Mostrar mensagens com a etiqueta Hildur Gudnadottir. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hildur Gudnadottir. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, junho 23, 2010

Agora sim os Faust actuam em Portugal

O Teatro Maria Matos apresentou ontem as linhas orientadoras da sua programação para 2010/11. o objectivo, segundo o director Mark Deputter, passa por continuar a apostar na criação contemporânea. Na área da música, em Setembro, o Teatro Maria Matos vai receber o concerto de Jóhann Jóhannsson, que apresentará um espectáculo de fusão entre a música de câmara e orquestral com electrónica e que conta com a participação de Hildur Gudnadottir e Matthias Hemstock. Em Outubro acturão os Faust, banda germânica que recentemente lançou um novo trabalho, Faust Is Last. Wildbirds & Peacedrums e o trio Daniel Carter, William Parker & amp; Frederico Ughi também estão confirmados.

segunda-feira, abril 26, 2010

Hildur Guðnadóttir no Maria Matos, em Maio

No próximo dia 4 de Maio, Lisboa recebe um concerto impar, quer pela sua qualidade, quer pela sua beleza sonora. Trata-se de Hildur Guðnadóttir, uma compositora relativamente pouco conhecida entre nós, e que irá actuar no Maria Matos.

Oriunda do país com vulcões com nomes impronunciáveis, Hildur é uma violoncelista com um historial de colaborações impressionante onde se destacam os trabalhos realizados com os Pan Sonic, Throbbing Gristle, Johann Johannsson, Skúli Sverrisson, Bem Fros, entre outros. Para além desses, é membro do colectivo islandês Kitchen Motors. Da sua discografia destaca-se a participação com os Pan Sonic no álbum Katodivaihe. O seu segundo em nome próprio, Without Sinking, é sem dúvida o disco mais intenso e coeso da islandesa. Segundo a sua própria descrição, Hildur passou muitas horas em aviões a olhar para as nuvens como meio para obter inspiração para a sua música (coisa agora mais difícil de realizar…). Já por aqui falei em tempos do o último registo desta senhora, Without Thinking, um dos melhores discos de 2009, e que seguramente Hildur irá apresentar no próximo dia 4.

Ponto de escuta: Myspace

quarta-feira, abril 15, 2009

Hildur Gudnadóttir, música para nuvens


Hildur Gudnadóttir é uma violoncelista com um historial de colaborações impressionante onde se destacam os trabalhos realizados com os Pan Sonic, Throbbing Gristle, Johann Johannsson, Skúli Sverrisson, Bem Fros, entre outros. Para além desses, é membro do colectivo islandês Kitchen Motors. Da sua discografia destaca-se a participação com os Pan Sonic no álbum Katodivaihe. O seu segundo em nome próprio, Without Sinking, é sem dúvida o disco mais intenso e coeso da islandesa. Segundo a sua própria descrição, Hildur passou muitas horas em aviões a olhar para as nuvens como meio para obter inspiração para a sua música. “I wanted to have open space for single notes and let them breath, like single clouds in a clear sky. As a contrast I also wanted to create denser and heavier compositions which were more thundercloud like. I like the way clouds form, how many tiny droplets can form such dense forms and then slowly evaporate into thin string-like forms”. O som que Hildur cria assemelha-se a uma pintura com uma pureza mística, e o tema de abertura é um bom exemplo disso. Pode-se questionar como é que um disco pode sobreviver durante quase 50 minutos apenas com um violoncelo. Na verdade, Hildur cria vários sons com o seu instrumento, aplicando-o em camadas sucessivas criando uma harmonia impar no panorama musical actual. Para além disso, o álbum conta também com as participações Skúli Sverrisson, Johann Johannsson e o pai de Hildur, Guðni Franzson. No tema Aether, Hildur introduz a harpa, num registo simples mas que simultaneamente tem a capacidade de um toque extra à melodia já de si deveras interessante. Na peça final, porventura a mais densa do disco, Hildur aplica um drone ondulado com as suas cordas e sons de fundo quase imperceptíveis. O espaço deixado entre as notas cria tensão e expectativa não permitindo que o ouvinte relaxe em demasia no conforto da sonoridade.


Ao contrário do que se pode imaginar por esta descrição, não estamos perante uma obra que se possa classificar como “clássica”, bem pelo contrário. Hildur apresenta uma das composições e estruturas estilísticas do mais vanguardista que se possa imaginar. Desde a primeira audição que este álbum me surpreende e me cativa, podendo (e arriscando) afirmar que estamos perante de um dos melhores discos que ouvi nos últimos tempos.


Ponto de escuta:


Hildur Gudnadóttir - Myspace