Mostrar mensagens com a etiqueta MP3. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta MP3. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, outubro 26, 2011

Os Mazzy Star regressam aos discos 15 depois

Os Mazzy Star são uma das minhas referências dos idos anos 90 e regressam agora aos discos com um CD-single após um hiato de 15 anos. A rodela contêm dois temas, Common Burn e Lay Myself Down. O disco é editado dia 31 de Outubro.


Ponto de escuta: Commom Burn
Mazzy Star - Common Burn by weallwantsome1

Lay Myself Down
Mazzy Star - Lay Myself Down by darquis

segunda-feira, outubro 17, 2011

Bad as Me, o novo disco de Tom Waits em streaming

O tão aguardado novo disco de Tom Waits será editado no próximo dia 24 deste mês, senco, no entanto, possivel, ouvi-lo na integra na página oficial de Waits.


Ponto de escuta: Back in the Crowd

Tom Waits - Back In The Crowd by antirecords

Bad As Me
Tom Waits - Bad As Me by antirecords

quarta-feira, setembro 14, 2011

Novidades para os lados da Constellation

A editora canadiana Constellation irá nos próximos tempos editar uma nova fornada de discos. No próximo dia 20 de Setembro, será lançado o novo disco de Evangelista (aka Carla Bozulich), In Animal Toung, de seu nome e que do qual podemos ouvir o tema Artificial Lamb.

Artificial Lamb by Constellation Records

Depois do sucesso do primeiro disco dos Siskiyou, eis que surge o tão aguardado segundo registo, de seu nome Keep Away the Dead. Será editado no dia 4 de Outubro e inclui o tema Twigs and Stones.

Twigs And Stones - SISKIYOU by Constellation Records

Igualmente no dia 4 será lançado um EP de Colin Stetson. Já é possivel ouvir o tema Those Who Didn't Run.

Those who didn't run (excerpt) - COLIN STETSON by Constellation Records

Sandro Perri regressa aos discos com Impossible Spaces, que verá a luz do dia no dia 18 de Outubro. Fica aqui o tema Love and Light.

Love And Light - SANDRO PERRI by Constellation Records

terça-feira, julho 26, 2011

Wooden Shjips - West

West é o terceiro longa duração dos norte americanos Wooden Shjips e o primeiro gravado para a editora Thrill Jockey. Seria de esperar, que mais tarde ou mais cedo, o colectivo iria parar a esta editora, etiqueta de referência do novo movimento psicadélico. Pela primeira vez os Shjips gravaram num estúdio a “sério” e isso nota-se no som, mais limpo e cristalino. Quanto ao resto, quase tudo na mesma. O som continua inconfundível e logo aos primeiros acordes sabemos que estamos perante um disco dos Wooden Shjips.

Black Smoke Rise, o tema de abertura tem todo o ADN dos Shjips, e é uma das melhores aberturas de disco que ouvi nos últimos tempos. Com os seus riffs característicos, pesados e crus, ritmos sólidos percorrem o tema numa neblina psicadélica minimalista que se entranha na mente e no corpo do ouvinte. Os restantes temas do álbum são mais da mesma receita. Tal como já tinha escrita aquando do segundo disco do colectivo, Dos, pouco ou nada mudou ou evoluiu no som ou na estrutura musical, e nem era isso que se esperava deles. Os Shjips devem ser daqueles casos raros em ninguém quer eles se ponham a inventar. Mesmo se no caso de West, o som esteja mais limpo e com uma produção mais cuidada, tudo o resto se mantêm inalterado. No entanto, e não sei explicar o porquê, West não me conseguiu agarrar da mesma forma que os dois anteriores discos, mas cumpre na integra o que se espera desta formação.

Ponto de escuta:



01 black smoke rise by sonsmusica

quinta-feira, junho 30, 2011

Pontiak - Comecrudos

Os Pontiak estão de regresso aos registos originais com um novo EP, Comecrudos, de seu nome. Com somente 4 temas, todos eles interligados, os Pontiak fazem uma viagem pelo deserto, numa abordagem mais psicadélica e experimental, abandonando um pouco as vibrações de guitarra, habituais nos anteriores discos. Na terceira parte o disco atinge o seu clímax após uma longa progressão sonora. A Part III é um tema delicado mas poderoso, sinistra q.b., com uma sonoridade a fazer lembrar os Pink Floyd na fase Obscured By Clouds. Para finalizar o EP, na Part IV, caminhamos em direcção ao pôr-do-sol, com as guitarras a rondarem abutres famintos em círculos. Comecrudos é um bom ensaio de uma banda que não se acomoda e um bom presságio para o novo longa duração que se avizinha.


