Mostrar mensagens com a etiqueta Momentos de 2008. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Momentos de 2008. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Momentos de 2008 # 6

Na miríade de DVDs editados este ano destaco três pela sua qualidade (quer seja ela documental, quer seja ela visual). A Technicolor Dream, um relato do florescimento do movimento psicadélico na Inglaterra dos anos 60. Trata-se de documento fundamental para a compreensão de uma época com relatos em primeira pessoa de alguns dos intervenientes. Outro documentário imprescindível, é o Kraftwerk and the Electronic Revolution, onde ficamos a conhecer o trajecto de uma das mais importantes bandas alemãs, e o surgimento de um movimento rock alternativo na germânia dos anos 60 e 70. Por último, o registo do concerto dos Rolling Stones no Beacon Theater em Nova Iorque, realizado por Martin Scorsese, com muitos extras pelo meio.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Momentos de 2008 # 5

2008 ficou marcado pelo desaparecimento de alguns dos maiores nomes do panorama musical mundial. Recentemente, faleceu o trompetista Freddie Hubbard, uma das maiores figuras da história do jazz, e um dos homens que mais contribuiu para fazer da editaro Blue Note uma referência para o género. Ainda este ano tinha editado On the real Side. Hubbard tocou com alguns dos maiores nomes do jazz, como Art Blakey, Herbie Hancock, Ornette Coleman e John Coltrane. Em 1972 conquistou um Grammy com First Light.

Bo Diddley foi um dos maiores magos da guitarra eléctrica na passagem do som dos blues para o rock, tendo feito uma revolução rítmica com as suas estranhas guitarras rectangulares. Dizia que tocava guitarra “como se estivesse a tocar bateria.

Hector Zazou, músico francês, cedo compreendeu o potencial das musicas do mundo, trouxe sons de várias geografias a uma obra que não se pode catalogar exactamente de world music, mas mais como uma amalgama de experiencias sonoras, com uma discografia extensa e esteticamente diversificada. Da sua obra destacam-se Les Nouvelles Polyphonies Corses de 1991, Geologies de 1989 e Sahara Blue de 1992.

Klaus Dinger, co-fundador do grupo Kraftwerk e mais tarde fundador da mítica formação Neu!, uma das bandas que definiu o termo krautrock. Dinger é uma das maiores referências para a música actual, tal a importância do legado que deixou.

Rick Wright, teclista fundador dos Pink Floyd, vitima de cancro aos 65 anos. A sua voz ficará para sempre ligada ao imaginário floydiano através da interpretação com Syd Barrett de Astronomy Domine, faixa de abertura do primeiro álbum da banda. Mas mais do que isso, Wright ficará conhecido pela sua simplicidade enquanto pessoa, e pela técnica enquanto instrumentista. São vários os momentos memoráveis, como por exemplo, Echos e The Great Gig In the Sky. A solo apenas editou três trabalhos e encontrava-se actualmente a prepara o quarto álbum, todo ele instrumental.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Momentos de 2008 # 4

Concertos em 2008 em Portugal foram muitos e bons, e poucos os que eu assisti. Por isso este ano não farei uma lista dos melhores concertos do ano. Em abono da verdade mais valia elaborar uma dos concertos que gostaria mas não vi. Seja como for, 2008 ficou marcado pela vinda de alguns dos nomes mais importantes da música internacional. Outros nomes, aqueles que vendem “rodelas” a rodos, e que normalmente vêm desfilar o guarda roupas deixo os comentários para outros bloggers. Em Sines, houve mais uma edição do já conhecido Festival de Músicas do Mundo, que este ano comemorou a sua décima edição com um cartaz de luxo. No meio de tantos espectáculos e actividades paralelas, destaco o concerto de Rokia Traoré, considerado por muito boa gente, com um dos melhores que já aconteceram em Sines. Para os lados de Gouveia, aconteceu mais uma edição do Gouveia Art Rock, com o destaque a ir inteiramente para os veteranos Van Der Graff Generator. Em Abril, os “pais” da música industrial, os Einstürzende Neubauten, aterraram em Portugal para mais dois magníficos concertos, desta vez com o som mais condizente com os ouvidos dos espectadores. Lou Reed e Leonard Cohen também marcaram presença neste rectângulo à beira da banca rôta plantado, e no mesmo dia. Novembro e Dezembro foram meses cheios de espectáculos, com muito psicadelismo, com destaque para Wooden Shjips, Six Organs of Admittance, Sic Alps e companhia, os Lightning Bolt, os Sigur Rós e os Silver Mt. Zion, sim os que também já foram Godspeed You Black Emperor!. Bob Dylan e Neil Young provaram que velhos são os trapos, sobretudo Young, que segundo rezam as crónicas, deu aquele que é o melhor concerto da vida de muito boa gente.


