3 de novembro de 2023

 E leva tempo a refazer-se.

A vida.

E agora?

31 de maio de 2022

Faz-se.
Desfaz-se.

Refaz-se.

A vida.

11 de setembro de 2020

Esquiços gráficos. 19

 Ainda há bondade neste mundo. Inesperada.

Bondade vinda de uma empresa portuguesa de Penafiel.

Que agradeci do fundo do coração.




2 de setembro de 2020

Esquiços gráficos. 18


15 de maio de 2020

Esquiços gráficos. 17

" A falta que um rosto faz".

in António Couto, Leitura do Tempo que Vamos, Aletheia Editores, 2020


Somos 7 biliões de pessoas...

24 de abril de 2020

Esquiços gráficos. 16


"O homem bíblico tem de viver de mãos abertas (Kaph). Só assim se recebe das mãos de Deus para ele estendidas (Isaías 65,2) das palmas das mãos de Deus em que está carinhosamente tatuado (Isaías 49,16) É de mãos abertas que Deus governa o mundo (Ben-Sirá 18,3). O Talmude, que é a sabedoria hebraica condensada em cinco milhões de palavras, refere exemplarmente que o punho cerrado representa a sabedoria do imbecil, que pensa que detém o mundo nas malhas da sua rede. E refere depois que, quando a mão inicia o movimento de se abrir, é como as pétalas de uma flor que se abre à vida. E acrescenta: é assim que floresce a a inteligência. E, quando a mão se abre completamente, é  mão do sábio, que n\ao retém nada, mas conhece o valor do encontro e do dom. E, cruzando agora as duas m\aos abertas, ficamos com a imagem do "pássaro, livre, que voa"".

in António Couto, Leitura do Tempo que Vamos, Aletheia Editores, 2020

23 de abril de 2020

Esquiços gráficos. 15


"É, de facto, o mundo da mãe ('em), ou da ama que cuida do bebé ('omen), e do bébé que é objecto de cuidados ('amûn), da confiança radical, da aleitação, que eleva a fé ou confiança até ao leite materno, o seu estado biológico e espiritual mais puro, da embalação, da lalação, da palavra antes das palavras, como contavam há seculos os hassidîm na Europa Central:

Vá eu para onde for, Tu;
Onde eu parar, Tu:
somente Tu,
ainda Tu,
sempre Tu.
Céu, Tu;
terra, Tu.
Para onde eu me voltar,
para onde olhar,
Tu, Tu, Tu."

in António Couto, Leitura do Tempo em que Vamos, Aletheia Editores, 2020