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sexta-feira, janeiro 22, 2010

Imagens #22


Denis Stock era um dos fotografos mais emblemáticos da agência Magnum, da qual era membro desde 1954, faleceu recentemente, aos 81 anos. Stock fotografou muitos artistas de Hollywood com um estilo diferente do obrigatório glamour da época. Do seu vasto portfólio, destacam-se as fotografias que tirou a Marlon Brando, Audrey Hepburn, ou a Marilyn Monroe. Por ventura a sua fotografia mais conhecida é a que tirou a James Dean à chuva em Times Square. Nos anos 60 retratou o movimento hippie de uma forma original. No campo musical, sobretudo no mundo do jazz, são célebres as fotografias tiradas a Louis Armstrong, Earl Hines, Miles Davis, entre muitos outros. É precisamente Miles Davis que surge retratado na fotografia de 1958.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Imagens #10


Karlheinz Klüter dedicou a maior parte da sua vida ao jazz e à fotografia. A combinação das duas artes resultou em mais 9000 fotografias de artistas como Stan Getz, Miles Davis, Duke Ellington, Art Blakey, Chet Baker, Dizzy Gillespie, Ella Fitzgerald, Charlie Mingus, Thelonius Monk, Archie Shepp, Dave Brubeck, Gerry Mulligan, Count Basie, Elvin Jones, Stan Kenton, Cab Calloway, Kenny Clarke, Muddy Waters, John McLaughlin, entre muitos outros. A fotografia que escolhi representa Miles Davis ao vivo em Berlim em 1971, num dos melhores momentos da sua carreira.

segunda-feira, agosto 17, 2009

sábado, maio 09, 2009

Discografia Imprescendível 017 - Miles Davis; Bitches Brew (1969)

Miles Davis é mais admirado e imitado trompetista de jazz de todos os tempos. A ele se deve a renovação do cool jazz e do hard bop, sendo também o mentor da improvisação modal a partir do revolucionário Kind of Blue, até chegar ao que podemos de apelidar a sua “fase electrónica”. Miles Davis foi dos músicos de jazz a grangear a fama que estava reservada às “estrelas” do rock. Os seus discos são dos mais vendidos dentro do género, rivalizando com alguns artistas pop. Em meados dos anos 60, Davis era conhecido como Mr. Cool, mas a sua linha musical mudou quando abandonou o hard bop para a sua fase mais controversa, em que fundiu o jazz com o rock. Nessa época formou uma banda munida de instrumentos electrificados e usou efeitos sonoros nas suas gravações. As fases de renovação são particularmente notadas na sequência ESP e Miles Smiles, ambos de 66, Sorcerer e Nefertiti, de 67, Miles In The Sky e Filles de Kilimanjaro, de 68. Com In a Silent Way, de 69, surge Wayne Shorter, considerado por muitos como o grande seguidor de Davis na revolução sonora. Nesse trabalho participaram igualmente Dave Holland, guitarra, e John McLaughin, baixo, oriundos do mundo do rock. Anteriormente, em Fillis…, participaram um “tal” Chick Corea, descoberto por Miles, e um senhor que se dava pelo nome Herbie Hanckock… Boa companhia, portanto… O paradoxo sonoro viria em 70 com Bitches Brew. A crítica dividiu-se, achando os mais conservadores que este trabalho era um suicídio artístico. Em Bitches Brew, Davis, amplia as experiencias, rodeando-se de um grupo de músicos incomum, com uma vertente rítmica no mínimo invulgar, três pianistas, um guitarrista, um baixista, três bateristas e um percussionista. E tudo isto ligado à electricidade. Para completar, o trompete de Miles estava ligado a um pedal wah-wah. Miles Davis embrenhou-se num terreno para onde nunca ninguém tinha levado o jazz, conduzindo-o a uma mudança radical que da qual sempre foi muito atrito a falar. Sabe-se que Davis andava na altura muito impressionado com as actuações de Jimi Hendrix e das suas ideias psicadélicas, conduzindo-o a uma série de experiências. O corolário dessas experiências foi uma mescla sonora que possuía elementos percussivos idênticos aos da linguagem do rock. Controverso ou não, Bitches Brew é um marco importante, não só na carreira de Miles Davis, mas sobretudo no próprio jazz e na música de fusão. A sonoridade do jazz e da música moderna já mais viria a ser a mesma depois deste disco, tendo influência várias gerações de músicos.