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sexta-feira, novembro 13, 2009

The Wall, 30 anos depois, parte 5

Antes do espectáculo na Broadway e do concerto em Berlim, surgiu o filme The Wall em 1982, derivado directamente do álbum homónimo. Muito se escreveu sobre a longa metragem realizada por Alan Parker e as interpretações e strapolações que se fizeram com a vida de Waters. No entanto, e como o próprio esclareceu em diversas ocasiões, tanto o disco com o filme é inspirado no conto de Jean-Paul Sartre, The Wall.

O filme retrata a construção e demolição de um muro, que metaforicamente representa o sentimento de isolamento e de alienação, mas que deixa em aberto toda uma série de interpretações, nomeadamente de cariz político. Aliás o filme explorou e, sobretudo retratou de forma mais nítida os conflitos sociais que assolavam o Reino Unido na era Tatcher e o perigo real das ditaduras fascistas.

Waters, quando tinha em mente desde o inicio de realizar um filme com base no disco, mais concretamente, seria filmado durante a digressão que a banda iria efectuar para promover o álbum. Contudo, a EMI não deu abalo à pretensão de Waters por compreender o conceito. Alana Parker, realizador de filmes como o Expreeso da Meia Noite e Fama, ambicionava realizar mais um filme musical, desta vez baseado no disco dos Pink Floyd. A ideia de realizar o filme durante a digressão foi abandonada e assim Waters perdia o lugar de ator principal. Bob Geldof viria a assegurar o papel. Geral Scarf, cartoonista político, e que desenhou o genérico a série ingeles, Sim, Senhor Ministro, realizou as sequências de animação, tendo sido utilizadas algumas previamente feitas para os concertos, e desenvolvido outras. No total, são 15 minutos de animação, o que conferiu um aspecto original. Na sua estreia no Festival de Cannes (mostrado fora de competição), a generalidade dos críticos afirmaram estar perante um dos grandes musicais modernos. No entanto, Waters manifestou profundas reservas sobre o filme, dizendo que a rodagem tinha sido uma experiência muito irritante e desagradável, apenas elogiando o desempenho de Geldof e o trabalho do seu amigo Scarfe. Durante a rodagem do filme, Parker esteve frequentemente em desacordo com Waters e Scarf, chegando a afirmar em diversas ocasiões, que foi uma das experiencias mais infelizes das sua carreira.

Depois da ideia original de Waters ter sido descartada, ele sugeriu realizar um filme com uma narrativa mais convencional, e produzindo novas músicas que serviriam de banda sonora. Essa ideia foi igualmente abandonada, tendo sido aproveitada para a gravação do disco seguinte, e último de Waters com os Floyd, o The Final Cut. No filme, alguns temas foram sujeitos a nova gravação, para melhor convir no filme. Hey You foi cortada da versão final por ser considerada demasiada longa e não de comprometer o ritmo do filme, tendo a generalidade das imagens remontadas na sequência Another Brick in The Wall, Parte 3.

Video: Hey You, não incluida na versão final.



Foi igualmente realizado um documentário sobre o filme, The Other Side of The Wall, que retrata o processo criativo e a rodagem do filme, que foi incluido na edição DVD, e que se pode ver mais abaixo. Existe um outro documentário nessa mesma edição, centrada nas ideias de Waters, menos rancuroso com o resultado final do filme, e de Geral Scarf.