Rokia Traore: Dunia

domingo, dezembro 28, 2008

Momentos de 2008 # 3

2008 fica marcado pela comemoração dos 40 anos de três discos que marcaram uma época de três da maiores bandas inglesas. O White Álbum dos beatles, Beggars Banquet dos Rolling Stones e Saucerfull of Secrets dos Pink Floyd. Curiosamente estes discos foram os sucessores daqueles que são considerados obras maiores destas três bandas e também o ponto de viragem das suas obras. Os Beatles fizeram marcha-atrás no caminho psicadélico que aviam tomado em Sargent Peper’s… voltando a uma pop “convencional”. Seria o prenúncio do fim dos “fabulosos quatro”. Beggars Banquet surge após o provavelmente o melhor disco dos Stones, Their Satanic Majesties Request, ainda com Brian Jones aos comandos. O disco de 68 marca igualmente o regresso ao caminho original da banda, com um rock mais convencional, e marca o fim de Brian Jones, sendo a derradeira colaboração com a banda. Saucerfull of Secrets marca a ressaca dos Pink Floyd pós Syd Barrett, levando os restantes membros da banda procurar um caminho entre a herança de Barrett e uma vertente mais experimental. O resultado foi um disco algo incoerente, com altos e baixos, mas onde fundamentalmente, sobressaem duas magnificas composições: Set the Controls For the Heart of the Sun e Saucerfull of Secrets. Nestas duas longas peças ficou marcado o ADN do que viria a ser o som e a desorientação dos Floyd nos anos seguintes.

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Momentos de 2008 # 2



Um dos grandes momentos do ano foi sem duvida o regresso dos Portishead com o seu terceiro álbum de originais. Segundo rezam as crónicas o quarto disco encontra-se já em fase de preparação.

terça-feira, dezembro 23, 2008

Momentos de 2008 # 1

No final de cada ano faz-se o balanço do que ficou para trás, muitas das vezes com grandes lacunas, pois a memória por vezes é curta e essencialmente porque não temos a capacidade de absorver tudo o que nos rodeia. Muito ficou por ouvir, e daqui a uns meses ainda vamos estar a ouvir coisas de 2008 e a pensar como foi possível que isto nos tivesse passado ao lado, é sempre assim, todos os anos. As famosas listas dos melhores dos anos terão sempre falhas que poderão ser colmatadas ao longo do tempo. É assim a realização do processo histórico, a continua acumulação de dados de modo a perfazer o conhecimento. A produção musical foi extensa, variada mas (na minha modesta opinião) menos rica do que no ano anterior. Não deixa contudo de ser uma boa colheita, em que estilos musicais que normalmente têm pouco realce ganharam subitamente destaque. A nova folk ganhou alma sobretudo com os Beach House e os Fleet Foxes, que têm arrebatado a crítica e os primeiros lugares nas famosas tabelas da imprensa de especialidade. Para este sucesso algo inesperado, muito tem contribuído a força a cada vez maior importância da divulgação de bandas pouco conhecidas pela comunidade de blogues da internet, que muito ajuda na criação de sucessos. A chamada world music, conheceu este ano mais um grande momento de afirmação. Mais uma vez, a blogosfera muito ajudou na difusão de artistas que normalmente não têm acesso a grandes meios de divulgação. Artistas como Toumani Diabate e Rokia Traore trouxeram até nós dois dos mais importantes trabalhos do ano. No que diz respeito à música produzida em Portugal, a oferta foi variada, mas sobretudo em rica em qualidade. Novas bandas viram os seus méritos reconhecidos, graças a uma clara aposta na originalidade dos seus produtos (tendo em conta ao que por cá se faz). Para tal muito contribuiu o programa KM0 da RTP 2 que deu a conhecer alguns novos projectos, sobretudo na área da pop alternativa. Infelizmente, o número de vendas de cd’s continua a decair, o que revela ser deveras preocupante.


Muitos concertos ficaram por assistir (mesmo muitos). Devido a questões de diversa ordem foram poucos os concertos a que pude assistir, não me atrevendo a realizar a tradicional lista de concertos, pois resultaria em algo completamente ridículo. Foram muitas as bandas que passaram por este rectângulo à beira mar plantado, e mesmo em tempo de crise os concertos e as novas salas de espectáculo surgem como cogumelos. O decréscimo das vendas de cd’s leva a artistas e a editoras a promoverem cada vez mais espectáculos. Esta é uma das formas encontradas para combater a baixa de vendas provocada pela pirataria, e é das que se assegura ser mais eficaz. Com isto, quem ganha é o espectador que tem à disposição muita e variada oferta. Saliento no entanto a vinda a Portugal pela primeira vez dos Silver Mt. Zion, o concerto de Neil Young e o de Rokia Traore que para muitos foi o melhor concerto de Sines em ano de comemoração da décima edição.