Ponto de escuta: Part III
Pontiak-Part III by sonsmusica

quinta-feira, junho 16, 2011

Barrett Elmore - Woodlands

Os Barrett Elmore começaram como trio em 2008, praticando sonoridade um blues experimental bastante cru. No entanto, com a entrada de Mikaela na formação sueca, o estilo transformou-se num misto entre psicadelismo e blues, onde se nota a influência floydiana, fase Barrett, desde logo a começar pelo nome da banda,sendo igualmente, nome de um dos lendários bluesman americano.

Em traços gerais, a música transpira ambientes calmos de uma natureza mística, típicos da folk melacólica nórdica. Woodlands é um bom álbum de estreia, e se abano da verdade, pouco traz ao panorama musical actual, revela algumas ideias interessantes e com pernas para andar em futuros trabalhos.


Ponto de escuta:




Woodlands by Barrett Elmore

segunda-feira, junho 06, 2011

Novos temas dos Beirut

O projecto de Zach Condon, Beirut, disponibilizou hoje um novo tema, de seu nome East Harlem. Se é verdade que não traz nada de novo ao som caracteristico dos Beirut, não deixa de ser aprazivel saber que as qualidades intrínecas do projecto permanecem. Goshen, é outro dos novos temas, mas que no entanto somente pode ser ouvido ao vivo, ou nos videos que circulam pela internet.


Ponto de escuta:
Beirut - East Harlem by Revolver USA

Video: Goshen

quinta-feira, junho 02, 2011

Coin Coin Chapter One: Gens of Couleur Libres, de Matana Roberts

O tempo para escrever tem sido pouco tempo. Contudo não podia deixar de escrever aqui algumas linhas sobre o novo disco de Matana Roberts, de seu nome, Coin Coin Chapter One: Gens of Couleur Libres, um dos melhores que tive o previlégio de ouvir, vá lá, nos últimos anos... Roberts é um talento maior, que para além de tocar saxofone de uma forma única, combina com a sua voz e uma capacidade de compor que a transforma num "objecto" único no actual panorama musical. É verdade, que este trabalho não é de audição fácil, sendo considerado por diversas publicações de jazz, como sendo o disco mais importante dos últimos 10 anos. Melhor do que escrever, é ouvir o disco, que se encontra disponivel para audição em stream na página da Constellation Records.

Ponto de escuta:


Coin Coin Chapter One: Gens de Couleur Libres - MATANA ROBERTS by Constellation Records

Video:

Matana Roberts - Mississippi Moonchile from Constellation Records on Vimeo.

terça-feira, maio 24, 2011

Joy Division e New Order juntos pela primeira vez numa compilação

Os New Order vão lançar uma compilação de 18 músicas intitulado Total: From Joy Division to New Order. Esta será a primeira vez Joy Division e New Order aparece na mesma edição. Total inclui cinco canções Joy Division e 12 dos New Order e um novo tema, Hellbent.

Ponto de escuta: Hellbent


New Order - Hellbent (Previously Unreleased) by Rhino UK

segunda-feira, maio 16, 2011

Efrim Menuck - Plays "High Gospel"

Efrim Menuck é de há 15 anos uma das figuras mais marcantes da música actual. Fundador de duas das bandas mais influentes do panorama musical, os Godspeed You! Black Emperor e os Silver Mt. Zion, Menuck edita no próximo dia 24 de Maio o seu primeiro disco a solo.

Se o primeiro tema, “Our lady of parc extension and her munificent sorrows” bem poderia ser de um qualquer disco dos Silver Mt. Zion, o resto do álbum apresenta um carácter particular de Menuck. A primeira impressão que se retém da audição do disco é a ausência dos habituais companheiros musicais. A estrutura musical surge simplificada, menos intrincada, permitindo em contra-ponto explorar as ideias e sentimentos pessoais do autor, permitindo uma conexão mais íntima com o ouvinte. Nos discos dos GY!BE e dos SMZ pode-se fechar os olhos e embarcar numa viagem sonora, transformando-se numa experiência quase religiosa. Em Plays High Gospel, quase tudo é diferente. Sendo apenas metade do disco cantado, os restantes temas apresentam-se como interludios (de meditação), construídos a partir de ruídos e sons da natureza. Muitos podem não saber, mas os sons abstractos que surgem nos discos dos GY!BE são de autoria de Menuck.

