o tipo de objectos que existem dentro de uma casa. Em finais de 1973, os Floyd entrarm em estudio para iniciar as gravações, tendo completado 3 temas, mas as dificuldades técnicas da altura e os resutados considerados pouco satisfatórios, levaram a banda a abandonar o projecto. No entanto, alguns desses sons foram utilizados em diversos temas de Wish You Where Here.

Não deixa de ser curioso a capacidade que a banda tem de fazer dinheiro, mesmo não tendo nada de realmente novo para oferecer, explorando até ao limite o legado e o peso do próprio nome. Como Nick Mason recordou, não existe muito material para além do já editado, pelo que esta será provavelmente, e em tempos em a era internet dificulta cada vez mais a vida aos lançamentos físicos, a última oportunidade de fazer um lançamento com boa qualidade de todo o catalogo da banda. Não é por nada que Waters, Gilmour e Mason fazem parte da lista dos 50 músicos mais ricos segundo o jornal Sunday Times. Roger Waters disse um dia que após o sucesso de Dark Side of The Moon, quando o dinheiro começou a entrar em grande quantidade, começou a questionar toda a sua filosofia socialista...


terça-feira, março 22, 2011

O Muro caiu no Pavilhão Atlântico pelas mãos de Roger Waters

Sim, o concerto teve a bonecada insuflável, sim, o concerto teve o avião a despenhar-se contra o muro, sim o concerto teve o porco (não era cor-de-rosa) a planar sobre o público. Sim, o concerto teve explosões a rodos. Roger Waters trouxe toda a parafernália associada aos Pink Floyd e ao original The Wall. Está tudo lá. A música também! Felizmente. Afinal de contas é disso que se trata, embora por vezes tal não parece, diluída que fica no meio de tanto aparato pirotécnico, de luz e de imagem. Sendo um espectáculo visualmente deslumbrante, em algumas situações peca por excesso e, muito honestamente, prefiro a versão mais soft dos anos 80, com menos informação visual e mais emoção auditiva.

Por falar em emoção, foram vários os momentos que conseguiram levar o publico ao êxtase. As tradicionais Another Brick in the Wall, parte 2, Run Like Hell e Comfotably Numb fizeram as delícias dos fãs incondicionais que esperaram 30 anos para ver esta coisa ao vivo. Destaco, pelo lado positivo, a magnifica versão de Mother em que Waters faz um dueto com ele próprio (!), com um intervalo de 30 anos. Com projecção de um vídeo da época do The Wall original, Waters em 2011 e Waters em 1981 cantam em conjunto um dos temas mais emblemáticos do duplo álbum dos Pink Floyd. Pela negativa, destaco o pior solo de guitarra do tema Comfortably Numb que já ouvi, com o guitarrista a manear-se em cima do muro, a abanar a longa melena enquanto assassina um dos mais belos solos escritos por David Gilmour. Volta Gilmour, estás perdoado. Felizmente, no DVD, que irá sair (aposto) lá para as alturas do natal, surgirá o lendário guitarrista dos Floyd que tocará em Londres, em vez deste senhor saído de uma pseudo banda de heavy-metal de garagem.

30 Anos passados sobre o original de The Wall, a nova versão revista e actualizada dispara em todos os sentidos. E continua a fazer sentido. Cada vez mais, diria. Da política à economia, passando pela religião, nada escapa à ira de Waters sobre o estado actual da sociedade. Com referências explícitas a marcas e a ideologias, Waters conduz e manipula magistralmente a audiência em delírio que grita efusivamente as palavras de ordem vindas do palco, qual Adolf e Goebbels em Nuremberg. Não deixa de ser curioso que Waters escreveu uma obra sobre a alienação das massas, sobre o controlo social, político e religioso, onde abertamente expressa a sua abominação sobre todo e qualquer tipo de sistema social organizado e utiliza tudo isso para conduzir e manipular a audiência para onde ele quer e como ele quer. Não deixa igualmente de ser curioso o facto de que Waters ganha uns quantos milhares de tostões a criticar o velho sistema capitalista… É a vida… Mas não se deixem enganar pelas minhas palvras, isto é um grande, grande espectáculo...

E já agora, sim, o muro cai no final do concerto….

Video Mother, ao vivo em United Center, Chicago em 2010


Video The Trial, ao vivo em United Center, Chicago em 2010