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quarta-feira, agosto 12, 2009

Enfim juntos, José Mário Branco, Fausto e Sérgio Godinho

A ideia não é nova mas, por motivos vários, não tinha sido concretizada. José Mário Branco, Fausto e Sérgio Godinho estão a preparar um espectáculo conjunto, para estrear em finais de Outubro, com o título provisório, Três Cantos, ou Enfim Juntos. Dese espectáculo, resultará, em principio, a gravação de um CD e DVD.

Em 1974, logo a seguir ao 25 de Abril, com José Mário Branco e Sérgio Godinho recém-chegados do exílio e Fausto a preparar o lançamento do seu segundo álbum, fizeram os três parte do Colectivo de Acção Popular, criado na madrugada de 1 de Maio, que pretendia "pôr a actividade musical" ao serviço das transformações sociais e políticas que começavam nesse mês em Portugal. Nesse período, houve vários concertos em que, com José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, entre outros.

Os concertos estão marcados para o Campo Pequeno, em Lisboa, a 22 de Outubro, e para o Coliseu do Porto, a 31 desse mesmo mês. Os bilhetes, serão postos à venda já no dia 13 de Agosto.

quinta-feira, julho 16, 2009

O terceiro disco da trilogia marítima de Fausto vai ser lançado em 2011

O terceiro, e último disco, da trilogia marítima de Fausto, verá a luz em 2011. A tão aguardada conclusão da obra, que teve inicio com Por Este Rio Acima, e, Crónica da Terra Ardente, em 1994, terá a sua conclusão em 2011. Ainda são poucos os pormenores, mas já em Março, Cristina Branco tinha afirmado que o cantor não tinha podido participar na gravação do seu disco por se encontrar a gravar o terceiro volume da trilogia. Durante a apresentação do programa do CCB para 2009/10, foi revelada a informação de que Fausto irá apresentar, num concerto único, sete novos temas, conjuntamente com sete músicas de cada um dos volumes anteriores.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Discografia Imprescendível 015 - Fausto; Por Este Rio Acima (1982)


A obra maior de Fausto foi dos primeiros disco de que me lembrei quando criei esta rubrica mas somente agora ganhei coragem para escrever sobre ele. Por ser um dos trabalhos de que mais gosto e devido à sua enorme qualidade musical e poética, tive receio de escrever umas míseras palavras sobre este disco maior da música portuguesa. Por isso optei por esperar e escrever com uma certa dose de humildade pois esta obra assim o merece.


Por Este Rio Acima conseguiu o que até então apenas José Afonso havia conseguido com o álbum Cantigas de Maio, um trabalho radicalmente diferente de tudo o que até então se fizera na música popular portuguesa. A diferença não se encontra somente na música mas também na poesia, bem como no conceito estético que permitiu que a MPP fosse entendida como uma identidade cultural com expressividade variada e não como um modelo formal uniformizado. A narrativa musical e poética assume aqui uma densidade nunca antes experimentada.


Por Este Rio Acima é o primeiro disco da trilogia (inacabada) sobre a diáspora portuguesa, baseando-se nas viagens de Fernão Mendes Pinto relatadas na “Peregrinação”. Mas é mais do que isso. Fausto pega na heroicidade típica dos relatos dos feitos portugueses além-mar, juntando em tons irónicos a miséria, a tristeza e as agruras de um Portugal saído de uma ditadura. Canções como Navegar, Navegar, ou O Barco Vai de Saída, ficaram indelevelmente na memória colectiva, pelo menos dos que têm agora mais de trinta anos. No entanto não podemos esquecer músicas como Porque não Me Vês, Como Um Sonho Acordado e O Que A Vida Me Deu, que deixam marcas profundas no ouvinte e elevam este duplo álbum a uma matiz de excelência.