Não sendo um disco que consiga arrastar multidões, nem sequer as que seguem os GY!BE e os SMZ, Plays High Gospel é um registo emocional, que deve ser ouvido com atenção, sendo a prova cabal da genialidade de um dos melhores autores de actual panorama musical.


Ponto de escuta: our lady of parc extension and her munificent sorrows
chickadees' roar pt. 2




EFRIM MANUEL MENUCK - Plays "High Gospel" [preview] by Constellation Records

quarta-feira, maio 11, 2011

Fala Mansa, o novo disco de Norberto Lobo é apresentado hoje em Lisboa

Depois do magnifico disco Pata Lenta, Norberto Lobo apresenta hoje no Teatro da Trindade em Lisboa, o seu terceiro longa duração a solo. o concerto começa pelas 22 horas, variando os preços dos bilhetes entre os 10 e os 12,5 euros. Norberto lobo já disponibilizou um dos novos temas de Fala Lenta,Chuva Ácida, que pode ser ouvido aqui.





Ponto de escuta:Chva Ácida







Norberto Lobo - Chuva Ácida (Darque) by filho único

sexta-feira, maio 06, 2011

Efrim Menuck vai lançar disco a solo

Efrim Manuel Menuck, fundador dos Godspeed You! Black Emperor, dos Silver Mt. Zion para além de ter colaborado com boa gente como por ex: Vic Chesnutt, British Sea Power, Carla Bozulich's e Grant Hart, entre outros, vai lançar em nome próprio, no dia 24 de Maio, High Gospel. Para já é possivel ouvir dois dos novos temas, “our lady of parc extension and her munificent sorrows” e “chickadees' roar pt. 2” cortezia da Constellation Records.


Ponto de escuta: our lady of parc extension and her munificent sorrows
chickadees' roar pt. 2
EFRIM MANUEL MENUCK - Plays "High Gospel" [preview] by Constellation Records

segunda-feira, abril 25, 2011

The Black Angels - Phosphene Nightmare

A banda texana The Black Angels lançou no passado dia 16 uma edição limitada com 6 temas no âmbito do Record Store Day. Os temas foram originalmente gravados para o longa duração Phosphene Dream foram agora editados numa edição limitada de 5000 unidades, com o nome Phosphene Nightmare.

O guitarrista Christian Bland afirmou que os 6 temas formam um epílogo à história apresentada no álbum Phosphene Dream, explorando nestas novas canções o lado venenoso da vida no momento "em que se perde o foco sobre a luz que existe na escuridão".

A par desta nova edição, a banda texana lançou uma nova colectânea, de seu nome, A Nice Pair, com a alguns dos seus melhores temas.

Ponto de escuta: Ronettes



Ronettes by sonsmusica

quarta-feira, março 16, 2011

Into The Ivory Tower, o novo disco dos The AllStar Project sai em Abril

O novo álbum do colectivo leiriense The AllStar Project está finalmente pronto. Após alguns problemas de mistura final, o disco encontra-se pronto e estará nas lojas em Abril. Entretanto podem fazer a encomenda do disco aqui. Entretanto podem ouvir um dos novos temas, Off Axis.


Ponto de escuta: Off Axis

02 Off Axis by sonsmusica

quarta-feira, março 09, 2011

Explosions in the Sky, novo disco em Abril

Os Explosions in the Sky estão em fase final de preparação da edição do seu novo, o sexto, albúm da sua carreira. O disco, de seu nome, Take Care, Take Care, Take Care, será editado no próximo dia 26 de Abril. Até lá fica um dos novos temas Trembling Hands, um dos mais curtos da da banda.

Ponto de escuta: Trembling Hands
Trembling Hands by Explosions in the Sky

terça-feira, março 01, 2011

Six Organs of Admittance - Asleep on the Floodplain

O lançamento de um novo disco do projecto Six Organs Of Admittance é sempre uma boa notícia. A notícia de um novo trabalho com a participação de Bem Chasney é sempre bem-vinda. Em termos de novos lançamentos, Chasney tem vindo a ser bastante prolífico. Para além deste novo Asleep on the Floodplain, Chasney irá lançar ainda este ano mais dois novos discos com o projecto 200 Years, e muito provavelmente, irá participar em mais alguns projectos paralelos.

