quarta-feira, dezembro 31, 2008
Momentos de 2008 # 6
terça-feira, dezembro 30, 2008
Momentos de 2008 # 5
Bo Diddley foi um dos maiores magos da guitarra eléctrica na passagem do som dos blues para o rock, tendo feito uma revolução rítmica com as suas estranhas guitarras rectangulares. Dizia que tocava guitarra “como se estivesse a tocar bateria.
Hector Zazou, músico francês, cedo compreendeu o potencial das musicas do mundo, trouxe sons de várias geografias a uma obra que não se pode catalogar exactamente de world music, mas mais como uma amalgama de experiencias sonoras, com uma discografia extensa e esteticamente diversificada. Da sua obra destacam-se Les Nouvelles Polyphonies Corses de 1991, Geologies de 1989 e Sahara Blue de 1992.
Klaus Dinger, co-fundador do grupo Kraftwerk e mais tarde fundador da mítica formação Neu!, uma das bandas que definiu o termo krautrock. Dinger é uma das maiores referências para a música actual, tal a importância do legado que deixou.
Rick Wright, teclista fundador dos Pink Floyd, vitima de cancro aos 65 anos. A sua voz ficará para sempre ligada ao imaginário floydiano através da interpretação com Syd Barrett de Astronomy Domine, faixa de abertura do primeiro álbum da banda. Mas mais do que isso, Wright ficará conhecido pela sua simplicidade enquanto pessoa, e pela técnica enquanto instrumentista. São vários os momentos memoráveis, como por exemplo, Echos e The Great Gig In the Sky. A solo apenas editou três trabalhos e encontrava-se actualmente a prepara o quarto álbum, todo ele instrumental.
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Momentos de 2008 # 4
Rokia Traore: Dunia
domingo, dezembro 28, 2008
Momentos de 2008 # 3
sexta-feira, dezembro 26, 2008
Momentos de 2008 # 2
Um dos grandes momentos do ano foi sem duvida o regresso dos Portishead com o seu terceiro álbum de originais. Segundo rezam as crónicas o quarto disco encontra-se já em fase de preparação.
terça-feira, dezembro 23, 2008
Momentos de 2008 # 1
No final de cada ano faz-se o balanço do que ficou para trás, muitas das vezes com grandes lacunas, pois a memória por vezes é curta e essencialmente porque não temos a capacidade de absorver tudo o que nos rodeia. Muito ficou por ouvir, e daqui a uns meses ainda vamos estar a ouvir coisas de 2008 e a pensar como foi possível que isto nos tivesse passado ao lado, é sempre assim, todos os anos. As famosas listas dos melhores dos anos terão sempre falhas que poderão ser colmatadas ao longo do tempo. É assim a realização do processo histórico, a continua acumulação de dados de modo a perfazer o conhecimento. A produção musical foi extensa, variada mas (na minha modesta opinião) menos rica do que no ano anterior. Não deixa contudo de ser uma boa colheita, em que estilos musicais que normalmente têm pouco realce ganharam subitamente destaque. A nova folk ganhou alma sobretudo com os Beach House e os Fleet Foxes, que têm arrebatado a crítica e os primeiros lugares nas famosas tabelas da imprensa de especialidade. Para este sucesso algo inesperado, muito tem contribuído a força a cada vez maior importância da divulgação de bandas pouco conhecidas pela comunidade de blogues da internet, que muito ajuda na criação de sucessos. A chamada world music, conheceu este ano mais um grande momento de afirmação. Mais uma vez, a blogosfera muito ajudou na difusão de artistas que normalmente não têm acesso a grandes meios de divulgação. Artistas como Toumani Diabate e Rokia Traore trouxeram até nós dois dos mais importantes trabalhos do ano. No que diz respeito à música produzida em Portugal, a oferta foi variada, mas sobretudo em rica em qualidade. Novas bandas viram os seus méritos reconhecidos, graças a uma clara aposta na originalidade dos seus produtos (tendo em conta ao que por cá se faz). Para tal muito contribuiu o programa KM0 da RTP 2 que deu a conhecer alguns novos projectos, sobretudo na área da pop alternativa. Infelizmente, o número de vendas de cd’s continua a decair, o que revela ser deveras preocupante.
Muitos concertos ficaram por assistir (mesmo muitos). Devido a questões de diversa ordem foram poucos os concertos a que pude assistir, não me atrevendo a realizar a tradicional lista de concertos, pois resultaria em algo completamente ridículo. Foram muitas as bandas que passaram por este rectângulo à beira mar plantado, e mesmo em tempo de crise os concertos e as novas salas de espectáculo surgem como cogumelos. O decréscimo das vendas de cd’s leva a artistas e a editoras a promoverem cada vez mais espectáculos. Esta é uma das formas encontradas para combater a baixa de vendas provocada pela pirataria, e é das que se assegura ser mais eficaz. Com isto, quem ganha é o espectador que tem à disposição muita e variada oferta. Saliento no entanto a vinda a Portugal pela primeira vez dos Silver Mt. Zion, o concerto de Neil Young e o de Rokia Traore que para muitos foi o melhor concerto de Sines em ano de comemoração da décima edição.