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terça-feira, julho 26, 2011

Wooden Shjips - West

West é o terceiro longa duração dos norte americanos Wooden Shjips e o primeiro gravado para a editora Thrill Jockey. Seria de esperar, que mais tarde ou mais cedo, o colectivo iria parar a esta editora, etiqueta de referência do novo movimento psicadélico. Pela primeira vez os Shjips gravaram num estúdio a “sério” e isso nota-se no som, mais limpo e cristalino. Quanto ao resto, quase tudo na mesma. O som continua inconfundível e logo aos primeiros acordes sabemos que estamos perante um disco dos Wooden Shjips.

Black Smoke Rise, o tema de abertura tem todo o ADN dos Shjips, e é uma das melhores aberturas de disco que ouvi nos últimos tempos. Com os seus riffs característicos, pesados e crus, ritmos sólidos percorrem o tema numa neblina psicadélica minimalista que se entranha na mente e no corpo do ouvinte. Os restantes temas do álbum são mais da mesma receita. Tal como já tinha escrita aquando do segundo disco do colectivo, Dos, pouco ou nada mudou ou evoluiu no som ou na estrutura musical, e nem era isso que se esperava deles. Os Shjips devem ser daqueles casos raros em ninguém quer eles se ponham a inventar. Mesmo se no caso de West, o som esteja mais limpo e com uma produção mais cuidada, tudo o resto se mantêm inalterado. No entanto, e não sei explicar o porquê, West não me conseguiu agarrar da mesma forma que os dois anteriores discos, mas cumpre na integra o que se espera desta formação.

Ponto de escuta:



01 black smoke rise by sonsmusica

sexta-feira, maio 07, 2010

Wooden Shjips vol.2

A banda californiana editou recentemente o segundo volume das suas raridades e músicas dispersas em edições que nunca ninguém ouviu falar. Em abono da verdade, os Shjips não trazem nada de novo ao seu registo sonoro. Inovação não é sinónima desta formação, e tenho dúvida se de facto estão interessados nisso. Contudo, as suas músicas continuam a demonstrar uma eficácia impressionante, prestando uma homenagem à sonoridade psicadélica e ao ritmo sincopado do krautrock, tudo misturado ao bom estilo de uma banda de garagem. O resultado revela-se contagiante apesar de ao fim de três músicas já ter-mos ouvido todo o espectro sonoro da banda. A cereja no topo do bolo encontra-se nas versões dos temas Vampire Blues e Contact, de Neil Young e de Serge Gainsbourg, respectivamente.
Ponto de escuta: Vampire Blues

03-wooden shjips--vampire blues by Sons de Musica

domingo, março 29, 2009

Wooden Shjips, Dos


Os Wooden Shjips são daquelas bandas que produzem música para ouvir em altos berros, deixando os sentidos em transe hipnótico, levando a mente a fluir por paisagens abstractas e etéreas. O novo trabalho, de seu nome Dos, é na realidade o segundo álbum, depois do primeiro disco homónimo de 2007 e de no ano passado terem editado uma espécie de best of onde reuniram material que andava disperso em singles e splits’7. Neste segundo trabalho não se pode propriamente falar em evolução ou em revolução do som, nem sei mesmo se era isso que os ouvintes pretendem desta banda. Mas verdade seja dita, o som parece mais coeso e fundamentalmente aprofundam um pouco mais na duração dos temas, tendo duas músicas acima dos 10 minutos. No fundo, este Dos, é mais uma trip psicadélica repleta de loops ao bom velho estilo dos Neu! com algumas vocalizações nos sítios certos e muita distorção nas guitarras que planam durante vários minutos, sobretudo na fantástica Down by the Sea.

Auqarian Time é o tema mais denso do álbum com as teclas a fazerem um piscar repetitivo a fazer lembrar os satélites no espaço, recordando que estamos perante uma banda cuja inspiração se encontra algures no space-rock. Fallin’, o ultimo tema do disco e o mais longo, inicia num tom pop hipnótico a fazer lembrar mais uma vez os kraut Neu!, sobretudo nos sons repetitivos da guitarra e no órgão que teima em não passar das duas notas, permanece a martelar na nossa mente durante muito tempo, mesmo depois do disco ter terminado. Quando o disco acaba apenas resta um desejo, volta-lo a ouvir e deixar o corpo balançar ao som dos cinco temas que constitui este novo trabalho dos Wooden Shjips.


Ponto de escuta:
Down By The sea



Site dos Wooden Ships


No site oficial da banda podem fazer o download gratuito de dois temas que o colectivo gravou para angariar dinheiro para o SF Food Bank.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Momentos de 2008 # 4

Concertos em 2008 em Portugal foram muitos e bons, e poucos os que eu assisti. Por isso este ano não farei uma lista dos melhores concertos do ano. Em abono da verdade mais valia elaborar uma dos concertos que gostaria mas não vi. Seja como for, 2008 ficou marcado pela vinda de alguns dos nomes mais importantes da música internacional. Outros nomes, aqueles que vendem “rodelas” a rodos, e que normalmente vêm desfilar o guarda roupas deixo os comentários para outros bloggers. Em Sines, houve mais uma edição do já conhecido Festival de Músicas do Mundo, que este ano comemorou a sua décima edição com um cartaz de luxo. No meio de tantos espectáculos e actividades paralelas, destaco o concerto de Rokia Traoré, considerado por muito boa gente, com um dos melhores que já aconteceram em Sines. Para os lados de Gouveia, aconteceu mais uma edição do Gouveia Art Rock, com o destaque a ir inteiramente para os veteranos Van Der Graff Generator. Em Abril, os “pais” da música industrial, os Einstürzende Neubauten, aterraram em Portugal para mais dois magníficos concertos, desta vez com o som mais condizente com os ouvidos dos espectadores. Lou Reed e Leonard Cohen também marcaram presença neste rectângulo à beira da banca rôta plantado, e no mesmo dia. Novembro e Dezembro foram meses cheios de espectáculos, com muito psicadelismo, com destaque para Wooden Shjips, Six Organs of Admittance, Sic Alps e companhia, os Lightning Bolt, os Sigur Rós e os Silver Mt. Zion, sim os que também já foram Godspeed You Black Emperor!. Bob Dylan e Neil Young provaram que velhos são os trapos, sobretudo Young, que segundo rezam as crónicas, deu aquele que é o melhor concerto da vida de muito boa gente.


Rokia Traore: Dunia

quarta-feira, outubro 22, 2008

Six Organs of Admittance ;Wooden Shjips; James Blackshaw e Sic Alps

Programa cheio no Paços Manuel e no outro lado da rua, no Maus Hábitos no dia 8 de Novembro. Assim sendo, temos James Blackshaw a abrir a noite no Paços Manuel, segindo-se Six Organs of Admittance. No Maus Hábitos, a noite começa com Sic Alps que antecede os Wooden Shjips. No dia anterior a "noite psicadélica" conta com os mesmos intervenientes, excepto James Blackshaw, na Caixa Económica Operária em Lisboa.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Six Organs of Admittance e Wooden Shjips em Lisboa

O mês de Novembro vai ser muito complicado... Para além dos Silver Mt. Zion que tocam no Porto no dia 1 (e no dia 30 de Outubro na ZDB em Lisboa), eis que surje a a noticia de que os Wooden Shjips e Six Organs of Admittance actuam no dia 8 de em sala ainda por confirmar...