Asleep on the Floodplain, podemos afirmar de uma forma muito simplista, que fica a meio caminho entre a fase eléctrica e a fase acústica que caracterizou os primeiros momentos (e quem sabe, os melhores) momentos do projecto Six Organs. Aqui encontramos as duas faces de Chasny. Após as primeiras audições, fiquei com a sensação de que os temas não cantados superam os cantados. O trabalho com a guitarra, acústica e eléctrica, parece superar, em termos puramente emocionais, os temas em que Chasny emprega a sua voz. No entanto, tal como em todos os álbuns de Chasney, este tem que ser ouvido como um todo, e é aqui que entra a importância da voz e das palavras. Tal como em registos anteriores, Chasney “brinca” com a voz, usando-a de uma forma muito peculiar. As vocalizações permanecem no subconsciente do ouvinte muito depois de deixarmos ouvir o disco. Tal como em Schools of Flowers (entre outros) as vocalizações são usadas umas contras as outras, criando um registo quase imperceptível.

Como acima referi, o álbum deverá ser ouvido como um todo, quase como uma única, longa peça instrumental, onde ao contrário do projecto Rangda, a melodia circular e lenta, se impregna no cérebro, chegando mesmo a causar dependência auditiva. Tal como em discos anteriores, os títulos dos temas ajudam a conduzir o ouvinte em determinada direcção, mas não de forma obrigatória. Em Asleep on the Floodplain, Chasney remete-nos para presença/ ausência de água. Above a Desert I've Never Seen," "Brilliant Blue Sea Between Us," "Saint of Fishermen," "River of My Youth," "S/word and Leviathan, e o próprio titulo do álbum, conduzem-nos para o elemento água. Em diversas entrevistas, Chasney tem mencionado ser influenciado pelos escritos de Gaston Bachelard sobre os elementos e as referências a processos elementares e cósmicos, algo que afunda nos seus discos. Para quem gosta da música de Chasney é interessante ler as suas entrevistas e os seus escritos, pois permite o ouvinte entrar mais profundamente no seu discurso metafísico e musical, onde o mito e a filosofia acasalam com a poesia.

Voltando à música, propriamente dita, destaco o tema S/Word and Leviathan, o mais longo, com mais de 12 minutos, que quando começa parece que já vai a meio. O tema não tem notas de abertura, não tem introdução, apenas o dedilhar circular de guitarra e vozes xamânicas sussurradas de Ambrogio e do próprio Chasney. Este parece invocar o caos, a própria génese do universo que tantas vezes Chasny apregoa. Curioso é o fim do tema, em Chasney toca uma linha de guitarra eléctrica em tudo semelhante à da linha introdutória do tema Sorrow criada por um certo David Gilmour para uns certos Pink Floyd… Mas isto é apenas conversa, pois entre misticismo, teologia, filosofia pós- estruturalista, magia, quem sabe exactamente o que se passa na cabeça de Chasny…


Ponto de escuta: S/Word and Leviathan
08 - SWord and Leviathan by sonsmusica

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Uma Viagem Pelos Blues #11 - Leroy Carr; How Long How Long Blues

Leroy Carr nasceu em Nashville, no Tennessee, em 27 de Março de 1905. A sua família vivia, na zona norte da cidade, não muito longe da Fisk University, e seu pai John Carr trabalhava como porteiro na vizinha Universidade de Vanderbilt. Após o divórcio de seus pais, Carr foi viver com a sua mãe para Louisville, Kentucky, e depois de Indianápolis, Indiana, uma cidade em plena fase de crescimento devido à indústria automóvel. Foi em Indianápolis que Lery aprendeu, sozinho, a tocar piano.

Após a passagem obrigatória pelo exercito e de diversos trabalhos, Carr começou a ter oportunidade de tocar em diversos bares, nos arredores da cidade, normalmente mal frequentados e onde o álcool, na altura proibido, era contrabandeado. Carr era conhecido como um notório alcoólatra e contrabandista. O seu envolvimento no contrabando permitiu o encontro com Scrapper Blackwell, que viria a ser um dos melhores guitarristas de blues. Carr e Blackwell gravaram diversos temas juntos para a editora Vocalion, sendo o primeiro, e o mais famoso, "How Long, How Long Blues", em 1928.

Apesar de Car não ser um instrumentista virtuoso, contudo, segundo os historiadores de música, o tema "How Long, How Long Blues" teve um efeito revolucionário na música popular americana. Apesar de ter morrido ainda novo, Carr deixou um considerável legado musical, com um blues melódico que atraiu, sobretudo, o público negro urbano sofisticado.

Carr morreu devido a uma doença relacionada com o álcool quando tinha somente 30 anos.


Ponto de escuta: How Long How Long Blues
577302336 by sonsmusica

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Heavy Winged - Sunspotted

Heavy Winged é uma banda de Brooklyn que pratica uma sonoridade difícil de classificar. Com peças que se prolongam para além dos 20 minutos numa orgia caótica de drones e sons de guitarra e de baixo a planarem de forma compulsiva numa sonoridade que alguns poderão classificar como experimental, noise, e outros post-rock, naquilo que era a sua verdadeira essência. Sunspotted, o mais recente trabalho da formação explora até à exaustão os feedbacks e os drones de guitarra que conduzem a melodia progressivamente até ao caos, mas perfeitamente audível.

Este é um daqueles discos que facilmente se cataloga como difíceis de ouvir, não só devido à longa duração dos dois únicos temas que compõem o álbum, mas porque exige do ouvinte uma atenção constante, de princípio a fim. Mais do que entrar em conjunturas sobre a qualidade catalogações realço é a paixão e a coragem destes três músicos que têm ao longo dos anos sabido ultrapassar os limites da musicalidade e sempre, sem comprometer a sua visão. Para mim, é sempre com enorme prazer que ouço um disco cuja liberdade criativa não sobre de amarras impostas pelo mercado nem por produtores ávidos de produzirem produtos comerciáveis.


Ponto de escuta: Streaming do álbum via Type: Breath Life; Vapor Trails


Heavy Winged - Sunspotted by _type

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Uma Viagem pelos Blues #10 - Robert Johnson; Hell Hound On My Trail

Robert Johnson nasceu em Hazlehurst, no Mississípi, sendo a sua data de nascimento ainda hoje alvo de controvérsia. Os diferentes registos apontam para diferentes datas, sendo provável que tenha nascido entre os anos de 1909 e 1912. Johnson apenas gravou 29 temas originais em duas sessões de gravação, em 1936 e 1937.

Robert Johnson é apontado frequentemente como o maior cantor de blues de todos os tempos. Apesar de não ser uma das primeiras estrelas do delta blues, o seu trabalho revolucionou o estilo de execução, onde imperava uma técnica apreciável, com recurso a riffs mais elaborados e maior ênfase no uso das cordas graves para criar um ritmo regular. Como tantos outros bluesman, Johnson foi influenciado por nomes como Son House, Leroy Carr, Kokomo Arnold e Charley Patton. Johnson tocou com Sonny Boy Williamson e Howlin’ Wolf. O estilo de Johnson viria a marcar várias gerações de músicos, nomeadamente Muddy Waters, Elmore James e a vaga de blues eléctrico de Chicago dos anos 50. Artistas como os The White Stripes, Eric Clapton e os Rolling Stones tocaram versões de temas de Johnson.

Como a generalidade dos bluesmans, os mitos rodeiam a vida de Johnson. Um dos mais populares refere que o músico vendeu a sua alma ao diabo em troca de dotes musicais, no cruzamento das estradas 61 e 49 em Clarksdale, no Mississípi. Esse mito foi difundido principalmente por Son House apoiado pelas letras de temas como Crossroads Blues, Me and the Devil Blues e Heelhound on My Trail. Esse episódio é frequentemente contado em filmes como Crossroads de 1896 e em séries televisivas como Supernatural.

Em 1938 durante uma apresentação no bar "Tree Forks" Johnson bebeu whisky envenenado supostamente preparado pelo dono do bar. Segundo consta, Johnson estaria a namoriscar a mulher do dono do bar. Apesar de ter recuperado do envenenamento, viria a contrair uma pneumonia, tendo morrido 3 dias depois, em 16 de Agosto de 1938. Contudo a sua causa de morte também não é pacífica, pois há quem afirme que Johnson terá morrido de sífilis, havendo outro que garantem que ele foi assassinado. A sua certidão de óbito apenas diz nas causas de morte “No Doctor”.

Ponto de escuta: Hell Hound On My Trail

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Low, novo disco em Abril

Os Low irão lançar um novo disco em Abril sendo possivel ouvir um dos temas que irá integrar o albúm.


Ponto de escuta: Monkey
Low-Monkey by sonsmusica